29 abril 2010

Quando tudo acaba

Faço juras de amor pra quem vem
E vendo meus sonhos pra quem quiser
Dias como os meus
Entro no jogo
E penso no que é melhor no fim

Falo mentiras pra quem quer ouvir
E penso no dia em que vão chegar
Num outro lugar
E faço do jogo
Um mundo em que só posso enxergar

E não tenha que mostrar
Que desse sol
Vem pouca luz
Vem menos cor
Pra quem conduz
Essa vontade de chorar

Passando tempo
Ficam as dores
E o que não se quer notar
Passando tempo
Ficam as dores
E o que não se quer notar
Vem á tona quando tudo acabar

Escrevo cartas de amor pra ninguém
Em formas estranhas de se contar
Sobre o meu lugar
E faço do jogo
Um mundo em que só posso enxergar

E não tenha que mostrar...



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música gravada pelos queridos da Voltz
ficou afim de ouvir? http://www.youtube.com/watch?v=_1b38Qp-hIg

25 abril 2010

Querido diário: O que tem preenchido a cabeça e o coração

Desde que voltei de Salvador nada parece estar no lugar.
Não sei até que ponto isso é bom ou ruim.

Eu estava começando a me apaixonar de novo e novamente, mas dessa vez o golpe de razão veio mais rápido que o sentimento que nos deixa bobas. Quer dizer, eu fico boba quando estou apaixonada.

A guria em questão, também é mais nova do que eu (e sim, eu ando com um puta preconceito com relação a diferença de idade, até que me provem o contrário vou ter os dois pés atrás), não mora na mesma cidade, e depois fui descobrir que por mais que esteja solteira o coração dela não está vazio.

Tudo bem, o meu também não. Embora eu tenha quase certeza de que não é amor o que anda fazendo volume por aqui. Acho no fundo é uma mágoa, um vazio. Sabe quando você sabe que já sentiu algo bonitinho e agora não tem nada? Então, tô assim, sentindo falta da coisa bonitinha.

Não cheguei a me declarar, mas mandei meus verdes e tirei meu time de campo.

Paralelo a isso, voltei a falar com a Baixinha. Mas essa parte vocês já sabem. Ela tava me dando colo por conta da história com a Complicada e Perfeitinha. Eu senti que chorar no colo da Baixinha estava fazendo mal a ela, e não sei se por obra do destino ou se porque as lágrimas secaram ou simplesmente eu não tenho mais motivo pra ficar chorando, ou eu resolvi parar de ser besta e ficar me maltrando por conta de alguém com quem não tenho nada, a não ser a ausência, eu acalmei meu coração, antes todo esfolado, quebrado e fodido por conta das mentiras que eu ouvi da ex.

Pra todo mundo entender: quando eu disser Ex é a Complicada e Perfeitinha, certo? A Baixinha também é ex, mas é amiga e enfim, são histórias diferentes e blablabla.

Pois bem, por conta de alguns incidentes negativos, pude perceber que mesmo não tendo aquela paixão toda de antigamente a Baixinha é uma pessoa maravilhosa, uma amigona mesmo, que sempre tenta me ouvir, sempre tenta me compreender, alguém que se preocupa comigo de verdade. E pequenos gestos nunca tiveram tanta importância.

Eu confesso que ando pensativa com essa história, e que cheguei a pensar em investir de novo nisso, mas cara, foi tanto sofrimento pra esquecer que eu acho que traumatizei. Tá bom assim, tá bom do jeito que está.

É óbvio que entre a gente ainda rola uma atração tipo MUITO grande, algo muito difícil de mas não impossível de controlar. Talvez essa parte seja a mais estranha: perceber como ainda temos química. E que química.

Eu ando me preocupando em não machuca-la, mas às vezes eu piso na bola ainda. Por coisas tolas, que não tem necessidade.

