25 dezembro 2010

Podcast - DUPA 019

E não é que eu consegui postar?

Podcast de Natal pra todo mundo que estava pedindo, viu?

Download do Arquivo (21,3 MB)


Florence and the Machine - The Dog days are over
Estelle - American Boy
Engenheiros do Hawaii - 3x4
Daniela Mercury - Minas com Bahia
Apanhador Só - Prédio
Blur - Song 2 - (Database Ugly Edits Remix)
Katy Perry - Firework

Se você sobreviveu a ceia, ouça!

23 dezembro 2010

Notícia: Mais homofobia na Av. Paulista

Essa eu vi no site do Estadão, agora pela manhã, e estou em choque. Eu poderia estar no lugar da menina que sofreu a agressão. A notícia é da versão on-line do Jornal da Tarde, leia:

Garota beija amiga e leva socos de duas mulheres - 22/12/2010 23h40
Damaris Giuliana

Mais uma agressão por intolerância foi registrada na madrugada de terça-feira na região da Avenida Paulista. Uma lésbica foi empurrada e levou socos no rosto por causa de um beijo. É o quarto ataque ocorrido na região da avenida desde 14 de novembro.

A analista de comércio exterior L.D.B., de 25 anos, estava com dois amigos, à 1 hora, em uma lanchonete na altura do número 900 da Rua Augusta quando viu uma garota que já conhecia. “Ela atravessou a rua para falar comigo e a gente se beijou”, relata. Um grupo com cerca de oito pessoas desceu a rua. “Eram duas meninas que podiam ser facilmente confundidas com homossexuais. O grupo todo parecia no mínimo gay friendly”, conta L. “Mas as meninas começaram a dizer: ‘Que nojo! Tenho nojo de lésbica!’, e se afastaram.”

L. continuou na lanchonete. O grupo voltou, parou a meio quarteirão e as jovens começaram a provocar. “Não sei que tipo de gente é essa. Tem de morrer. Tem de criar vergonha na cara”, diziam, segundo a vítima, que foi tirar satisfação.

“Quando perguntei qual era o problema, uma delas me empurrou e a outra me segurou. Aí elas me deram socos. Estou com um ferimento na testa do lado direito, meu olho esquerdo está roxo e minha boca também está machucada”, disse L.

Até a noite de ontem, a vítima não havia registrado queixa. “Todas as pessoas que sofrem agressão devem procurar a Decradi (Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância), que tenta identificar esses agressores”, explica Adriana Galvão, presidente do comitê sobre a diversidade sexual e combate à homofobia da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), regional São Paulo.

De acordo com o coordenador-geral LGBT da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência, Igo Martini, agressão de mulheres contra mulheres é raro. “Valeria a pena ser analisado”, diz. Hoje, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva inaugura o Disque Direitos Humanos que, entre outras funções, atenderá homossexuais. O objetivo é traçar o perfil de vítimas e agressores, além de mapear onde os casos acontecem. “Além de reforçar as políticas nacionais LGBT, pretendemos usar os números para sensibilizar o Congresso na aprovação do projeto de lei que criminaliza agressões homofóbicas.”


Não preciso dizer que acho isso um absurdo, né?
Estou horrorizada e sinceramente sem ação. Sei que tweets e cadeiras não mudam a sociedade, mas eu realmente gostaria de saber como mudar a consciência sobre preconceito em geral na cabeça das pessoas. Acho que antes de discutirmos se é por gênero, orientação sexual ou religião, deveríamos respeitar o ser-humano e suas diferenças. Ninguém é igual a ninguém, mas ninguém pode achar-se no direito de sentir como uma raça superior. O sangue que corre nas minhas veias é tão vermelho quanto o de outras pessoas, e não quem eu amo ou deixo de amar que define quem sou.

Acredito que a mulher que sofreu as agressões deve denunciar e colaborar para que, mais do que punição, as meninas que a agrediram entendam que não há motivos pra tamanha barbariedade.

p.s.: podcast sai até dia o Natal.

21 dezembro 2010

Notícia: Comercial vetado na Itália

Do BlueBus

Comercial do Renault Twingo foi censurado na Itália, as cenas mostram sedução entre duas mulheres, mas no final.. bem... assista e diga você...



Olha, sinceramente? Se a guria que pega o carro, me deixar com a outra que fica vendada eu nem iria reclamar muito não, viu?

17 dezembro 2010

Então é Natal...

Ok, não é Natal ainda, mas estamos quase lá.
Sumi por alguns motivos: 1. computador por diversos dias na semana,
2. resolvendo pendências na vida amorosa.

Aí eu volto.
Agora com o computador zeradinho e programa de edição mais atualizado.
Ou seja, logo logo tem podcast como presente de Natal para vocês que não me abandonam nunca.

Dizem que coisa boa a gente não espalha, que é para não colocarem olho-gordo, pois bem, não darei detalhes sobre o número 2 (não pensa bobeira, ok?)

Emprego novo, muitas fotos e amigos novos também.
Sem tantas histórias para contar, mas planos de fazer 2011 ser O ano, e principalmente: dividir muitas coisas com vocês.

Por ora, é isso.
Amanhã gravo o podcast bonitinho, o que te dá tempo de pedir sua música.

Só pra adiantar vem bastante coisa nova por aí em questão de música.

Um beijo!

16 novembro 2010

Sumindo

Gente, gente amiga, to com dificuldades... er... é... Técnicas. (tinha esquecido a palavra)

Volto a atualizar assim que possível.
Estou bem, carregando um sorriso no rosto e algumas respostas na cabeça.

Quero falar sobre sexo e outras coisas por aqui, mas por enquanto não dá.
Acho que semana que vem eu enfim consigo colocar a vida no eixo.

17 outubro 2010

Crimes com fundo homofóbico

Enquando Dilminha e Serrinha decidem se são contra ou a favor, e o Estado que deveria ser laico desaparece, notícias como essa aparacem aos montes por aí...

Matar gays, um crime que não para de crescer no Brasil

A Gazeta

Brasília
Alçados a tema central da campanha presidencial, o casamento gay, a união civil entre pessoas do mesmo sexo e a criminalização da homofobia têm sido debatidos por Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) a partir do viés religioso e sem levar em conta um dado alarmante: o número de homossexuais assassinados por motivação homofóbica cresce a cada ano.

Em 2009, 198 foram mortos no Brasil. Onze a mais que em 2008, e 76 a mais do que em 2007, um aumento de 62%. Os dados são do Grupo Gay da Bahia (GGB), fundado em 1980 e o único no país a reunir as estatísticas.

Segundo o GGB, de 1980 a 2009 foram documentados 3.196 homicídios, média de 110 por ano. "Infelizmente, a homofobia é um aspecto cultural da sociedade brasileira, que empurra os homossexuais para a clandestinidade, fazendo com que permaneçam à margem mesmo quando são mortos. Gays, lésbicas e travestis são Matar gays, um crime que não para de crescer no Brasil
A Gazeta
Brasília

Alçados a tema central da campanha presidencial, o casamento gay, a união civil entre pessoas do mesmo sexo e a criminalização da homofobia têm sido debatidos por Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) a partir do viés religioso e sem levar em conta um dado alarmante: o número de homossexuais assassinados por motivação homofóbica cresce a cada ano.

Em 2009, 198 foram mortos no Brasil. Onze a mais que em 2008, e 76 a mais do que em 2007, um aumento de 62%. Os dados são do Grupo Gay da Bahia (GGB), fundado em 1980 e o único no país a reunir as estatísticas.

Segundo o GGB, de 1980 a 2009 foram documentados 3.196 homicídios, média de 110 por ano. "Infelizmente, a homofobia é um aspecto cultural da sociedade brasileira, que empurra os homossexuais para a clandestinidade, fazendo com que permaneçam à margem mesmo quando são mortos. Gays, lésbicas e travestis são são mortos de forma cruel, geralmente tendo o rosto desfigurado, e acabam sendo considerados culpados. Só os crimes muito hediondos comovem", diz Marcelo Cerqueira, presidente do GGB.

Antropólogo e ex-presidente do GGB, Luiz Mott lembra que há subnotificação de dados, mas que ainda assim é possível afirmar que o número de mortes vem crescendo: "O número tem aumentado na última década. Antes, era um assassinato a cada três dias. Agora, acontece um a cada dois dias".

O Brasil é o país com maior número de assassinatos. Ano passado, no México, por exemplo, foram 35. Segundo Mott, a maioria dos crimes contra LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais) é motivada por "homofobia cultural": "Graças ao machismo e à bronca que muitos homens têm contra gays e travestis, eles matam imbuídos da ideologia de que homossexuais são covardes, têm dinheiro, que os vizinhos não vão se importar, e os juízes vão punir com brandura".

De acordo com pesquisas realizadas nas paradas gays de Rio, São Paulo, Recife, Porto Alegre e Belém, entre 2003 e 2008, pelo Centro Latino-Americano em Sexualidade e Direitos Humanos, o número de homossexuais agredidos e/ou discriminados nessas regiões não é inferior a 59,9%. Em Pernambuco, 70,8% disseram ter sido agredidos. E em São Paulo, 72,1% foram vítimas de algum tipo de discriminação.

Paraná e Bahia são os líderes em homofobia

O fato de não existir lei específica para crimes homofóbicos contribui para a violência. No entanto, vale lembrar que esses números não refletem completamente a realidade. "Sabemos que o silêncio ainda marca as agressões", diz Sérgio Carrara, professor do Instituto de Medicina Social da Uerj. Empatado com a Bahia como Estado mais homofóbico do Brasil, o Paraná registrou, segundo dados do GGB, 25 assassinatos em 2009: 15 travestis, oito gays e duas lésbicas. Os outros quatro Estados mais homofóbicos são São Paulo, Pernambuco, Minas e Alagoas. Presidente da Rede Nacional de Pessoas Trans, a travesti Liza Minelly diz que, entre travestis e transexuais, cerca de 70% já sofreram algum tipo de violência. Ela relata que quase sempre o preconceito afasta as travestis do ensino e dos empregos formais, e muitas vezes as empurra para a prostituição e as drogas.


16 outubro 2010

Pelo bom senso...

Essa carta da Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transsexuais eu encontrei no blog do Ancelmo Góis, jornalista, colunista do O Globo.

Tá grande mas vale a leitura!

