04 maio 2009

As mulheres da minha vida: O Grande Amor VI - Depois da Capital e a briga

Olá meninas, tudo bem? Desculpem-me pela ausência, juro que não foi por querer, perdi um ente muito querido durante o feriado, mas estou bem!

Antes de continuar, gostaria de agradecer pelo carinho nos comentários. Cada comentário aqui me faz ter a certeza que quero continuar compartilhando uma parte da minha vida com vocês.

Como eu disse no último capítulo a Baixinha foi pra Capital. Ficou 15 dias por lá. Nesse período nos falávamos por telefone, trocamos uma tonelada de sms's.

Enquanto ela estava viajando descobri por meio de uma amiga minha que uma prima chata dela estava espalhando fofocas à nosso respeito e tal. A Baixinha ficou desesperada quando contei. A gastrite dela atacou, eu fiquei preocupada com ela.

Eu esperava levar O pé na bunda quando ela voltasse, mas ao contrário disso recebi cartas. Isso mesmo: Cartas. Várias. Cartas escritas durante a noite à luz do celular para que ninguém a visse escrevendo. Cartas contado dos passeios, carta contando de todas as vezes que ela lembrou de mim, cartas contando da saudade que ela sentiu, cartas contando como ela queria dividir passeios, experiências, a vida comigo.

Continuamos na lenga-lenga de sempre: ficar, conversar que não era certo, tentar ser só amiga, voltar a ficar. Também em julho viajei com ela e a família, desta vez para uma cidade do interior. Era aniversário de alguém. Foi a primeira vez que dormimos juntas. Escondidas, trocando carícias, abafando a respiração afinal nós acabamos dividindo o quarto com a prima e a avó dela, já que a casa pra onde fomos estava bem cheia. Lembro que nessa viagem tiramos uma foto meio "casal" que foi apagada na hora da máquina, mas que tá aqui na memória até hoje.

O tempo foi passando. Mudei de emprego. Lembro que quando ainda estudava na parte da manhã e estagiava num outro local eu trocava meu horário na sexta-feira só pra levá-la ao ponto de ônibus pra ela ir para o curso técnico. Às vezes eu pegava o ônibus também, só por ir, só pra estar perto e isso quando ainda éramos só amigas. Em 2005 ela começou a fazer faculdade também. Fui com ela e o pai fazer a matrícula, aproveitei para aprender como chegar lá. Lembro que no segundo dia de aula apareci por lá só pra dizer que estava com saudade. Recordo também do sorriso dela ao me ver pelo vidro da porta descendo a rampa. Uma cara de quem não acreditava.

Durante o período da faculdade muitas vezes eu saia mais cedo da minha aula e ia pra faculdade dela, que fica numa cidade vizinha só pra voltarmos juntas. Como voltávamos motorizadas ganhávamos alguns minutos que eram aproveitados com muitos beijos dentro do bom e velho carro branco. Por várias vezes eu levei chocolate, um botão de rosa, pra entregar quando estivessemos juntas nesses momentos.

Costumo dizer que nós dávamos de 10 a zero em qualquer outro casal. Nessa época não havia brigas, só alguns pequenos desentendimentos por conta do meu ciúmes. Ciúmes que crescia cada dia mais. No fundo eu sabia que a qualquer momento iria perder o "Amor da Minha Vida", minha insegurança crescia e meu medo também. O medo de perder fez com que eu entrasse em desespero. Era um medo muito maior do que a vontade de continuar vivendo se eu a perdesse. Nessa época comecei a entrar em depressão. Com isso vieram também as bebedeiras, as ligações de madrugada, as ameaças de dar cabo à própria vida. Minha Baixinha aguentou o peso dela e o meu também durante um bom tempo.

Ela sempre cuidou de mim. Era do tipo que aparecia no trabalho pra me levar lanche: misto frio e chá gelado - coisas que eu gostava. Muitas coisas. Cinema era sinônimo de Baixinha, e durante um bom tempo foi assim. Eu tinha minhas crises de madrugada e ligava pra ela... Horas ao telefone. Ela sempre me trouxe paz.

Não sei como, nem porque, meu ciúmes chegou ao extremo. Foi nessa que brigamos. Uma semana após o meu aniversário em 2006 fui buscá-la na faculdade. Nos desentendemos por conta do celular e brigamos. Brigamos feio na saída da faculdade, com todo mundo vendo. Assistindo aquela cena patética de um casal discutindo por ciúmes.