Falando em necessidade, voltei a trabalhar. Quem acompanha o meu twitter vai ver que meus horários mudaram um pouco. Pra felicidade do meu pai, que aliás não anda muito feliz comigo. Ele quer que eu seja alguém na vida. Acho que por conta dele ter passado 30 anos na mesma empresa e eu ainda estar engatinhando em qualquer coisa que possamos chamar de carreira.

Tá aí: me sinto velha pro mercado. Era pra eu ter uma carreira mais sólida. Se eu não tivesse aberto mão de algumas coisas no último emprego ou não tivesse gastado tanto dinheiro com coisas superfluas poderia ter investido mais em mim, mas acho que nesse ponto estou aprendendo a lição.

Nessas horas ter alguém com uma cabeça boa ao lado faz uma puta diferença. Mesmo sendo mais nova que eu a Baixinha dá uns puxões de orelha que são bem vindos, afinal ela também trabalha e tal, e acho que até tem mais foco que eu.

Sobre a ex, eu acho que meu coração já está mais calmo. Nos falamos um pouco. Até que tá bom assim, pelo menos pra mim está. Já descontei toda a minha raiva em palavras e ofensas. Já disse tudo o que eu penso tudo o que tinha vontade de dizer. E isso me deixa leve, o fato de não carregar as palavras e os diálogos que queria ter.

Tá, que de certa forma, quando o assunto é ela, tem muito sentimento misturado. Sei lá, é que eu esperava mais, entende? Mais de uma série de coisas. Então tem horas que vem uma raiva - que passa cinco minutos depois - tem horas que vem saudade da pessoa que ela era no começo do namoro - porque ela mudou muito, pelo menos no meu ponto de vista - e tem horas que vem uma incompreensão mesmo, do tipo de completamente achar que não conheço mais uma vírgula daquela menina que costumava ser um doce de pessoa de tão meiga.

Não posso negar que me preocupo. Com a saúde, principalmente.
Em outros aspectos tô ligando mais pra mim, pensando (e fazendo) no que me faz bem e só.

Essa semana ela reclamou que não queria vivar mais uma personagem aqui do blog, até porque eu tinha dito que não iria escrever sobre ela. Mas isso era enquanto estivessemos juntas, até porque acho uma fria ficar divulgando muito, mas agora que (teoricamente) essa história já virou passado, e tenho certeza de que não foi por minha culpa, pode ser que mais pra frente eu conte mais um capítulo das Mulheres da minha vida.

Dizem que quem não deve não teme, então, nada tenho a temer.
Fora que eu vi em algum filme que pra esquecer uma mulher você tem que escrever sobre ela. Acho que foi em a Mulher Invísivel, que tem a Luana Piovani, mas não tenho certeza.

Eu me sinto bem quando escrevo.
Bom, é isso. Agora deixa eu ir que o domingo me espera.

E só pra constar: tô contando os dias pra dia 30 agora e pro mês de Maio chegar logo também.

p.s: queria reunir todas as personagens dos últimos capítulos dessa novela mexicana que é a minha vida pra tomar uma cerveja na Augusta.
Seria tão lindo.

20 abril 2010

Só palavras

Quando é que vão entender que eu quero me firmar com alguém? Será que eu to pedindo muito? Será que o fato de querer gostar de alguém e ter alguém que goste de mim e que não por acaso essas duas pessoas sejam a mesma, será que isso é pedir demais?

Sabe, eu cansei dessa coisa de conhecer, conquistar, agradar, namorar e nada valer a pena, cansei de construir castelos de areia. Cansei de ver meus sonhos destruídos sejam porque não souberam lidar com algum tipo de situação, seja porque foram covardes, seja porque não tinham certeza do que queriam ou por outros motivos.

Me desfazer dos sonhos é algo que dói. Não é tanto pela pessoa, mas pelo vazio que fica me acompanhando por meses e meses, em quase todas as horas do dia.

Eu passo muito tempo me perguntando onde foi que eu errei. Se foi na hora de escolher pra quem dar meu coração, se foi depois, se fui lenta ou rápida demais.

Cara, eu amava, amei, amo, sei lá que tempo verbal usar. Só queria me dessem valor. Eu fiz meu melhor. Eu sempre tento fazer meu melhor e o que eu ganho?
Mentiras!