Contra a insensatez

A AGLBT (Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais) divulgou agora há pouco carta aberta aos candidatos à presidência, botando um freio no furacão de insensatez que jogou a campanha numa blablablá sombrio, que evoca preconceito e outras mazelas.
Vale a leitura:
Carta aberta da ABGLT às candidaturas de Dilma Rousseff e José Serra
Prezada Dilma e prezado Serra,
A  Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais - ABGLT, é uma entidade que congrega 237 organizações da sociedade civil em todos Estados do Brasil. Tem como missão a promoção da cidadania e defesa dos direitos de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais, contribuindo para a construção de uma democracia sem quaisquer formas de discriminação, afirmando a livre orientação sexual e identidades de gênero.
Assim sendo, nos dirigimos a ambas as candidaturas à Presidência da República para pedir respeito: respeito à democracia, respeito à cidada nia de todos e de todas, respeito à diversidade sexual, respeito à pluralidade cultural e religiosa.
Respeito aos direitos humanos e, principalmente, respeito à laicidade do Estado, à separação entre religião e esfera pública, e à garantia da divisão dos Poderes, de tal modo que o Executivo não interfira no Legislativo ou Judiciário, e vice-versa, conforme estabelece o artigo 2º da Constituição Federal: "São Poderes da União, independentes e harmônicos entre si, o Legislativo, o Executivo e o Judiciário."
Nos últimos dias, temos assistido, perplexos, à instrumentalização de sentimentos religiosos e concepções moralistas na disputa eleitoral.
Não é aceitável que o preconceito, o machismo e a homofobia sejam estimulados por discursos de alguns grupos fundamentalistas e ganhem espaço privilegiado em plena campanha presidencial.
O Estado brasileiro é laico. O avanço da democracia brasileira é que tem nos permitido pautar, nos últimos anos, os direitos civis dos homossexuais e combater a homofobia. Também tem nos permitido realizar a promoção da autonomia das mulheres e combater o machismo, entre os demais avanços alcançados. O progresso não pode parar.
Por isso, causa extrema preocupação constatar a tentativa de utilização da fé de milhões de brasileiros e brasileiras para influir no resultado das eleições presidenciais que vivenciamos. Nos últimos dias, ficou clara a inescrupulosa disposição de determinados grupos conservadores da sociedade a disseminar o ódio na política em nome de supostos valores religiosos. Não podemos aceitar esta tentativa de utilização do medo como orientador de nossos processos políticos. Não podemos aceitar que nosso processo eleitoral seja confundido com uma escolha de posicionamentos religiosos de candidatos e eleitores. Não podemos aceitar que estimulem o ódio entre nosso povo.
O que o movimento LGBT e o movimento de mulheres defendem é apenas e tão somente o respeito à democracia, aos direitos civis, à autonomia individual. Queremos ter o direito à igualdade proclamada pela Constituição Federal, queremos ter nossos direitos civis, queremos o reconhecimento dos nossos direitos humanos. Nossa pauta passa, portanto, entre outras questões, pelo imediato reconhecimento da união estável entre pessoas do mesmo sexo e pela criminalização da discriminação e da violência homofóbica.
Cara Dilma e Caro Serra,
Por favor, voltem a conduzir o debate para o campo das ideias e do confronto programático, sem ataques pessoais, sem alimentar intrigas e boatos.
Nós da ABGLT sabemos que o núcleo das diferenças entre vocês (e entre PT e PSDB) não está na defesa dos direitos da população LGBT ou na visão de que o aborto é um problema de saúde pública.
Candidato Serra: o senhor, como ministro da saúde, implantou uma política progressista de combate à epidemia do HIV/Aids e normatizou o aborto legal no SUS. Aquele governo federal que o senhor integrou também elaborou os Programas Nacionais de Direitos Humanos I e II, que já contemplavam questões dos direitos humanos das pessoas LGBT. Como prefeito e governador, o senhor criou as Coordenadorias da Diversidade Sexual, esteve na Parada LGBT de São Paulo e apoiou diversas iniciativas em favor da população LGBT.
Candidata Dilma: a senhora ajudou a coordenar o governo que mais fez pela população LGBT, que criou o programa Brasil sem Homofobia, e o Plano Nacional de Promoção da Cidadania e Direitos Humanos de LGBT, com diversas ações. A senhora assinou, junto com o presidente Lula, o decreto de Convocação da I Conferência LGBT do mundo. A senhora já disse, inúmeras vezes, que o aborto é uma questão de saúde pública e não uma questão de polícia.
Portanto, candidatos, não maculem suas biografias e trajetórias. Não neguem seu passado de luta contra o obscurantismo.
A ABGLT acredita na democracia, e num país onde caibam todos seus 190 milhões de habitantes e não apenas a parcela que quer impor suas ideias baseadas numa única visão de mundo. Vivemos num país da diversidade e da pluralidade.
É hora de retomar o debate de propostas para políticas de governo e de Estado, que possam contribuir para o avanço da nação brasileira, incluindo a segurança pública, a educação, a saúde, a cultura, o emprego, a distribuição de renda, a economia, o acesso a políticas públicas para todos e todas!
Eleições 2010, segundo turno, em 15 de outubro de 2010.
ABGLT - Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais

Tô prometendo podcast, eu sei. Já escolhi as músicas, só falta mesmo é gravar a voz! Acho que hoje sai.
Beijo pra quem passa por aqui! =)

14 outubro 2010

Cartório

Minha vida está pior do que Cartório Eleitoral: cheio de zona!

Tirando a piada, comecei a editar mais um podcast no feriado, mas aí outros ventos tocaram e eu fui passear e aproveitar o feriado. E não é que aproveitei?

Pois bem, por aqui tudo... bem, não dá pra dizer que está tudo bem porque não está.
Até tá, mas é que sempre faço drama. Tá, nem sempre eu faço drama, mas é que sei lá, as coisas não estão da maneira como eu gostaria que estivessem.

Incertezas no trabalho e minha "Estagiária" com problemas em casa... (Estagiária é "gente nova" que surgiu no pedaço, e tem se mostrado uma grande amiga. já entrou pras "Mulheres da Minha Vida")

E quanto mais eu rezo, mais librianos aparacem na minha vida. Não que eu esteja reclamando, não, não é isso, mas é só um comentário.

O tempo vai passando e algumas coisas vão mudando. É estranho perceber como as coisas e as pessoas mudam.
Bom, acho que por agora é só...

Depois volto com mais...

Beijos!

07 outubro 2010

Laerte

Vi por aí, compartilho aqui.
Essa semana eu acho que rola podcast. Não esqueci do blog não, viu?
Só estou sem tempo mesmo. E acertando a vida, até porque acho que agora posso dizer que estou solteira. Pelo menos até que se prove o contrário ou que milagres aconteçam...


Laerte, para dar uma aliviada no empobrecimento dos debates brasileiros. A propósito: aborto é mesmo uma questão delicada, mas casamento gay não é. Em um caso é a dúvida sobre a definição mesma de ser humano, no outro não resta dúvida de que só os voluntariamente envolvidos são afetados. E ainda vai gerar emprego na indústria de bonequinho de bolo. Nisso ninguém pensa. Malditos.

30 setembro 2010

Religião x Casamento Gay

Enquanto perco o ritmo pra postar novamente, pra falar a verdade a inspiração, continuo acompanhando o noticiário e compartilhando coisas por aqui.

Esse artigo foi escrito pelo Contardo Calligaris, que com frequência aborda a temática gay. Ainda na Folha de São Paulo de hoje, vi uma iniciativa bacana por parte da Wanessa (a que era Camargo). A filha do cantor de "É amor" vem a público defender a união entre homossexuais, além de preparar uma série de show em casas GLS de São Paulo.
Posso estar errada, mas Wanessa está entrando num segmento pop, e querendo ou não tem seguido Lady Gaga como modelo, ao menos no que diz respeito a defender direitos.

Desculpem a minha ausência aqui no blog. Acho que semana que vem as coisas tendem a normalizar.
Segue o artigo do Contardo.

Lobby cristão e casamento gay

As igrejas gostariam de uma sociedade em que seja crime tudo o que, para elas, é pecado

EM MAIO PASSADO, durante uma visita ao santuário de Fátima, o papa Bento 16 declarou que o aborto e o casamento entre pessoas do mesmo sexo estão entre os mais "insidiosos e perigosos desafios ao bem comum".
Atualmente, quase todas as igrejas cristãs (curiosamente alinhadas com as posições do papa) negociam seu apoio aos candidatos à presidência cobrando posições contra a descriminalização do aborto e contra o casamento gay.
Em 2000, segundo o censo, havia, no Brasil, 125 milhões de católicos, 26 milhões de evangélicos e 12 milhões de sem religião. É lógico que os principais candidatos inventem jeitos de ficar, quanto mais possível, em cima do muro -tentando satisfazer o lobby cristão, mas sem alienar totalmente as simpatias de laicos, agnósticos e livres pensadores (minoritários, mas bastante presentes entre os formadores de opinião).
Adoraria que as campanhas eleitorais fossem mais corajosas, menos preocupadas em não contrariar quem pensa diferente do candidato. Adoraria também que soubéssemos votar sem exigir que nosso candidato pense exatamente como nós. Mas não é esse meu tema de hoje.
Voltemos à declaração do papa, que junta aborto e casamento gay numa mesma condenação e, claro, tenta pressionar os poderes públicos, mundo afora. Para ele, o que é pecado para a igreja deve ser também crime para o Estado.
No fundo, com poucas exceções, as igrejas almejam um Estado confessional, ou seja, querem que o Estado seja regido por leis conformes às normas da religião que elas professam. De novo, as igrejas gostariam de uma sociedade em que seja crime tudo o que, para elas, é pecado: o sonho escondido de qualquer Roma é Teerã ou a Cabul do Talibã.
Há práticas sexuais que você julga escandalosas? Está difícil reprimir sua própria conduta? Nenhum problema, a polícia dos costumes vigiará para que ninguém se dedique ao sexo oral, ao sexo anal ou a transar com camisinha.
Para se defender contra esse pesadelo (que, ele sim, é um "insidioso e perigoso desafio ao bem comum"), em princípio, o Estado laico evita conceber e promulgar leis só porque elas satisfariam os preceitos de uma confissão qualquer. As leis do Estado laico tentam valer por sua racionalidade própria, sem a ajuda de deus algum e de igreja alguma.
Por exemplo, é proibido roubar e matar, mas essa proibição não é justificada pelo fato de que essas condutas são estigmatizadas nas tábuas dos dez mandamentos bíblicos. Para proibir furtos e assassinatos, não é preciso recorrer a Deus, basta notar que esses atos limitam brutalmente a liberdade do outro (o assaltado ou o assassinado).
Agora, imaginemos que você se oponha ao casamento gay invocando a santidade do matrimônio. Se você acha que o casamento é um sacramento divino que só pode ser selado entre um homem e uma mulher, você tem sorte, pois vive numa democracia laica e sua liberdade é total: você poderá não se casar nunca com uma pessoa do mesmo sexo. Ou seja, você poderá manter quanto quiser a santidade e a sacramentalidade de SEU casamento.
Acha pouca coisa? Pense bem: você poderia ser cidadão de uma teocracia gay, na qual o Estado lhe imporia de casar com alguém do mesmo sexo.
Argumento bizarro? Nem tanto: quem ambiciona impor sua moral privada como legislação pública deveria sempre pensar seriamente na hipótese de a legislação pública ser moldada por uma outra moral privada, diferente da dele.
Parêntese: Se você acha que essa história de casamento gay é sem relevância, visto que a união estável já é permitida etc., leia "Histórias de Amor num País sem Lei. A Homoafetividade Vista pelos Tribunais - Casos Reais", de Sylvia Amaral (editora Scortecci).
PS. Sobre a dobradinha sugerida pela declaração do papa: talvez, para o pontífice, aborto e casamento gay sejam unidos na mesma condenação por serem ambos consequências da fraqueza da carne (que, obstinadamente, quer gozar sem se reproduzir).
Mas, numa perspectiva laica, a questão do aborto e de sua descriminalização não tem como ser resolvida pelas mesmas considerações que acabo de fazer para o casamento gay. Ou seja, não há como dizer: se você for contra, não faça, mas deixe abortar quem for a favor. Vou voltar ao assunto, apresentando alguns dilemas que talvez nos ajudem a pensar.

22 setembro 2010

Braile?

Da Folha de SP de ontem:

O amor não é cego

As relações não duram porque a maioria não enxerga o outro como ele é, diz o psicólogo Jorge Bucay

GABRIELA CUPANI
DE SÃO PAULO


Não há receita pronta para um relacionamento dar certo, mas alguns ingredientes podem ajudar. É disso que trata "Amar de Olhos Abertos" (ed. Sextante, R$ 24,90, 208 págs.), do psicólogo Jorge Bucay, um dos escritores argentinos mais incensados dos últimos tempos.
Bucay esteve no Brasil para lançar o livro (o primeiro em português), escrito com a colega Silvia Salinas -e a Folha aproveitou para "discutir as relações" com ele.


Folha - O que significa amar de olhos abertos?
Jorge Bucay - Gosto de uma definição que diz que o amor é a simples alegria pela existência do outro. Não é possessão, nem felicidade necessariamente. E por isso "com os olhos abertos". O amor cego não aceita o outro verdadeiramente como ele é.

Por que tanta gente prefere a intensidade da paixão, mesmo sabendo que é efêmera, a construir algo mais sólido?
É maravilhoso estar apaixonado e muitos preferem a intensidade superficial à profundidade eterna. Mas me pergunto como as pessoas pensam em ficar somente nisso. Qual o sentido de estar apaixonado perdidamente o tempo todo? Penso que é uma questão de maturidade.
Também tem a ver com a nossa sociedade, que adora emoções intensas. Procuramos correr mais rápido, chegar antes, desfrutar intensamente. A paixão é como uma droga: no seu momento fugaz faz pensar que você é feliz e não precisa de mais nada. Um olhar, uma palavra te levam aos melhores lugares.