Eu não lembro do que falei, não lembro de muita coisa. Não lembrava nem no dia seguinte quanto mais hoje. Aliás, até hoje acho que eu sai de mim naquele instante, tanto que naquela noite, em frente a faculdade além de discutir em público atirei meu celular longe.

A Baixinha sempre foi uma pessoa MUITO reservada. Não preciso dizer que ela entrou em choque né? Ela voltou comigo no carro sem dizer uma só palavra. Quando eu voltei a mim e me dei conta da briga desabei a chorar. Chorava, dirigia e implorava pra ela falar comigo. Ela não falou um A sequer. Quando chegamos na casa dela ela entrou e foi direto para o quarto. No que ela entrou a mãe dela já percebeu que havíamos brigado.

Minha então "sogra" aproveitou e pediu a mim para "dar um tempo na amizade" que a Baixinha precisava viver a vida dela um pouco, porque o mundo dela e o meu era um só e que isso não era sadio.

Resolvi pela primeira vez na vida não procurar a Baixinha depois de uma briga. Sentia vergonha de mim. Me senti um monstro. O tempo foi passando e quando liguei pra saber notícias a mãe dela me pediu pra que eu não procurasse mais.

E foi isso que eu fiz durante algum tempo. Até que fui atrás pra conversar e ouvir que ela ia respeitar os desejos da família de não mais conversarmos. Eu fiquei muito brava. Continuei procurando a Baixinha pra gente tentar se entender. Como na casa dela eu não ia mais, eu passava no trabalho. Cada vez que passava lá ela me tratava com uma frieza incalculável. Algo que me machucava muito. Eu via nos olhos dela a tristeza que ela estava sentindo por estarmos longe, mas a boca dela insistia em dizer que ela não sentia falta, que estava bem e que queria distância.

2006 foi um ano de limites. Eu estava no último ano da faculdade, saia do trabalho, chegava no estacionamento da faculdade e desmontava de tanto chorar. Com vergonha de subir pra sala com o rosto vermelho matava aula. Perdi muitas aulas assim. E não voltamos a nos falar...

Tentei de tudo. Mandava flores no trabalho. Às vezes mandava flores duas vezes na semana... Mas de nada adiantou...

Foi nessa época que conheci a Baiana


__________________
update: Rá, até agora (11h07 de 05/05/09) o nome da Baixinha estava neste post. Por um equívoco acabei digitando a graça dela. Quem leu, leu.

19 já falaram

Alice disse...

Que corajoso você se expor desse jeito e admitir os próprios erros e as fraquezas. Parabéns pela sinceridade do relato. Quero continuar lendo essa novela da vida real.

Pri disse...

Estou acompanhando a história de sua vida e, quero parabenizá-la por dividir conosco nem que seja um pouquinho...
E nem preciso dizer que estou anciosa para o próximo capítulo, né?
E meus sentimentos em relação ao ente perdido...

Tenha uma ótima semana...

Bjos

Verônica disse...

Nossa, não aguentava mais de curiosidade. Rss.
A história de vocês é linda!
Beijão.

Rebeka disse...

Meus pesames moça, e estava ansiosa tambem, é engraçado quando você olha para tras e consegue enxergar bem melhor do que quando aconteceu.

No meu outro blog era assim, rs uma reflexão e de certo modo vou começar a escrever sobre, uma releitura da minha vida :D

Aguardo o proximo episodio ^^

Beijos moça otima semana

Escaminha disse...

Nuzza!

A recupração sempre é dificil...e conseguir entender quando na verdade não queremos, ou sabemos que a outra parte não quer que entendamos é mais dificil ainda...

Mas dei aquele sorrisinho no final do post quando eu vi que teremos outra história....

É isso ae...a caravana não pode parar nunca!!

bjs

'Suzane' disse...

=O

parece ate filme!
nossa muito interessante sua estoria de vida. ciume é uma coisa q me pode fazer mau ou nao. eu sou muito, mas muito ciumenta e sei qndo é perder a cabeça.

gosto muito da maneira q vc escreve tmbm.

bjoo

o/

claudiaguay disse...

ainda bem que esse brasil é uma miscigenação pura: altas, baixinhas, bahianas, cariocas, paulistas... e por aí vai. nossa vida tbém.

Thais disse...

eu li as 11h39, foi por pouco

ciumes em excesso, nunca da certo, mas realmente da esse medo mesmo, pricipalmente quando se é insegura

meu sonho é ver uma foto dessa baixinha, pra ver se é tudo isso mesmo.

diariodeumaposadolescente disse...