Ok que eu não sei ficar quieta, ok que deveria largar isso pra lá. Mas entenda: não to falando de uma situação específica. Falo num geral.

Poxa, meu mundo tava bacana. Eu achava que estava.
Eu estava apaixonada. Eu estava boba. E não durou.

Mas que caralho! A porra das duas vezes que eu resolvo me entregar, quando eu começo a achar que vai ficar tudo bem, acontece algo.

Mentem, fogem... Enganam. Eu me engano.

E cara não tô falando de ninguém, que ISSO FIQUE BEM CLARO. Porque aí depois tenho que aguentar gente enchendo o saco. Odeio esse povo que acha que sabe tudo que se passa na minha vida e no fundo não sabe porra nenhuma. Gente que acha que sabe do que eu to falando e mal me pergunta se eu to bem, mal sabe o que fiz ou deixei de fazer no último final de semana. E que lê o que escrevo, tanto aqui ou twitter ou em outros lugares e acha que sabe do que eu to falando.

NÃO SOU NOVELA não me acompanhe, cuida da tua vida, pô.
Que saco. É só cobrança. E depois vem falar que é meu amigo? Ah vai se foder, grandão. Pegue as meias verdades que você acha que sabe sobre a minha vida e escreve um livro, tu vai ganhar dinheiro.

Estou próxima a um limite. Prestes a ultrapassar esse limite.
Não sou e nunca fui dona da verdade. Sei admitir quando eu erro e odeio arrumar confusão. Pago pra não entrar numa.

Não gosto. Mesmo.
Tudo bem que tenho o temperamento mais difícil de lidar do mundo. E eu sei disso. Minhas brigas geralmente são com que é ou está próximo a mim, aliás, acho que quanto maior a briga, maior a importância da pessoa na minha vida.

Quem eu não gosto, ganha minha indiferença. Contrário de amor não é ódio; é não-amor, é indiferença.

Eu explodo, mando tomar no cu, mando se foder, ofendo, machuco, mas faço isso quando sei que se precisar, se for necessário eu tenho capacidade de cuidar. Não ofendo à toa. Não faço nada sem motivo. Por menor que ele seja, sempre tem um motivo. Pode ser um motivo bobo, bizarro, inútil, mas ele sempre vai ter um porque.

Tô cansando. Cansando de sempre me cobrarem.
Se sou a certinha não dão valor. Se resolvo curtir a minha vida eu não presto.
Eu não presto? Certeza?

Nunca enganei ninguém. E olha que oportunidade eu tive.
Traí? Já, uma vez, em 2006. E sabe por quê eu não traio mais? Não é pelos outros, não. É por mim. Porque eu simplesmente acho que não tem necessidade de me enganar, de enganar alguém, porque eu sei que eu tenho coragem, caráter e respeito pelos outros de chegar e dizer o que penso e principalmente: o que eu sinto. Igual eu tô fazendo agora.

E sabe qual é a merda? É que de novo vão me julgar.
E de novo não sabem do que vão falar.
Nego não vê muita coisa que tá na frente dele, coisa que da própria vida e vem querer palpitar na minha?

Só queria entender, se é pra eu esperar por algo melhor, se é pra eu ficar sozinha, se o que eu faço tá tudo errado. Só isso.

Porque nesse momento não tô achando algumas coisas lá muito justas, não.
E eu sempre me ferro achando que dá pra fazer justiça com as próprias mãos.

Acho que de repente eu pago é por esperar que as pessoas sejam boas, que tenham coração, que respeitem. Respeitem umas as outras, se respeitem, se conheçam, amem a si próprias. E cara amor é algo que eu considero extremamente ligado a outra coisa fundamental: verdades.

É o que eu disse no último post, não dá pra fazer de conta.
Tô pirando, to surtando, to escrevendo. Tô tentando me desfazer de tudo isso que tá aqui me incomodando.

