30 outubro 2009

Podcast - DUPA 015

Sem muitas delongas, eis a edição de número quinze deste podcast que pode ser considerado o mais irregular da Internet Brasileira.

Download do Arquivo (34,35 MB)

E se você costuma comentar, ouve aí, quem sabe tem algo para você...

Playlist de hoje recheada de coisas hm... diferentes(?)

Toxic - Yael Naim
Don't Look Back - Telepopmusik
Just Breathe - Pearl Jam
Dum Dum Baby - Baby Fox
Calvin Harris - Colours
Lady Gaga - Love Game
U2 - Mysterious Ways
Vedera - Satisfy
Bitch - Room Eleven

Não preciso nem dizer que qualquer coisa é só deixar um comentário, um "salve" no Mural de Recados ou mandar email pro contato.dupa@gmail.com

Ósculos e amplexos pra todas!

26 outubro 2009

Querido Diário: Contando do Namoro para Dona José

Pois bem, como havia dito, Dona José encontrou cartas da namorada escritas com destino a esta que vos fala. Não sei se todo mundo sabe, mas eu e ela somos muito de lua. Há dias em que estamos muito bem e os outros – grande maioria por sinal – em que ficamos em pé de guerra.

Há aproximadamente 15 dias, mais precisamente num sábado, momentos antes de sair para trabalhar, não sei por qual motivo ela acabou tocando novamente no assunto da carta. Nisso começamos a conversar e eu falando que ela ama mexer nas minhas coisas. Enquanto ela afirmava que eu não conto nada a ela eu respondia que não precisava, afinal ela gosta tanto de mexer nas minhas coisas e tirar suas conclusões que eu não tenho necessidade de contar. Já imaginam onde a conversa foi parar, não é?

Não sei que raio de inspiração (ou ausência da mesma) que me baixou naquele instante, que eu resolvi contar que estou namorando. Não disse nomes, mas disse de onde é.

Seguiram-se momentos de drama, lágrimas, e tudo mais que pode ser esperado. Eu já sabia que minha mãe ia dizer que eu sou uma vergonha, que eu sou uma decepção, que ela preferia morrer a aceitar, que isso é uma pouca vergonha, que é safadeza e todos os clichês de mãe que não aceita.

O que eu poderia fazer, e fiz, era manter a calma e tentar conversar. Acredito que ninguém escolhe ser assim. Ninguém em sã consciência iria preferir passar por preconceitos, por crises, pelo caminho mais difícil. Não é uma opção. Ela me perguntou se sou assim desde que nasci. Não soube responder e disse a verdade. Perguntou também se eu seria assim pra sempre, também não soube responder. Até porque, de verdade, não sei como vai ser o dia de amanhã. A vida é muito incerta.

Tentei ser sincera. Surgiram muitas perguntas... As que eu sabia responder, eu respondi. Aproveitei pra dizer que nossa relação há muito tempo não está legal, que a gente sempre brigou, que ela não confia em mim, e que me irrita o fato dela ficar fuçando minhas coisas. Falei pra ela que apenas confirmei algo que ela já sabia e que há muito procurava ter certeza, porque se não quisesse essa certeza não ia ficar procurando tanto, cercando tanto.

Passamos uma semana sem nos vermos ou falarmos. Tanto por conta dos horários, que nunca batem, quanto por vontade. Confesso que eu quis surtar e não consegui. Quis chorar mas também não obtive êxito. Aliás o que eu mais queria era chorar, e pra ser sincera só rolou uma lágrima. Nem mais, nem menos. Não sei o que faltou. Durante toda a semana muita coisa passou pela cabeça. Escolhas. Caminhos.

No fundo eu imaginava que seria um pouco pior, então isso acabou suavizando a situação.

O mais legal e estranho, foi que no sábado de manhã, acordei e estava me arrumando pra sair, ela veio falar comigo, avisar que teria churrasco na casa de um dos meus tios. Não sei o motivo, mas sinto que as coisas vão melhorar daqui pra frente.

21 outubro 2009

Querido Diário: Dona José e a Carta

Quem procura quer achar. Correto?

E de tanto Dona José procurar ela achou. Todo mundo que aqui chega sabe que estou namorando (e estou extremamente feliz por isso, não nego), pois bem, a senhora minha mãe sempre foi de ficar vasculhando minhas coisas. Tudo ela olha, tudo ela questiona. De recibos de empréstimo de livro na biblioteca à valores de compras efetuadas, refeições feitas, datas e horários de filmes no cinema.

Dia desses, por descuido meu, acabei deixando sobre a cama a primeira carta que a Namorada me enviou. Não está assinada nem nada, mas a letra entrega claramente que foi escrita por uma mulher. Não preciso nem dizer que Dona José viu o papel dobrado sobre a cama e não resistiu: leu.

Por incrível que pareça, no mesmo dia, sei lá como, dei falta do meu escapulário. Quem me conhece sabe que: 1. Não tiro pra quase nada e 2. Coincidência ou não, (quase) sempre que eu tiro alguma merda acontece. Enfim, não me lembrava de ter tirado o acessório, resolvi ligar em casa e ver com Dona José se por acaso ela havia encontrado o item no meu quarto, caso o mesmo tivesse caído sem querer enquanto eu trocava de roupa para vir trabalhar.

Nisso que perguntei do escapulário ela questionou sobre a carta. Na hora eu já fiquei bravinha, mas fiquei quieta. Brigar não ia adiantar em nada. Cheguei em casa, horas depois, e fui à caça da carta. Quem disse que encontrei? Nisso resolvi olhar a cômoda do quarto dela, afinal era um dos últimos destinos que eu poderia procurar àquela hora da noite. Bingo. Estava lá, dobradinha junto dos outros pertences dela.

