28 janeiro 2010

Querido Diário: A balada de sexta

Semana passada, todo mundo sabe, essa que vos fala estava curtindo uma "bad trip" ferrenha. Não que eu tenha mergulhado nas dorgas, não é isso. Mas sabe como é, né, coração partido, fim de namoro, essas coisas que te fazem ouvir músicas dignas da mais profunda fossa.

Depois de ouvir por 500 vezes consecutivas Beirut, resolvi chacoalhar a poeira e cuidar um pouco de mim. Apesar da chateação me entregar a tudo aquilo não ia fazer com que eu esquecesse ou melhorasse.

Na sexta passei o dia todo ouvindo músicas animadas, bastante eletrônico e um pouco do bom e velho rock'n'roll. Inconscientemente estava fazendo um ritual, me preparando para a noite.

Na parte da tarde combinei com uns amigos, e resolvi pegar pelo menos um barzinho. Passei pelo shopping, comprei o presente de aniversário da minha irmã, óculos escuros para mim e conversei um tempo com um amigo na praça de alimentação.

Noite chegada eu começo a me arrumar. Toda aquela coisa de experimentar roupas, trocar, olhar no espelho. Acabei de decidindo pelo conjunto de roupas mais gay do universo: regata, jeans e o bom e velho allstar. Tudo bem que eu não queria colocar regata, mas a blusa que eu queria eu não encontrei, então já que só tem tu, vai tu mesmo.

No carro, mais animação, mais empolgação, mais músicas, mais conversas com o meu amigo do shopping.

Chegamos no bar. Não estava cheio. A banda era boa, mas mesmo assim nada de gente bonita e interessante no lugar. Encontrei umas amigas, dei um "Oi" pra dona do bar, e voltei com meus amigos.

Eu era a única mulher num grupo de 5 ou 6 rapazes. É óbvio que isso ia chamar a atenção de alguém.


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continua

22 janeiro 2010

Querido Diário: Continuando com a trilha sonora

Como vocês sabem eu estava ouvindo Os Paralamas, né?
Pois bem, seguem os outros trechos que me fizeram pensar (muito) na minha vida e em tudo que vem acontecendo...

10. "Você marcou a minha vida, viveu, morreu na minha história..." - Você


11. "Eu nem te falei que eu te procurei pra me confessar: Eu chorava de amor, e não porque sofria, mas você chegou já era dia e não estava sozinha. Eu tive fora uns dias, eu te odiei uns dias. Eu quis te matar" - Uns dias

12. "Às vezes te odeio por quase um segundo, depois te amo mais. Teus pêlos, teu gosto, teu rosto, tudo o que não me deixa em paz" - Quase um segundo

13. "Fingir que não, passar por cima, nunca me ajudou..." Sábado - (mas aquela dor, não, não passou)

14. "Eu hoje joguei tanta coisa fora. E lendo teus bilhetes, eu penso no que fiz. Cartas e fotografias gente que foi embora.
A casa fica bem melhor assim." - Tendo a Lua

15. Lanterna dos Afogados - ela inteira faz sentido...

16. "Não telefone, não mande carta. Não mande alguém me avisar, não vá pra longe, não me desaponte." - O amor não sabe esperar

17. "Ela disse adeus, e chorou, já sem nenhum sinal de amor. Ela se vestiu, e se olhou; sem luxo, mas se perfumou.
Lágrimas por ninguém, só porque, é triste o fim. Outro amor se acabou.

Ele quis lhe pedir pra ficar; de nada ia adiantar. Quis lhe prometer melhorar, e quem iria acreditar?
Ela não precisa mais de você, sempre o último a saber." - Ela disse Adeus

"Pra não tocá-la, melhor nem vê-la. Como é que você pôde se perder de mim? Faz tanto frio, faz tanto tempo, que no meu mundo algo se perdeu. Te mando beijos em outdoors pela avenida e você sempre tão distraída, passa e não vê, e não vê"

18. Cuide Bem do Seu amor - outra que faz sentido por completo. Quem ama, cuida.

21 janeiro 2010

Querido Diário: Trilha ou traduzindo pensamentos...

Peguei pra ouvir Os Paralamas do Sucesso, numa tentativa de me animar, pensei em músicas boas e animadas, Óculos, Vital e sua moto, e outras mais, a questão é que na seleção sem querer havia umas outras, cujos trechos me fizeram pensar...

São coisas que traduzem como eu me sinto, coisas que eu espero, atitudes minhas, dela... Enfim, resolvi juntar tudo... Olha só no que deu...