Como construir uma relação mais profunda?

Seria bom estar preparado para saber que a paixão acaba. Amadurecer significa também desfrutar das coisas que o amor dá, como compartilhar o silêncio e não um beijo, saber que a pessoa está ali, ainda que não esteja ao meu lado. É preciso abrir os olhos, e isso é uma decisão. Ver o par na sua essência.
Mas primeiro é preciso estar bem consigo mesmo. Não se deve procurar o sentido da própria vida no companheiro ou nos filhos.
Você deve responder a três perguntas básicas nesta ordem: quem sou, aonde vou e com quem. É preciso que eu me conheça antes de te conhecer e que decida meu caminho antes de compartilhá-lo. Senão, é o outro quem vai dizer quem eu sou. E isso é uma carga muito grande.

O livro diz que as relações duram o que têm que durar, sejam semanas, seja uma vida
.
Duram enquanto permitem que ambos cresçam. Significa conhecer-se, gostar de si mesmo, conhecer seus recursos e desenvolvê-los. Ao lado da pessoa amada, está a melhor oportunidade para isso. E essa é uma condição para construir um relacionamento. Um casal que não cresce, envelhece. E um casal que envelhece, morre.

O que leva ao fracasso?
Um dos grandes motivos de fracasso é não trocar intensidade por profundidade, viver querendo voltar aos tempos da paixão. Outro ponto de conflito é que as pessoas não conseguem deixar o papel que desempenhavam antes de casar, querem continuar sendo o "filhinho da mamãe", ou o "caçulinha da casa". Outro problema é a intolerância, a incapacidade de aceitar as diferenças, as pessoas discutem pelo dinheiro, pela criação dos filhos e, por fim, morrem sufocadas pela rotina.

E como enfrentar esses problemas ou desafios?
É preciso amor, atração e confiança. Comparo esses pilares a uma mesa de três pés. O tampo da mesa seria um projeto comum firme. Se faltar qualquer um desses elementos, a mesa cai. E sobre tudo isso deve-se montar outras coisas, como a capacidade de trabalhar juntos, de rir das mesmas coisas, de ser sexualmente compatíveis, sentir o outro como um apoio nos momentos difíceis. Às vezes a terapia ajuda, às vezes é um bom passaporte para a separação.

Como saber quando a relação chegou ao fim?

Se sinto que estou sempre no mesmo lugar, que me entedio, que não tenho vontade de estar com o outro, se sempre que saímos precisamos sair com outros casais pois não ficamos bem sozinhos, quando piadas como "o idiota do meu marido" ou a "bruxa da minha mulher" se tornam frequentes, algo não está funcionado.

21 setembro 2010

Não só canta mas...

Luta pelos direitos do seu público. Não a toa Lady Gaga faz o sucesso que faz.
Hoje na Folha de SP saiu outra matéria sobre a cantora/performista/show woman.
Engajar-se na luta contra a homofobia, ainda mais quando tem-se os holofotes de todo o mundo sobre si serve ao menos pra jogar uma luz sobre o assunto.

No entanto, o que me preocupa é a personalidade um tanto quanto extravagante de Gaga. Para quem não tem contato com "coisas diferentes" torna-se fácil passar a achar que toda a população LGBT tem hábitos ou estilo de vida semelhante ao da nova Princesa do Pop.

Se for analisar, grande parte do público de Gaga é "normal", parafraseando José Serra, são pessoas como eu, como você, como a sua namorada, quem tem uma vida, trabalham e não saem por aí vestidos com pedaços de carne ou só de calcinha e sutiã.


Lady Gaga pede fim de homofobia no Exército

A cantora Lady Gaga organizou ontem uma manifestação nos Estados Unidos contra a proibição de homossexuais declarados de integrarem o Exército do país- a política do "não pergunte, não diga".
O foco da manifestação em Portland, no Estado do Maine, são dois senadores republicanos que podem ser cruciais para que a proibição no Exército seja derrubada e o homossexualismo aceito nas Forças Armadas do país. A votação está prevista para hoje.

17 setembro 2010

Insira um post aqui

Bom, ontem eu fugi do mundo: Passei a tarde inteira no cinema.
Detalhe: sozinha. Detalhe 2: me impressiono com a quantidade de dois pontos utilizadas em apenas duas linhas, você não?

Pois bem, assisti Meu Malvado Favorito e Amor à Distância.

Sobre o primeiro queria apenas dizer que relação entre pai e filhos sempre me emociona (vide post anterior).

Sobre o segundo eu tenho inúmeras considerações a fazer.
Coisa que merece tempo e disposição. Qual o gay/lésbica que em tempos internéticos nunca teve um caso, um affair, uma paixãozinha que fosse na internê?

Comentários à parte outro ponto em destaque no filme é a trilha sonora, mas isso fica pro podcast de semana que vem.

Estou cansada. E isso define muita coisa em muitas aéreas da minha vida.
Preciso sair dessa estagnação.

Por ora é isso.
Eu volto com mais pensamentos e reflexões.

16 setembro 2010

Coisas que você deveria saber sobre mim #2

Continuando a saga, acho que quinta-feira ficou definida como o dia oficial de saber um pouco mais sobre mim.

Talvez porque sejam informações de quinta(categoria).

#2 - Chorei assistindo irmão Urso.
Pra falar a verdade se eu estou sozinha ou com alguém que eu não quero/preciso impressionar, alguém pra quem eu não quero/preciso bancar a forte eu choro vendo até comercial de margarina.

Já chorei vendo Mais Você. NÃO RIA!
Poucas pessoas me viram chorando.
Algumas ouviram, mas raras as que assistiram a cena.

Choro muito fácil com qualquer coisa "fofa" que tenha relação a "pai e filho".
No meu caso: Pai e filha.

E você, chora pelo quê?

15 setembro 2010

Podcast - DUPA 018

Eu sou ciumenta? Tem música boa? Tem recado pra você?
Você só vai saber ouvindo, são 35 minutinhos. Meia horinha de diversão

Download do Arquivo (24,1 MB)

Dancing with myself - Nouvelle Vague
Aqui - Skank
Apenas mais uma de amor - Lulu Santos
Chica Bomb - Dan Balan
Too sexy - Moire
It's Alright - One Night Only
Postcards from a youn man - Manic Street Preachers
Maybe tomorrow - Sterophonics
Tulipa Ruiz - Pontual

Comenta, manda email contato.dupa@gmail.com ou segue o @dupablog

10 setembro 2010

Querido Diário: Um não post sobre ciúmes

Eu queria falar sobre ciúmes, mas meu bom senso recomendou manter a minha boca quieta (e meus dedos também).

Então eu queria saber de vocês: o que vocês pensam a respeito do bendito sentimento?
Até que ponto sentir ciúmes é bom?
Não sentir nenhum pouquinho, é saudável?
Quando o ciúmes passa a ser excessivo?

Sexta-feira pseudo animada: Em casa, música e vinho.
E sono. Muito sono.

Ah outra coisa, queria saber com que frequências vocês querem que eu publique "Coisas que você deveria saber..."

Um bom final de semana pra todo mundo!

ps: @dupablog

09 setembro 2010

Coisas que você deveria saber sobre mim #1

Conversando com uma colega de trabalho, estávamos fazendo listinhas sobre características pessoais.

E tem muita coisa que você sequer imagina a respeito das pessoas com quem você convive. Baseada/inspirada nessa conversa resolvi começar a postar Coisas que você deveria saber sobre mim (mas você nem imagina).

Tudo bem que imagino que haverão coisas que vocês dirão: "Ah! Mas isso eu já sei..."
Mas acho legal a proposta de ir me descrevendo aos poucos.

Então vamos lá:

#1- Eu me tornei São Paulina aos 6 anos de idade, quando numa manhã vi o Tricolor ganhando do Barça por 2 a 1. Era 13 de dezembro de 1992.

08 setembro 2010

Podcast - DUPA 017

Dizem que tudo que é bom acaba rápido.
Tá aí: 22 minutos de pura diversão.

Download do Arquivo (15,5 MB)

Especial Covers, vale MUITO a pena ouvir.

Toquei:

Limp Bizkit
Artic Monkeys
Lady Gaga
Zebrahead
Glee *-*
Marie Digby

Não preciso nem dizer, tudo isso que eu te digo, mas é muito bom saber que você é meu amigo você vai comentar!

Não quer comentar? Email: contato.dupa@gmail.com
E voltei também com o twitter. O link tá ali ao lado! =)

07 setembro 2010

Querido Diário: Feriado Molhado

Curtam ou não, ainda não morri. Embora às vezes essa seja a maior vontade. Mas eu estou bem. Não está tudo como eu gostaria que estivesse, mas estou viva, tenho saúde, tenho um trabalho e a vida amorosa poderia ser BEM pior.

Os últimos meses tem sido bacanas. Depois de uma senhora "pisada de bola" em julho, as coisas estão caminhando. Tenho me adaptado a nova realidade sem "rótulos" mesmo sentindo falta de dar nome aos bois.

Graças a Deus voltou a chover no Estado de SP após muitos dias de seca. Tempo que conseguiu foder com o meu nariz de uma maneira não escrita. Esse ar seco resseca e atrapalha na hora de respirar.

Estou com planos de voltar a escrever com frequência aqui pro blog. Mas por enquanto são apenas planos.

Um ano atrás era uma data feliz e triste ao mesmo tempo.
Acho que hoje as coisas não mudaram muita coisa. O fato é que minha vida continua dependendo dos outros. O que me dá uma sensação ruim. Eu simplesmente não gosto de depender dos outros... Talvez por isso me demore a gostar de alguém.

Encontros e desencontros e grandes reflexões sobre relacionamentos em geral, acho que posso resumir os últimos meses nessa frase.

Expectativas, desejos e impulsos.

Ontem não foi um bom dia. Na verdade, não foi uma boa noite. Por mais que eu tivesse motivos para comemorar, mas uma vez que fatores externos à minha vontade não me permitiram comemorações parti em busca de outras coisas. Nessa hora entra meu sexto sentido que mais uma vez eu desconsiderei.

Uma coisa é achar que algo não vai dar certo outra coisa é ter certeza disso.
Imaginar uma vida e ter que desfazer-se de planos não é algo relativamente fácil de lidar. Principalmente quando envolvem planos, sonhos e sentimentos plantados anos atrás e cultivados durante um bom tempo.

Planta certa na terra errada. Ou adubo na hora errada. Metáforas. Mais uma entre tantas outras.
Poderia ter sido. Não foi.
E os tempos mudaram. Os corações partiram pra caminhos opostos. Novas pessoas surgiram. Fica uma certeza: ninguém será igual. E é preciso compreender e abrir-se ao novo.

Anos...
E ainda assim tem muita coisa martelando minha cabeça.
A chuva que cai lá fora derrama a água que eu não consigo chorar aqui dentro.

22 agosto 2010

Eleições 2010

Tenho procurado postar notícias que acrescentem algo, coisas que me chamam a atenção e tem relação.
Não chega exatamente a ser um clipping, mas como acabo lendo os principais veículos, gosto de colocar aqui para vocês saberem o que rola por aí também.

Hoje, na Folha de SP, tem essa notícia aqui, já deixo a pergunta: você votaria num candidato só porque ele é gay?

