22 dezembro 2013

Desabafando

Tentando racionalizar algumas coisas.
Muita, mas muita coisa entalada por aqui.

Sabe, cansei de acharem que eu sou trouxa.
Não, eu não sou. Eu posso parecer trouxa, eu posso fingir que sou trouxa, mas trouxa mesmo, isso eu não sou.

Das coisas que aprendi com a vida (me fodendo, é claro): tome uma decisão e mantenha-a.
Isso vai custar a vida, mas meu orgulho por inúmeras vezes não me deixa voltar atrás em algumas coisas. Ainda bem.

Sabe, muita coisa mudou depois de Sorocaba.
Muita coisa mudou depois de Recife. Muita coisa muda a cada dia.

Ela me perguntou o porque mudei de ideia, se a intenção era "voltar" quando eu voltasse de Sorocaba. E olha que eu pensei em fazer coisas fofas, comprar alianças, e pedir desculpas pra (agora) ex-sogra.
Acho que eu nunca respondi sinceramente a essa questão. A resposta? A resposta está ali em cima: eu não sou trouxa, não sou palhaça e odeio que mintam pra mim. Simples assim.

Que eu realmente não me via mais com ela, isso é um fato. Eu nunca me vi, e deu certo durante um bom tempo.
E eu não me imaginava no futuro com ela por motivos óbvios: eu sou chata e exigente demais.
Não que isso seja ruim, mas sei lá, maturidade pra mim é ser responsável. E isso ela não foi. E eu falei.
E cada vez que falei e ela não me ouviu me machucou.

Não querendo comparar, mas foi mais ou menos a mesma situação do namoro com a complicada e perfeitinha de SP: eu aviso o que me machuca mas a pessoa não está nem aí, então eu vou brochando até não querer mais. Até chegar num ponto onde ainda se gosta mas não se tem vontade de ficar junto.

Eu não vou falar mal. Nem bem. Que eu a acho imatura ela sabe. Disse isso sem medo algum pra ela.
Tem muita coisa engasgada. Muita coisa que eu tento digerir, mas não dá.
E hoje especificamente está foda.

Eu não condeno ninguém por seguir a vida, tá certo, é isso mesmo que tem que ser feito.
Não julgo porque eu também não quero ser julgada. Sabe, não quero ninguém me analisando, dizendo que é auto-afirmação ou o diabo a quatro. Não quero ninguém concluindo que estou bem ou estou mal sem me perguntar.

Eu tô bem. Com uma raiva que dá umas pontadas de vez em quando e faz minha gastrite atacar, mas eu estou bem, e no fim, é isso que importa pra mim: eu estar bem.

Eu cansei das pessoas acharem que sabem da minha vida. Cansei das conclusões precipitadas.
Cansei principalmente de pessoas que se diziam meus amigos me julgarem sem ao menos perguntar o meu lado da história.
Aí qualquer coisa que eu digo é indireta, é alfinetada. Poxa, penso assim: se a carapuça serviu, o problema é seu, não meu.

Sabe, eu deixo poucas pessoas na minha vida. Não sou de ligar muito, de sair muito, de ter sempre contato, mas quem fica, fica por algum motivo. Odeio coisas desnecessárias. Pessoas desnecessárias. E se você me julga sem me ouvir, então você também é desnecessário. Então não vou ligar pra tua ausência, não vou correr atrás mesmo depois de anos.

Pessoas vem e vão.
Em Sorocaba me disseram que sou fria.
É, eu sou. Um pouco.

Quer minha amizade? Faça por onde.
Quem é meu amigo sabe disso.

E quem é meu amigo sabe também o tamanho da minha decepção.
Sabe o quanto eu trabalho pra fingir que está tudo bem, quando nem tudo está tão bem assim.

Tenho sido sincera com quem se aproxima.
E tem funcionado. E isso me tem feito feliz.
Eu vivo sem expectativas. Quando eu as crio, me decepciono.

Eu já cansei de perder a linha e gritar. Não tenho mais paciência.
Cansei de discutir.
Não gosto do rumo que as coisas tomaram. Mas não há nada a ser feito.

Eu vou ser sempre a errada. Não me importo mais.
Essa dor de estômago vai me matar.

Das perguntas que foram feitas e ficam ecoando na cabeça: Se você tentou voltar com todas as outras, por que comigo não?

A resposta está em cada cigarro, cada mimimi, cada vez que você falou mal de mim depois que terminamos.

Quando terminei em agosto o que eu esperava eram algumas mudanças, um jeito mais sério de encarar a vida. De não perder o controle, de continuar mantendo os outros pratinhos no ar...

