30 novembro 2009

O descobrimento do Brasil

“Ela me disse que trabalha no Correio...”

E assim dá-se início a mais um episódio da fantástica vida desta Pós Adolescente. Ando cantarolando Legião Urbana por aí, pensando se alguém “vai saber o quanto penso em você, com o meu coração”. O fato é que no último sábado desencadeei a pensar sobre algo com que muita gente sonha: casamento. Sei que vou parecer cafona, démodé, mas acho que hoje, mais do que nunca eu quero casar.

Dizem que quanto mais você tem contato com algo, as possibilidades de você tornar-se indiferente a esse “algo” tornam-se maiores. Acho que comigo as coisas andam diferentes. Trabalhar em casamentos alheios acende uma chama e planta sonhos que jamais tive. Ou até tive mas nunca levei tão à sério como agora.

É fato que pensei em casar por duas vezes. Uma com o ex-namorado Jornalista e outra com a Baixinha. Com o ex não deu certo por N motivos, a saber: terminei com ele pra tentar conquistar a Baixinha; descobri que ele também é do babado, isto é, uma sapatão e um viado jamais dariam certo, até porque eu não teria saco pra essa relação e ele não teria peito suficiente. Brincadeiras à parte, mesmo gostando MUITO dele, sabendo que de certa forma nos dávamos muito bem, eu sabia que tinha algo errado (ou certo, sei lá).

Com a Baixinha não preciso nem explicar a história, não é? Basta reler alguns arquivos, aqui no blog, e deixar “cair a ficha” de que durante muito tempo eu só tomei baldes e mais baldes de água fria na cabeça, além de ter meus sonhos todos esmigalhados, e é claro, sair com um coração partido (ou seriam vários corações? até porque tenho consciência de que machuquei algumas pessoas também).

Anyway, o tempo passou, o coração da Tia Pri se recompôs, ficou lindo, leve, livre e maduro (ênfase no maduro) e acabei me apaixonando lindamente mais uma vez. Por sorte, destino, vontade de Deus ou sabe-se lá o quê (e aqui eu diria que eu praticamente acertei na Mega Sena acumulada) a razão dos meus sorrisos mais bobos também não escapou do meu charme e do poder da minha sedução e se rendeu aos meus encantos acabou se apaixonando por mim.

Tá, mas e daí, Pri? Você estava falando de casamento e resolveu repetir o que todo mundo já cansou de ouvir, que você tá apaixonada e bibibi, bobobó...

Então, aí que eu em vez de ficar insensível e acostumada com os ritos matrimoniais “clicados e registrados” por mim praticamente todas as semanas, eu ando me emocionando.

Aí nessas horas cai a ficha de que tendo crescido numa família católica, participado de movimentos eclesiais (e gostado MUITO de tudo o que vivi durante toda a minha infância e adolescência na Igreja), acreditando em Deus (e digo aqui que só crer nada basta porque até o diabo em Deus, crê), e mesmo discordando de alguns pontos referentes às políticas religiosas (e quando digo política quero que vocês entendam como “conjunto de fenômenos e práticas”) eu realmente queria casar na Igreja. Não só pela festa, pelo acontecimento, pelo véu e grinalda e todas as outras pomposidades que cabem (ou não) ao momento, mas por sintetizar muita coisa em que, querendo ou não, eu ainda acredito. Porque eu acredito sim, que o que “Deus uniu o homem não separa”, por mais que hoje muita gente combata as religiões, diga que para crer em Deus não precisa ir a Igreja ou coisas do tipo. Justamente por ter crescido nesse meio sei o que há de melhor e pior, só acho que esse tipo de coisa não deveria abalar a minha fé.

Não acredito que eu vou abdicar de um sonho. E também não acredito mais na possibilidade da Tia Pri aqui jogar tudo pro alto e (tentar) voltar a ser hétero tão somente para viver um relacionamento de fachada (ou não), fazer a minha família feliz sem muito esforço e acabar casando na Igreja como muita das minhas amigas, como algumas das minhas primas. Quando começo a pensar em casar com a Namorada surgem sim muitas dúvidas, mas não com relação ao que eu sinto e sim, com relação ao como. Juntar os trapos e as escovas de dente não me bastam. Quero que seja “de papel passado, com festa, bolo e brigadeiro” tal como a música que empresta o título a este post. Acredito que casamento deve ter um rito de passagem, assim como os aniversários devem ser todos comemorados de forma diferente, pra não cair no que eu também falei ali em cima: na rotina ou na indiferença...