@Thais, quem viu concorda comigo... Aliás, tem quem diga de das gurias com quem me envolvi é a mais bonita de fato.

Fernanda disse...

Ciúmes faz parte de qualquer relação, dizem que ele é o "tempero" do amor o problema é quando se torna sufocante.
Eu vi/li o nome da Baixinha! ÊÊÊ!! rs
Mas não se preocupe, ele está seguro comigo.
Também faço coro com as demais, queria muito ver a foto da Baixinha.
Que bom que não parou de escrever sobres as mulheres de sua vida!
Aguardando a continuação...
Bjs

Anônimo disse...

Ola!
Primeiramente, meus pesames...
Talvez voce ja nao ame mais a Baixinha, mas voce deixa bem claro nos seus textos que ainda sente muito carinho por ela.
A gente pode arrumar desculpas para tudo. A verdade e que qdo dois se amam muito, esse amor e maior que qualquer obstaculo. O medo tenta vencer, a familia tenta atrapalhar e a voz no pe do ouvido diz que nao vale a pena. Tudo isso pode ganhar um pouco de terreno aqui e ali, mas no final o amor vai preenchendo todos os espacos novamente.
Eu realmente creio que quando o amor entre duas pessoas e muito grande, mesmo se uma delas tentar se distanciar, ela esta fadada ao fracasso de antemao.
Como eu nao gosto de generalizar, deixo aqui bem claro que eu sei que ha excecoes ...
Pelo que eu entendi, a sua atitude tinha muito a ver com o medo de perde-la. Talvez ela tbem tenha contribuido muito para te deixar tao preocupada com o futuro da relacao. Voces eram muito jovens, ela ainda mais, certo? Ela nao passava firmeza para voce por causa do medo da familia, das fofocas, medo de se apegar ainda mais e nao conseguir terminar depois etc.
Se voce agiu assim so com ela, a culpa nao foi so sua. De certa forma, ambas contribuiram para o fim de tudo. Mas se voce normalmente e muito ciumenta, tente se controlar um pouco, nao so para o seu bem, mas para a outra pessoa tbem.
Entao voces namoraram por pouco tempo? Eu assumi que o namoro havia ocorrido de 2005 a 2008. Acho que me enganei.
Moca linda, lindo desabafo.

F

manicomiomundo disse...

Nossa,é corajoso se abrir dessa maneira parar desconhecidos,lhe tiraria o chapéu se estivesse usando um.

Isabela disse...

Bom ler sua história. O modo como é contada, como foi vivida.

diariodeumaposadolescente disse...

@F, você é uma pessoa assídua aqui. Seus comentários são sempre repletos de uma reflexão, um ponto de vista que sempre me faz pensar um pouco mais a respeito.

obrigada pelos sentimentos!

Verônica disse...

Vou ter que comentar essa pequena discussão a respeito da beleza da Baixinha.

Sem querer ser baba ovo mas já sendo... é inevitável.
Vi a foto da autora do blog no Leskut e tenho certeza que a Baixinha é linda, mas duvido que seja mais bela que a Priscila!
Pronto falei!

Beijossss.

Laila Braga disse...

as baianas sempre salvam... hehehehe

Valéria Barboza disse...

Olá...uma "amiga-colorida" mandou o link do seu blog e eu simplesmente AMEI!Estou na fase de euforia e descoberta,já que beijei uma menina pela primeira vez a apenas 7 meses mas já sei que é isso que quero...seu blog me esclareceu algumas coisas.
Me indentifiquei com histórias,sentimentos,situações e escolha da profissão rsrs
Estou no 3º ano do Ensino Médio ainda mas já me decidi por Comunicação Social(só não sei se faço Publicidade ou Jornalismo ainda).
Parabéns...você escreve muito bem e já devorei todos os posts de uma vez rsrs.

PS.:abusada que sou quero te aconselhar a sair no ármairo logo.eu,recém descoberta nesse mundo, já fiz isso e por mais difícil que seja é o melhor a s fazer.


beijo,sorte.

Kynha disse...

Sua Hestoria de amor é muito linda apezar de triste, vc é como a maioria das mulheres, quando ama ama intençmente. Você é uma mulher de muita fibra. Estou adorando saber mais um pouco de vc e de sua vida.
Beijos.


PS: Cuide bem do seu coração.

Susi disse...

Gostei bastante da historia, é linda. Imagino como você sofreu com isso tudo. O que mais me comoveu foi o fato de estar passando por uma situação parecida com essa, mas eu estaria na pele da baixinha.
Bem... seu blog é muito interessante e espero que continue assim.

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