Sei lá, devo ser cega. Acho que no fundo o problema sou eu.
E se o problema sou eu, então deixar as coisas como estão é o melhor remédio.

Nada vai apagar essa decepção de mim.


06 novembro 2013

Sútil diferença

O que difere uma menina de uma mulher: O corpo desenvolvido, as belas curvas, a voz?
As decisões?

Uma menina num corpo de mulher, uma mulher em corpo de menina.

28 outubro 2013

Balança

De vez em quando ela aparece.
Liga de madrugada. Sempre manda uma mensagem antes de ligar.

De vez em quando ela desaparece, sem antes dizer um "até breve".
De vez em sempre ela me confunde. Peso o peso.
Passou.

De vez em quando eu me pergunto. De vez em quando ela responde.
É Balança mesmo. Vai, volta, às vezes gira no ar.

De vez em quando eu me esqueço. Eu só esqueço, eu queria apagar.

De vez em quando, balança.

27 outubro 2013

Sobre expectativas

Odeio do fundo da minha alma criar expectativas.
Mas das expectativas que eu, porcamente, crio, a que mais me frustra é a de tentar ligar no celular de alguém e não ser atendida.

Não sei se é porque meu celular está sempre comigo e geralmente sempre funcionando... Ou se é porque que desligo o celular quando não quero/não posso atender, mas essa sensação de vazio que fica em mim depois que eu tento ligar e não consigo me consome de uma tal forma...

Um sentimento ruim toma conta de cada pedaço meu.
É ego ferido.
Não que o mundo tenha girar ao meu redor, mas porra, tem celular, é pra atender.
Se você saiu de casa e levou o celular, é pra atender, se eu quisesse ligar pra saber que você saiu e não pode atender, ligaria na tua casa, não no celular.

Enfim... Lamentações à parte, acho que é hora de focar em algo na vida.

Mais uma viagem vem por aí, e eu sempre volto diferente das minhas viagens...

15 outubro 2013

Música da noite...



"Joga pedra na Geni!
Joga pedra na Geni!
Ela é feita pra apanhar!
Ela é boa de cuspir!
Ela dá pra qualquer um!
Maldita Geni!"

13 outubro 2013

Plantadora de minhocas imaginárias

Sapatão é mesmo uma raça lazarenta.
Ex-namorada então? E olha que eu me incluo nessa raça, também sou ex.

Ex-namorada, stalker, com propensão a fazer criação de minhocas imaginárias, então é fogo.
"Quando a gente gosta é claro que a gente cuida" e cuida tão bem que vai vasculhar o twitter alheio em busca de qualquer coisa pra poder se defender e dizer: Olha como ela é uma vaca.

Não que ela seja. Mas às vezes é mais fácil colocar a culpa no outro.
É sempre mais fácil colocar a culpa no outro.
Foi ela quem me decepcionou.
Ela quem errou. Ela quem disse isso. Ela quem tuitou aquilo.

E aí em vez de perguntar o que a fulana queria dizer com tudo aquilo, foi mais fácil inventar uma história absurda na cabeça oca.
Tudo bem.

O que eu realmente fico pensando é onde essa história toda vai parar.
Meu coração tá perdidinho da silva.

Já passei por tanta coisa, mas tanta coisa, que toda vez que vejo que to me magoando, ou magoando alguém, eu tenho vontade de fugir e adotar outra identidade.

Em meio a tudo isso, existe uma ausência, uma saudade, um desejo de completar esse vazio.

Estou cada dia mais certa que eu quero casar. De que, finalmente, tá na hora.
Só falta achar alguém que me faça acreditar que pode dar certo.

Mas isso é outra história


ps: o engraçado é que eu poderia estar falando dela, mas na real, estou falando de mim, ando com minhocas na cabeça

29 setembro 2013

Sobre a semana

Aí você passa pela pior semana ever.
Brigas em casa. E aquela saudade que você insiste em esconder.
Tô bem, tô toda trabalhada no estilo palhaço de levar a vida: fazer os outros sorrirem mesmo quando não se está no seu melhor dia.

Essa semana, a falta da amizade pegou de um jeito...
Não me decepcionei só com a (ex)namorada, me decepcionei com a amiga.
E a amiga está fazendo falta. Uma puta falta.

26 setembro 2013

Sobre sexo casual e saudades

Ando querendo entender essa saudade.
Se é só saudade ou se é uma espécie de não aceitação de "sexo casual".
Não que eu não goste, não que eu não curta.

