23 maio 2009

As mulheres da minha vida: A rave, a Índia e o absinto

No último capítulo contei que estava envolvida com a Baiana e que estávamos meio que juntas, mas sem nenhum compromisso. Eu em São Paulo e ela na Bahia com o computador quebrado e também comecei a contar da rave.

Pois bem, a rave tava chata pra dedéu. Começamos a beber em volta da piscina: eu, minha amiga que tinha me convidado e a amiga dela, morena jambo, cabelos longos e castanhos com olhos da mesma cor, que doravante vamos chamar de Índia, haja visto que, de fato, ela tem traços parecidos com o codinome. Papo vai, papo vem, eis que na piscina de azulejos azuis e rejunte verde surge uma sapa nadando. Tá, não era bem uma sapa, era uma perereca e não pense bobeira ok? Era um animal anfíbio ok? Não era uma lésbica nadando nua, com a perseguida/xoxota/xana/periquita/insira-aqui-o-nome-que-quiser à mostra.

O anfíbio estava lá, nadando e aproveitando o ambiente quando um cara metido a besta resolveu tentar pegar a perereca. Ele tentava e perereca nadava, tentava de novo e a perereca escapava, ia com jeitinho e nada de pegar a perereca. Cansada de ver a cena a Índia resolveu se mobilizar e mostrar como é que se coloca a mão na perereca. Então num show de habilidade ela foi, entrou na água (que estava na altura dos joelhos) e pegou a perereca! E não é q bichinha nem tentou fugir? Deve ser coisa de Índia, aquele lance de ter contato com a natureza e tal...

Depois de um tempinho na mão da Índia, a perereca voltou para a piscina e sumiu. É lógico que o episódio deu início uma conversa, um papo animado, com piadinhas toscas da minha parte no sentido de "Ahhh então você coloca a mão na perereca?" ou ainda "Você pega a perereca com jeitinho" e coisas que somente o álcool nos permitem dizer.

Como o local era grande, eu e a Índia saímos pra conversar e conhecer melhor o lugar. Nessa altura do campeonato eu já havia reparado no anel em formato de cobra no polegar e já estava pensando "Ahaá, essa guria torce pro mesmo time que eu...".

Contei sobre a minha história com a Baixinha e ela sobre a vida dela. Eu toda jogando meu pseudo-charme pra cima dela e batendo papo. Conversamos um bom tempo e resolvemos voltar pra civilização pra socializar. Como a rave tava muito, mas muito chata fomos embora. Tempos depois fui descobrir que minha amiga estava ficando com a Índia e que a Índia nesse dia queria ter ido pra outro lugar, um churrasco GLS que sempre rola aqui na região.

Deixei as meninas em casa e elas me convidaram pra ir a um churrasco, que não lembro se era no dia seguinte ou na semana seguinte na casa de uma amiga.

Lembro que depois comentei com a Baiana que estava com a sensação de a ter traído, por mais que não tivéssemos nada.

Pois bem, fui ao churrasco, conheci os amigos da Índia. E conversando com uma delas disse que tinha gostado muito da morena jambo. Enfim... Nada tinha rolado até o momento ainda. Mas já havia declarado minhas intenções.

Na volta, de novo eu havia dado carona, ela me convidou pra entrar. Estávamos em dois casais: eu e ela e um casal de amigos. Os amigos começaram a se pegar na sala e eu sentada no braço do sofá conversando com ela. Eis que ela vai a cozinha e volta, na volta para na minha frente e.... Bem, não preciso dizer que ficamos não é mesmo minha gente? Sei que nessa passei na casa dela mais umas duas vezes durante a semana e marcamos de sair. Um barzinho gay que era muito, mas muito, muito bom nessa época. Começamos a dançar e beber, dançar e beber. Catuaba, cerveja e... Absinto! Era a primeira vez que eu provava a fada verde. Nem preciso dizer que a essa altura do campeonato tava todo mundo bêbado né? Lembro de flashs dessa noite. Um deles é de três meninas se agarrando encostadas numa das paredes externas do bar. Beijos à três, um casal de guris ao lado e a coisa fervendo. Detalhe: eu era uma das três meninas. As outras duas eram a amiga da rave, também conhecida como Promoter e a nossa já conhecida morena jambo, Índia. Sei que quando me dei conta dessa situação dei um jeito de ficar a sós com a Índia enquanto a Promoter ia ao banheiro. Ainda bêbada, exatamente no dia 23/12/06 eu a pedi em namoro. Ela, também bêbada, aceitou.

