25 abril 2010

Querido diário: O que tem preenchido a cabeça e o coração

Desde que voltei de Salvador nada parece estar no lugar.
Não sei até que ponto isso é bom ou ruim.

Eu estava começando a me apaixonar de novo e novamente, mas dessa vez o golpe de razão veio mais rápido que o sentimento que nos deixa bobas. Quer dizer, eu fico boba quando estou apaixonada.

A guria em questão, também é mais nova do que eu (e sim, eu ando com um puta preconceito com relação a diferença de idade, até que me provem o contrário vou ter os dois pés atrás), não mora na mesma cidade, e depois fui descobrir que por mais que esteja solteira o coração dela não está vazio.

Tudo bem, o meu também não. Embora eu tenha quase certeza de que não é amor o que anda fazendo volume por aqui. Acho no fundo é uma mágoa, um vazio. Sabe quando você sabe que já sentiu algo bonitinho e agora não tem nada? Então, tô assim, sentindo falta da coisa bonitinha.

Não cheguei a me declarar, mas mandei meus verdes e tirei meu time de campo.

Paralelo a isso, voltei a falar com a Baixinha. Mas essa parte vocês já sabem. Ela tava me dando colo por conta da história com a Complicada e Perfeitinha. Eu senti que chorar no colo da Baixinha estava fazendo mal a ela, e não sei se por obra do destino ou se porque as lágrimas secaram ou simplesmente eu não tenho mais motivo pra ficar chorando, ou eu resolvi parar de ser besta e ficar me maltrando por conta de alguém com quem não tenho nada, a não ser a ausência, eu acalmei meu coração, antes todo esfolado, quebrado e fodido por conta das mentiras que eu ouvi da ex.

Pra todo mundo entender: quando eu disser Ex é a Complicada e Perfeitinha, certo? A Baixinha também é ex, mas é amiga e enfim, são histórias diferentes e blablabla.

Pois bem, por conta de alguns incidentes negativos, pude perceber que mesmo não tendo aquela paixão toda de antigamente a Baixinha é uma pessoa maravilhosa, uma amigona mesmo, que sempre tenta me ouvir, sempre tenta me compreender, alguém que se preocupa comigo de verdade. E pequenos gestos nunca tiveram tanta importância.

Eu confesso que ando pensativa com essa história, e que cheguei a pensar em investir de novo nisso, mas cara, foi tanto sofrimento pra esquecer que eu acho que traumatizei. Tá bom assim, tá bom do jeito que está.

É óbvio que entre a gente ainda rola uma atração tipo MUITO grande, algo muito difícil de mas não impossível de controlar. Talvez essa parte seja a mais estranha: perceber como ainda temos química. E que química.

Eu ando me preocupando em não machuca-la, mas às vezes eu piso na bola ainda. Por coisas tolas, que não tem necessidade.

Falando em necessidade, voltei a trabalhar. Quem acompanha o meu twitter vai ver que meus horários mudaram um pouco. Pra felicidade do meu pai, que aliás não anda muito feliz comigo. Ele quer que eu seja alguém na vida. Acho que por conta dele ter passado 30 anos na mesma empresa e eu ainda estar engatinhando em qualquer coisa que possamos chamar de carreira.

Tá aí: me sinto velha pro mercado. Era pra eu ter uma carreira mais sólida. Se eu não tivesse aberto mão de algumas coisas no último emprego ou não tivesse gastado tanto dinheiro com coisas superfluas poderia ter investido mais em mim, mas acho que nesse ponto estou aprendendo a lição.

Nessas horas ter alguém com uma cabeça boa ao lado faz uma puta diferença. Mesmo sendo mais nova que eu a Baixinha dá uns puxões de orelha que são bem vindos, afinal ela também trabalha e tal, e acho que até tem mais foco que eu.

Sobre a ex, eu acho que meu coração já está mais calmo. Nos falamos um pouco. Até que tá bom assim, pelo menos pra mim está. Já descontei toda a minha raiva em palavras e ofensas. Já disse tudo o que eu penso tudo o que tinha vontade de dizer. E isso me deixa leve, o fato de não carregar as palavras e os diálogos que queria ter.

Tá, que de certa forma, quando o assunto é ela, tem muito sentimento misturado. Sei lá, é que eu esperava mais, entende? Mais de uma série de coisas. Então tem horas que vem uma raiva - que passa cinco minutos depois - tem horas que vem saudade da pessoa que ela era no começo do namoro - porque ela mudou muito, pelo menos no meu ponto de vista - e tem horas que vem uma incompreensão mesmo, do tipo de completamente achar que não conheço mais uma vírgula daquela menina que costumava ser um doce de pessoa de tão meiga.

Não posso negar que me preocupo. Com a saúde, principalmente.
Em outros aspectos tô ligando mais pra mim, pensando (e fazendo) no que me faz bem e só.

Essa semana ela reclamou que não queria vivar mais uma personagem aqui do blog, até porque eu tinha dito que não iria escrever sobre ela. Mas isso era enquanto estivessemos juntas, até porque acho uma fria ficar divulgando muito, mas agora que (teoricamente) essa história já virou passado, e tenho certeza de que não foi por minha culpa, pode ser que mais pra frente eu conte mais um capítulo das Mulheres da minha vida.

Dizem que quem não deve não teme, então, nada tenho a temer.
Fora que eu vi em algum filme que pra esquecer uma mulher você tem que escrever sobre ela. Acho que foi em a Mulher Invísivel, que tem a Luana Piovani, mas não tenho certeza.

Eu me sinto bem quando escrevo.
Bom, é isso. Agora deixa eu ir que o domingo me espera.

E só pra constar: tô contando os dias pra dia 30 agora e pro mês de Maio chegar logo também.

p.s: queria reunir todas as personagens dos últimos capítulos dessa novela mexicana que é a minha vida pra tomar uma cerveja na Augusta.
Seria tão lindo.

5 já falaram

Duas Meninas: Um Grande Amor disse...

Solte a franga, diga o que pensa! ÓTIMO! ADOREI! .... hum.... escrever sobre é um ótimo jeito de "matar" alguém, mas a sua "ex" parece um puta fantasmão que ainda vai te assombrar por um bom tempo... #C
@meuamormeulugar

J.e.L disse...

Nossa, não sabia que vc e a ex tinham conversado, nem que vc descontou a raiva, muito menos que ela não quer virar personagem. Que loucura! hehe

Me inclui aí nessa lista da cerveja na Augusta que tô dentro!

bjoss

Ju

Alice disse...

Escrever é sempre uma boa maneira de desabafar e de refletir sobre nossa vida. Eu também faço isso, há anos inclusive, mas privadamente. E é sempre muito enriquecedor reler diários de anos atrás e ver o quanto eu aprendi e mudei até agora. Então continue com sua catarse digital, com certeza te fará muito bem.

Anônimo disse...

Eita, quanta indecisão de sentimentos! Pelo que entendi vc está carente de 3 pessoas..hehehe...! Chega de chorar pelo que passou, vire a página amiga, que o tempo tá indo!

abs
gatona

Anônimo disse...

Eita, quanta indecisão de sentimentos! Pelo que entendi vc está carente de 3 pessoas..hehehe...! Chega de chorar pelo que passou, vire a página amiga, que o tempo tá indo!

abs
gatona

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