(dividi em dois posts, pra não ficar muito grande)

1. "Você diz não saber o que houve de errado. E o meu erro foi crer que estar ao seu lado bastaria! [...] Era tudo o que eu queria... [...] Não me abandone jamais..." - Meu erro

2. "Ela é só uma menina, e eu pagando pelos erros que eu nem sei se cometi. Ela é só uma menina, e eu deixando que ela faça o que bem quiser de mim. Se eu queria enlouquecer essa é a minha chance, é tudo que eu quis [...] Esse é o romance ideal...
Não pedi que ela ficasse, ela sabe que na volta ainda vou estar aqui" - Romance Ideal

3. "Há algo errado no paraíso, é muito mais que contradição: Sou eu caindo num precipício,
você passando num avião" - Fui eu


4. "Você nào sabe quantos planos eu já fiz, tudo que eu tinha pra perder eu já perdi, o seu exército invadindo o meu país. Se você lembrar, se quiser jogar... Me liga, me liga...
Mas sei, que não se pode terminar assim, o jogo segue e nunca chega ao fim, e recomeça a cada instante" - Me liga

5. "Eu tenho que aprender a dizer tudo que eu sinto por você. Eu tenho que aprender num desses seriados da tevê" - Cinema Mudo (talvez eu espere isso de alguém)

6. "O ciúme é um laço, Um artifício meu. Eu já não sou mais tão menino prá me pintar da cor do teu destino teu..." Bora-bora

7. "E aonde quer que eu vá, levo você no olhar" - Aonde quer que eu vá

8. "Por mais que o mundo dê voltas em torno do sol, vem a lua me enlouquecer" - La Bella Luna

9. "Descobri mil maneiras de dizer o seu nome com amor, ódio, urgência... Ou como se não fosse nada" - O Beco

20 janeiro 2010

Querido Diário: Insanidades

É insano dizer que ama e que não quer estar por perto.
É insano dizer que ama e que não seria capaz de perdoar.
É insano dizer que ama e querer que o outro sofra.
É insano dizer que ama e na semana seguinte não amar mais.

Por ser tão insano dizer coisas assim, por não ter lógica, por serem irreais, por esses e tantos outros motivos eu sei que eu ainda posso dizer que eu amo.

Mesmo que isso signifique fazer papel de trouxa.
Mas amar, não quer dizer esquecer, não quer dizer não magoar-se.



p.s.: eu disse que ia fechar o blog, mas escrever está ajudando a limpar a alma.

19 janeiro 2010

Querido Diário: E agora?

Sabe quando a vontade que você tem é de chorar, chorar, chorar, chorar, chorar até desidratar? Sabe quando você sente uma dor tão grande dentro de você que a noite, calada, encolhida na cama, enquanto teu coração sangra, você pensa que morrer seria mais fácil do que sentir toda essa merda de dor?

Sabe quando você passou um bom tempo se curando de um amor, ai acha que nunca mais vai amar alguém, aí conhece alguém e vê que está amando novamente? E sim é amor, não é apenas uma paixãozinha à toa?

Sabe quando você se esforça pra ser alguém melhor em troca do sorriso mais bonito do universo? Sabe quando deitar no colo parece resolver todos os problemas do mundo? Sabe quando tudo isso acaba e você percebe que novamente teu coração te fez de trouxa?

Então.
Eu não sei ao exato definir tudo o que sinto. É um misto de raiva, saudade, mágoa... É uma vontade de chorar tão contida que dói.

O que salva são os amigos perguntando, se preocupando, são as testemunhas de que eu eu não errei.

Não quero ninguém pagando pelos pecados. Não quero ninguém sofrendo ainda mais. Não quero, nunca quis. Sempre tentei ser razoável. Sempre pensei mais nos outro que em mim. Aliás eu sempre agi mais pelos outros do que por mim. Porque pensar e não fazer nada é o mesmo que nada. Eu sempre fui contra discursos vazios. Sempre fui contra palavras vazias, e durante um bom tempo era avessa a dizer "Eu te amo" à toda hora. Sabe por quê? Porque eu sempre tive medo de que merdas como essa acontecessem. Quando eu digo "Eu te amo" significa que abri as portas do meu mundo, te dei as chaves do portão, praticamente uma carta branca pra fazer o que quiser de mim... O problema é que brincaram com o meu mundo... Uma brincadeira de um puta mau gosto.

Quando eu achei que não fosse mais sofrer de amor, eu tomei uma puta punhalada pelas costas. Não sei se me sinto pior ou melhor por saber que perdoaria/perdoo.
Não sei se isso faz de mim uma pessoa boa. Não sei se me sinto idiota ou feliz por ainda ter esperanças de que as coisas vão melhorar...

Eu só sei que estou tentando fazer uso de uma coisa que faz um bom tempo eu sofri, mas consegui conquistar, algo importante e que faz a diferença é que é e vai continuar sendo maior do que qualquer outro amor: o meu amor-próprio.