Meu primeiro namoro "oficial" com gurias começou assim. Não peço pra imaginarem como foi o resto, simplesmente porque essa história eu ainda vou contar.
Aguardem ;)

17 já falaram

nikky disse...

Adorei :)
já estou esperando o próximo capitulo :)

'Suzane' disse...

aaaah o alcool!
q coisa ñ!?
¬¬'

=D

Turma do Colorê disse...

To curiosa pra saber o que acontece com namoros que comecam a base de absinto. HEhehe
- ♀

Marina disse...

A muito tempo, muito mesmo (rs)
eu venho lendo o desenrolar dessa e de outras histórias, agora decidir dar as caras...
Tô adorando tudo, e espero ansiosa pelo próximo capitulo.
Beijo =)

Ylana disse...

Adorei o blog!

Rebeka disse...

Quanto álcool nesta época da sua vida :D


Vou aguardar o restante da historia ^^

beijos moça.

Susi disse...

Aguardando a continuação...

Pensando disse...

To curiosa pra saber o que acontece com namoros que comecam a base de absinto.[2]
E a Bahiana..?
Adorando cada detalhe.rsrs

Escaminha disse...

To curiosa pra saber o que acontece com namoros que comecam a base de absinto.[3]

Pq o álcool ajuda nessas horas né...
Eu digo por experiência própria...

Alice disse...

To curiosa pra saber o que acontece com namoros que comecam a base de absinto.[4]

Será que depois de passado o efeito da bebida eles continuam?

Fala Rapha disse...

Que promíscua vc é huashaushuashhsauhsa!!! Adooooro!!!
Absinto é bom?

Drih disse...

To curiosa pra saber o que acontece com namoros que comecam a base de absinto.[5].

Dizem que o álcool facilita...
Aguardaremos cenas dos próximos capítulos. :-)

dani-se disse...

já faz muito tempo que eu acompanho o DUPA, mas nunca comento...

to gostando muito do "as mulheres da minha vida"! espero o próximo post!

:D

Fernanda disse...

E a baiana, quando consertou o computador? Parou por aí mesmo?
Aguardando para saber o desenrolar desta história de namoro com a Índia que tem habilidade em manusear pererecas...rs Garota, você estava feita!Com uma namorada assim...rs ;)

Gay Alpha disse...

Absinto rulessss!!!! Adorooooooo!!! E adoro esperar o resto das tuas sagas/aventuras... hehehe!!! Bjão, minha queridona!!!!

Ice Ice Baby disse...

g-sus, q vida animada...ui ui ui

Rye disse...

Oi Pri, sou uma leitoria assídua do seu blog e do parada lésbica. Aliás sou até uma aspirante a colunista de lá. Ah e também adoro os posdcasts e a sua voz. ;)
Essa história de você sabe pegar na pereca foi muito engraçada. hauahuahua Já fiz uma brincadeira parecida com uma menina num Japonês:
-Você não sabe pegar no pau! Você é a única aqui que não sabe pegar no pau. Garçom tras um pau com suporte p- ela!
hauhauhauahuahua
Beijão e continue escrevendo o mulheres da minha vida que um dia você vai colocar * Uma carioca de Teresópolis* aí (Carioca de Teresópolis=eu) hehehe

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