15 fevereiro 2010

Querido Diário: O fim da noite daquela balada de sexta

Bom, eu estava na balada lembram? (Já faz tempo isso, hein?)

Tinha dados uns beijos na Loira, não tinha encontrado a Mineira e tinha me encantado com a Chapeleira.

Meu amigo precisava ir embora, combinei de buscar a Chapeleira no outro trabalho no dia seguinte e fui-me.

O problema é que ela estava sem celular, e eu lembrei quase na porta de casa que tinha um compromisso no horário marcado. Logo pensei que ela ia me chamar de furona, então sem pensar duas vezes voltei pra balada e entrei novamente.

Ai fiquei lá batendo papo... Expliquei o que havia acontecido e ficamos conversando até o último cliente ir embora.

Amanheci na rua.
Obrigações finalizadas fui levá-la em casa.
E duas arianas juntas não negam fogo...

Depois disso a gente pouco tem se falado. Esses dias ela me contou que resolveu ficar com uma só, e eu achei bonito da parte dela.

Agora eu também voltei a namorar então fica todo mundo bem. Tudo bem que eu fico sem histórias pra contar, mas tá valendo.

Vamos vendo no que vai dar.

09 fevereiro 2010

Querido Diário: A outra balada na mesma sexta

Era minha primeira vez lá, a casa era nova.
E confesso que não estava lá muito interessada.

Cheguei dei um "oi" pro pessoal da banda, que por acaso são amigas minhas.
Fui em direção a pista e a casa lotada. Na maioria homens...
Meu amigo continuou conversando com os novos amigos... Dancei um pouco, fui até o bar pedi uma cerveja. Voltei pra pista, mas a bolsa começou a me incomodar.

Resolvi ir até a chapelaria, me livrar do peso pra poder me soltar mais na pista. Não que isso signifique que eu dance MUITO ou que dance BEM, eu gosto de me soltar. Só isso.

Melhor coisa que eu fiz foi ir até a chapelaria. Imagine a cena: Eu entro de cabeça baixa, procurando minha comanda e encosto no balcão, quando ergo a cabeça vejo a atendente. "Pouco" bonita. Numa boa? O primeiro pensamento que veio a cabeça foi "não quero nem voltar pra pista".

Morena, sobrancelha bem desenhada, aparentemente mais nova, sorriso iluminado pelo metal do aparelho ortodôntico. Cabelos longos, presos num rabo-de-cavalo.

E aí entra minha teoria: Pessoas bonitas são bonitas até mesmo quando estão de tênis, calça jeans e uma blusinha simples. Era o caso da moça da chapelaria.

Resolvi puxar assunto e ficar ali batendo papo. Perguntei se ela também era "do babado" porque não é porque trabalha na balada que também se encaixa na sigla LGBTT.

E ficamos conversando. Eu disse que ia ficar enchendo o saco dela a noite toda e ela sorriu. Perguntei se ela tomava muitas cantadas, como era trabalhar na "night", o papo chegou no ponto relacionamentos, eu disse que tinha acabado de terminar um namoro e que era a primeira vez que estava saindo, ela estava enrolada com duas. Sim, Brasil, ela estava ficando com duas gurias, uma sabia da outra, inclusive.

Ai o papo ficou nisso por um tempo. Como administrar duas mulheres. Se uma já é difícil... Pra quem tem duas, somar mais uma não quer dizer nada. Arrisquei e falei que achava que 3 era o número da sorte dela. Cantada mais furada? Impossível.

Me perguntaram se eu estava procurando dor de cabeça, fui sincera: "Não estou pedindo ninguém em casamento". Nova risada.

Resolvi procurar meus amigos. Achei. E achei também a Loira do outro bar.
"Tá me seguindo né?" foi a única coisa que consegui dizer em meio as outras pessoas que dançavam na pista.

Quando consegui escapulir, achei meu amigo, que queria ir embora. Passei de novo na chapelaria. E fui direta: "Você não me dar um fora não? Tô aqui enchendo seu saco e você nem me manda embora..." Nisso mais gente resolveu ir embora e passar na chapelaria, sai um pouco, porque o lugar era apertado. Nisso um dos clientes saiu e disse que a "Chapeleira" não poderia fazer nada ali, pois estava trabalhando.