E não to pedindo pra alguém passar a mão na minha cabeça, não to pedindo pra ninguém ler, não to pedindo nada. Eu só quero escrever.

Se você acha alguma coisa, se é alguma crítica, se você não vai ajudar, se não vai fazer com que eu me sinta melhor, então, meu amigo, minha amiga, guarde suas palavras. Não to afim. Não mesmo. Aliás, usa tuas palavras na tua vida. Dá uma olhada pra ela antes de vir falar da minha.


No fundo só queria entender o que é que acontece.

17 abril 2010

Sobre esquecer

Ok, que era pra eu escrever sobre as aventuras no Nordeste, sobre o que aprontei, ou deixei de aprontar por lá, falar que Tapioca de lá é mais gostosa que aqui no Sudeste, contar que peguei um bronzeado super bacana (mas que já tá descascando).

Contar que uma guria gorda e vestida de branco me agarrou na balada, me deu uma chave de perna e a Baiana me salvou. Contar para vocês que, sim, eu fiquei com algumas gurias em Salvador. Que uma delas inclusive nasceu no mesmo dia e faz o mesmo curso que a Baixinha fez na faculdade e que ela tinha um sorriso tão bonito quanto o da minha falecida mulher, atual amiga, a eterna Baixinha. Que aliás agora dá vontade de chama-la pelo nome uma vez que Baixinha eu usava pra me referir quando nós não tínhamos mais contato, coisa que hoje mudou. E muito.

Mas, todavia, porém, contudo, não vou escrever sobre a viagem. Não vou contar que passei longas horas no aeroporto por conta da maldita fucking chuva no Rio de Janeiro, cidade na qual eu tinha conexão. Não quero falar sobre isso, a importância que esse viagem teve foi outra. Foi me afastar, me reencontrar com certos valores meus, mas não enquanto viajava, me encontrei agora... Ou acho que me encontrei. Foi bom ter viajado? Foi maravilhoso. Mas voltei a realidade. Lenta e gradualmente.

Boas conversas tem acontecido. Bons pensamentos têm me acompanhado.

E tenho pensado muito em muitas coisas.

E hoje estou pensando em esquecer. Não em tomar uma decisão, mas no processo de esquecer alguém.

Você pode deletar alguém do orkut, msn, twitter, gtalk e todas as outras redes sociais possíveis. Pode bloquear no facebook, pode mudar seu número de telefone, não atender ligações, deletar e-mails sem ao menos se dar ao trabalho de lê-los.

Pode fugir, pode atravessar a rua quando por acaso encontrar no mesmo caminho. Você pode fingir pro mundo e mentir pra si mesmo que não conhece mais alguém e que esse mesmo alguém não faz mais parte da tua vida, ou melhor: fingir que esse alguém nunca fez parte de qualquer coisa relacionada a você.

Mas... porém, no entanto, todavia, isso será apenas mais uma mentira. Mais uma dessas tantas que eu conto, que você conta, que todo mundo conta, uma hora ou outra, dessas que teoricamente não são por mal, dessas que são uma espécie de proteção contra a dor, mas que ainda assim, por mais que sejam boas, são mentiras. São fatos não reais, irreais, inventados, fantasiados, etc e tal.

Porque por mais que você tente, eu tente, a gente tente, todo mundo tente mascarar aquelas lembranças-filha-da-puta, aquelas mais indesejadas, aquelas que por mais que sejam boas nós simplesmente não queremos lembrar naquele instante, nesse instante ou num instante qualquer, as lembranças ainda estão lá. E que por mais que tentemos nos forçar a achar que nada aconteceu, no fundo a gente sabe que só estamos nos enganando numa tentativa besta de não sentir dor. Porque esquecer dói.

Tentativa que acaba causando ainda mais dor. Algo que causa dor aqui, causa dor aí, causa dor em tantos outros lugares, em tantas outras pessoas.