Sei que o meu casamento ainda está longe, tem muito tempo pela frente. Acredito que já encontrei a pessoa ideal, e que o tempo vai dizer se estou certa ou errada com relação às escolhas que meu coração bobo fez. Não digo que encontrei a pessoa perfeita, porque perfeição não existe e a Namorada tem lá os defeitos dela, da mesma forma como eu tenho os meus.
Há muito o que planejar, porém quando eu casar eu quero ter a certeza de que será para sempre, mesmo sabendo que “pra sempre” não existe.

26 novembro 2009

Quase óbvio

Aí são quase dezoito horas e me pego postergando novamente tarefas já atrasadas: a leitura de um livro, a edição de algumas matérias ou simplesmente aquela soneca planejada para a tarde de hoje.
Teoricamente é quase noite, quase quente, nesses tempos de quase verão. E quase já não sei o que escrever. Na verdade acho que nunca soube ao exato o que dizer, ou para quem dizê-lo, ou se o que eu tenho a dizer é mesmo dizível, se é que você me entende.
Gosto das entrelinhas justamente por isso: elas quase dizem aquilo que, de fato, eu quero dizer sem dizer assim dizendo logo de cara. Talvez por isso também o blog: escrever sem saber exatamente para quem.

Por esses dias tive diversos “quases”. Uma quase ida a São Paulo, uma tarde em que quase mandei uma funcionária daqui para a “puta que te pariu”, outra tarde em que quase chorei e uma noite em que quase não dei aula e que quase me atrasei. Esses e outros fatos apócrifos sucederam-se em meio a esta semana cujo fim se anuncia nas próximas vinte e poucas horas, afinal sexta-feira após o meio dia já é praticamente o fim de semana propriamente dito, ainda que Aurélio teime em dizer que geralmente a definição aqui utilizada só caiba aos dias de sábado e domingo. Pois bem, pouco me importo, trabalho aos sábados também. E mais: não me bastasse trabalhar aos sábados, trabalho aos sábados durante a noite, ou quase noite dependendo do dia.

Enquanto enrolo por mais algumas linhas, tentando impor às entrelinhas, aqui já registradas, algum significado, a noite deixa de ser clara e a escuridão começa a abraçar o horizonte bem ao longe. Da sala sem janelas em que estou, imagino a vista lá fora, que transforma-se minuto a minuto quase que imperceptivelmente. Só os olhos mais atentos percebem os tons alaranjados surgindo, sabe-se lá de onde e acompanhando o astro rei em mais uma de suas tantas despedidas.
Por ora decido imitá-lo. Não que eu tenha tamanha grandeza, mas é que é chegada a hora de despedir-me ao menos por hoje. Escrevi, escrevi escrevi e cheguei a lugar nenhum ou a um não-lugar. Quase consegui enrolar vocês nesse quase começo de noite.

23 novembro 2009

Sobre um sorriso sútil e uma tarde quente.

Dá pra perceber o quanto quero bem um certo alguém, quando me dou conta de que a cada coisa boa no meu dia, eu lembro sempre do mesmo sorriso. Acho que meu cérebro já fez a associação de “de coisas boas” àquele sorriso tão bonito que me encantou um tempo atrás.
Ai eu falo de coisas boas e lembro da primeira vez que deitei no colo da Namorada e me vi nos olhos dela. A paz que sinto só em falar desse instante é acompanhada de um sentimento tão bom e tão impossível de traduzir que sinto os olhos ficarem marejados.

Em instantes assim um sorriso bobo e sútil marca presença aqui no rosto desta pessoa boba que vos escreve.
Os dias, e as tardes quentes têm rendido mais coisas. Papai agora está direto em casa então são conversas, brincadeiras e mais sorrisos e mais coisas boas. E cada coisa boa que aparece eu penso: eu tenho que contar pra ela.