Acho que é isso o que me mantém calma. Acho que isso é o que me faz ser doce quando, conforme o mundo - ou grande parte dele, eu deveria reagir com ira, com palavras de ódio.

Ao fim, ainda estou aqui. No mesmo lugar... Às vezes, confesso, uma gota de água salgada rola dos olhos, chega a boca, e me lembra o sabor da desilusão...

Mas essa chateação vai passar. O lugar que teoricamente deveria estar vago, não está... Não sou hipócrita de dizer que não amo... Seria mentir, seria mentir e omitir um fato.

O estranho é que eu já tinha separado um lugar no meu quarto, pra colocar aquela nossa foto...
Eu tinha tantos planos...

18 janeiro 2010

E ele acertou de novo...

Sexto sentido nunca falha...
Meu ciúmes nunca é a toa...

Enfim...

Blog fechado até meu coração cicatrizar.

16 janeiro 2010

Das coisas que eu disse, digo e gostaria de dizer

Um texto sobre ciúmes, amor e memórias...


Ouça enquanto lê... (ou assista no Youtube)


Eu nunca disse a ela que o ciúmes que eu sinto nem é tanta insegurança assim. Em parte é, mas o sentimento tem mais a ver com o egoísmo mesmo, com querer só pra mim aqueles olhos e olhares que tanto me inebriam. Me sinto como aqueles exploradores que descobrem um tesouro enorme, imenso e valioso e querem guardar toda aquela riqueza só pra si.

Uma vez eu a ouvi dizer que se ela pudesse, me guardaria, que gostaria de ter a dona Pós Adolescente aqui só pra ela. Na época, confesso, achei meio bobeira, até porque aprendi que possessividade não leva os relacionamentos à lugar algum. Mas sabe, eu a entendo, por mais que na prática seja diferente, dá vontade de ter toda a atenção só pra mim. Não que essa seja uma comparação válida, mas é igual Yakult, quem é que gosta de dividir? Quem é que acha legal quando chega alguém na melhor das intenções e diz: “Me dá um gole do seu Yakult”? Quem curte?

Meu ciúme não é medo de perder. Até porque nada é eterno. Nem eu, nem você. Não existe “pra sempre”, mas existe “por toda a minha vida”.

Relacionamentos começam e terminam todos os dias, cabe a nós saber cuidar, saber levar pra que dure “por toda a vida”. Ou que dure enquanto for bom. Porque eu não quero alguém infeliz por estar ao meu lado. Não quero uma propriedade. Se tem algo que aprendi e sofri pra aprender, é que a gente é livre. Livre pra fazer o que bem entende. Tudo bem que cada ato nosso tem um preço e liberdade é justamente isso: ter consciência de poder fazer o que bem entende, mas sendo responsável por suas escolhas. É saber que se der “merda” você pode arcar com as consequências. Por isso digo que todo mundo é livre... Ninguém te obrigou a começar a namorar, a começar a sair com alguém, como diz (se eu não me engano) Martha Medeiros: “Beijos não são contratos”. Por isso, o ciúmes – no meu caso – não é medo de perder. Por mais que que eu tenha, sim, medo de perder, mas pra evitar isso, eu cuido. Eu sei que se um dia uma de nós não quiser mais nada, não vai adiantar chorar, espernear, fazer cena... É um direito... É uma escolha. E só resta saber respeitar. Por mais que isso vá doer um bocado. Então eu sei que se hoje ela está comigo, está ao meu lado, é porque ela gosta, é porque ela quer.

Eu acho que já disse a ela, que no dia em que a conheci eu senti que, mais cedo ou mais tarde, seríamos felizes, tal qual somos hoje. Eu já disse a ela que amo, amo mais a cada dia, e que é um amor maduro, seguro de si, que sabe onde quer chegar. Eu acho que já disse a ela o quanto amo quando ela bagunça meus cabelos, o quanto amo andar de mãos dadas, trocar carinhos na fila do café. Acho que também já disse que sempre fico relembrando de certas cenas, do beijo no ombro, que me deixou arrepiada, no dia em que a pedi em namoro no bar, que lembro da maneira como ela riu deliciosamente quando espantei o motorista do outro carro com apenas um olhar no estacionamento do parque. Acho que nunca vou esquecer da maneira como limpei a calça dela da poeira da parede no dia do show. Ou o alfajor, pra adoçar a vida depois de uma notícia não tão boa. Também já contei que eu fiquei disfarçando interesse pelo equipamento do fotógrafo só pra ficar olhando e contemplando aqueles olhinhos escuros brilhando de emoção. E também já disse que gosto da nossa história.