______________________________________
continua...


Quem me segue no Twitter já sabe que voltei a namorar. Depois de uma conversa, aliás depois de várias conversas pelo msn/skype, que culminaram num papo "cara a cara", ela pediu com jeitinho (e uma dose de pressão psicológica) e essa que vos fala aceitou.

Se estou certa ou errada só o tempo vai dizer.
Pra alguns deveria ter deixado quieto e partido pra outra. Pra outros fiz certo em ouvir meu coração. E é justamente isso que me deixa tranquila: ouvi meu coração.

Outra coisa, gostei muito de um comentário no último post, pena que foi anônimo. Queria "responder":

Não acho que o mundo lésbico seja de todo superficial.
Você fala de duas "Ex's". Temos a Baixinha, que foi importante na minha construção lésbica, com quem aprendi várias coisas, e que de certa forma me forçou ao amadurecimento. Querendo ou não, de agosto de 2004 até o comecinho de 2009, meu coração acreditou ferozmente nessa história.

Nesse meio tempo teve a Índia? Teve. E ela também foi importante. Com ela aprendi a namorar de verdade. Quase um ano com direito a sogra por dentro do namoro e tudo mais. Depois dela voltei com a Baixinha e fui até onde deu. Gastei todas as energias que poderia investir num relacionamento.

Me fechei. E aí conheci a atual. Que foi "ex" durante uns dias, e que agora anda me surpreendendo de uma forma tão positiva que estou até impressionada. Se for contar todo o tempo sem interrupções, são quase 5 meses e que passaram voando.

Se vai durar? Não sei. Não aprendi a prever o futuro.
Pode ser que ela pise na bola de novo? Pode. Pode ser que eu pise na bola? Pode também. Não justifica, mas ninguém é perfeito e todo mundo erra, uma hora ou outra.

Em partes concordo com a anônima que comentou... Só não acho que eu tenha me encaixado na "rotatividade" e tão pouco meus relacionamentos são frívolos.

03 fevereiro 2010

Querido Diário: A balada de sexta - Os esquemas...

Conforme prometido estou voltando pra contar como foi a balada.
Só pra relembrar eu estava solteira, curtindo uma fossa, e resolvi sair pra ver mudava o meu humor.

Como havia dito, estava num grupo de rapazes. Conversando e bebendo um pouco. Sim, eu disse bebendo só um pouco, afinal cheguei e pedi uma Tequila, e acho que depois foram mais uns dois copos de cerveja e mais nada.

Uma amiga me avistou e veio perguntar se estava tudo bem, que tinha ficado sabendo do término e tal. O bar estava com o movimento bem abaixo do usual e ela comentou que ela e as meninas da mesa dela iam pra outro lugar, uma baladinha, e me chamou pra ir também... Eu disse que não estava lá muito afim, ela disse pra eu sair, pra conhecer gente nova, e que a balada – que é nova na região – tinha gente bacana pra eu pelo menos bater papo, que até as héteros que frequentam o lugar conversam numa boa.

Eu já tinha reparado na mesa da amiga. Nela tinha uma loira que eu conhecia “de vista” de outros bares. Ela não é linda e sinceramente eu não sei porquê eu sempre reparava nela. Sei que reparava, aproveitei a deixa da amiga e mandei a vinheta que tinha reparado na Loira. Ela disse que a moça estava desacompanhada e que era pra eu ir pro outro lugar pelo menos pra bater papo...

Nisso o povo que estava na mesa atrás de mim e da amiga, ouviu parte da conversa... Eles eram de Minas Gerais, dois rapazes e uma moça. Um dos meninos perguntou se tinha outro lugar, ao que respondi que estava indo pra esse “outro lugar” em breve... Nisso comecei a bater papo com eles, a menina de Minas também, mais nova que eu, não lembro o nome... Morena, mais alta, um tipo interessante...

Nisso meus amigos me chamaram, dizendo que já estávamos de partida.
Falei pra Mineira que a encontrava depois...

Na pior das hipóteses eu tinha duas pessoas pra conversar. Na melhor: eu poderia escolher se quisesse ficar com alguém.

Então partimos. Fomos pra outra balada...


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continua

Sei que muita gente acha que "me acho"...
Pode até ser, no fundo, eu sei me dar valor e sempre penso que o "Não" eu já tenho, então não custa tentar um "sim"...

02 fevereiro 2010

Sinal de vida...

Prometo que em breve posto a continuação...
Algumas coisas "pegando" por aqui, mas ó, coração em ordem e em paz.
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