13 abril 2009

As mulheres da minha vida: O Grande Amor III e o Jornalista

Locutor com voz de suspenese: No último capítulo da nossa série a nossa heroína(?) estava em outubro de dois mil e quatro, trancada no apartamento em reformas com sua amada. Naquela ocasião sua amada, ou a Baixinha, e nossa heroína eram somente e apenas amigas. Nessa época também que ela, ops! chega de terceira pessoa! Continuando: Naquela época eu comecei a namorar com o Jornalista. Como eu já disse anteriormente, ele foi o primeiro e único homem que apresentei como namorado para o senhor meu pai. Que por acaso gosta dele até hoje e não entende porque foi que eu terminei.

Passado algum tempo, percebi que eu me sentia melhor e apreciava muito mais a companhia da Baixinha que a do Jornalista. Fora que de certa forma ele começou a me cobrar. E ariano é um bicho ruim que não gosta de cobranças. Tudo bem que muitas cobranças do então namorado eram "frescurites" e por mais que eu gostasse a gente jamais daria certo. Lembram que eu disse que eu e ele temos mais em comum do que imaginávamos? Então... Já que chego nessa parte.

Terminei com ele em meio a muitas lágrimas. Mesmo tendo terminado ainda viajamos juntos com a família no Natal. Ele foi e vai continuar sendo especial, muito embora eu esteja putíssima com ele no momento. E tempos depois descobri que ele estava namorando. Namorando com outro. Isso mesmo! Você não entendeu errado: eu terminei pra ficar com uma guria e ele começou a namorar com outro cara. Traduzindo: Meu ex-namorado é gay. Aliás depois que eu descobri que ele é gay e ele descobriu que eu sou sapa ficamos muito mais amigos e nossas conversas melhoraram e as brigas também diminuíram, enfim... De tabela também descobri que muitos guris com quem eu tinha ficado também são gays. Aliás isso merece um post, porque eu atraio homens gays.

Voltando ao tema do post: Depois que terminei parti pra cima da Baixinha de verdade.
Tanto que foi em dezembro que resolvi arriscar tudo e contar que eu estava gostando dela mais do que como uma simples amiga. Também foi em dezembro a primeira vez que fiquei de boca aberta com dona Baixinha e seus vestidos: na formatura do curso profissionalizante dela, a minha morena trajava um vestidinho preto, que a ao vê-la pela primeira vez, já no auditório onde seria a colação eu simplesmente devo ter ficado com a boca aberta durante uns cinco minutos. Sabe quando você olha e pensa coisas do tipo: "Caraca, é de verdade?", "Meu D'us, como ela está linda!!" e "Putz!! Que avião!". Não preciso nem dizer que meus olhinhos brilhavam, né?

Cerimônia terminada, partimos em direção a uma pizzaria da cidade. Pela primeira vez eu iria dormir na casa dela, tudo bem que durante esse tempo eu sempre saía da casa dela bem tarde porque ficávamos conversando por horas a fio depois que a lanchonete fechava, o que ocorria por volta de meia noite, meia noite e meia.
Foi a primeira vez que dormimos no mesmo quarto. Mesmo não tendo acontecido nada demais - não, não foi dessa vez que rolou algo - lembro de muitos detalhes: ficamos nos acariciando durante toda a noite. Sabe aquela coisa de fazer bebê dormir? De fazer carinho no rosto, nos braços e tal? Então... Foi assim que ficamos naquele 18 de dezembro de 2004.

A Baixinha já sabia que eu gostava dela. Eu contei usando a famosa história do "Ah, eu tenho uma amiga que bla bla bla whiskas sachê", ela continuou agindo comigo da mesma forma como sempre agiu. Mas tinha deixado claro que com ela não rolava nada. Aliás ela deixou isso bem claro. O problema é que os olhos dela teimavam em contradizer tudo o que a boca dizia.

Respeitei. Como sempre respeitei (quase) TODAS as vontades dela. Mas o fato dela não ter mudado de atitude comigo, de termos continuado com nossos carinhos, fez com que eu começasse a brincar com a situação. E brincando eu dizia muitas verdades, bricando fui tentando convencê-la a experimentar algo novo junto comigo.

Uma das frases que marcou esse período é: "Eu tenho mais certezas das minhas certeza do que você das suas...", que eu sempre dizia quando ela respondia que tinha 100% de certeza que jamais iria ficar comigo. Rá! Não preciso nem contar que minhas certezas estavam certas né?

Dezembro também foi época de surpresa. E de percebermos como nossa sintonia era grande. Sem trocarmos uma só palavra sobre o assunto nos presenteamos de forma igual: eu dei a ela um pijama e ela também me deu um pijama. Será que queríamos indiretamente dizer que gostaríamos de passar uma noite com a outra? Que queríamos que a outra dormisse pensando na gente? Tudo é possível. Sei que tenho meu pijama até hoje: Verdinho e estampado com o Keroppi - Quer coisa mais "Sapa" que isso?

Junto com dezembro veio nosso primeiro Reveillon. Eu em casa, já morando no apartamento novo e ela na praia com os parentes. Meia noite no relógio, mandei a mensagem que se repete até hoje (ao menos em pensamento): "Porque os últimos e os primeiros minutos de cada novo ano sempre vão ser seus".