Ai resolvi vir aqui, contar isso pra ela e pra vocês também. A vida anda leve, estou colocando algumas coisas no plumo, e acho que 2010 tem tudo pra ser um ano ainda melhor.

Aliás falando em coisas boas, vem aí uma novidade que melhore a vida de muitas mulheres: a flibanserina, ou o viagra cor-de-rosa. Acho que vale a leitura. Só espero que diferentemente do viagra masculino, que muitas vezes é utilizado erroneamente por homens que não possuem problemas eréteis, o viagra feminino possa ser bem utilizado para ajudar na vida das mulheres que não conseguem sentir prazer com uma das coisas mais gostosas da vida: sexo. Até porque, segundo reportagem da revista Época, aproximadamente 30% das mulheres sofram de alguma disfunção sexual. Triste não é?

Então se você, assim como eu, não faz parte dos 30% e pode disfrutar desse prazer, amiga, agradeça. Sério. Mesmo que você esteja sozinha, ou sem uma "foda fixa", ainda dá pra se divertir sozinha, né? Agora imagina se nem isso você pudesse. É... seria azar. Muito azar, teu e principalmente de quem convive contigo, porque humor de gente que não sabe o que é sentir prazer dando uma BEM dada é o ó do borogodó. A não ser que sua meta de vida seja curtir a castidade e um celibato.

19 novembro 2009

Querido Diário: Dois

Dois meses, 60 dias, aproximadamente 8 semanas, mais de 1460 horas ou 87.600 minutos de felicidade e mais uma vida inteira pela frente: é assim que resumo meu namoro.

Sorriso estampado no rosto, coração muito bem aconchegado, colo, carinhos e carícias. “Bom-dia” todos os dias, “Bons sonhos” a cada cochilo; ansiedade a cada viagem e tesão em qualquer lugar. Reclamações? Algumas, afinal quem aqui não tem problemas?

Planos? Vários. Estou sonhando, mas com os pés no chão. Um passo de cada vez e sempre com o desejo de trilhar o mesmo caminho de uma forma única: juntas.

Nosso namoro surgiu de um princípio básico: Respeito. Mesmo antes de ficarmos juntas, mesmo antes de achar que poderia tê-la como namorada, respeito com ela e com os outros. Respeito comigo.

O tempo foi passando e o carinho e atenção ganhando espaço. Parece que o destino foi acertando o caminho, fazendo tudo acontecer do jeito certo. E foi assim que dois meses atrás eu comecei a namorar. E é por isso que hoje posso me considerar uma mulher de sorte (tudo bem que não foi só sorte, afinal tenho lá minhas competências, né?) por ter ao meu lado alguém que me faz extremamente bem. Alguém por quem eu quero ser ainda melhor.

Parabéns, meu amor. E obrigada por aturar minhas piadas sem graça, minhas conversas em horas erradas, meus momentos de silêncio. Obrigada por compartilhar comigo a tua vida e principalmente: por ser parte da minha história, do meu dia-a-dia, da minha vida. Eu já sabia que ia dar certo, só não sabia é que daria tão certo.


Dois - Tiê

Como dois estranhos,
cada um na sua estrada,
nos deparamos, numa esquina, num lugar comum.
E aí?
Quais são seus planos?
Eu até que tenho vários.
Se me acompanhar, no caminho eu possso te contar.
E mesmo assim, eu queria te perguntar,
se você tem ai contigo alguma coisa pra me dar,
se tem espaço de sobra no seu coração.
Quer levar minha bagagem ou não?

E pelo visto, vou te inserir na minha paisagem
e você vai me ensinar as suas verdades
e se pensar, a gente já queria tudo isso desde o inicio.
De dia, vou me mostrar de longe.
De noite, você verá de perto.
O certo e o incerto, a gente vai saber.
E mesmo assim,
Queria te contar que eu tenho aqui comigo
alguma coisa pra te dar.
Tem espaço de sobra no meu coração.
Eu vou levar sua bagagem e o que mais estiver à mão.