Esquecer dói. Por mais que você finja que não. Dói, porque do nada você lembra de uma coisa completamente boba e aquilo te lembra que você tinha alguém, e que alguém passou pela tua vida. Dói porque você se lembra de todo aquele processo voluntário - ou não - da partida de alguém. Dói porque você lembra as coisas boas e as ruins também. As boas doem porque não temos mais, as ruins, bem porque são ruins mesmo.

Terminar e esquecer dói.
Mas fingir que não existiu não ajuda a esquecer.

Você pode deixar de sentir algo por alguém, pode ter se enganado com relação a esse sentimento por alguém, e isso não é feio, não é errado - todo mundo erra, todo mundo se engana - mas nada disso faz com que você não tenha vivido algo.

E se somos hoje fruto das nossas vivências, e a tendência da maioria dos seres humanos normais é tentar melhorar, então partindo do pressuposto de que hoje você é uma pessoa melhor, logo, aquela pessoa que você quer fazer de conta que não existe, que não existiu e que nunca fez parte da tua vida, aquela pessoa é parte também dessa melhora.

O passado é base do presente. Nada acontece sem porquês. Por mais que não seja saudável ficar procurando o por quê de tudo.

Só não dá pra ficar negando e fugindo de algo que é real. Não falo do sentimento, não falo do amor, se esse foi ou deixou de ser real, falo da realidade de ter vivido algo, por mais que tenha sido um equívoco, ou não. Vai de como você encara quem você é e como você tornou-se quem você é hoje.

E todo mundo procura ser alguém melhor.
Eu procuro ser alguém melhor. Por mim, pelos outros, pela vida. Pra fazer isso aqui valer a pena, sabe. E nessa busca todo mundo erra.

O lance de crescer e amadurecer é justamente isso: é ver que errou e tentar consertar a cagada. Não digo consertar pra tornar a ser o que era. A vida não pode de ser vista como um vaso que você quebra e depois tem que monta-lo exatamente igual aos segundos antes dessa quebra. O segredo é querer melhorar. É saber o que é importante, é saber dar valor a quem você tem do seu lado, saber cultivar amizades. Porque amizades no fundo também são amores. Ninguém vive sozinho, por mais que tenhamos a liberdade de escolher quem convive conosco, por mais que você queira viver sem alguém ao lado, ou se internar num mosteiro longe da civilização. Pra haver vida, desde o princípio é necessário que hajam dois.

Você pode odiar sua mãe do fundo da tua alma, pode não ter uma convivência bacana com teu pai, pode ainda querer matar teu irmão às vezes. Pode morar anos longe, aprender a viver depois que eles morrem, mas não dá pra fazer de conta que eles nunca existiram.

Teu passado fica.
Fica numa marquinha ou outra na tua alma. Fica por mais que você tenha raiva.
Porque só pelo fato de você ter raiva já significa que houve algo pra que essa raiva surgisse.

Ignorar um problema é diferente de solucioná-lo. A dor continua latente, você só acostuma com ela, mas ela não deixa de existir. E dor geralmente é sinal de que tem algo errado acontecendo.

Eu sempre preferi conversar e falar tudo o que sinto. Sempre falei demais. Sempre disseram que isso talvez fosse um erro. Mas prefiro errar tentando acertar do que assistir minha vida indo por água abaixo, sem ter controle algum. Eu demonstro, sim, o que eu sinto. Da raiva mais intensa, do ódio momentâneo mais profundo até o sorriso mais bobo de felicidade, até a lágrima, ainda que no escuro duma saída de emergência. Eu não ligo de sentir. Não ligo de viver.

Sabe, eu já tentei fazer de conta que não aconteceu nada. Já tentei ficar mentindo pra mim, já encenei raiva, desprezo. Já disse que sentia falta quando não sentia, mas depois disse a verdade (direta ou indiretamente). Mas o que posso fazer se do nada algo acontece e meus neurônios trabalham de forma que eu me lembre de algo?

Tentar esquecer faz com eu me lembre ainda mais. Ignorar algo faz com que esse algo fique pulando a minha frente. É igual o Windows. Você baixa aquelas atualizações automáticas o computador precisa reiniciar, mas você faz de conta que nada aconteceu, a cada espaço determinado de tempo ele vai te lembrar que "Ei, preciso começar de novo, preciso reiniciar". Você ignora, parece que nada aconteceu, mas é só durante um tempo, depois surge um aviso de novo.