Candidatos gays divergem sobre a melhor estratégia
JOHANNA NUBLAT
DE BRASÍLIA

"Boa noite, tenho 27 anos e sou candidato a deputado distrital. Quero trabalhar para que a palavra "inclusão" deixe de ser necessária."
Com esse discurso, Michel Platini (PT) citava sua experiência num bar alternativo de Brasília: intérprete de sinais e coordenador de campanha para ônibus adaptados e do fórum de pessoas com deficiência. Sutilmente, Platini falava de sua ligação com um grupo gay do DF.
Assumidamente homossexual, Platini coloca a militância gay sob o guarda-chuva mais amplo dos direitos humanos, numa tentativa de diversificar o eleitorado.
Essa estratégia é assumida por uma parte importante dos "candidatos LGBT". Outra corrente, porém, se atém à bandeira LGBT como principal mote da campanha.
Segundo a ABGLT (Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais), há pelo menos dez gays assumidos, duas lésbicas, um bissexual, uma travesti e uma drag queen disputando as eleições.
"Sou, sim, gay assumido, o Brasil inteiro sabe disso. Mas sou um candidato como outro qualquer", diz Jean Wyllys, ex-BBB e candidato a deputado federal pelo PSOL-RJ. Para ele, limitar a candidatura a uma bandeira "acaba levando à derrota": "Tiro por mim mesmo, não quero um candidato tão restrito".
"Não pode ser uma visão exclusivista", diz Fernanda Benvenutty, travesti e candidata a deputada estadual pelo PT-PB: "É uma candidatura das minorias sociais. Defendo a cidadania plena LGBT, das mulheres, dos negros, deficientes e idosos".
A variação de pautas é recomendada pela própria ABGLT. "Sou gay, mas vivo num contexto de educação, saúde, segurança", diz Toni Reis, presidente da entidade.
Manter uma defesa monotemática é insistir num "discurso ultrapassado", diz Fernando Alcântara, ex-sargento do Exército e candidato à Câmara pelo PSB-SP.
Há quem tenha apostas diferentes. "Minha principal bandeira é LGBT", conta Osmar Rezende (PV-MG), candidato a deputado federal: "Temos 87 direitos negados".
Júlio Cardia (PV), candidato a deputado distrital, adota a bandeira LGBT: "Quero tornar Brasília a primeira cidade "friendly" ao gay do Brasil."

07 agosto 2010

Mais notícias

Mais notícias da Folha de SP desta semana, enquanto em alguns lugares as coisas evoluem, em outros nem sempre acontece o mesmo.

Justiça autoriza casamento gay na Cidade do México

DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS - A Suprema Corte do México declarou constitucional uma lei que permite o casamento entre pessoas do mesmo sexo na capital do país, rechaçando uma demanda do governo federal.
A Cidade do México é a única do país que permite esse tipo de união, após a aprovação de uma lei local em dezembro. Na segunda-feira, a corte deve se posicionar sobre adoções.

Entidade recorre de decisão sobre união homossexual

DA EFE - O recurso da Protect Marriage, que reúne grupos religiosos e conservadores, foi apresentado ontem, um dia após juiz federal ter derrubado veto ao casamento gay na Califórnia. A ação era esperada por defensores e opositores da união entre pessoas do mesmo sexo, que acreditam que o caso chegará à Suprema Corte. A união gay é aprovada por 52% dos eleitores californianos


____________________________________
Mudando um pouco de assunto: estou bem. Eu acho.
Coloquei a vida em Stand By e estou aguardando por resoluções alheias.
Acordei com o estômago doendo... Vamos ver no que dá, esse sábado preguiçoso.

19 julho 2010

Casamento gay

Editorial da Folha de SP hoje, comentando o avanço dos Argentinos em relação ao tema. Concordo em muita coisa, principalmente quando afirma que apesar do Brasil ser um país "muito mais liberal" só de pensar em "união cívil estável" ou coisas do tipo por aqui é praticamente um crime.

Acho importante que um veículo do porte do da Folha saia em defesa, de forma que nos faça refletir e nos livrarmos de um preconceito arraigado e mascarado que existe em toda parte.

Segue o editorial:
Não foi das mais tranquilas a aprovação, pelo Senado argentino, da mudança no Código Civil que autoriza a realização do casamento entre homossexuais. Um dia antes da votação, estimava-se informalmente que 31 senadores defenderiam a medida, contra igual número de refratários à inovação. O resultado, após 14 horas de debate, foi de 33 votos a favor, 27 contra e três abstenções.
Manifestações de apoio e de repúdio se alternaram em Buenos Aires; o debate ganhou notas enfáticas quando o arcebispo da capital, cardeal Jorge Bergoglio, advertiu que não estava em jogo "um mero projeto legislativo, e sim uma jogada do Pai da Mentira para confundir e enganar os filhos de Deus". Ao que a presidente Cristina Kirchner reagiu, dizendo que a frase "lembrava realmente os tempos da Inquisição".
De uma perspectiva leiga, parecem sem dúvida exageradas as reações a um ordenamento de relações humanas que se localiza estritamente na ordem da vida privada, e que busca apenas no reconhecimento por parte do Estado, e não de uma instituição religiosa, a solução para uma série de problemas. Questões de herança e planos de saúde, por exemplo, afetam o cotidiano de uma parcela ainda sujeita a formas odiosas de discriminação. Menos do que se contrapor ao casamento gay, parece ser na verdade contra o próprio homossexualismo que se insurgem os mais exaltados.
A Argentina consegue superar, assim, uma forma de discriminação, ou no mínimo um tabu, que ainda persiste em muitos países democráticos. Entre eles, como se sabe, o Brasil -onde nem sequer a ideia de uma união civil homossexual consegue vencer os temores e o conformismo da maioria das lideranças políticas.
Curiosamente, países onde se imagina ser mais forte do que aqui a influência do clero -como Portugal, Espanha e a própria Argentina- foram mais rápidos em aprovar o casamento homossexual do que uma nação supostamente liberal em termos de costumes, como o Brasil.
O elogio da informalidade, a indiferença pelas formas jurídicas, tantas vezes presentes nos discursos apologéticos sobre o país, esconde aqui um lastro de timidez e subserviência ao preconceito que cobra, de muitos casais de homens e mulheres, o preço de dificuldades na vida prática e de uma semiclandestinidade no mundo legal sem nenhuma justificativa, exceto o obscurantismo religioso.

27 junho 2010

Podcast - DUPA 016

Rapidinho, sem tanta qualidade no áudio, mas tá valendo.
Fiz ontem a noite e agora acho que volto a embalar nas produções.

Download do Arquivo (18,37 MB)

Tem sugestão? Quer opinar? Comenta ou manda email: contato.dupa@gmail.com
Não quer se identificar? Tem o mural de recados ou o formspring!

Além das "músikitchas" rolou a resposta da pergunta que não quer calar.

Na playlist de hoje:

Hunz - It's so Light
Megh Stock - Ela se sente só
Just Jack - Lovefool
Jota Quest - O que eu também não entendo
Jamie Cullum - Don't Stop the music
Roberta Campos - Felicidade
Cássia Eller - Gatas extraordinárias

25 junho 2010

Dividindo música

Que Nando Reis e Cássia Eller eram formaram uma dupla mega perfeita ninguém dúvida.
Portanto no dia de hoje divido com vocês uma das minha favoritas.


As coisas tão mais lindas

Entre as coisas mais lindas que eu conheci
Só reconheci suas cores belas quando eu te vi
Entre as coisas bem-vindas que já recebi
Eu reconheci minhas cores nela, então eu me vi

Está em cima com o céu e o luar
Hora dos dias, semanas, meses, anos, décadas
E séculos, milênios que vão passar

Água- marinha põe estrelas no mar
Praias, baías, braços, cabos, mares, golfos
E penínsulas e oceanos que não vão secar

E as coisas lindas são mais lindas
Quando você está
Hoje você está
Onde você está
As coisas são mais lindas
Por que você está
Onde você está
Hoje você está
Nas coisas tão mais lindas

12 junho 2010

A pergunta que não quer calar:

Há dúvida no amor?


Quando você ama, é possível duvidar do próprio sentimento?
Amor é sempre certeza?
O que difere carinho+respeito+tesão de amor?


Responde aí nos comentários o que você pensa sobre tudo isso...

09 junho 2010

Querido Diário: na Paradinha... dinha inha inha

Fui para a Parada no domingo, né? Quem me segue no twitter sabe que foi meio que de última hora. Era meio dia quando eu liguei pro melhor amigo e chamei pra ir pra Sampa.

Por volta de 16h eu já estava a pé em direção a Consolação. Deixei o carro na Augusta e segui.
Fui porque não queria ficar em casa chorando. Motivos pra chorar eu até que tinha. Até que ainda tenho. Não pelos outros, mas pelas feridas que ainda não cicatrizaram.

Acho que, de tudo, o que mais dói é a decepção. Enfim... Não quero falar disso agora.

Pois bem, fui pra Pride. Eu já havia ido uma vez, não exatamente na Parada, mas para São Paulo, em 2008, para curtir o povo/burburinho pós-Pride. Logo, essa foi a primeira vez que acompanhei os trios, entrei no meio do povão.

Não vi gente muito bêbada, não vi gente usando drogas. Não vi abusos. Roubaram o celular da minha amiga, mas até aí tudo normal, se na The Week levaram o meu, que diremos da Parada, né?

Dizem que Parada é igual micareta. Pra honrar parte da afirmação chegaram duas mocinhas me perguntando se eu sou HT. Respondi que não e ... Bom, beijei a que perguntou. Ai virei pra amiga e perguntei se ela era HT, a resposta foi a esperada, também não era, não preciso dizer que essa também entrou pra contagem. Nomes? Não, não perguntei.

Continuo descendo a Consolação, eu o melhor amigo e a amiga, acompanho o trio com Serginho e Dimmi. Minha amiga avista uma guria bonita, mas ela é toda tímida, e não chegou na guria. Aí fui lá eu fazer o meio de campo. A guria realmente é bonita, lembra (?) a Shane, segundo a amiga que foi comigo pra Parada. Ok, não faz meu estilo. É bonita? É. Mas não faz meu tipo. E eu disse isso pra minha amiga antes de ir lá dar uma de cupido.

Chego com a cara de pau que me é peculiar e digo: Você já ouviu falar em pessoas tímidas? Ela responde que sim, aponto pra amiga, digo que ela é das tímidas e que ela deveria se aproximar, bater um papo, sabe como é, né? Aí ela responde que não beijaria a amiga, mas que estava olhando pra mim. Sabe quando você pensa: “ai, isso vai dar merda”?, pois bem, a minha cara foi exatamente essa, jogaram Actívia na minha operação cupido.

Insisti no papo que minha amiga isso, minha amiga aquilo. Mas a guria tem um sorriso um tanto quanto bonito. E já que não ia rolar mesmo com a minha amiga e estávamos na Parada, aproveitei... Fura-olho? Pode ser... E tá, vai, pode xingar. Só queria deixar claro que foi a primeira vez que fiz isso e que só fiz porque era Parada e bem, Parada né gente? Quem é que vai procurar “coisa séria” na Parada?

Saliva e contatos trocados. Continuo em direção a Praça da República com meus amigos.
Resolvemos parar ali perto do cruzamento com a Roosevelt e ficamos papeando e “gongando” o povo feio que circulava por ali. Também por ali havia um grupinho de 4 viados e uma guria. Uns 4 metros de distância. Quando eu olhei pra mocinha do grupo, por acaso ela também estava me olhando. Alta, cabelos castanhos, branquinha. Se ela fosse baixinha eu diria que ela é a cara duma ex minha. Pois bem, nos olhamos, sabe quando você olha, percebe que também estão olhando e então ambos resolvem fazer de conta que não estavam olhando, então... Foi isso que aconteceu. Depois fui descobrir que ela achou que eu estava “junto” com a minha amiga, e por isso não se manifestou no momento dos olhares...

Como eu fui descobrir isso?
Assunto do próximo post.

08 junho 2010

Querido Diário: One, two, three...

Não estava tarde, mas também não era cedo. Eu estava sozinha e havia dito que se fosse sair iria chamar um amigo. O carro estava com pouca gasolina, e eu só tinha o cartão do banco e nenhum tostão furado.

Como conheço o bar, sabia que o valor mínimo para pagar a conta com cartão é de 25,00 e eu não ando bebendo. Até porque já tinha bebido no outro bar e na pizzaria. Resolvi ir embora. Fui, fiz o retorno, parei o carro para abastecer. Trinta reais em gasolina. Na hora de pagar, me vi sem sono e resolvi arriscar: perguntei ao frentista se ele passaria um valor a mais e me voltaria o troco. Pra minha sorte ele aceitou. Grana na mão, carro abastecido, eu resolvi voltar para o bar que fica na mesma avenida do posto.
Carro estacionado. Comanda na mão, adentro o recinto.

