30 junho 2009

As mulheres da minha vida: o retorno da Baixinha

Por mais incrível que isso venha a parecer, depois que terminei com a Índia voltei a falar com a Baixinha. Nem eu acreditava mais que isso pudesse acontecer, e mesmo não acreditando nunca deixei de alimentar uma esperança que teimava em existir.

A gente voltou a se falar e a sensação que eu tinha era que o tempo não tivesse passado. Tudo continuava intenso e bom como antes. Era como se não tivéssemos brigado, como se não tivéssemos deixado de nos falar. Os papos continuavam intermináveis, as brincadeiras e os sorrisos continuavam presentes. Também continuava presente o sentimento no meu peito que se externava em forma de sorrisos bobos e olhares apaixonados a cada novo programa que fazíamos aos finais de semana.

Eu queria mostrar o quanto tinha mudado, o quanto havia amadurecido. Por essas e por outras por mais que a vontade que tinha fosse de fazer declarações apaixonadas eu me contive. Aos fins de semana sempre saíamos pra almoçar. Às vezes rolava um cinema, mas tudo sempre às escondidas, o que significava que eu não a pegava de carro em casa e muito menos andava com ela em lugares muito públicos como um shopping, por exemplo. Pra você ter uma ideia todas as vezes em íamos ao cinema ela entrava por uma porta e eu por outra só pra ninguém nos ver juntas.

Por esses motivos nossos almoços eram sempre em restaurantes afastados, o que não quer dizer que não fossem bons. Lembro de um dia que fomos até outra cidade só pra almoçar comida mineira. Recordo de vários detalhes: desde o suco de laranja cheio de bagaço que ela tomou até a limonada suíça que eu pedi. Lembro que nesse dia durante a volta a Baixinha resolveu tirar um cochilo no carro enquanto eu pegava a estrada. A Pós Adolescente aqui mantinha um olho na estrada e um olho na gata enquanto um sorriso enorme tomava conta desses meus lábios finos. Eu sempre gostei de vê-la dormindo. Sempre. E por mais que não estivéssemos ficando nem nada eu me sentia feliz por tê-la ao meu lado novamente. O tempo foi passando e a gente sempre conversando, sempre saindo juntas. O mesmo clima de antes voltou também, nossos olhares não negavam o desejo de ambas por um beijo apaixonado. Um beijo tal qual o primeiro. Era um dia de chuva nessa pacata cidade. Enquanto chovia ficamos a papear no carro em um bairro qualquer. Lembro que no carro tocava Sandy e Júnior o cd do acústico MTV, a vontade foi crescendo, crescendo, até que uma hora o desejo deixou de ser apenas desejo se fez ação. A trilha era “Alguém como você” e digo que música melhor não haveria naquela época.


Continua.....

8 já falaram

Susi disse...

Aiaiaiaiai de novo esse suspense???

Que bom q vcs voltaram, a se ver. Deve ter feito muito bem às duas.

Anônimo disse...

Caramba...

Qto tempo ainda teremos q esperar pra saber o final dessa historia.
Acho lindo oq houve entre vcs e eu espero q td tenha dado certo!!

Ok... esperando pelas cenas dos proximos capitulos.

Bjs

Pri disse...

Puxa, fico em um estado de ansiedade total ao ver que postou algo novo!
Leio e por um minuto a asiedade some...e depois volta novamente esperando o desfecho da história!

Bjoss

Pensando disse...

Puxa, fico em um estado de ansiedade total ao ver que postou algo novo!
Leio e por um minuto a asiedade some...e depois volta novamente esperando o desfecho da história![2]
Das palavras da Pri as minhas agora..ain quando vem o próximo post..rsrsrsrs

dany disse...

Há! desde o inicio eu sabia que o final da historia com a baixinha ainda não tinha chegado.

to ansiosa esperando a continuação!


beijos!

Alice disse...

Oba! Capítulo novo da novela!
:)

manicomiomundo disse...

Ê suspense!
Eu passo aqui todo dia esperando posts novos :B

Fanshona disse...

É engraçado como a loucura chamada "vida amorosa" é tão igual, só muda as personagens... se relacionamentos héteros são complicados, imagina os nossos! Tenho uma "baixinha" na minha vida, e todas as sensações que você sente eu também sinto, que dessa vez seja melhor pra vocês.

P.s. Obrigada pela visita ao meu blog.

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