24 março 2011

Reflexões

Não sei como devo começar ou continuar essa conversa.
Pra quem não sabe, esta semana foi meu aniversário.

Mais um outono entre tantas primaveras.

O que acontece é que ainda estou chateada com Dona José.
É uma mágoa tão grande, tão profunda que incomoda mais do que deveria.

Não costumo remoer coisas, mas confesso que tudo o que tem acontecido tem tomado mais dos meus pensamentos do que o de costume.

Se fosse qualquer pessoas, se fosse qualquer ocasião... mas não é...

E de certa forma isso diminui a minha paciência com o resto do mundo, o que não é nem um pouco legal.

Enfim...
A vida segue e uma hora a gente se acostuma

23 março 2011

Sobre Dona José

Eu fico me perguntando se todo mundo tem problemas com a mãe assim como eu tenho.
Aliás me dá desgosto me referir de forma automática a ela e chama-la de mãe. Pra mim, há muito tempo, ela é só uma mulher que mora na mesma casa que eu.

Eu sei que quando me pergunto sobre problemas com essa senhora que me pôs no mundo as respostas podem variar.

E sei também que, por diversos motivos, não posso negar que muitas vezes ela teve uma presença diferente na minha vida.

O problema é que eu me acostumei a enxergar Dona José como uma pessoa amarga.

13 março 2011

Sobre ficar revirando o passado

Essa semana estava conversando com minha amiga, esta é a primeira vez que falo dela no blog, acredito que vou falar mais vezes sobre ela, então vamos chama-la de Ilustradora.

Pois bem, estávamos conversando, desde que a conheci percebi que nossas vidas são muito parecidas, mas com um espaço de tempo entre o que acontece na vida dela e na minha.

Nessas que notei que nós, digo isso num geral, temos mania de ficar revirando passado, meio que procurando sarna para se coçar.

Ela tem uma ex no estilo "Baixinha". E ainda está na fase em que fica se perguntando diversas coisas sobre o término, sobre não estar junto, procurando justificativas do porque Fulana agiu assim ou assado.

Apesar de estar namorando, sabe que não está 100% entregue na relação. O que me faz lembrar muito do meu namoro com a Índia, que não foi a pessoa que mais amei na face da terra, mas que contribuiu e muito com o meu crescimento. Posso dizer que foi meu melhor namoro: não tinha distância, tinha alguém que cuidava de mim, não tinha problemas com os pais, afinal era uma relação em que todo mundo sabia que nós namorávamos.

Durante um bom tempo, aquilo foi bom para mim, mas chega uma hora que outras coisas começam a pesar. Nesse caso, foi o fato de que eu ainda acreditava que poderia dar certo com a "Baixinha", talvez porque a forma como havíamos brigado e nos separado não tenha sido um ponto final, mas sim, reticências...

É interessante perceber que eu só fui me abrir de fato para novos relacionamentos (e me apaixonar novamente) quando tinha desistido 100% de tentar insistir naquela história. Não à toa foi depois de um tempo que acabei conhecendo a Namorada Complicada e Perfeitinha.

O que eu conversava com a Ilustradora, é o fato de que talvez ela esteja num momento em que sabe de certas coisas, mas tem tantas outras questões na cabeça que não consegue nem resolver o passado e nem curtir o presente de forma plena.

Às vezes a resposta de tudo o que nos perguntamos sobre situações indefinidas é que simplesmente não há resposta.
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