Como era véspera de feriado e a banda que tocava é bem conhecida aqui na região, não poderia dar outra: lotado. Encontrei alguns amigos, dei oi para alguns, fui até o balcão pegar uma coca. De coca em mãos voltei para uma das rodinhas. Por acaso nessa rodinha estava a Gerente de Banco que eu “pago u pau” gostoso. Trinta e poucos anos, uma das melhores amigas do Irmão Urso. Aliás, foi por meio dele que eu a conheci quando ela ainda estava com a ex-namorada. A única vez que eu demonstrei meu interesse na Gerente, eu descobri que ela tinha terminado com a tal da ex, e já estava em outra. Outra que, por acaso, ainda é atual, e que minutos mais tarde nessa mesma véspera de feriado eu iria descobrir que é uma escrota. Escrota e recalcada.
A gerente estava com a Namorada Recalcada e mais umas amigas. Amigas de outra cidade. Todas acima de 27/28 anos.

Ah, detalhe: a Índia (minha ex-namorada, lembram-se dela?) também estava no bar e com a atual. Aliás, é um namoro que tem dado certo, ou parece dar certo, o que me deixa feliz. Tudo bem que me acho mais bonita que a atual, mas beleza não é tudo.
Tocar nesse assunto faz com que eu me lembre de que estou com saudades da minha ex-sogra, a madrasta da Índia. Tá aí outra coisa que preciso registrar: posso não ter achado a namorada ideal (existe? – melhor dizendo a que dê certo, né?), mas se eu pudesse escolher uma sogra, com certeza, a Mãe nº 2 da Índia seria a escolhida.

Junto com as amigas da Gerente e da Recalcada, tinha um casal hetero. E aí chegamos onde eu queria chegar. Eu não sabia que eles eram um casal. Eu achava que o cara era viado e que a menina (com um corpo espetacular) era bi, e fim.

Lógico que meu instinto Dom Juan deu sinal de vida, o Zé Mayer que existe dentro de mim resolveu colocar as asinhas de fora. Começamos a conversar. Eu e a guria. Enquanto o namorado, que eu não sabia que é namorado, só observava. Nos demos muito bem. Conversamos muito, fomos nos aproximando, procurando algum contato físico, com a desculpa de que estava frio. Só no flerte. Até o ponto em que eu fui buscar outra coca-cola (e a esta altura todo mundo já estava me zoando, dizendo que eu não bebo, não fumo e não trepo) quando ouço a menina, a Bi Bonita, dizendo que ninguém entendia a situação dela e do namorado. Ai puxei uma das amigas da Gerente pra um canto e perguntei qual era a do casal.

Foi aí que fiquei surpresa. Não que eu seja quadrada, mas surpresa porque o cara tem cara de viado, só por isso. Ele é hetero e eles gostam de sexo à três. –

Música de fundo neste momento do post: One, Two, Three.... ♪ *Trilha: Three – Britney*. a tia aqui sai tirando a roupa, pegando os dois pela mão e sai do bar. NOT! Tô de brinks.

Enfim, ela também gosta de meninas e já tinha dito isso e eu já tinha sacado antes dela dizer também. Ela tinha me "curtido", mas sacou que não rolaria porque eu não demonstrei interesse no boyfriend.

Aí começamos a falar sobre ménage. E foi um papo um tanto quanto interessante. Ela comentou que sempre achou que não seria capaz, que achava que ia achar esquisito quando acordasse na manhã seguinte e percebesse mais uma pessoa na cama junto com o namorado dela.

E não é que a bichinha não só acostumou, como também ("como também" sentiu o trocadilho?) passou a gostar da brincadeira. Nada contra, até porque eu morro de vontade de experimentar (segredo nosso, ok?) mãs, mas, mas, eu acho que eu ainda não tenho a cabeça trabalhada e aberta o suficiente pra isso.

Fora que ela disse uma grande verdade: quem parte pra sexo à três tem que concordar em ser, de fato, um trio, tem que fazer as pontas do triângulo girar, ou nas palavras dela “tem que fazer a roda girar.”

Não adianta ir achando que você e mais alguém vão pegar uma pessoa, ou que você vai ser pega por duas, ou que você vai pegar duas pessoas e só uma delas encosta em você, segundo ela, tem que pensar em dar e receber prazer com os outros dois, não como um casal que tem mais alguém por perto. É um trio de verdade, um time.

Confesso que se fosse só ela, eu teria “ido” sem pestanejar, mas tinha ele também. E ela, de uma maneira que acho correta, disse que só topa se for a três, afinal, se for pra ser uma dupla, ela já tem o namorado.

No fim da noite ela pediu meu telefone, e disse que havia gostado de mim. Tudo bem que ela não vai ligar. E nem to esperando por isso, mas com certeza é alguém com quem eu gostaria de conversar mais.

Sai no zero a zero, mas em paz. Até porque até aquela quarta eu ainda pensava que eu poderia voltar com a ex namorada, a Complicada e Perfeitinha. É... Achava, porque havíamos voltado a conversar, mas isso é história pra outro post.

03 junho 2010

Querido Diário: As últimas...

Uma hora a gente volta a escrever, né?
Sei que estou devendo um podcast. Prometo que sai ainda no primeiro semestre deste ano.
Minha voz continua a mesma, mas os meus cabelos... Tá, mentira, eu também cortei o cabelo tem um tempo já e já ta crescendo de novo. O legal é que ele tá meio “ondulado”, mas sem deixar de ser a coisa escorrida que sempre foi.

Coração tranquilo.
Depois de uma fase um tanto quanto “Zé” (Zé Mayer, O – ênfase no O - pegador), agora estou voltando às origens, e não, não sou nenhum X-Men. Nem X-Men nem X-Princesa, só X-Bacon. Ok, piadinha #fail.

Ando curtindo o trabalho e já me acostumei com o horário, o que também significa que mudei a rotina, se antes meu horário para deitar era por volta 00:30, 01:00 agora dá no máximo 21h e eu estou cambaleante de sono. Vida mais saudável? Talvez. Voltei para academia essa semana. E comecei a correr também. Minha meta agora é cuidar um pouco mais do corpo. To tomando coragem pra nadar na água fria durante o inverno, mas estou com medo de ficar doente.

PA tia aqui, sarada? Yes, we can. Ou melhor: Yes I can.

Enquanto isso no fantástico mundo da “Sentimentolândia” as coisas estão tomando um rumo que eu não sei se fico feliz ou pensativa. Ando pensando em fazer dar certo, não vou dizer com quem, por que né, é deselegante...

Continuo solteira e agora também estou pacata. Quase um anjo.

Legal disso é que, justamente quando você sossega o rabo, aparecem aventuras pra você se jogar – ou não.

Ontem por exemplo foi um desses dias.
Era aniversário da gorda que fez o meu "outing" na agência. Fomos comemorar numa pizzaria, eu e os colegas de trabalho – sempre diferencio colega de amigo. Primeiro momento memorável da noite: a surpresa dos presentes ao me verem maquiada. Todo mundo tá acostumado a me ver meio moleca: tênis, jeans, babylook/blusinha e tênis. Pensa que eu acordo às três da manhã, não vou ficar me arrumando toda SÓ pra ir trabalhar né? Pois bem, andar largada no trabalho tem lá suas vantagens: ser notada quando se está arrumada e receber elogios.

Da pizzaria partimos pro bar. Isto é, atravessamos a rua. Mais algumas cervejas. Mais alguns papos. Levo meu amigo Libriano pra casa. Detalhe: ele é hétero e sabe de mim. Detalhe 2: ele é hétero, sabe de mim, me acha linda, e vive me mandando indiretas. Não, eu não ficaria com ele. Aliás, uma observação: minha vida anda enchendo de librianos, só falta saber se isso é bom ou ruim.

Enfim...

Deixo o Libriano em casa e resolvo passar pelo barzinho/balada GLS que eu costumo frequentar. Fui sozinha. Na verdade eu nem ia entrar. Estava meio cedo ainda e eu precisava dormir... Fui... Cheguei, parei na porta, vários carros estacionados...

________________________________________________
Continua... (porque eu adoro fazer suspense)

20 maio 2010

Selfish

Às vezes eu só queria que você deixasse de ser tão egoísta, sabe?
Não foi só você que sofreu. Não é só você que está machucada, não é só você que quer ter suas vontades atendidas.

Ser egoísta é diferente de não ter um pingo sequer de empatia. E empatia é conseguir colocar-se no lugar do outro, exercício que você deveria fazer de vez em quando.

Eu me machuquei. Me machuquei e fiquei calada durante muito tempo, calei-me pois tinha medo que meus machucados te ferissem também. E fui guardando, mágoa sobre mágoa, dia após dia.

Fui tendo cada uma das minhas fucking expectativas frustradas. E você nem sequer se importou. Eu dizia, e era bem clara, o que me machucava e você nunca se importou, nunca mudou tuas atitudes. E fui guardando. Guardando suas ausências, guardando dentro de mim a ausência de palavras, de carinhos. Querendo acreditar no pouco que você me dizia.

Quando explodi, soltei impropérios, machuquei eu sei, peguei pesado, fui desleal, fui nos pontos que eu julgo fracos. Eu sentia tanta dor, dor por conta das mentiras, dor pela falta de confiança, pela falta de tentativas, pelo descaso, estava tão mal que agi feito animal selvagem que não mede reações, atos, que age por instinto, e por instinto sou uma pessoa direta, grossa, rude. Um tigre. Um tigre que você havia domado. Só que você esqueceu da natureza selvagem do tigre e foi maltratando, descuidando. Revoltei-me.

Não suporto mentiras. Você me credita como cafajeste, mulherenga, conquistadora, talvez... Talvez eu seja mesmo isso, só que nunca escondi isso da mesma forma nunca escondi o quanto era completamente apaixonada por você, da mesma forma como todo mundo - inclua-se aqui também - sabia que eu poderia até estar sempre rodeada de pessoas, mas era contigo que eu fazia meus planos, contigo que eu tinha meus desejos, que era pra você a quem eu tinha entregado a merda do meu coração novamente.

Eu te disse uma vez que você era a fisioterapeuta do meu coração. Que eu tinha me desacostumado a amar e que estava aprendendo novamente aos poucos. Aprendendo a demonstrar o que sinto.

A sensação que tenho é que pra você nada do que eu fiz teve valor.
Nada do que eu faço tem valor.

E no final das contas é a mim que você recorre quando quer chorar. E eu nunca virei as costas. Nem vou virar. Eu me importo. Eu demonstro isso. E se você duvida tento provar o contrário. E você, o que você faz?

Você se irrita quando eu digo que pra você não faz diferença, diz que eu não sei de nada. Ok, posso não saber, mas o que você faz para que eu pense o contrário? Qual atitude ou palavra que você dá para que eu não pense assim?

Não que você tenha que provar alguém pra alguém, não, não é isso... É que eu simplesmente fico chateada com tanta briguinha boba.

Você teve durante um bom tempo uma mulher disposta a te fazer a guria mais feliz do mundo. Porque eu faria qualquer coisa pra te ver feliz, você sabe bem como eu gosto do teu sorriso, você sabe, sabe porque eu sempre te disse...

Fiz tanta coisa... De recados bobos, de mensagens no celular, idas e vindas, ligações, contas, esforços, e você?

O que você faz hoje? O que você sente hoje?
Realmente, você tem razão quando diz que eu não te conheço. O problema é que você não me deixa te conhecer e briga comigo por isso.

Não tenho bola de cristal. Não sei da tua vida. Não sei com quem você fala ou deixa de falar. Não sei com quem você se envolve. E vou continuar ignorante perante tais coisas...

Só que eu tô cansando de ter meus erros jogados na minha cara enquanto você se esquece dos erros que você também cometeu. Cansei de ficar disputando quem errou mais. Cansei de ficar lembrando de um passado de brigas tolas...

E por mais que eu esteja machucada, eu te escuto... Eu sempre escuto tuas histórias pela metade, tuas palavras pela metade, teus sentimentos pela metade.

Posso ser um monstro ao tocar nas tuas feridas, mas lembre-se: também sei cuidar delas.

E de mim, quem cuida?

18 maio 2010

Sobre meu "outing" e outras coisas mais...

