23 abril 2009

As mulheres da minha vida: O Grande Amor V - Depois do Beijo

Talvez esse seja o último capítulo da série "Mulheres da Minha Vida" onde falo sobre a minha história com a Baixinha. Pelo menos por enquanto.

Depois do dia do beijo, que se eu não me engano foi de sexta pra sábado, não nos vimos no dia seguinte, mas passamos o dia todo trocando mensagens no celular. Ela iria ao casamento de um dos tios. As duas estavam estranhas naquele sábado. Eu não acreditava no que tinha acontecido. Achava que tinha sonhado com tudo e queria conversar logo com ela pra tirar minhas dúvidas. Sabe quando você fica bobona? Pois é, eu fiquei. Muito bobona de felicidade. E fiquei preocupada também porque eu sabia o que eu queria, mas a Baixinha... Fora que não saberia como seriam as coisas dali em diante, e isso me dava medo.

Marcamos de conversar no domingo. Eu iria almoçar na casa da avó dela junto com a família. Pra termos tempo de conversar ela deixou a família ir na frente e ficou me esperando na casa dela pra que eu a buscasse. Por volta de 11h30 (tô besta de como lembro de detalhes dessa época) eu passei por lá. Estava extremamente ansiosa, você nem imaginam isso né? Entrei, ela estava arrumando o quarto dela pra podermos ir almoçar. Lembro que começamos a conversar de fato quando ela entrou no quarto do irmão pra guardar algumas coisas. Sentamos na cama e conversamos.

Ela disse que aquilo não era certo, que éramos amigas e que nada daquilo ia mais acontecer. Eu concordei com cada palavra, disse que tinha sido uma vontade que não conseguimos controlar e que nada daquilo ia acontecer de novo e que sim éramos só amigas. E enquanto íamos falando a mesma vontade da noite do aniversário dela ia batendo. Conversávamos e nossos olhos diziam exatamente o contrário de nossas palavras, aquela vontade latente de parar tudo e beija-la de novo crescendo no peito. Eu evitava olha-la nos olhos, mas quando isso acontecia a eu percebia o quanto gostava dela. E olha que nessa época eu nem tinha noção do tamanho do sentimento, hein? Pra terminar a conversa logo resolvi dizer um "Então tá! Isso não vai mais acontecer, ok?" No que falei o ok, não aguentei, a vontade foi maior: estávamos sentadas na beira da cama só segurei seu rosto entre minhas mãos e beijei. Tempos depois descobri que nessa época meu beijo não era lá essas coisas (só nessa época ok?).

Não preciso falar que perdemos noção de tempo né? Nessa do tempo passar o pai dela voltou pra ver o porquê da demora. A nossa sorte foi que o portão da casa dela fez barulho, porque se não, vixe! Eu não estaria aqui contando essa história pra vocês. E pra disfarçar a boca vermelha? #comofas? Só peguei a primeira coisa que na frente e comecei a mexer, que se eu não me engano era o carregador do celular dela.

Depois dessa a gente sempre ficava. Aproveitávamos os momentos à sós pra trocar beijos, carinhos, afagos. Eu ficava até mais tarde na casa dela quase sempre pra esperar todo mundo dormir e não correr o risco de alguém ver nossos beijos. Ficamos assim um bom tempo: a gente ficava e depois conversava que não ia mais acontecer. Não aguentava a vontade e a proximidade e ficávamos de novo. E assim foi indo. Às vezes ela chorava por conta do ex e eu tentava confortar. A gente sempre ficava, mas ficava só nos amassos, nunca rolou nada demais, nada mais caliente nessa época.

Até que em julho ela me disse que ia viajar pra capital do meu Brasil. Ia passar 15 dias fora. Agora imagine: a gente nunca tinha ficado mais que 24 horas sem nos falarmos, imagina ficar 15 dias longe? Imaginou? Não? Então para um pouquinho e imagina. E agora? Imaginou? Pois é. Se a gente sempre conversava em parar de ficar nessa ocasião eu pensei: "Dancei. Ela vai ficar longe e perceber que não me quer, ou que dá pra viver sem...". Por um lado achei que seria bom. Ela ia decidir o que queria. Até porque em junho eu tinha pedido ela em namoro ela aceitou num dia, pensou bem e desistiu no outro. Nem preciso dizer como a criança aqui ficou né?

