09 abril 2009

As mulheres da minha vida: O Grande Amor II

A-há! E não, não estou falando da banda! Embora eu goste muito do som deles, o a-há aqui foi apenas uma interjeição, right?

Continuando o capítulo mais complicado dessa série sobre as "Mulheres da Minha Vida" a gente continua em agosto de 2004 na Igreja próximo da porta.

Perguntei se estava tudo bem, ela respondeu que era apenas uma dor de cabeça. Nesse dia ficou só por isso mesmo, deve ter sido o primeiro ou segundo domingo de agosto, por aí...

No outro domingo lá estávamos nós novamente: no mesmo lugar, na mesma Igreja, no mesmo horário. Dessa vez já fiquei mais por perto, perguntei se ela tinha melhorado, puxei assunto, eu sabia que ela estava mal, era tão óbvio. Sabia que ela se sentia sozinha e que queria no fundo só passar o tempo e pensar em outras coisas.
Tempos depois descobri que a morena não lembrava nem meu nome nessa época. Continuamos conversando, fazendo amizade.

Nessa época eu estava afim de um carinha, que por sinal era amigo do Bateirista, que também era coroinha. Não era nada muito sério, mas enfim, havia um desejo.

Todos os anos acontece aqui na minha cidade uma festa no seminário, para arrecadar fundos, sempre tem grandes shows e sorteios, além dos comes e bebes. No dia 15 de agosto de 2004 aconteceu uma edição dessas festas. Convidei a morena, o futuro amor da minha vida, a pessoa de apenas um metro e cinquenta e oito centímetros que roubou meu coração e que doravante irei chamar de "Baixinha" para ir na festa para nos distrairmos.

Queria conversar mais com ela, saber o que tinha acontecido, queria conquistar a confiança para que ela desabafasse. Na festa também esperava uma chance com o Branquelo que eu estava afim. Acabou a missa e passei com ela na casa dela, que abriga uma lanchonete, para ela pedir permissão para os pais para poder me acompanhar na festa. De brinde levamos a vizinha. Passamos na minha casa que, nessa época, ficava distante uns 5 minutos à pé, pegamos o carro e fomos!

Na festa do seminário, não conversamos muito porque o "brinde" estava junto. Então não tinha clima. Aliado a isso, a Baixinha tentou conversar com o Branquelo para ver se facilitava minha vida. Acabou que o Branquelo minutos depois veio perguntar pra mim se rolava algo. E não, não era se rolava algo entre mim e ele, mas sim entre ele e a Baixinha. Nesse dia ninguém ficou com ninguém. Mas serviu para me aproximar da minha pequena um pouco mais.

Nessa época eu fazia faculdade no turno da manhã, trabalhava durante a tarde como voluntária e fazia espanhol em algumas noites da semana. Numa dessas noites depois da aula resolvi passar na casa da então amiga, pra ver como estavam as coisas. Lembro da cena até hoje: Era uma noite meio fria, e ela estava meio doente, então tinha colocado o colchão na sala para poder ver TV. Lembro até da roupa: um vestido branco com detalhes azuis. Linda, como só ela consegue ser, linda sem estar sequer produzida. Eu acho que nesse dia tinha outro amigo dela na casa também. Amigo que tempos depois eu iria descobrir que também gostava dela. Aliás, com o tempo percebi que qualquer pessoa, especialmente as do sexo masculino, que se aproximassem começavam a gostar da pequena.

Sei que as nossas conversas e as minhas visitas começaram a aumentar. Agora já íamos a missa juntas, eu comia lanche lá às vezes. Começamos até a fazer aulas de natação. Ela contava como estava chateada por causa do fim do namoro, contava como o Bateirista tinha sido filho da puta, como e quantas vezes ele a havia traído, como as coisas terminaram, como era o relacionamento. E chorava. Chorava em meus braços. Nessas oportunidades é que nosso carinho cresceu, afinal eu sempre dava colo, sempre abraçava, sempre estava junto, sempre cuidei. E a amizade continuava crescendo. A gente conversava sobre tudo! Até sem dizer palavras a gente conversava. Trocávamos olhares e nos entendiamos. Fiz amizade com a família: os pais, a quem tirando algumas coisas ainda admiro até hoje, o irmão mais novo dela com quem eu me juntava nas guerrinhas de almofada, na hora de tirar sarro com a cara dela.

