23 dezembro 2010

Notícia: Mais homofobia na Av. Paulista

Essa eu vi no site do Estadão, agora pela manhã, e estou em choque. Eu poderia estar no lugar da menina que sofreu a agressão. A notícia é da versão on-line do Jornal da Tarde, leia:

Garota beija amiga e leva socos de duas mulheres - 22/12/2010 23h40
Damaris Giuliana

Mais uma agressão por intolerância foi registrada na madrugada de terça-feira na região da Avenida Paulista. Uma lésbica foi empurrada e levou socos no rosto por causa de um beijo. É o quarto ataque ocorrido na região da avenida desde 14 de novembro.

A analista de comércio exterior L.D.B., de 25 anos, estava com dois amigos, à 1 hora, em uma lanchonete na altura do número 900 da Rua Augusta quando viu uma garota que já conhecia. “Ela atravessou a rua para falar comigo e a gente se beijou”, relata. Um grupo com cerca de oito pessoas desceu a rua. “Eram duas meninas que podiam ser facilmente confundidas com homossexuais. O grupo todo parecia no mínimo gay friendly”, conta L. “Mas as meninas começaram a dizer: ‘Que nojo! Tenho nojo de lésbica!’, e se afastaram.”

L. continuou na lanchonete. O grupo voltou, parou a meio quarteirão e as jovens começaram a provocar. “Não sei que tipo de gente é essa. Tem de morrer. Tem de criar vergonha na cara”, diziam, segundo a vítima, que foi tirar satisfação.

“Quando perguntei qual era o problema, uma delas me empurrou e a outra me segurou. Aí elas me deram socos. Estou com um ferimento na testa do lado direito, meu olho esquerdo está roxo e minha boca também está machucada”, disse L.

Até a noite de ontem, a vítima não havia registrado queixa. “Todas as pessoas que sofrem agressão devem procurar a Decradi (Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância), que tenta identificar esses agressores”, explica Adriana Galvão, presidente do comitê sobre a diversidade sexual e combate à homofobia da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), regional São Paulo.

De acordo com o coordenador-geral LGBT da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência, Igo Martini, agressão de mulheres contra mulheres é raro. “Valeria a pena ser analisado”, diz. Hoje, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva inaugura o Disque Direitos Humanos que, entre outras funções, atenderá homossexuais. O objetivo é traçar o perfil de vítimas e agressores, além de mapear onde os casos acontecem. “Além de reforçar as políticas nacionais LGBT, pretendemos usar os números para sensibilizar o Congresso na aprovação do projeto de lei que criminaliza agressões homofóbicas.”


Não preciso dizer que acho isso um absurdo, né?
Estou horrorizada e sinceramente sem ação. Sei que tweets e cadeiras não mudam a sociedade, mas eu realmente gostaria de saber como mudar a consciência sobre preconceito em geral na cabeça das pessoas. Acho que antes de discutirmos se é por gênero, orientação sexual ou religião, deveríamos respeitar o ser-humano e suas diferenças. Ninguém é igual a ninguém, mas ninguém pode achar-se no direito de sentir como uma raça superior. O sangue que corre nas minhas veias é tão vermelho quanto o de outras pessoas, e não quem eu amo ou deixo de amar que define quem sou.

Acredito que a mulher que sofreu as agressões deve denunciar e colaborar para que, mais do que punição, as meninas que a agrediram entendam que não há motivos pra tamanha barbariedade.

p.s.: podcast sai até dia o Natal.

2 já falaram

Chrys Farias disse...

Apesar da notícia lamentável, desejo-te um feliz natal com muita saúde, felicidade, sucesso! Beijos!

Anna Flávia disse...

É um absurdo, sem dúvidas. Só não entendo porq tanto ódio. =(

Beijo

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