Ai que eu resolvi escrever, né?
Por aqui posso dizer que a vida anda do mesmo jeito de sempre: trabalho e algumas saídas com amigos.
Falando em trabalho descobri que uma guria de lá, chata e gorda, fez questão de fazer meu “outing” dia desses. O pior? Eu não estava lá pra questionar ou pra dizer um “a” que fosse.
Poxa precisava dizer que curto meninas no meu ambiente de trabalho? O que isso muda? Muda algo?
Além de ter contando pras meninas de lá, a safada ainda é homofóbica, porque né... se não fosse não teria aberto a boca.
Por conta disso estou criando uma birra cada dia maior. Birra que se reflete em palavras atravessadas e olhares repletos de cinismo.

Se não fosse ela, minha vida seria tão mais fácil, mas tudo bem, tirando isso estou curtindo fazer o que faço, até estou me acostumando com o horário maluco.
Enquanto isso, na sala da(de?) justiça, eu fico tentando domar meu coração. O filho da mãe insiste em bater um pouco mais forte quando recebe um pouco de carinho de um certo alguém. Pode ser o mínimo, mas é o suficiente pra me deixar boba. E definitivamente: não gosto muito da ideia, por mais que eu me sinta bem...
Sabe quando você queria acreditar em palavras, ações e outras coisas mais, mas simplesmente não consegue? Então...

Ando cantando muito uma música do Nenhum de Nós, música que diz bem o que eu Não Entendo. E ando chorando toda vez que escuto “Você vai lembrar de mim”.
Aliás uma das coisas que mais tenho feito é chorar, seja aquela lágrima, única, que escorre sem querer, seja aquele choro doído. Não tem motivo ao certo, às vezes é por escutar uma música, outras por reler ou receber uma sms. Tem vezes que é assistindo TV e tem também vezes que me dou conta de que muita coisa mudou e que muito mais coisas não têm mais volta.
Num modo geral estou bem, estou consciente. Acho que isso faz todo o resto valer a pena.
E de certa forma acho até que tenho me arriscado. Só ando com medo de me machucar de novo, afinal eu sei que se eu cair de novo, o tombo vai ser bem pior que todos os anteriores. Acho que isso explica o choro não contido.
E sigo com perguntas. Muitas delas.

14 maio 2010

Um pouco de informação

Uma das coisas que mais tenho curtido no trabalho novo é o acesso a informação.
Ler mais de 10 jornais por dia é algo um tanto quanto gratificante. E no meio de tanta notícia, tantos artigos sempre surgem coisas que eu gostaria de compartilhar com vocês. Uma dessas coisas é esse artigo do Contardo Calligaris, publicado na Folha de SP de ontem.

O Contardo, pra quem não sabe, é italiano, é psicanalista e conforme consta na wikipedia Doutor em Psicologia Clínica pela Universida da Provença, na França. Particularmente eu gosto dos textos dele.


Adoção por casais homossexuais

Condição básica de uma boa educação: o pai não pode querer que o filho seja um clone seu


NA SEMANA retrasada, por unanimidade, o Superior Tribunal de Justiça reconheceu que casais homossexuais têm o direito de adotar.
Claro, duas mulheres ou dois homens já podiam criar juntos uma criança adotada por um dos membros do casal. Agora, eles poderão compartilhar legalmente a responsabilidade da adoção.
O ministro João Otávio de Noronha declarou que a decisão do tribunal foi guiada pelo princípio de atender ao interesse do menor. No debate a favor ou contra a adoção de crianças por casais homossexuais, todos afirmam, aliás, opinar e agir no interesse dos menores.
A primeira questão nesse debate, portanto, é a seguinte: crianças criadas e educadas por um casal homossexual (feminino ou masculino) sofrem de dificuldades específicas?
Seu desenvolvimento afetivo, intelectual e sexual é diferente do das crianças de casais heterossexuais?
Como disse, faz décadas que, mundo afora, casais homossexuais já criam filhos, naturais e adotivos. E faz décadas que psicólogos, médicos e assistentes sociais pesquisam esses casais e seus rebentos.
O resultado é inequívoco e aparece num documento de 2007, endereçado à Corte Suprema da Califórnia pela American Psychological Association, a American Psychiatric Association e a National Association of Social Workers, ou seja, pelas três grandes associações dos profissionais da saúde mental dos Estados Unidos (psicólogos, psiquiatras e assistentes sociais).
Esse texto, de 72 páginas, apresentando uma ampla bibliografia de pesquisas, afirma que "homens gay e lésbicas formam relações estáveis e com compromisso recíproco, que são essencialmente equivalentes a relações heterossexuais" (III, A), e que "não existe base científica para concluir que pais homossexuais sejam, em qualquer medida, menos preparados ou capazes do que pais heterossexuais ou que as crianças de pais homossexuais sejam, em qualquer medida, menos psicologicamente saudáveis ou menos bem adaptadas" (IV, B).
Ora, tramitam na Câmara dos Deputados dois projetos contra a decisão do Superior Tribunal de Justiça, um do deputado evangélico Zequinha Marinho (PSC-PA) e outro do deputado Olavo Calheiros (PMDB-AL). Visto que não dá mais para dizer que pais homossexuais sejam nocivos para suas crianças, os projetos se preocupam com o constrangimento das crianças diante dos colegas. Na escola, vão zombar de filho de homossexual. Para evitar esse vexame, melhor proibir a adoção por casais homossexuais.
Pois é, na mesma escola, também vão zombar de negros e de pobres.
Vamos impedir negro e pobre de ter filhos? O cômico é que, no Brasil, o filho de homossexual pode ser objeto de zombaria, mas essa zombaria não se compara com o que pode acontecer com filho de deputado.
Esperando que a reputação da classe política melhore e sentindo sinceramente pelos deputados honestos, no espírito dos projetos Marinho e Calheiros, acho bom proibir também a adoção de crianças por deputados federais e estaduais.
Brincadeira à parte, na nossa cultura, a condição básica de uma educação que não seja demasiado danosa é: os pais não devem querer que os filhos sejam seus clones.
Quando desejamos que nossos filhos sejam a cópia da gente, é para encarregá-los de compensar nossas frustrações: quero um filho igual a mim para que tenha o sucesso que eu não tive ou para que viva segundo regras que eu proclamo, mas nunca consegui observar. Pois bem, para criar e educar no interesse dos menores, é necessário fazer o luto dessas esperanças, que tornam as crianças escravas de nossos devaneios narcisistas.
Agora, a percentagem de homossexuais entre os filhos de casais homossexuais é igual à da média da população, se não menor. Ou seja, aparentemente, os homossexuais não têm a ambição de ver seus filhos se engajar na mesma "preferência" sexual que lhes coube na vida.
Em compensação, quem gosta mesmo de filho-clone são todos os fundamentalistas. É quase uma definição, aliás: fundamentalista é quem quer filhos tão fundamentalistas quanto ele.
Uma conclusão coerente seria: o interesse das crianças permite que elas sejam adotadas (e, portanto, criadas e educadas) por pais homossexuais e pede que a adoção seja proibida aos pais fundamentalistas evangélicos, por exemplo.
Serviço. Para ler o documento de 2007, acesse tinyurl.com/docpsi

04 maio 2010

Noite sem sono, trabalho a fazer

Tá, que eu deveria estar trabalhando, classificando veículos de comunicação conforme sua relevância, mas tô aqui, perdida entre os meus pensamentos desde ontem a noite. Desde sábado pra falar a verdade. Tô aqui, querendo saber qual a minha relevância, qual a sua relevância, qual a relevância de tudo o que vem acontecendo.

Eu sei que não dá pra voltar no passado e arrumar tudo, mas poxa, precisava ser tudo tão ruim assim?

Precisava?
Que saco.
Não é tristeza. É só inconformação. Não me conformo. Não me conformo mas também perdi a vontade de mudar o mundo, mudar o meu mundo. Eu já fiz isso uma vez, não vou fazer de novo. Uma vez eu fiz todas as loucuras por um amor, eu sei que é errado deixar de agir, desistir, e acabar descontando traumas passados em momentos e pessoas novas, mas eu não tenho pique, não tenho mais, entende?

Eu poderia ser a melhor pessoa do mundo.
Mas não fui. Não culpo ninguém por isso, não tem como culpar.
Erros acontecem.

Você me perguntou por que estou assim. Será que você não percebeu que é mágoa?
Cara, é mágoa e pura mágoa. É um sentimento de incompetência por tudo ter dado errado. Por eu ter me machucado tanto, outra vez. É um puta dum machucado que eu tento esconder todos os dias.

Aí encontro o celular. E com ele todas as mensagens dos meu melhores momentos com a pessoa que você foi um dia. Porque você não é mais mesma, porque eu não te conheço mais, porque isso que você se tornou dói em mim também. É como se eu tivesse criado um monstro. Uma espécie de Alice, completamente perdida.

"“Você poderia me dizer, por
favor, qual o caminho para sair daqui?”
“Depende muito de onde você quer chegar”, disse o Gato.
“Não me importa muito onde...” foi dizendo Alice.
“Nesse caso não faz diferença por qual caminho você vá”,
disse o Gato."

O que não faz diferença é indiferente. E indiferença dói mais que muita coisa.
Quando acho que estou seguindo em frente, que deixei grande parte do que sinto pra trás, eis que algo acontece, eis que lembram que eu existo. E eu não entendo. Porque seu silêncio me ofende. Durante muito tempo ele me ofendeu. E depois de tantas ofensas: diálogo. Ou tentativa de.

Dois estranhos. Duas pessoas alheias ao universo uma da outra.
No que foi que a gente se transformou?

Você em reclamações, eu, em mágoas - é isso mesmo?
É assim que vai ser? É assim que a gente vai deixar acontecer?

Eu não sei. E não saber me deixa aflita, me tira o sono.
Não quero chegar em qualquer lugar. Eu tenho metas bem definidas.
E sei o que eu não quero pra mim.

Egoísta que sou, ando calando antes de falar dos sentimentos.
Você não sabe de muita coisa. Nunca se interessou em saber.

29 abril 2010

Quando tudo acaba

Faço juras de amor pra quem vem
E vendo meus sonhos pra quem quiser
Dias como os meus
Entro no jogo
E penso no que é melhor no fim

Falo mentiras pra quem quer ouvir
E penso no dia em que vão chegar
Num outro lugar
E faço do jogo
Um mundo em que só posso enxergar

E não tenha que mostrar
Que desse sol
Vem pouca luz
Vem menos cor
Pra quem conduz
Essa vontade de chorar

Passando tempo
Ficam as dores
E o que não se quer notar
Passando tempo
Ficam as dores
E o que não se quer notar
Vem á tona quando tudo acabar

Escrevo cartas de amor pra ninguém
Em formas estranhas de se contar
Sobre o meu lugar
E faço do jogo
Um mundo em que só posso enxergar

E não tenha que mostrar...



______________________
música gravada pelos queridos da Voltz
ficou afim de ouvir? http://www.youtube.com/watch?v=_1b38Qp-hIg

25 abril 2010

Querido diário: O que tem preenchido a cabeça e o coração

Desde que voltei de Salvador nada parece estar no lugar.
Não sei até que ponto isso é bom ou ruim.

Eu estava começando a me apaixonar de novo e novamente, mas dessa vez o golpe de razão veio mais rápido que o sentimento que nos deixa bobas. Quer dizer, eu fico boba quando estou apaixonada.

A guria em questão, também é mais nova do que eu (e sim, eu ando com um puta preconceito com relação a diferença de idade, até que me provem o contrário vou ter os dois pés atrás), não mora na mesma cidade, e depois fui descobrir que por mais que esteja solteira o coração dela não está vazio.

Tudo bem, o meu também não. Embora eu tenha quase certeza de que não é amor o que anda fazendo volume por aqui. Acho no fundo é uma mágoa, um vazio. Sabe quando você sabe que já sentiu algo bonitinho e agora não tem nada? Então, tô assim, sentindo falta da coisa bonitinha.

Não cheguei a me declarar, mas mandei meus verdes e tirei meu time de campo.