Paralelo a isso, estava desencanando do Branquelo e me envolvendo com um Colega de Faculdade, que no final do ano acabou virando meu namorado. Foi o primeiro cara que apresentei como namorado pro meu pai. O namoro mesmo durou só um mês, mas o rolo foi um pouco maior. O Jornalista foi um das melhores companhias que tive. Só que a gente tinha muito mais em comum do que imaginávamos.

Em setembro desse ano meu pai comprou o apartamento onde moramos hoje. Estava ainda cru, do mesmo jeito que a construtora entrega: sem pisos, gesso, pintura e outras coisas. Quando contei pra Baixinha que ia mudar foi estranho: ficamos com medo de perder nossa amizade. Acho que nessa época começamos a trocar cartas. Muitas delas, até porque eu sempre gostei de escrever. Essas cartas tenho guardadas até hoje, inclusive acho que Dona José já leu todas elas.

Da recordações que trago na memória lembro de um domingo, 10 de outubro de 2004, quando fomos ver como estavam as obras no futuro apartamento. Na verdade era um pretexto para ficarmos à sós, sem nem ao menos conversar, mas só pra ficarmos juntas mesmo. Era véspera de um feriado prolongado e eu tinha que pegar as chaves do serviço pois eu trabalharia na segunda. Passamos na casa do chefe e fomos para o apartamento em obras.

A tarde estava nublada e fria, chovia também. Uma chuvinha bem fina, dessas típicas de inverno. Acho que ficamos umas duas horas, ali. Conversamos pouco. Ficamos sentadas na sala: eu encostada na parede e ela no meio dos meus braços encostada em mim. Bem no estilo Tori e Paulie do filme "Assunto de Meninas". Detalhe: ainda eramos somente amigas.

________________
continua...

8 já falaram

Escaminha disse...

Ahhhhhh!!!!

Que sacanagem meu!
Véspera de feriado...esse post....minha gastrite agradece!
hehehehehe

Brincadeira...

Boa páscoa pra ti querida!

bjs

'Suzane' disse...

estoria de vida muito interessante.
esperando pela continuação.
boa pascoa!

o/

Fernanda disse...

Hum... está cada vez melhor esta história. Aguardo ansiosa pela continuação. ;)

fpessoa disse...

Entao essa Baixinha foi o seu primeiro amor?
Gosto dos nomes que voce da as pessoas que fizeram parte de sua historia - Baterista, Branquelo, Dona Jose, etc.
Bom feriado p/ ti.
Ate mais.

Fala Rapha disse...

Cara, minha mãe deve ter lido todas as minhas cartas da primeira namorada tbm haushauhsauhuashusahsa. Mães... Ai ai. u.u continue logo que quero saber o final dona priscila.

Isa disse...

Sacanagem, fiquei curiosa! Aguardando a continuação.

Turma do Colorê disse...

Oiêêê!
Na verdade a gente criou ele mas não soltou no mundo oficialmente ainda. O ♂ tá mexendo no template, deixando ele com a cara do Colorê e tals, mas não aguentei e fui lá ver qualé a desse negócio de seguir então cá estamos nós.
E eu também estou esperando a atualização daqui einh!
Beijos - ♀

Jocy disse...

Nossa... incrível!
Adoro histórias assim.
No estilo diário.
Me impressiono, cara...
Bom, naun pude deixar d notar q tds q se aproximavam da "Baixinha" se interessavam por ela. =o
Poderia matar a minha curiosidade e me dizer ql o signo dela? rs Tá me parecendo mto leão =o
Obrigada ^^
Continue com td... simplesmente amei o blog e seus textos. S2
bjs ;]

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