Passado os fogos: ligações e felicitações pelo Ano Novo que tinha acabado de chegar e o desejo de que aquela amizade só viesse a crescer e se fortificar.

2005 tinha acabado de chegar para mudar muita coisa na nossa história.

_____________
continua...

16 já falaram

Turma do Colorê disse...

Eu estou adorando essa sua história. É incrível como muitas coisas acontecem seguindo a mesma fórmula em todas as "duplas de amigas" que acabam vivendo algo a mais. Sempre existem as brincadeiras com grandes verdades escondidas, que dão dicas das nossas vontades. Lembrei de momentos do meu passado, descobrindo como era bom fazer uma menina dormir com carinhos discretos.
Já estou ansiosa pela continuação.
Beijos - ♀

Cruela Cruel Veneno da Silva disse...

só uma pergunta, a história termina?

pra eu saber se me envolvo ou não.

saca?

Cris. disse...

Grrrr...!

Que maldade deixar nós leitures curiosos mais uma vez xD
Hehehe.
Está muito boa a história, vc escreve muito bem!

Bjo.

L. Premru disse...

Olá!

Sou superfã do seu blog, viu?? E tô ansiosíssima pra saber o final desse melodrama! rs

Quando der, passe lá no meu blog tb =]

Tá bem no comecinho... Mas sempre temos o primeiro post, nao é verdade?

Beijos

Anônimo disse...

Bom já que você pediu p/ gente dizer o que pensa...
Eu acho que essa estória vai acabar como várias outras,em choro e separação.
Pelo jeito a sua morena era só uma estagiária. Eu e minha amigas (cia. da sapas) sempre dizemos que tem meninas que mesmo antes dos 12 já sabem que são lésbicas. Outras são mais lerdinhas e tbém tentam se enganar,mas entre os 12 e 18 anos tbém já sabem que são. O último grupo pertence às meninas tartarugas.
As profissionais nunca vão largar "essa" profissão, não tem jeito. Algumas até vivem no mundo hetero por puro medo e para seguir as regrinhas da sociedade,com certeza, elas não são felizes.
E há as estagiárias que poderão se profissionalizar ou não. Elas normalmente começam o estágio com um amiga, normalmente uma lésbica as procuram. Enfim, algumas ficam mesmo, se profissionalizam. Outras gostam mas resolvem relembrar os tempos do estágio de vez em qdo, querem mesmo é seguir a sociedade hetero. E outras simplesmente se cansam da experiência e nunca mais vivem nada parecido, mesmo que uma "vontadinha" surja de vez em qdo.
Essa sua morena está mais para estagiária. Sei não ... É que você disse no outro posto que tudo é passado.
Você relata os fatos de uma forma legal. Fui!

Fernanda disse...

E o que aconteceu no apê? Já sei... você vai deixar para o gran finale, né? ;)
Eu podia te dar um "puxão de orelha" (com carinho)pela enrolação, mas sou do tipo detalhista que gosta de tudo muito esmiuçado. Então, de minha parte não se sinta coagida a uma conclusão.
Só te peço um favor, não demore muito a postar a continuação, ok?

bjs

Yui disse...

Oi, adorei o seu blog!!!
e continue escrevendo a sua estória, fiquei supercuriosa pra saber o resto!!!

Beijos

Alice disse...

Eu acho que todas nós temos um grande amor na vida que, sendo correspondido ou não, será sempre especial, sempre maior que os outros.

BOLACHA QUERIDA disse...

Ihh tô gostando da história. Escreva logo a continuação , moça! Beijosss, Bárbara Sandiego.

Escaminha disse...

Não irei nem comentar a minha indignação por essa parada na história pq já tá ficando chato né.....

Queria eu ter tido uma amiga pra ter acordado um pouco mais cedo das minhas vontades...

bjss

Isa disse...

Tipo... Menina má! =(

Cadê a continuação? É teste pra cardíaco, só pode!

Fala Rapha disse...

Priscila minha filha, vc é muito gay. A dona "Baixinha" então... Tô esperando pra ver ela se revelarrrrr!!!

Thais disse...

tem continuação? não tem?

aí, q aflição.

como escreve bem essa priscila
tenho uma amiga hetéro q super atrai gays, ela esta desistindo, rs

Gay Alpha disse...

Ai Jesus!!! Então continua... que já estou com urticárias aqui... hehehe!!!
Agora entendi a tua pergunta "será que todo jornalista é gay?!" Hahahahaha!!! Mas acho que sim... todos são... hehehehe!!!
Muito bom isso... de vc ter esse carinho pelo teu antigo namorado... gosto quando as pessoas depois do fim conseguem cultivar esse carinho!!!
Grande beijo!!!

Dri Sodré disse...

Vixe!! Toda vez é um teste pra cardíaco. Ja tomei o Diazepam...so pra dar uma relaxada, sabe?rsrs!

Adoro seu blog.

Jocy disse...

OMG!!! Pirei aq.
Vc é ariana?! Eu tbm sou ^^(q digasse d passagem, dentre o zodíaco, é 1 dos melhores)
Enfim, tenho qse certeza, digamos, 1 bom palpite, q a "Baixinha" é leonina. *-*
Incrível,cara... virei sua fã... rs

Tô adorando a história! o//
bjs

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