Dona José
sempre desconfiou da minha sexualidade, sempre perguntou mas nunca teve certeza. Mesmo tendo lido as cartas que a Baixinha e eu trocávamos, ela – como tantas outras mães – esperava estar enganada das palavras as quais teve acesso. Mas isso caros leitores e leitoras, isso era apenas o começo... Apenas um pequeno indício dos dias que estavam por vir...

19 outubro 2009

Podcast - Dupa 014

Tinha perdido meu pendrive junto com essa edição do podcast. Era pra ter ido ao ar no domingo dia 11, e como vocês já perceberam, não rolou.
Então depois de uma semana, encontrei o benedito e agora vem ao ar essa edição.

Ainda aceito os presentes e no fim acabei mesmo vendo DVD com a Namorada.

Download do Arquivo (31,69 MB)

Gorillaz - Feel Good Inc.
Shakira - She Wolf (Calvin Harris Remix)
Emilie Simon - I wanna be your dog
Sting - Fields of Gold
Ellén Oléria - Senzala (remix)
Maná - En el Muelle de San Blas (ao vivo)
Bruna Caram - Quem sabe isso quer dizer amor
E pra fechar:
Beirut - Nantes

Críticas, sugestões e pedidos: Deixe nos comentários, use o Mural de Recados ou mande um email pra contato.dupa@gmail.com

03 outubro 2009

Querido Diário: Sobre os meus sorrisos bobos

Faz tempo que não coloco nada sobre tudo o que anda acontecendo por aqui.
Ando trabalhando feito louca. E tenho uma novidade que preciso dividir com vocês. Sem muitos detalhes, mas tenho que contar: Essa Pós=Adolescente que vos escreve está namorando. Namorando e completamente apaixonada.

Lembra que eu disse que resolvi deixar o coração livre pra alguém bacana aparecer? Então... Não é que deu certo? Não vou contar a história de como tudo começou, porque por enquanto acho desnecessário. Por enquanto, mas quem sabe um dia eu conto.

O que posso adiantar é: ela é perfeita! Sabe o bendito padrão que eu tanto amo? Branquinhas de cabelo preto? Pois é. Sabe os sonhos que eu queria sonhar à dois? Estão todos aqui. Tudo isso e um carinho, um cuidado, um sensação de paz indescritível. Eu nunca imaginei que fosse amar alguém novamente, e não que é que tô toda "pimpona", distribuindo sorrisos e acordando e pensando na mesma pessoa todos os dias?

Mais do que ser linda, o que sempre me chamou a atenção nela são os valores. A história não é das mais simples, porque como sempre, e eu estava numa maré de me interessar por quem namora, a Namorada (é, roubei a definição do Blog da Turma do Colorê) também namorava.

Eu tentei negar, fugir do sentimento, gostar de outras pessoas, mas Álvares de Azevedo bem definiu o que senti quando a gente começou a ter mais contato: "É ela, é ela, é ela..." dizia meu coração. Não bastasse tão somente namorar, a Namorada parecia viver o namoro mais incrível da face do Universo. Durante um bom tempo achei que não tinha chances e nem queria ter: Achava injusto estragar um relacionamento que até então parecia tão bonito, então eu fiquei na minha e sempre a respeitei. Mas a vida, ah a vida, a vida é uma caixinha de surpresas.

O tempo passou e cá estou: Namorando.

01 outubro 2009

As mulheres da minha vida - Semestre passado: parte 2

Ainda no semestre esse coração se ocupou com outras pessoas.
Não que eu tenha me envolvido ou tido alguma coisa, mas sabe como é, coração bicho bobo cria esperanças.

Eu sempre andei com meu "Irmão Urso". A grande maioria dos meus conhecidos no meio GLS aqui na cidade se devem a minha amizade com ele. E desses contatos sempre surgem outros contatos, afinal a galera aqui sempre costumou fazer reuniões sociais, encontros animados em bares ou churrascos memoráveis.

Ano passado num desses dias que o povo se reúne no bar reparei numa moça com o padrão de beleza que me faz ficar babando: "Branquela azeda" de cabelos pretos, traços delicados. Também é mais velha do que a maioria das meninas com quem tive algo. Vou chama-la de "Cozinheira Libanesa", porque a mulher, Deus do céu, cozinha MUITO bem. Não preciso dizer que paixonite instantânea, não é?

No final deo ano passado a gente acabou ficando, mas não foi lá uma coisa muito agradável: duas bêbadas num churrasco. Ela sabia que estava afim e eu me senti usada.

Passou o tempo, como vocês acompanham aqui me envolvi com outras pessoas, e pouco falava com a Cozinheira Libanesa. Esse ano, uma das melhores surpresas que tive foi ganhar uma amizade muito bacana com ela. Muito bacana mesmo. Confesso que até um tempo atrás não me importaria em ter algo com ela, mas a vida prega peças na gente. Conforme a gente conversava eu percebia que dali não sairia nada mais que uma boa amizade. Tudo bem que a proximidade, na época, me fez sonhar em conquistar, mas preferi ficar na minha e parar de jogar indiretas.

Foi a melhor coisa que eu fiz.
Deixei meu coração livre e confiei que com o tempo iria encontrar alguém bacana, alguém que tivesse os mesmos sonhos que eu, que tivesse vontade de compartilhar a vida e não fosse covarde.
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