30 julho 2009

As mulheres da minha vida: o balde de água fria

No último capítulo eu dividi com vocês um pouco de tudo o que eu estava vivendo. Estava feliz embora não demonstrasse tanto para a Baixinha. Depois de tanto tempo tendo e perdendo a mesma pessoa, tinha medo de perder de novo. Esse medo de perder me fazia ter ainda mais medo de sofrer de novo, de me doar 100% como fiz tantas outras vezes.

A questão era: não era que eu não gostava o mesmo tanto de antes, eu só não demonstrava tanto. Até porque ficar provando todo dia que ama alguém é uma tarefa árdua. No fundo eu desejava era que a Baixinha confiasse em mim e no meu sentimento por ela.

O grande problema de toda essa história foi justamente isso: confiança. Eu confiava tanto na gente e nela que queria começar a pensar em casar, afinal eram 3 anos e pouco de um relacionamento conturbado, mas tempo suficiente pra poder afirmar que eu a conhecia muito bem e ela a mim. Tempo mais do que suficiente pra saber dos defeitos daquela menina cabeça-dura e ainda assim amá-la.

Todavia a Baixinha nunca se relacionou com outra menina. E os pais dela são bem, mas beeem tradicionais. Pra ela sair de casa seria um parto. Literalmente. Seria uma nova vida e uma partida. Abrir mão da família nunca fez parte dos planos dela. E cada vez que eu pensava em deixar nosso compromisso um pouco mais sério eu recebia baldes e mais baldes de água fria. Queria ter comprado alianças nessa época, mas sabia que ela não iria usar. Coisas bobas, mas que para mim sempre tiveram significado.

A Baixinha é taurina. A minha definição para taurinos é "touro = ciumes²". Começaram a surgir briguinhas por conta de ciúmes. Acho que não é segredo, mas eu sou uma pessoa um tanto quanto comunicativa, logo sempre saia com os amigos, sempre conheci gente nova e venhamos e convenhamos até que não sou tão feia. Tenho lá os meus encantos. Isso somado ao ciúmes da minha pequena era motivo pra algumas birras dela. O problema não era a birra em si. O problema era que eu perguntava o que ela tinha e ela soltava aquele "Nada" bem seco, como se eu não a conhecesse tão bem a ponto de notar que ela não estava normal e que estava emburrada com algo.

Aí já viu, né?
Briguinhas = mágoas. Várias mágoas juntas + balde de água fria na cabeça = insatisfação. Eu ainda amava, mas não consigo viver sem sonhos. No fundo só esperava que ela sonhasse junto comigo. E a ausência de sonhos minou nosso relacionamento, até que chegamos num ponto que estávamos tentando reanimar um corpo em coma há muito tempo.

Não deixei de gostar. Mas percebi que aquilo estava me fazendo mal. E se tem algo que aprendi justamente com ela foi a me dar valor. Não que ela não desse, mas nas palavras dela: "Você merece estar com alguém que possa estar com você" e na cabeça da Baixinha ela não podia.

Abrir mão de alguém que você não gosta já é difícil. Abrir mão de alguém que você ama é dez vezes mais difícil. Foi assim que começamos a nos distanciar...

5 já falaram

dany disse...

Eu sei o quanto é complicado e doido é terminar um relacionamento quando ainda existe sentimento, ainda mais quando você sabe que vem das duas partes...

Rebeka disse...

Acho que muita gente já passou por situações assim.
E extremamente complicado e requer uma puta paciência.
=( historia triste

Gisa Lima disse...

Não consigo entender isso, a pessoa diz que ama, mas não pode está ao seu lado.
Que situação.
¬¬

Bjão,

Gi.

Kari disse...

''a ausência de sonhos minou nosso relacionamento''

É foda quando você ama alguém que não pode ser sua.

Renata J. disse...

Minha namorada tb me pira às vezes. Já pensei em desistir diversas vezes, sempre após um de seus baldes de água gelada. Mas logo em seguida ela vem com aquele jeitinho dengoso, falando que quer se casar, mas não sabe como... E lá se vão quase 2 anos de namoro e 1,5 anos morando juntas (mas com pouquissimas (3) pessoas sabendo do namoro).

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