Agora o que eu quero dizer a ela é: Obrigada. Por cada dia, por cada sorriso, cada colo, cada ligação, cada mensagem, cada “ceninha” de ciúmes (porque ela sente tanto quanto eu). Obrigada pela paciência, por retribuir o que eu sinto, por me acolher, pelos beijos, pelos carinhos, pelo humor, pelas aventuras, por não ligar pra minha cara de pau, por me fazer rir e por rir das minhas piadas sem graça, por mais que eu saiba que você ri de mim e não das piadas. Obrigada por me deixar cuidar de ti, por me receber na tua casa, por me deixar ser parte da tua vida. Enfim, obrigada por ser parte da minha vida e plantar em mim a vontade de me tornar uma pessoa ainda melhor.

Pra você, três letras, que juntas não poderiam significar melhor o que eu sinto por ti: amo.

p.s: não fica brava! Eu não esqueci do trato, eu quebrei uma parte dele, mesmo. ;]

11 janeiro 2010

Querido diário: Mães. Todas iguais?

Um tempo atrás postei aqui dizendo como contei para minha mãe sobre minha orientação sexual. Não sei se esse vai ser o fator de muitas brigas na minha vida, mas de um jeito ou de outro, ele sempre volta à tona.

Ok, minha relação com Dona José nunca foi das melhores, mesmo antes quando nem eu sonhava que pertencia ao time colorido da vida. Acho que no fundo ela sabia antes de mim que eu não era “normal”. E hoje vejo que sempre dei indícios de que sempre preferi meninas, moças, gurias, mulheres...

Por mais que o assunto passe por dias, semanas, às vezes até meses, adormecido, ela sempre volta no mesmo ponto. E sempre brigamos.

Esse final de semana foi mais um entre tantos de desentendimentos. Isso cansa, chateia, me deixa triste... Acho que no fundo estou cansada de brigar pelos mesmos motivos, cansada de tocar sempre no mesmo ponto e sempre ser minha, a mudança desejada.

Às vezes tenho a impressão de quem ninguém vê as coisas boas que eu faço.
Crescer dói. Dói porque antes era mais fácil passar uma tarde chorando por conta disso sem ter outras coisas pra me preocupar. Antes eu não pensava numa coisa que parece que está cada dia mais perto: futuro.

Minha mãe sempre pergunta o que eu quero da vida. Pra ela meu futuro seria casar e formar família, ter um marido, filhos, essas coisas. Ela não vê felicidade fora disso. No fundo sei que meu pai espera a mesma coisa. Tenho 25 anos e não posso mais agir como adolescente, não me permito agir assim, por mais que eu aja feito uma criança mimada às vezes... E me atormenta ficar pensando na vida: O que eu construí até agora? O que há de sólido na minha vida? Posso fazer planos? Tenho alguém ao meu lado que sonha com as mesmas coisas que eu? Ou melhor, tenho alguém com quem tenho sonhos em comum? Faço esse alguém feliz? Demonstro o quanto esse mesmo alguém me faz feliz? Por mais que eu saiba que, sim, eu tenho um relacionamento que tem “futuro”, tem hora que a insegurança – o mesmo bicho papão do último post – resolve dar as caras e me encher de dúvidas.
E aí fico me perguntando se quando eu for mãe eu vou ser igual a Dona José. Tenho tudo pra ser diferente, mas será que vou ser?

Vejo casos por aí de meninas que namoram com meninas e tem sogras maravilhosas ou que a própria mãe é um amor de pessoa. Ou mesmo moças “héteras” que conseguem contar tudo sobre o dia-a-dia, confiar segredos para aquelas que as colocaram no mundo.
Não me imagino chorando no colo da minha mãe por um emprego perdido, por uma nota ruim, ou até mesmo um “fora” tomado. Mas confesso que tem horas que sinto falta em ter em quem me apoiar.

No fundo, eu sempre me coloquei como a “Mulher Maravilha” que leva o mundo nas costas e aguenta tudo, resolve tudo sozinha. Aí quando preciso ser “mortal”, ninguém faz ideia de como se aproximar pra ajudar, ninguém sabe como me pegar no colo, até porque eu não sei como permitir isso.

Hoje amanheci com um vazio no peito. Tem algo doendo e não é de hoje, mas o fato de ter tocado na ferida nesse final de semana deixa tudo mais sensível. Cansei de brigar com minha mãe. Cansei de esperar mudanças por parte dela. Cansei das farpas trocadas, cansei de esperar que ela me entenda. Cansei de ter que lidar com Dona José sempre me colocando pra baixo.

Mães não são todas iguais, se eu vier mesmo a ter um filho, vou me esforçar pra ser diferente, eu prometo. E se você tem uma mãe bacana, não perca a oportunidade de dizer isso a ela, não deixa pra amanhã, reconhecimento é uma das coisas mais importantes na vida...


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p.s: perguntaram nos comentários o signo da Baixinha, então, a resposta é... Touro.
Acho que tomei birra do signo. São ciumentas DEMAIS.
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