Só fica difícil de entender não querer um segundo encontro quando as duas partes curtiram, quando as duas pessoas são legais.
Ou talvez só eu tenha achado bom. Essa é uma possibilidade forte. Talvez seja só a distância.

O que quero dizer, é que, se não fosse toda essa distância, rolaria de novo?
Foi só sexo casual?
Será que ela também sente saudade?

É tanta coisa na minha cabeça. São tantas perguntas, tantas coisas que eu queria saber, como se ela tivesse as respostas pra me dizer quem sou... Como se me faltasse um rumo na vida e ela tivesse as respostas sobre isso.

E misturado a tudo isso, é mágoa e vazio.
A pior parte é que perdi minha melhor amiga. É isso que mais tem machucado.

Enquanto isso, vou vivendo: um dia de cada vez. Tentando não demonstrar, tentando esconder as olheiras por não dormir direito, por perder o sono cedo. Tentando não pensar no que não pode ser.

Hoje estou bem cansada. Trabalho e pouco tempo de sono.
Não vejo a hora da minha próxima folga chegar.



25 setembro 2013

Ao comentário do último post

Eu juro que não queria desistir, tanto que todos os amigos pra quem contei que não estava mais namorando eu disse: "Espero que seja por pouco tempo".

Sempre esperei que ela me surpreendesse.
E sim, sei que não se muda da noite pro dia ou em uma semana, justamente por isso fiquei mais de um mês sozinha, mas ainda me portando como se estivesse namorando. Não foi à toa o término, foi consenso, eu sei e ela sabe o quanto estávamos nos machucando.

E eu cansei de só ser ouvida quando eu apelo. Não quero isso pra mim. Não quero isso pra ninguém.

A minha grande frustração nessa história toda é: eu ouvi, eu respeitei, mas quando eu precisei ser ouvida, não respeitaram.
Não que eu seja a certa em 100% do tempo.

Tive e tenho meus erros. Não estou impune nessa história.
E sim, admito, gosto dessa taurina. Gosto muito. Se não gostasse não estaria tão decepcionada.

O tempo vai passar.
Nunca fecho uma porta.
Só vou viver a minha vida, sem planos, sem expectativas.

Espero que ela fique bem. E eu espero que eu também fique bem.

Com relação aos amigos: não considero amigo quem fala mal pelas costas e não tem coragem de dizer as mesmas coisas na minha frente.
Acha que eu estou errada? Fale isso pra mim, não para os outros.

24 setembro 2013

Desabafando

Antes que eu surte, vou escrever. É uma raiva, não por ela ter ficado com uma, duas pessoas, mas por ela não ter me contado isso antes. Porque no fim, eu já imaginava que isso iria acabar acontecendo. Minha chateação não é ter ficado ou deixado de ficar. É com a evolução pessoal dela. Afinal, eu não fico metendo o pau em alguém e depois vou lá e fico. É essa "evolução" que eu esperava, de não cometer os mesmos "erros". Só por isso. Porque até então, eu estou solteira e ela também. Ninguém deve nada para ninguém. Eu tenho o direito de ficar chateada, decepcionada. É um sentimento. É algo que eu não esperava. Só que ela tem o péssimo hábito de tentar encontrar erros meus para colocar na balança. Acho isso infantil. Viajei. Fiquei com outra pessoa, sim. Curti pra caramba. Faria de novo. Mas sei que por mais que eu ache a menina dos cabelos vermelhos extremamente interessante, não rola nada mais do que uma amizade. Somos, eu e ela, duas pessoas fragilizadas. Ela até mais do que eu. E tem a distância também. Uma série de empecilhos. O que não quer dizer que o que aconteceu foi ruim. Eu lembro de um episódio de How I met Your Mother, onde o Ted não queria conhece a moça que fez o bolo de uma festa, porque o que tinha rolado tinha sido especial e que se, talvez, houvesse uma continuação daquela história, talvez não fosse mais tão especial assim. Acho que talvez eu esteja na mesma situação. Outra coisa que me irrita: ofender os outros. Mas o que mais está me irritando é a insistência em não me deixar quietinha no meu canto. Tanto que pra ter um pouco de paz eu dei block em todos os lugares possíveis. Cansei. Vou viver minha vida. Demorei tanto pra sair, pra ficar com outra pessoa, que só fui fazer isso estando longe, que era por medo de machucar. Não estou pintando um monstro. Longe de mim. Só não quero mais. Foi tudo muito bom, muito intenso. Não desejo o mal de ninguém, muito pelo contrário. Só cansei de cometer os mesmos erros.