A vida também manda seus avisos.
Às vezes é um conselho babaca duma pessoa que você mal conhece.
Às vezes é um conselho babaca de alguém que você não curte. Às vezes é um sinal. Outras o sexto sentido. Outras é um outdoor gigante na tua frente.

Tudo isso serve pra você questionar. Questões nem sempre retornam respostas, mas diz que você tem interesse em descobrir algo. Que você se importa. E tem horas que você recebe respostas que não queria ouvir. Depois de tudo isso você ainda pode decidir como agir, se vai ignorar ou não.

Mas cada decisão envolve uma consequência. E aí voltamos no lance de crescer, de amadurecer. Porque no fundo, no fundo, é tudo uma questão de tornar-se responsável. Responsável pelo o que você sente, pelo que se permite sentir, ou por aquilo que você provoca nos outros. E esses outros também tem o direito de decidir como levar, como agir diante disso.

E no fundo todo mundo tem suas próprias mentiras. O fato de acreditar nelas ou não, de desejar que essas mentiras sejam verdades, não faz com que elas se tornem verdades de verdade.



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ps:Post escrito ao som do Felipecha

14 abril 2010

Aventuras no Nordeste

Bem amiguinhas, essa que vos fala está trabalhando novamente.
E esta mesma pessoa promete que ainda essa semana teremos mais uma parte das aventuras nordestinas declamadas (?) aqui neste humilde blog.


p.s: tenho entrado mais no Messenger com a conta do blog, adiciona lá você também: contato.dupa@gmail.com

08 abril 2010

Conversas de msn...

- Sei lá, o problema então sou eu também. Que também não dou certo com ninguém. A gente dava certo. O problema eram os problemas que não tínhamos como resolver e eu acho que eu sempre quis mais. O que pegou entre a gente é que a gente caminhava em círculos, e eu queria um destino pra "nós".
- Sim. Tempo errado. O phoda é que tô sempre fora do tempo. A próxima pessoa que eu conhecer e me interessar, vou falar: me encontra daqui 2 anos, dai a gente casa, ok?




*Porque essa conversa rolou numa noite fria, num outono como tantos outros. Porque a Baixinha pensa como eu.

Aventuras no Nordeste: parte 1

Vou dividir com vocês as aventuras nordestinas dessa que vos escreve.
Começa hoje mais uma daquelas séries...

Vou tentar não me prolongar muito.

Terça feira, 30 de março.
Resolvi deixar pra arrumar as malas na parte da manhã, já que meu voo sairia somente as 17h de Guarulhos.

Acordei cedo, e comecei a separar as coisas.
Quem estava no twitter até viu um checklist.

Malas prontas.
Almoçada, ônibus em direção a rodoviária e de lá pro aeroporto.
Dormi nesse trajeto e confesso que quando acordei quase achei que tinha pego o ônibus errado.

No aeroporto só despachei a bagagem uma vez que já havia feito check-in pela net em casa mesmo.

Como cheguei bem antes, fiquei um bom tempo esperando.
Embarquei as 16h30.
17h02 levantamos voo.
Uma hora e cinquenta e dois minutos de voo.

A capital baiana me recebeu com uma linda cheia, toda refletida pelo mar.
Uma das vistas mais bonita que eu já vi na vida. Tão bonita e viva na memória.

Confesso que o coração estava apreensivo, grande parte da cabeça e dos pensamentos haviam ficado em São Paulo. Pensava tanto na ex Complicada e Perfeitinha quanto na Baixinha (que aliás agora estamos até que bem amigas).

Cheguei e fui recepcionada pela Baiana e pela Menina da Turma do Colore que já havia chegado do Sul.

Cena de novela ou não, dei meu melhor abraço na dona Baiana.
Deixamos o aeroporto.
A semana só estava começando.

(continua)
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