Lembro que na véspera da viagem fui pra casa dela pra me despedir e ajudar a fazer as malas. Lógico. Porque eu ia ajudar ela decidir que roupas levar, ainda mais que ela estaria longe dos meus olhos. E não é porque a Baixinha é quem é na minha vida, mas a morena é realmente bonita. Aliás bonita é pouco. A "Baixinha" é do tipo de guria que se ela passa tu sempre vai virar o rosto pra olhar. Um morena um tanto quanto interessante e com um corpo espetacular. Frequentadora do MADA que sou eu jamais iria permitir que ela levasse roupas que contribuissem ainda mais com os atributos físicos dela né? Ainda mais comigo longe. No fim acabei fazendo ela escolher entre uma blusinha rosa com frente única ou uma saia jeans, porque o conjunto ela não ia levar. Não mesmo.

E então ela foi pra capital.


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continua...(não me matem, mas é que o post ficou grande)

21 abril 2009

O Feriado, o informante e Dona José

Minha mãe às vezes me assusta.
Tudo bem que mãe sabe o filho que tem, mas Dona José tem passado dos limites.

Algumas coisas ainda dá pra saber que é porque ela mexeu nas minhas coisas, mas tem coisas que ela fala às vezes que eu me assunto porque definitivamente: NÃO TEM COMO SABER.

Nessas começo a desconfiar que alguém conta tudo o que faço pra ela. Mas quem?
Quem seria? Quem me entregaria.

Minha mãe sabe, não da minha boca é lógico, sobre minha história com a Baixinha (que por sinal amanhã é aniversário dela e aniversário de toda essa nossa história), sabe da Índia também - que foi meu outro namoro. E sabe dos nomes de algumas meninas com quem sai porque sempre comentava que estava saindo com fulana, tipo a Dona Engenheira - que por sinal está namorando e feliz.

Que ela tem mexido nas minhas coisas eu sei, sei disso faz tempo. Mas muito me admirou sábadão em casa, eu indo tomar banho pra ir pra casa do meu "irmão" - é irmão de consideração, na verdade tá mais pra amigo, e que é gay e que ela acha que eu tenho um caso com ele - quando ela pergunta quem tanto iria pra lá também, respondi que ia eu o namorado do irmão - não nessas palavras é ÓBVIO - e uma amiga minha a Psicóloga. Até ai tudo bem. Banho tomado, Pós Adolescente na porta de casa esperando o elevador subir os vários andares, Dona José pergunta: "Essa Psicóloga é lésbica?" a única coisa que consegui responder é que era pra ela perguntar pra ela até porque meu elevador chegou.

Domingo tranquilo, resolvi fazer um passeio família: Dona José, minha irmã Batatinha e a mãe da Batatinha fomos para as montanhas. Passeamos, vi meu Tricolor perder, comemos pizza, tomamos chocolate quente, tudo muito bem, tudo muito bom. Voltamos ao som de Beatles e Gilberto Gil. Tudo muito perfeito até que ficamos só eu e minha mãe no carro novamente.

Não sei porque ela gosta de arranjar briga. Sei que discutimos e feio.
Mas de tudo o que realmente me deixou intrigada é saber como ela sabe da Brasiliense de SP. Até porque pouca gente sabe sobre ela.

Depois disso desabafei com a Psicóloga ontem. Me fez bem contar tudo e admitir que eu realmente gosto de estar no controle das coisas. E perceber novamente que isso me faz mal.

A meta agora é ficar 100% com cada escolha que eu fizer. Se é pra ficar só é de fato abraçar ideia e ficar bem com isso. Se é pra me relacionar que seja pra estar de corpo e alma com a pessoa.

Que venha o futuro. Que ele se torne presente. E que sendo presente seja melhor que o passado.

16 abril 2009

As mulheres da minha vida: O Grande Amor IV - 2005 chegou

Eu sei que a história tá longa, mas acho que pelo menos essa parte merece ser bem explicada, afinal todo mundo tem um grande amor, certo?

Antes de continuar narrando minha história com a Baixinha, queria que após ler esse post vocês dessem uma passadinha num blog muito bacana que nasceu faz pouco tempo o Turma do Colorê. Além do layout que é um lusho o conteúdo também é super bacana! Aproveitando a deixa: Diário de Uma Pós Adolescente agora também está no Twitter: /dposadolescente

E se você chegou agora aconselho a ler os outros posts da série.

