02 junho 2009

As mulheres da minha vida: a Índia e o Namoro

Voltando e continuando a contar a história sem fim, a novela mexicana, os contos da minha vida privada, a série de menor sucesso na lesbosfera brasileira, a gente, ou melhor, eu relato agora como foi namoro que começou graças à fadinha verde chamada Absinto.

Era final de ano, e a Índia mora com a madrasta, o pai e o irmão por parte de pai, logo no Natal ela iria aproveitar para rever a outra parte da família: a mãe e os outros irmãos que moram em outra cidade. A princípio e depois de ter ficado sóbria este foi o primeiro momento em que me arrependi de ter começado a namorar. Ela iria ficar 15 dias longe e eu a ver navios... Poderia muito bem ter esperado mais um pouco e curtido os 15 dias na mais pura solteirice, mas não, não, o meu amigo álcool não deixou.

Até aí tudo bem. Saia com os amigos da Índia, o Poodle, o Arango, a... a... putz, minha criatividade pra nomes hoje está em falta, deixe me ver qual nome vou colocar na amiga da Índia... ah... Já sei: a Chica Buarque. Enfim, saíamos um pouco, enquanto a Índia permanecia na casa da sogra número 2. Apesar de ser mãe da Índia eu sempre considerei e tive muito mais afinidade com a madrasta, logo a madrasta é a sogra número 1. E não é número 1 só porque eu tinha mais contato não. É número 1 porque é uma excelente pessoa, mas vamos voltar a falar do namoro.

Contei para a Baiana que havia começado a namorar. Não preciso dizer que ela não reagiu bem né? E também não preciso dizer que minha então namorada morria de ciúmes de uma pessoa que está há zilhares de quilômetros de distância. Eu tentei conciliar durante muito tempo minha amizade e meu namoro. Tudo bem que mensagens no celular eram motivos de briga, mas ainda assim a Baiana até um tempo atrás era uma pessoa com quem eu adorava conversar e que me fez um bem simplesmente indescritível, mesmo estando há zilhares de quilômetros de distância.

A Índia voltou de viagem, e o namoro seguiu tranquilo. Eu frequentava a casa dela, saía com os amigos, era meio romântica, fazia umas graças, queria que aquele namoro desse certo. As brigas que aconteciam nessa época eram por conta do cigarro, uma vez que havíamos feito um trato: eu tirava a fitinha de N.S. Bonfim do braço e ela parava de fumar. Nem preciso dizer que a minha parte eu fiz né? mas já minha namorada... Então eu sempre me sentia mal, porque me sentia menos que um cigarro e outras coisinhas mais, até porque eu sou meio chatinha mesmo.

Não vou negar que sentia muita saudade da Baixinha, que por muitas vezes mandei email mesmo sabendo que ela não iria responder.

Sei que o tempo passou e numa das bebedeiras com os amigos acabei beijando o melhor amigo da Índia, que por acaso é gay. Essa história ficou em off durante muito tempo. Eu sentia saudades da Baixinha, mas o namoro estava conseguindo me preencher, não 100%, mas uma boa parte. O que eu não esperava que é meu amigão contasse pra a amiga, que eu e ele já tínhamos traído a confiança dela... Nem fiquei fula da vida quando descobri né? Afinal já tinha passado tanto tempo, o namoro estava tão bacana.

Sei que apesar de não termos terminado a partir daí muita coisa mudou.
As cobranças em cima de mim triplicaram. E se tem algo que me incomoda é ciúmes sem razão. Tudo bem que eu pisei na bola, mas continuar namorando sem confiança é definitivamente um grande desafio. Junto com a briguinhas vinham as lembranças de que com a Baixinha as coisas não era daquele jeito, eu me sentia mal porque me achava culpada... O tempo passava, eu me isolava. A Índia abriu o mundo dela pra mim e eu fui incapaz de retribuir isso. Me fechei, até porque eu tinha um senhor assunto mal resolvido comigo própria e com a Baixinha também. Junho foi chegando e com ele a vontade de terminar também. E junto com junho e a vontade o dia dos namorados e o aniversário da Índia.

Apesar dos pesares ela foi uma excelente namorada, em diversos sentidos. Me compreendeu, aceitou minhas bobeiras, sonhava comigo, era carinhosa do jeito dela, cozinha maravilhosamente bem, era companheira, tão companheira que por diversas vezes me deu seu colo, mesmo sabendo que eu chorava por outra. A Índia foi especial. Pena que eu não estava preparada para entrar nesse relacionamento de cabeça, não estava preparada para me abrir. Eu queria terminar, mas não sabia como. E também não queria que ela ficasse mal perto do aniversário. Por essas e por outras resolvi esperar mais um pouco...




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Obrigada pelos comentários no último post. Foram de grande valia. Estou melhorando e colocando outras coisas em primeiro plano.

10 já falaram

Alex&Elisa disse...

adoro seu blog, tbm tenho uma "baixinha" q eu n eskeço, mas apesar disso... continuo tentando viver... e vivo mtoo bem... só q as vzs bate a saudade... dizem q eh pq n xegou outra certa ainda, vai xegar.


bjos, Elisa.

Gay Alpha disse...

- suspiro -
Ai, ai... na real todas as pessoas são especiais... só que algumas são mais especiais que outras, né?
Querida, vou conferir a dica sobre o "arzinho creep"... heehehhe!!!!!
Bjos!!

Susi disse...

*suspiro*

Pessoas especiais nem sempre aparecem no melhor momento...
Ainda bem que vc está melhorando, isso é muito bom.

Alice disse...

Às vezes a pessoa certa não aparece no melhor momento em nossas vidas. Bom mesmo é quando você está aberta e pronta e surge alguém que valhe a pena.

dany disse...

valeu a pena o tempo que passou com ela... mas quanto durou o namoro?

to esperando pra saber o final com a baixinha, se é que ja teve um final.

beijos!

Gay Alpha disse...

Ahhhh..... desce mais um pouquinho e vem tomar um mate com o Alpha, vem!!! Hehehehe!!!!
Bjos!!

Maria Elisa disse...

Confesso que eu tô curiosíssima com o desfecho de tantas histórias paralelas... Adorei o blog!

Escaminha disse...

É osso quando não estamos preparadas para um relacionamento que só traria alegria se estivessemos em outra época da vida né....

travesseiromacio disse...

Pense numa vida que é um campo de futebol, sempre embolando no meio... Muito prazer: Miss B [esse não é meu nome!]

Sei bem como é esse lance de relacionamento, lembranças, aniversário... mas prefiro não comentar como terminou o meu caso!

=x

Boa sorte por ai, que essa vida adulta está longe de parecer com algo "facil"....

Miss B

Sentimental disse...

Vivi uma história muito parecida. Gostei do seu blog, não conhecia, agora já esta nos meus favoritos.
Se puder atender o pedido de uma nova fã acaba logo essa história.
É real?

Parabéns pela escrita

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