23 setembro 2013

Sobre os últimos acontecimentos...

Vazio nem sempre é solidão E a solidão nem sempre é o vazio. A noite hoje termina de maneira estranha. Passei o dia inteiro tentando ocupar a cabeça para não ter que pensar em tudo o que têm acontecido. Um namoro que não existe mais. Uma decepção que ocupa a cabeça. O lance é que não me decepcionei com a atitude em si, mas com o descontrole. Esse sim me tira a vontade e as esperanças. O último ano foi muito bom. Estou ainda aprendendo a ter tato. Mas entre o outro e eu, sempre vou cuidar mais de mim. A viagem me fez bem. Tive conversas exatamente sobre isso: sobre completar-se por si só. E aí fica esse vazio de mim... Essa tristeza, esse não ter com quem falar sobre o meu dia. Estou chateada com os meus amigos. Ou com o meu amigo. Ou ainda, estou sem saco/paciência com meu melhor amigo. Hoje não é um dia qualquer. É o primeiro dos quais eu assumo que não quero mais esse passado. Ou tudo aquilo que esteve presente no último ano. Hoje eu quero a mim. E vou viver um dia de cada vez. Estou com saudade das conversas de Recife. Especificamente de uma pessoa. De me sentir a vontade. De não ter medo. Saudade de estar 100% em paz.

03 agosto 2013

Necessidades

Recomeçar.
Reviver.
Restaurar.
Relembrar.

Curar.
Cuidar.
Conceder.
Compreender.

Viajar.

02 agosto 2013

Sabe quando você não sabe onde quer chegar, mas sabe que precisa continuar caminhando?
Pois bem, ando assim.

12 março 2013

Karma

o título desse post também poderia ser: De como as coisas acontecem, e como o destino é foda. A atual namorada é caso antigo, e antiga também vai ficando a nossa história posto que sou ariana, e arianos não gostam de rotina, sempre querem algo novo. Record de duração, visto que são quase 10 meses juntas. Entre tantas indas e vindas, entre tantas brigas antes de finalmente resolvermos tomar vergonha na cara e nos curtirmos sem expectativas, antes disso tudo, antes de calarmos a boca de diversos "amigos" que disseram que não iria dar certo, tivemos sim nossas diferenças. Até porque eu tenho o dom de gostar de gente complicada. Mais que isso? Tenho o dom de ser ainda mais complicada que todas elas juntas. Mas é uma complicação simples e óbvia, pelo menos da minha parte. Pra que dizer tudo isso? Simples, faz tempo que não registro o quanto a atual namorada é incrível. Faz tempo que não agradeço pela maneira fofa e inocente como ela cuida de mim. Faz tempo que não demonstro o quanto ela tem importância pra mim. Já disse inúmeras vezes: nada é pra sempre. Eu não sou pra sempre, a vida não é pra sempre... Mas só quero que tudo isso dure enquanto for bom: pra mim, pra ela, pra nós.

21 fevereiro 2013

De como sou desligada...

Eu sempre cortei expectativas sobre mim. Sempre. Por mais que não pareça, eu acho que não sou lá grandes coisas. Acima de tudo: sou chata. Sou chata pra caraleo. Sou exigente, cobro dos outros coisas que me foram cobradas: responsabilidades, cresça logo, se vire sozinha, isso tudo e muito mais. Às vezes acho que eu poderia ser melhor, e eu sei que posso. Tenho oportunidades para melhorar todos os dias, mas como eu disse ali em cima: sou desligada. Muito. Muito mesmo. Inúmeras vezes falo e faço coisas que magoam as pessoas. Por vezes é ausência de atitudes o que magoa. E acho que por isso sempre bato na tecla: não espere nada de mim. Nada. Eu faço tudo, tudo mesmo, o que for preciso pra ver um amigo de verdade bem, mas até eu me ligar que ele tá precisando de ajuda, ah, vai um tempo. E isso tudo vale pra relacionamento também. Com o tempo eu vou ficando acomodada. Isso é tão ruim. Tão ruim. Não é que eu goste menos, muito pelo contrário, mas é que eu simplesmente não percebo que as pessoas têm algumas necessidades que são constantes. Eu sou inconstante. Ariana, né? E por ser inconstante nunca disse o tempo todo o quanto as pessoas são importantes pra mim, e olha, elas são importantes. Amigos. Amores. Eu só percebo que fiz burrada quando é tarde demais. E teoricamente eu sou grossa, uma ogra educada e polida, mas uma ogra. Às vezes me sinto como a Fera e isso dói tanto, tanto.
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