04 maio 2010

Noite sem sono, trabalho a fazer

Tá, que eu deveria estar trabalhando, classificando veículos de comunicação conforme sua relevância, mas tô aqui, perdida entre os meus pensamentos desde ontem a noite. Desde sábado pra falar a verdade. Tô aqui, querendo saber qual a minha relevância, qual a sua relevância, qual a relevância de tudo o que vem acontecendo.

Eu sei que não dá pra voltar no passado e arrumar tudo, mas poxa, precisava ser tudo tão ruim assim?

Precisava?
Que saco.
Não é tristeza. É só inconformação. Não me conformo. Não me conformo mas também perdi a vontade de mudar o mundo, mudar o meu mundo. Eu já fiz isso uma vez, não vou fazer de novo. Uma vez eu fiz todas as loucuras por um amor, eu sei que é errado deixar de agir, desistir, e acabar descontando traumas passados em momentos e pessoas novas, mas eu não tenho pique, não tenho mais, entende?

Eu poderia ser a melhor pessoa do mundo.
Mas não fui. Não culpo ninguém por isso, não tem como culpar.
Erros acontecem.

Você me perguntou por que estou assim. Será que você não percebeu que é mágoa?
Cara, é mágoa e pura mágoa. É um sentimento de incompetência por tudo ter dado errado. Por eu ter me machucado tanto, outra vez. É um puta dum machucado que eu tento esconder todos os dias.

Aí encontro o celular. E com ele todas as mensagens dos meu melhores momentos com a pessoa que você foi um dia. Porque você não é mais mesma, porque eu não te conheço mais, porque isso que você se tornou dói em mim também. É como se eu tivesse criado um monstro. Uma espécie de Alice, completamente perdida.

"“Você poderia me dizer, por
favor, qual o caminho para sair daqui?”
“Depende muito de onde você quer chegar”, disse o Gato.
“Não me importa muito onde...” foi dizendo Alice.
“Nesse caso não faz diferença por qual caminho você vá”,
disse o Gato."

O que não faz diferença é indiferente. E indiferença dói mais que muita coisa.
Quando acho que estou seguindo em frente, que deixei grande parte do que sinto pra trás, eis que algo acontece, eis que lembram que eu existo. E eu não entendo. Porque seu silêncio me ofende. Durante muito tempo ele me ofendeu. E depois de tantas ofensas: diálogo. Ou tentativa de.

Dois estranhos. Duas pessoas alheias ao universo uma da outra.
No que foi que a gente se transformou?

Você em reclamações, eu, em mágoas - é isso mesmo?
É assim que vai ser? É assim que a gente vai deixar acontecer?

Eu não sei. E não saber me deixa aflita, me tira o sono.
Não quero chegar em qualquer lugar. Eu tenho metas bem definidas.
E sei o que eu não quero pra mim.

Egoísta que sou, ando calando antes de falar dos sentimentos.
Você não sabe de muita coisa. Nunca se interessou em saber.

2 já falaram

Anônimo disse...

Acho melhor fazer de conta que tá tudo bem, fingir que está vivendo seus melhores momentos...vai que vc se convence?!


roylwn

Camille disse...

Adoro seus posts , vc podia postar mais né ?! Adoro seu blog , Bjs

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