20 abril 2010

Só palavras

Quando é que vão entender que eu quero me firmar com alguém? Será que eu to pedindo muito? Será que o fato de querer gostar de alguém e ter alguém que goste de mim e que não por acaso essas duas pessoas sejam a mesma, será que isso é pedir demais?

Sabe, eu cansei dessa coisa de conhecer, conquistar, agradar, namorar e nada valer a pena, cansei de construir castelos de areia. Cansei de ver meus sonhos destruídos sejam porque não souberam lidar com algum tipo de situação, seja porque foram covardes, seja porque não tinham certeza do que queriam ou por outros motivos.

Me desfazer dos sonhos é algo que dói. Não é tanto pela pessoa, mas pelo vazio que fica me acompanhando por meses e meses, em quase todas as horas do dia.

Eu passo muito tempo me perguntando onde foi que eu errei. Se foi na hora de escolher pra quem dar meu coração, se foi depois, se fui lenta ou rápida demais.

Cara, eu amava, amei, amo, sei lá que tempo verbal usar. Só queria me dessem valor. Eu fiz meu melhor. Eu sempre tento fazer meu melhor e o que eu ganho?
Mentiras!

Ok que eu não sei ficar quieta, ok que deveria largar isso pra lá. Mas entenda: não to falando de uma situação específica. Falo num geral.

Poxa, meu mundo tava bacana. Eu achava que estava.
Eu estava apaixonada. Eu estava boba. E não durou.

Mas que caralho! A porra das duas vezes que eu resolvo me entregar, quando eu começo a achar que vai ficar tudo bem, acontece algo.

Mentem, fogem... Enganam. Eu me engano.

E cara não tô falando de ninguém, que ISSO FIQUE BEM CLARO. Porque aí depois tenho que aguentar gente enchendo o saco. Odeio esse povo que acha que sabe tudo que se passa na minha vida e no fundo não sabe porra nenhuma. Gente que acha que sabe do que eu to falando e mal me pergunta se eu to bem, mal sabe o que fiz ou deixei de fazer no último final de semana. E que lê o que escrevo, tanto aqui ou twitter ou em outros lugares e acha que sabe do que eu to falando.

NÃO SOU NOVELA não me acompanhe, cuida da tua vida, pô.
Que saco. É só cobrança. E depois vem falar que é meu amigo? Ah vai se foder, grandão. Pegue as meias verdades que você acha que sabe sobre a minha vida e escreve um livro, tu vai ganhar dinheiro.

Estou próxima a um limite. Prestes a ultrapassar esse limite.
Não sou e nunca fui dona da verdade. Sei admitir quando eu erro e odeio arrumar confusão. Pago pra não entrar numa.

Não gosto. Mesmo.
Tudo bem que tenho o temperamento mais difícil de lidar do mundo. E eu sei disso. Minhas brigas geralmente são com que é ou está próximo a mim, aliás, acho que quanto maior a briga, maior a importância da pessoa na minha vida.

Quem eu não gosto, ganha minha indiferença. Contrário de amor não é ódio; é não-amor, é indiferença.

Eu explodo, mando tomar no cu, mando se foder, ofendo, machuco, mas faço isso quando sei que se precisar, se for necessário eu tenho capacidade de cuidar. Não ofendo à toa. Não faço nada sem motivo. Por menor que ele seja, sempre tem um motivo. Pode ser um motivo bobo, bizarro, inútil, mas ele sempre vai ter um porque.

Tô cansando. Cansando de sempre me cobrarem.
Se sou a certinha não dão valor. Se resolvo curtir a minha vida eu não presto.
Eu não presto? Certeza?

Nunca enganei ninguém. E olha que oportunidade eu tive.
Traí? Já, uma vez, em 2006. E sabe por quê eu não traio mais? Não é pelos outros, não. É por mim. Porque eu simplesmente acho que não tem necessidade de me enganar, de enganar alguém, porque eu sei que eu tenho coragem, caráter e respeito pelos outros de chegar e dizer o que penso e principalmente: o que eu sinto. Igual eu tô fazendo agora.

E sabe qual é a merda? É que de novo vão me julgar.
E de novo não sabem do que vão falar.
Nego não vê muita coisa que tá na frente dele, coisa que da própria vida e vem querer palpitar na minha?

Só queria entender, se é pra eu esperar por algo melhor, se é pra eu ficar sozinha, se o que eu faço tá tudo errado. Só isso.

