28 outubro 2013

Balança

De vez em quando ela aparece.
Liga de madrugada. Sempre manda uma mensagem antes de ligar.

De vez em quando ela desaparece, sem antes dizer um "até breve".
De vez em sempre ela me confunde. Peso o peso.
Passou.

De vez em quando eu me pergunto. De vez em quando ela responde.
É Balança mesmo. Vai, volta, às vezes gira no ar.

De vez em quando eu me esqueço. Eu só esqueço, eu queria apagar.

De vez em quando, balança.

27 outubro 2013

Sobre expectativas

Odeio do fundo da minha alma criar expectativas.
Mas das expectativas que eu, porcamente, crio, a que mais me frustra é a de tentar ligar no celular de alguém e não ser atendida.

Não sei se é porque meu celular está sempre comigo e geralmente sempre funcionando... Ou se é porque que desligo o celular quando não quero/não posso atender, mas essa sensação de vazio que fica em mim depois que eu tento ligar e não consigo me consome de uma tal forma...

Um sentimento ruim toma conta de cada pedaço meu.
É ego ferido.
Não que o mundo tenha girar ao meu redor, mas porra, tem celular, é pra atender.
Se você saiu de casa e levou o celular, é pra atender, se eu quisesse ligar pra saber que você saiu e não pode atender, ligaria na tua casa, não no celular.

Enfim... Lamentações à parte, acho que é hora de focar em algo na vida.

Mais uma viagem vem por aí, e eu sempre volto diferente das minhas viagens...

15 outubro 2013

Música da noite...



"Joga pedra na Geni!
Joga pedra na Geni!
Ela é feita pra apanhar!
Ela é boa de cuspir!
Ela dá pra qualquer um!
Maldita Geni!"

13 outubro 2013

Plantadora de minhocas imaginárias

Sapatão é mesmo uma raça lazarenta.
Ex-namorada então? E olha que eu me incluo nessa raça, também sou ex.

Ex-namorada, stalker, com propensão a fazer criação de minhocas imaginárias, então é fogo.
"Quando a gente gosta é claro que a gente cuida" e cuida tão bem que vai vasculhar o twitter alheio em busca de qualquer coisa pra poder se defender e dizer: Olha como ela é uma vaca.

Não que ela seja. Mas às vezes é mais fácil colocar a culpa no outro.
É sempre mais fácil colocar a culpa no outro.
Foi ela quem me decepcionou.
Ela quem errou. Ela quem disse isso. Ela quem tuitou aquilo.

E aí em vez de perguntar o que a fulana queria dizer com tudo aquilo, foi mais fácil inventar uma história absurda na cabeça oca.
Tudo bem.

O que eu realmente fico pensando é onde essa história toda vai parar.
Meu coração tá perdidinho da silva.

Já passei por tanta coisa, mas tanta coisa, que toda vez que vejo que to me magoando, ou magoando alguém, eu tenho vontade de fugir e adotar outra identidade.

Em meio a tudo isso, existe uma ausência, uma saudade, um desejo de completar esse vazio.

Estou cada dia mais certa que eu quero casar. De que, finalmente, tá na hora.
Só falta achar alguém que me faça acreditar que pode dar certo.

Mas isso é outra história


ps: o engraçado é que eu poderia estar falando dela, mas na real, estou falando de mim, ando com minhocas na cabeça
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