18 novembro 2009

Ado-a-a-ado Passado no seu quadrado...

Eu sempre fui ligada ao passado. Acho que quem acompanha o blog tem um pouco de noção sobre isso, principalmente quando resolve reparar quanto tempo eu fiquei presa numa história que... que... que não sei definir se foi novelesca demais, se foi estendida demais, enfim, uma história que não deu em nada. Ou deu, se for pra considerar que eu amadureci litros com toda essa coisa de insistir na Baixinha.

Hoje eu tenho noção de que insistir no passado durante muito tempo só me impediu de ter um presente mais agradável antes.
Tudo bem que tive lá minhas fases de “Eu já superei e não quero mais” como todo mundo geralmente tem. E tive também as famosas recaídas. Lindo não é?
Pois é. Ainda bem que eu passei por tudo isso. Hoje, de certa forma, vejo que isso foi apenas perda de tempo. Tudo bem que uma hora eu consegui voltar e tal, mas valeu a pena? Como disse ali em cima, se valeu foi por conta do amadurecimento, porque se tivesse realmente valido a pena eu estaria com outra pessoa... (Tudo bem que aí paro e penso que não estaria apaixonada pela Namorada, e que isso não seria legal, não seria nem um pouco legal não estar com ela).

E por que estou falando tudo isso? (Eu poderia dizer que estou de saco cheio com algumas pessoas importunando minha felicidade, mas não vou...) Porque passado que não entende seu lugar e quer permanecer presente só traz problemas. Às vezes nem é problema pros outros, às vezes é só problema pra si mesmo. E às vezes só faz papel de idiota e acaba com uma coisinha chamada amor-próprio. Eu fui “passado” durante muito tempo na vida da Baixinha. Não entendi que nossa história tinha chegado ao fim e prolonguei dores desnecessárias. Durante esse tempo em que eu suicidei meu amor-próprio e qualquer resquício de orgulho que eu pudesse ter eu tacava pedras na vidraça. Soltava minhas farpas com a intenção de ferir. “Se eu não estou bem, por que ela está?”, “Como ela consegue ficar bem sabendo que eu estou sofrendo?” esses e outros pensamentos do tipo me impediram de caminhar pra frente e valorizar outras pessoas. Na minha cabecinha oca ela só seria feliz se fosse ao meu lado.

Tentativas de demonstrar que eu estava bem foram feitas, mas era só fachada. Quem está bem mesmo não tem necessidade de espalhar o novo amor aos quatro cantos do mundo. Não preciso jogar na cara verdades que talvez não existam, o que existam somente em um lado da relação. Tentar ser feliz em cima da tristeza alheia é confessar-se incapaz de ser feliz sozinho, e se você não sabe ficar bem sozinho, jamais conseguirá doar a alguém a felicidade que você não tem.

A Baixinha teve sua importância, sou incapaz de falar mal dela para os outros (já pra ela mesma, são outros 500). Ainda assim não cuspo no prato que durante muito tempo eu literalmente comi.

11 novembro 2009

Querido Diário: As diferenças entre Dona José e Papai

Dona José anda pegando no pé pelos mesmos motivos bobos pelos quais ela sempre pegou. Acredito que isso ela nunca vá mudar. Eu não consigo compreende-la, penso que ela sinta algum tipo de prazer, talvez o único na vida, em ficar falando, falando, falando na minha orelha pelos motivos mais bobos possíveis – que vão de uma peça de roupa jogada sobre a cama, até o por quê eu estou almoçando as 12h30 e não as 13h15 (é, ela pega no meu pé por bobeira, eu disse).

O mais engraçado é que meu pai sabe das neuras de Dona José, e quando estamos só eu e ele em casa, ficamos rindo litros e baldes das peripécias Josésisticas. Imagine duas pessoas na cozinha, com vozes estridentes, imitando os inúmeros questionamentos da progenitora desta Pós Adolescente que vos escreve? No mínimo hilário.