Porque nesse momento não tô achando algumas coisas lá muito justas, não.
E eu sempre me ferro achando que dá pra fazer justiça com as próprias mãos.

Acho que de repente eu pago é por esperar que as pessoas sejam boas, que tenham coração, que respeitem. Respeitem umas as outras, se respeitem, se conheçam, amem a si próprias. E cara amor é algo que eu considero extremamente ligado a outra coisa fundamental: verdades.

É o que eu disse no último post, não dá pra fazer de conta.
Tô pirando, to surtando, to escrevendo. Tô tentando me desfazer de tudo isso que tá aqui me incomodando.

E não to pedindo pra alguém passar a mão na minha cabeça, não to pedindo pra ninguém ler, não to pedindo nada. Eu só quero escrever.

Se você acha alguma coisa, se é alguma crítica, se você não vai ajudar, se não vai fazer com que eu me sinta melhor, então, meu amigo, minha amiga, guarde suas palavras. Não to afim. Não mesmo. Aliás, usa tuas palavras na tua vida. Dá uma olhada pra ela antes de vir falar da minha.


No fundo só queria entender o que é que acontece.

6 já falaram

J.e.L disse...

Eu tenho que começar assim:
CARALHO.

Me identifico muito contigo, muito, muito mesmo.

Bora sentar numa mesa de bar, beber horrores e mandar todo mundo se fuder.

Ju.

Anônimo disse...

Vou começar assim...caracas! Penso o seguinte, respeitosamente : Vc é dona do seu blog, que é aberto pra qq pessoa comentar. Vc pode deletar qq comentário. Vc não é obrigada a aceitar qq comentário. Vc tem todo direito de se revoltar, enraivecer, pois o blóg é seu. E cá entre nós, um blog aberto é um risco que vc corre por tudo que escreve, pois são muitas cabeças diferentes que rondam por aí....uma opiniãozinha? Ligue o foda-se e conte com vc mesma, não gaste energia e nem se estresse que a vida é curta.

Camille disse...

Ah alguns meses sigo seu blog ,sempre leio seus posts ( sao sempre otimos ) Mas hj parei pra comentar , pois esse me identifiquei muito com ele .
Estou nesta mesma situção , po suas palavras me ajudaram a colocar pra fora oq eu tentava a me expressar a um tempinho !
Parabéns Very good seu blog !

Anônimo disse...

Na vida, temos sempre que dizer adeus. Quando amamos nunca pensamos que um adeus vai acontecer mas, às vezes, os sentimentos mudam e a gente acaba por ter que deixar uma pessoa ou somos deixadas. É quando o adeus acontece. É quando a dor acontece e a gente meio que fica sem chão, sem saber o que fazer, o que pensar. No entanto, temos que seguir em frente por mais difícil que seja. E com medo de sofrer novamente acabamos por não nos entregar totalmente se um outro alguém aparecer. Mas não podemos ter medo do próximo adeus porque os "adeus" nunca acabam. O que a gente precisa saber é que após um adeus há sempre uma chance de recomeçar.
Li uma parábola uma vez e o final dela dizia assim: A dor na vida de uma pessoa não muda. Mas o sabor da dor depende de onde a colocamos. Quando você sentir dor, a única coisa que você deve fazer é aumentar o sentido de tudo o que está a sua volta. E’ dar mais valor ao que você tem do que ao que você perdeu. Em outras palavras: E’ deixar de ser copo para tornar-se um lago.

Na incongruência desse vasto mundo, espero que minhas poucas palavras lhe sirvam um dia. Se não agora quem sabe num futuro existente?

Anônimo disse...

Quando escreve as palavras que eram suas, tão intimamente suas se tornam da outra do outro.
"me identifico" "so fala besteiras" "não entendi"
E quem disse que era para entender?
Explodir em mil pedacinhos, juntar os cacos, e se refazer.
Se fizer escreva.

Andressa Pierre disse...

nossa cara..
queria ter a coragem que tu tem.
eu te entendo perfeitamente bem.. nao digo que acompanho teu blog.. mas eu me identifico com que tu passa... queria um dia poder conversar ctg. mas o resto.. nao se preocupa com absolutamente nada.. ninguem paga tuas dividas (: e.. como diz renato russo: "Quando tudo está perdido sempre existe um caminho, quando tudo está perdido sempre existe uma luz"

beijo linda, boa semana ;*

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