Paralelo a isso, voltei a falar com a Baixinha. Mas essa parte vocês já sabem. Ela tava me dando colo por conta da história com a Complicada e Perfeitinha. Eu senti que chorar no colo da Baixinha estava fazendo mal a ela, e não sei se por obra do destino ou se porque as lágrimas secaram ou simplesmente eu não tenho mais motivo pra ficar chorando, ou eu resolvi parar de ser besta e ficar me maltrando por conta de alguém com quem não tenho nada, a não ser a ausência, eu acalmei meu coração, antes todo esfolado, quebrado e fodido por conta das mentiras que eu ouvi da ex.

Pra todo mundo entender: quando eu disser Ex é a Complicada e Perfeitinha, certo? A Baixinha também é ex, mas é amiga e enfim, são histórias diferentes e blablabla.

Pois bem, por conta de alguns incidentes negativos, pude perceber que mesmo não tendo aquela paixão toda de antigamente a Baixinha é uma pessoa maravilhosa, uma amigona mesmo, que sempre tenta me ouvir, sempre tenta me compreender, alguém que se preocupa comigo de verdade. E pequenos gestos nunca tiveram tanta importância.

Eu confesso que ando pensativa com essa história, e que cheguei a pensar em investir de novo nisso, mas cara, foi tanto sofrimento pra esquecer que eu acho que traumatizei. Tá bom assim, tá bom do jeito que está.

É óbvio que entre a gente ainda rola uma atração tipo MUITO grande, algo muito difícil de mas não impossível de controlar. Talvez essa parte seja a mais estranha: perceber como ainda temos química. E que química.

Eu ando me preocupando em não machuca-la, mas às vezes eu piso na bola ainda. Por coisas tolas, que não tem necessidade.

Falando em necessidade, voltei a trabalhar. Quem acompanha o meu twitter vai ver que meus horários mudaram um pouco. Pra felicidade do meu pai, que aliás não anda muito feliz comigo. Ele quer que eu seja alguém na vida. Acho que por conta dele ter passado 30 anos na mesma empresa e eu ainda estar engatinhando em qualquer coisa que possamos chamar de carreira.

Tá aí: me sinto velha pro mercado. Era pra eu ter uma carreira mais sólida. Se eu não tivesse aberto mão de algumas coisas no último emprego ou não tivesse gastado tanto dinheiro com coisas superfluas poderia ter investido mais em mim, mas acho que nesse ponto estou aprendendo a lição.

Nessas horas ter alguém com uma cabeça boa ao lado faz uma puta diferença. Mesmo sendo mais nova que eu a Baixinha dá uns puxões de orelha que são bem vindos, afinal ela também trabalha e tal, e acho que até tem mais foco que eu.

Sobre a ex, eu acho que meu coração já está mais calmo. Nos falamos um pouco. Até que tá bom assim, pelo menos pra mim está. Já descontei toda a minha raiva em palavras e ofensas. Já disse tudo o que eu penso tudo o que tinha vontade de dizer. E isso me deixa leve, o fato de não carregar as palavras e os diálogos que queria ter.

Tá, que de certa forma, quando o assunto é ela, tem muito sentimento misturado. Sei lá, é que eu esperava mais, entende? Mais de uma série de coisas. Então tem horas que vem uma raiva - que passa cinco minutos depois - tem horas que vem saudade da pessoa que ela era no começo do namoro - porque ela mudou muito, pelo menos no meu ponto de vista - e tem horas que vem uma incompreensão mesmo, do tipo de completamente achar que não conheço mais uma vírgula daquela menina que costumava ser um doce de pessoa de tão meiga.

Não posso negar que me preocupo. Com a saúde, principalmente.
Em outros aspectos tô ligando mais pra mim, pensando (e fazendo) no que me faz bem e só.

Essa semana ela reclamou que não queria vivar mais uma personagem aqui do blog, até porque eu tinha dito que não iria escrever sobre ela. Mas isso era enquanto estivessemos juntas, até porque acho uma fria ficar divulgando muito, mas agora que (teoricamente) essa história já virou passado, e tenho certeza de que não foi por minha culpa, pode ser que mais pra frente eu conte mais um capítulo das Mulheres da minha vida.

Dizem que quem não deve não teme, então, nada tenho a temer.
Fora que eu vi em algum filme que pra esquecer uma mulher você tem que escrever sobre ela. Acho que foi em a Mulher Invísivel, que tem a Luana Piovani, mas não tenho certeza.

Eu me sinto bem quando escrevo.
Bom, é isso. Agora deixa eu ir que o domingo me espera.

E só pra constar: tô contando os dias pra dia 30 agora e pro mês de Maio chegar logo também.

p.s: queria reunir todas as personagens dos últimos capítulos dessa novela mexicana que é a minha vida pra tomar uma cerveja na Augusta.
Seria tão lindo.

20 abril 2010

Só palavras

Quando é que vão entender que eu quero me firmar com alguém? Será que eu to pedindo muito? Será que o fato de querer gostar de alguém e ter alguém que goste de mim e que não por acaso essas duas pessoas sejam a mesma, será que isso é pedir demais?

Sabe, eu cansei dessa coisa de conhecer, conquistar, agradar, namorar e nada valer a pena, cansei de construir castelos de areia. Cansei de ver meus sonhos destruídos sejam porque não souberam lidar com algum tipo de situação, seja porque foram covardes, seja porque não tinham certeza do que queriam ou por outros motivos.

Me desfazer dos sonhos é algo que dói. Não é tanto pela pessoa, mas pelo vazio que fica me acompanhando por meses e meses, em quase todas as horas do dia.

Eu passo muito tempo me perguntando onde foi que eu errei. Se foi na hora de escolher pra quem dar meu coração, se foi depois, se fui lenta ou rápida demais.

Cara, eu amava, amei, amo, sei lá que tempo verbal usar. Só queria me dessem valor. Eu fiz meu melhor. Eu sempre tento fazer meu melhor e o que eu ganho?
Mentiras!

Ok que eu não sei ficar quieta, ok que deveria largar isso pra lá. Mas entenda: não to falando de uma situação específica. Falo num geral.

Poxa, meu mundo tava bacana. Eu achava que estava.
Eu estava apaixonada. Eu estava boba. E não durou.

Mas que caralho! A porra das duas vezes que eu resolvo me entregar, quando eu começo a achar que vai ficar tudo bem, acontece algo.

Mentem, fogem... Enganam. Eu me engano.

E cara não tô falando de ninguém, que ISSO FIQUE BEM CLARO. Porque aí depois tenho que aguentar gente enchendo o saco. Odeio esse povo que acha que sabe tudo que se passa na minha vida e no fundo não sabe porra nenhuma. Gente que acha que sabe do que eu to falando e mal me pergunta se eu to bem, mal sabe o que fiz ou deixei de fazer no último final de semana. E que lê o que escrevo, tanto aqui ou twitter ou em outros lugares e acha que sabe do que eu to falando.

NÃO SOU NOVELA não me acompanhe, cuida da tua vida, pô.
Que saco. É só cobrança. E depois vem falar que é meu amigo? Ah vai se foder, grandão. Pegue as meias verdades que você acha que sabe sobre a minha vida e escreve um livro, tu vai ganhar dinheiro.

Estou próxima a um limite. Prestes a ultrapassar esse limite.
Não sou e nunca fui dona da verdade. Sei admitir quando eu erro e odeio arrumar confusão. Pago pra não entrar numa.

Não gosto. Mesmo.
Tudo bem que tenho o temperamento mais difícil de lidar do mundo. E eu sei disso. Minhas brigas geralmente são com que é ou está próximo a mim, aliás, acho que quanto maior a briga, maior a importância da pessoa na minha vida.

Quem eu não gosto, ganha minha indiferença. Contrário de amor não é ódio; é não-amor, é indiferença.

Eu explodo, mando tomar no cu, mando se foder, ofendo, machuco, mas faço isso quando sei que se precisar, se for necessário eu tenho capacidade de cuidar. Não ofendo à toa. Não faço nada sem motivo. Por menor que ele seja, sempre tem um motivo. Pode ser um motivo bobo, bizarro, inútil, mas ele sempre vai ter um porque.

Tô cansando. Cansando de sempre me cobrarem.
Se sou a certinha não dão valor. Se resolvo curtir a minha vida eu não presto.
Eu não presto? Certeza?

Nunca enganei ninguém. E olha que oportunidade eu tive.
Traí? Já, uma vez, em 2006. E sabe por quê eu não traio mais? Não é pelos outros, não. É por mim. Porque eu simplesmente acho que não tem necessidade de me enganar, de enganar alguém, porque eu sei que eu tenho coragem, caráter e respeito pelos outros de chegar e dizer o que penso e principalmente: o que eu sinto. Igual eu tô fazendo agora.

E sabe qual é a merda? É que de novo vão me julgar.
E de novo não sabem do que vão falar.
Nego não vê muita coisa que tá na frente dele, coisa que da própria vida e vem querer palpitar na minha?

Só queria entender, se é pra eu esperar por algo melhor, se é pra eu ficar sozinha, se o que eu faço tá tudo errado. Só isso.

Porque nesse momento não tô achando algumas coisas lá muito justas, não.
E eu sempre me ferro achando que dá pra fazer justiça com as próprias mãos.

Acho que de repente eu pago é por esperar que as pessoas sejam boas, que tenham coração, que respeitem. Respeitem umas as outras, se respeitem, se conheçam, amem a si próprias. E cara amor é algo que eu considero extremamente ligado a outra coisa fundamental: verdades.

É o que eu disse no último post, não dá pra fazer de conta.
Tô pirando, to surtando, to escrevendo. Tô tentando me desfazer de tudo isso que tá aqui me incomodando.

E não to pedindo pra alguém passar a mão na minha cabeça, não to pedindo pra ninguém ler, não to pedindo nada. Eu só quero escrever.

Se você acha alguma coisa, se é alguma crítica, se você não vai ajudar, se não vai fazer com que eu me sinta melhor, então, meu amigo, minha amiga, guarde suas palavras. Não to afim. Não mesmo. Aliás, usa tuas palavras na tua vida. Dá uma olhada pra ela antes de vir falar da minha.


No fundo só queria entender o que é que acontece.

17 abril 2010

Sobre esquecer

Ok, que era pra eu escrever sobre as aventuras no Nordeste, sobre o que aprontei, ou deixei de aprontar por lá, falar que Tapioca de lá é mais gostosa que aqui no Sudeste, contar que peguei um bronzeado super bacana (mas que já tá descascando).

Contar que uma guria gorda e vestida de branco me agarrou na balada, me deu uma chave de perna e a Baiana me salvou. Contar para vocês que, sim, eu fiquei com algumas gurias em Salvador. Que uma delas inclusive nasceu no mesmo dia e faz o mesmo curso que a Baixinha fez na faculdade e que ela tinha um sorriso tão bonito quanto o da minha falecida mulher, atual amiga, a eterna Baixinha. Que aliás agora dá vontade de chama-la pelo nome uma vez que Baixinha eu usava pra me referir quando nós não tínhamos mais contato, coisa que hoje mudou. E muito.

Mas, todavia, porém, contudo, não vou escrever sobre a viagem. Não vou contar que passei longas horas no aeroporto por conta da maldita fucking chuva no Rio de Janeiro, cidade na qual eu tinha conexão. Não quero falar sobre isso, a importância que esse viagem teve foi outra. Foi me afastar, me reencontrar com certos valores meus, mas não enquanto viajava, me encontrei agora... Ou acho que me encontrei. Foi bom ter viajado? Foi maravilhoso. Mas voltei a realidade. Lenta e gradualmente.

Boas conversas tem acontecido. Bons pensamentos têm me acompanhado.

E tenho pensado muito em muitas coisas.

E hoje estou pensando em esquecer. Não em tomar uma decisão, mas no processo de esquecer alguém.

Você pode deletar alguém do orkut, msn, twitter, gtalk e todas as outras redes sociais possíveis. Pode bloquear no facebook, pode mudar seu número de telefone, não atender ligações, deletar e-mails sem ao menos se dar ao trabalho de lê-los.