Embora Papai não saiba da minha orientação, e eu acho que é bem capaz que ele fique chateado ao descobrir, ele não fica tanto no meu pé. Minha relação com ele sempre foi melhor, por mais que por diversas vezes a gente já tenha ficado um tempo sem se falar.

Com ele tudo rola bem mais natural. Por exemplo, vou sair com a namorada, não aviso com quem vou, mas aviso que não estarei na cidade. Ele não fica me enchendo com 500 perguntas. Há um tempo atrás ele disse que me educou de uma forma, e que eu sei muito bem o que é certo ou errado e que não é ele que vai ficar no meu pé a esta altura do campeonato, até porque meu caráter já está formado. Lindo, não é?

Sei que as coisas estão melhores do que eu esperava. Se eu soubesse que ia ser assim, tinha contado antes. Tudo bem que pode ser que antes não fosse como agora, mas com certeza agora as coisas estariam melhores... Isso não quer dizer que estou aconselhando todo mundo a sair da frente do computador neste exato momento e dizer: “Mãe, eu sou lésbica” (vale visitar o blog, ok?). Cada caso é um caso e todo mundo conhece bem a mãe que tem. E dificilmente a primeira reação será positiva, então esteja preparada pra ficar algum tempo sem conversar direito, para aguentar cenas de drama, choro e outras coisas mais. Se você acha que suporta o tranco, faço uso de uma estrofe de Engenheiros do Hawaii: “Diga a verdade, vá em frente minha amiga...”. Porque se tem algo que posso garantir é que a sensação de não estar mentindo/omitindo é libertadora.

10 novembro 2009

Querido Diário: Depois de contar pra Dona José

Cada dia que passa é estranho perceber como algumas coisas simplesmente não vão mudar tão facilmente, por mais que já estejam diferentes.
As brigas entre Dona José e essa que vos fala diminuíram consideravelmente. Tudo bem que na maior parte do tempo ela “esquece” que contei algumas coisinhas a ela, mas num geral as coisas estão melhores por aqui.

No final de semana minha prima veio trazer o convite de casamento dela. Eu nem acredito que ela vai casar. Crescemos juntas, ela é minha prima preferida, se assim posso dizer, e eu vou ser madrinha junto com o irmão dela. Assim que ela foi embora Dona José voltou a cutucar. Até que demorou. Surgiram perguntas como: “E você? Quando é que você vai casar?” e comentários do tipo: “Sua prima vai casar, a outra também vai, e fulana já tem filho, sicrana também, e você? O que você almeja pra sua vida?”. No fundo eu quis ver nisso tudo (e quero continuar vendo) uma preocupação com meu futuro, e não uma barreira que ainda existe. Minha mãe é dessas pessoas mais antigas, sabe? Dessas que acha que mulher só é feliz se casar e tiver filhos, como todo mundo (teoricamente) faz.

Preferi não verbalizar minha resposta, embora eu tenha respondido mentalmente que pretendo casar assim que a Namorada terminar a faculdade. Aproveitando a oportunidade e só pra saciar a curiosidade que talvez possa existir: Namoro vai de vento em popa, caminhando para dois meses já. Às vezes eu paro e fico bobona, rindo sozinha, pensando em como tudo aconteceu e em como ando feliz por tê-la ao meu lado. A gente tem se entendido de uma maneira que parece que tem bem mais tempo que nos conhecemos, o que é maravilhoso, pois proporciona uma intimidade tão agradável, uma coisa de entender (quase) tudo de primeira.

Durante muito tempo meu maior medo era de que, depois da Baixinha, eu não fosse amar mais ninguém. Sorte minha que eu me enganei. Sei que meu namoro não será pra sempre. Até porque eu não sou pra sempre, mas que cada dia que passa eu desejo que seja por toda a vida, ah, não posso negar. É gostoso olhar nos olhos de alguém que você admira e ver que seu futuro, de certa forma, está ali e que você faz a dona desses mesmos olhos, feliz.
E Leoni traduziu em canção algo que até hoje não consegui definir direito:

Você me faz bem
Quando chega perto
Com esse seu sorriso aberto
Muda o meu olhar
Meu jeito de falar
Junto de você fica tudo bem, tudo certo

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