Pode fugir, pode atravessar a rua quando por acaso encontrar no mesmo caminho. Você pode fingir pro mundo e mentir pra si mesmo que não conhece mais alguém e que esse mesmo alguém não faz mais parte da tua vida, ou melhor: fingir que esse alguém nunca fez parte de qualquer coisa relacionada a você.

Mas... porém, no entanto, todavia, isso será apenas mais uma mentira. Mais uma dessas tantas que eu conto, que você conta, que todo mundo conta, uma hora ou outra, dessas que teoricamente não são por mal, dessas que são uma espécie de proteção contra a dor, mas que ainda assim, por mais que sejam boas, são mentiras. São fatos não reais, irreais, inventados, fantasiados, etc e tal.

Porque por mais que você tente, eu tente, a gente tente, todo mundo tente mascarar aquelas lembranças-filha-da-puta, aquelas mais indesejadas, aquelas que por mais que sejam boas nós simplesmente não queremos lembrar naquele instante, nesse instante ou num instante qualquer, as lembranças ainda estão lá. E que por mais que tentemos nos forçar a achar que nada aconteceu, no fundo a gente sabe que só estamos nos enganando numa tentativa besta de não sentir dor. Porque esquecer dói.

Tentativa que acaba causando ainda mais dor. Algo que causa dor aqui, causa dor aí, causa dor em tantos outros lugares, em tantas outras pessoas.

Esquecer dói. Por mais que você finja que não. Dói, porque do nada você lembra de uma coisa completamente boba e aquilo te lembra que você tinha alguém, e que alguém passou pela tua vida. Dói porque você se lembra de todo aquele processo voluntário - ou não - da partida de alguém. Dói porque você lembra as coisas boas e as ruins também. As boas doem porque não temos mais, as ruins, bem porque são ruins mesmo.

Terminar e esquecer dói.
Mas fingir que não existiu não ajuda a esquecer.

Você pode deixar de sentir algo por alguém, pode ter se enganado com relação a esse sentimento por alguém, e isso não é feio, não é errado - todo mundo erra, todo mundo se engana - mas nada disso faz com que você não tenha vivido algo.

E se somos hoje fruto das nossas vivências, e a tendência da maioria dos seres humanos normais é tentar melhorar, então partindo do pressuposto de que hoje você é uma pessoa melhor, logo, aquela pessoa que você quer fazer de conta que não existe, que não existiu e que nunca fez parte da tua vida, aquela pessoa é parte também dessa melhora.

O passado é base do presente. Nada acontece sem porquês. Por mais que não seja saudável ficar procurando o por quê de tudo.

Só não dá pra ficar negando e fugindo de algo que é real. Não falo do sentimento, não falo do amor, se esse foi ou deixou de ser real, falo da realidade de ter vivido algo, por mais que tenha sido um equívoco, ou não. Vai de como você encara quem você é e como você tornou-se quem você é hoje.

E todo mundo procura ser alguém melhor.
Eu procuro ser alguém melhor. Por mim, pelos outros, pela vida. Pra fazer isso aqui valer a pena, sabe. E nessa busca todo mundo erra.

O lance de crescer e amadurecer é justamente isso: é ver que errou e tentar consertar a cagada. Não digo consertar pra tornar a ser o que era. A vida não pode de ser vista como um vaso que você quebra e depois tem que monta-lo exatamente igual aos segundos antes dessa quebra. O segredo é querer melhorar. É saber o que é importante, é saber dar valor a quem você tem do seu lado, saber cultivar amizades. Porque amizades no fundo também são amores. Ninguém vive sozinho, por mais que tenhamos a liberdade de escolher quem convive conosco, por mais que você queira viver sem alguém ao lado, ou se internar num mosteiro longe da civilização. Pra haver vida, desde o princípio é necessário que hajam dois.

Você pode odiar sua mãe do fundo da tua alma, pode não ter uma convivência bacana com teu pai, pode ainda querer matar teu irmão às vezes. Pode morar anos longe, aprender a viver depois que eles morrem, mas não dá pra fazer de conta que eles nunca existiram.

Teu passado fica.
Fica numa marquinha ou outra na tua alma. Fica por mais que você tenha raiva.
Porque só pelo fato de você ter raiva já significa que houve algo pra que essa raiva surgisse.

Ignorar um problema é diferente de solucioná-lo. A dor continua latente, você só acostuma com ela, mas ela não deixa de existir. E dor geralmente é sinal de que tem algo errado acontecendo.

Eu sempre preferi conversar e falar tudo o que sinto. Sempre falei demais. Sempre disseram que isso talvez fosse um erro. Mas prefiro errar tentando acertar do que assistir minha vida indo por água abaixo, sem ter controle algum. Eu demonstro, sim, o que eu sinto. Da raiva mais intensa, do ódio momentâneo mais profundo até o sorriso mais bobo de felicidade, até a lágrima, ainda que no escuro duma saída de emergência. Eu não ligo de sentir. Não ligo de viver.

Sabe, eu já tentei fazer de conta que não aconteceu nada. Já tentei ficar mentindo pra mim, já encenei raiva, desprezo. Já disse que sentia falta quando não sentia, mas depois disse a verdade (direta ou indiretamente). Mas o que posso fazer se do nada algo acontece e meus neurônios trabalham de forma que eu me lembre de algo?

Tentar esquecer faz com eu me lembre ainda mais. Ignorar algo faz com que esse algo fique pulando a minha frente. É igual o Windows. Você baixa aquelas atualizações automáticas o computador precisa reiniciar, mas você faz de conta que nada aconteceu, a cada espaço determinado de tempo ele vai te lembrar que "Ei, preciso começar de novo, preciso reiniciar". Você ignora, parece que nada aconteceu, mas é só durante um tempo, depois surge um aviso de novo.

A vida também manda seus avisos.
Às vezes é um conselho babaca duma pessoa que você mal conhece.
Às vezes é um conselho babaca de alguém que você não curte. Às vezes é um sinal. Outras o sexto sentido. Outras é um outdoor gigante na tua frente.

Tudo isso serve pra você questionar. Questões nem sempre retornam respostas, mas diz que você tem interesse em descobrir algo. Que você se importa. E tem horas que você recebe respostas que não queria ouvir. Depois de tudo isso você ainda pode decidir como agir, se vai ignorar ou não.

Mas cada decisão envolve uma consequência. E aí voltamos no lance de crescer, de amadurecer. Porque no fundo, no fundo, é tudo uma questão de tornar-se responsável. Responsável pelo o que você sente, pelo que se permite sentir, ou por aquilo que você provoca nos outros. E esses outros também tem o direito de decidir como levar, como agir diante disso.

E no fundo todo mundo tem suas próprias mentiras. O fato de acreditar nelas ou não, de desejar que essas mentiras sejam verdades, não faz com que elas se tornem verdades de verdade.



____________________________________
ps:Post escrito ao som do Felipecha

14 abril 2010

Aventuras no Nordeste

Bem amiguinhas, essa que vos fala está trabalhando novamente.
E esta mesma pessoa promete que ainda essa semana teremos mais uma parte das aventuras nordestinas declamadas (?) aqui neste humilde blog.


p.s: tenho entrado mais no Messenger com a conta do blog, adiciona lá você também: contato.dupa@gmail.com

08 abril 2010

Conversas de msn...

- Sei lá, o problema então sou eu também. Que também não dou certo com ninguém. A gente dava certo. O problema eram os problemas que não tínhamos como resolver e eu acho que eu sempre quis mais. O que pegou entre a gente é que a gente caminhava em círculos, e eu queria um destino pra "nós".
- Sim. Tempo errado. O phoda é que tô sempre fora do tempo. A próxima pessoa que eu conhecer e me interessar, vou falar: me encontra daqui 2 anos, dai a gente casa, ok?




*Porque essa conversa rolou numa noite fria, num outono como tantos outros. Porque a Baixinha pensa como eu.

Aventuras no Nordeste: parte 1

Vou dividir com vocês as aventuras nordestinas dessa que vos escreve.
Começa hoje mais uma daquelas séries...

Vou tentar não me prolongar muito.

Terça feira, 30 de março.
Resolvi deixar pra arrumar as malas na parte da manhã, já que meu voo sairia somente as 17h de Guarulhos.

Acordei cedo, e comecei a separar as coisas.
Quem estava no twitter até viu um checklist.

Malas prontas.
Almoçada, ônibus em direção a rodoviária e de lá pro aeroporto.
Dormi nesse trajeto e confesso que quando acordei quase achei que tinha pego o ônibus errado.

No aeroporto só despachei a bagagem uma vez que já havia feito check-in pela net em casa mesmo.

Como cheguei bem antes, fiquei um bom tempo esperando.
Embarquei as 16h30.
17h02 levantamos voo.
Uma hora e cinquenta e dois minutos de voo.

A capital baiana me recebeu com uma linda cheia, toda refletida pelo mar.
Uma das vistas mais bonita que eu já vi na vida. Tão bonita e viva na memória.

Confesso que o coração estava apreensivo, grande parte da cabeça e dos pensamentos haviam ficado em São Paulo. Pensava tanto na ex Complicada e Perfeitinha quanto na Baixinha (que aliás agora estamos até que bem amigas).

Cheguei e fui recepcionada pela Baiana e pela Menina da Turma do Colore que já havia chegado do Sul.

Cena de novela ou não, dei meu melhor abraço na dona Baiana.
Deixamos o aeroporto.
A semana só estava começando.

(continua)

30 março 2010

Um empurrãozinho

Com diferença de poucas horas, eu e a Menina da Turma do Colore ficamos solteiras nos últimos tempos. Eu já não estava namorando, mas ainda estava "enrolada" e por filha-da-putagem-alheia motivos alheios ao meu conhecimento chegamos a um fim oficial.

Pois bem: Dizem que um pé na bunda ao menos te impulsiona a seguir em frente não é? No nosso caso, nos mandou um pouco mais longe: Pras terras quentes e acolhedoras do Nordeste do Brasil.

Muitas aventuras e confusão? Uma chamada ao melhor estilo Sessão da Tarde com essas duas figurinhas desse mundo brejeiro.

O resultado dessa viagem? Vocês vão conferir em breve, porque com certeza teremos história pra contar. Se quiser algo mais "real-time" você pode nos acompanhar no twitter: @posadolescente.

(updates protegidos porque tem gente que fica me stalkeando e indiretamente me arrumando dores de cabeça)

29 março 2010

É que eu preciso prosear

Quem vê isso aqui, sabe que aqui não é lugar disso. Quem vê isso aqui sabe que prosa, sabe que contos e contas a gente acerta em outros lugares, mas Seu Moço, eu preciso escrever. Preciso confiar naquele cara, aquele, como é mesmo o nome dele? Tempo, Tempo é o seu nome.

E minha ansiedade se desfaz. Vai como água, por entre os dedos. Vai como o amor que eu sentia (e não sei mentir: ainda sinto).

É hora do novo. De recomeçar. Não digo começar de novo, mas ter um novo início. Uma coisa só minha, sabe?

Tudo faz sentido e tudo aconteceu conforme o esperado. Aquele que vem depois do quinto - não o quinto andar da Tiê - eu falo do sexto, o sexto sentido (e não, eu não vejo gente morta, mas vejo mortos vivos), ele não falha. E não sei se fico triste ou feliz. Feliz por acertar, triste por acertar algo ruim. Como sempre. Até porque as coisas boas são aquelas que surpreendem. O inesperado faz mais sentido. Aquilo que se espera é só aquilo que já estava previsto.

E bato papo comigo mesma. Vou escrevendo, assim, desse jeito assim, sem mais, nem menos, sem pé, sem cabeça, sem começo-meio-e-fim, porque a vida é assim e é inútil procurar sentido.

Dá pra achar uns padrões? Dá. Faz sentido? Às vezes.
Como você se sente agora? Eu? É, você! Leve. Me leve com você. Me leve pra qualquer lugar. E assim eu vou... Pra onde? Pra onde a vida me toca, pra onde eu me sinto bem.

E me sinto livre. Me sinto senhora de mim mesma. Escrava do amor, não das pessoas, mas do sentimento. Deixo o amor mandar, deixo o amor levar. E quem manda agora é o amor-próprio.
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