Agora sim continuando.
No último capítulo chegamos ao ano de 2005 cheias de mensagens e uma amizade muito forte crescendo cada dia mais. Pra quem ficou com dúvidas: o lance do apartamento foi uma tarde em outubro e não aconteceu nada, só ficamos conversando e olhando a paisagem abraçadinhas, só isso e nada mais.

Depois que 2005 chegou começamos a bater cartão no cinema, sempre estávamos juntas e eu comecei a ajudar na lanchonete dos pais dela aos finais de semana. Ela me contou que havia ficado com o Branquelo que eu era afim, mas nem liguei tanto, até porque ela disse que ele beija mal =X. Nesse meio tempo fiz outras amizades, entre elas o Sr. Matrix.

Sr. Matrix foi mais um dos rolos, nessa época ele havia dado um tempo no namoro dele, nossas conversas e amizade cresceram, mas a grande maioria dos homens não sabe separar boas conversas de outros sentimentos. Resultado final dessa amizade? Sr. Matrix afim de mim, eu afim da Baixinha e a Baixinha afim do Sr. Matrix. Aliás a Baixinha sempre tinha alguém afim dela. S E M P R E ! O que me causava um ciúmes digno de me mandarem pro MADA - Mulheres que Amam Demais Anônimas.

Quando não era o melhor amigo, era o colega de classe, o Branquelo, o amigo do Branquelo e toda corja de machos possíveis.

O tempo foi passando e março chegou. Quase junto com o outono chegou também o meu aniversário e com este uma linda cesta de rosas brancas e vermelhas logo pela manhã. Adivinha de quem? Quem respondeu "Baixinha" acertou! Dessas rosas separei duas pétalas, uma de cada cor, uma ficou com a morena e a outra está na minha carteira até hoje.

Cada dia que passava nossos carinhos aumentavam, eram beijinhos na testa, na bochecha, mãos dadas no cinema e uma vontade que crescia em mim e nela também. Ela ainda gostava do Baterista mas sofria menos.

Exatamente um mês depois do meu aniversário, no dia em Cabral descobriu o Brasil, eu descobri o quanto era bom o sabor dos lábios da minha Baixinha.

Era aniversário dela.

De manhã bem cedinho meu presente chegou: Uma cesta de café da manhã, um cartão e o Johnny - o cachorro de pelúcia mais fofo do mundo. Detalhe: Johnny além de grande era cheiroso, tinha tomado banho de perfume antes de ir pra cesta de café da manhã. Não por acaso o meu perfume.

O pai da Baixinha queria fazer uma festa surpresa, logo eu fiquei encarregada de distrair a moçoila até um determinado horário. Conforme o combinado eu a enrolei. Fomos ao shopping trocar uma camisa do "sogro" e depois passamos na minha casa para buscar o carro. Lembro que nessa tarde por várias vezes vivemos cenas de filme, quando o casal principal troca olhares e sente vontade de dar AQUELE beijo, mas quando estão quase lá algo acontece: ou o telefone toca, ou alguém passa na rua, enfim, N coisas.

Chegamos na casa dela, a festa surpresa rolou: parabéns, bolo, fotos e tudo mais. Fim de festa todo mundo vai embora e eu fico pra ajudar a arrumar a bagunça.

Parte da bagunça arrumada todo mundo vai dormir. Exceto nós duas que como sempre ficamos conversando, desta vez na escada da casa do fundo. Era abril e a noite estava um pouco fria, ao que ela sugeriu que fossemos conversar no quarto dela.

Deitamos na cama e ficamos conversando. A gente sempre teve muito assunto. S E M P R E . De frente uma pra outra a cena de filme voltou a acontecer: aquele momento mágico em que os olhos se cruzam e o mundo parece parar por um instante. Pode parecer que estou "floreando" demais, mas aconteceu desse jeitinho mesmo. Nesse momento, esse um segundo antes do beijo, ela se deu conta da situação e virou de costas pra mim dizendo que não era certo, que ela não podia. Eu apenas respondi: "Você não pode ou você não quer?". Nisso ela virou de volta pra responder um "Não posso". Momento filme de novo: sabe quando você vai chegando perto sem beijar? Fica ali roçando os lábios, sentindo a respiração? Bem que tentamos ficar assim, mas quem disse que conseguimos? Foi aí que aconteceu o tão esperado beijo. Um beijo que começou manso como uma brisa que acaricia o rosto e que foi aos poucos se tornando num furação. Um furação que conquistou o que faltava do meu pobre coração, um furacão que transformou minha vida. Assim foi o meu primeiro beijo na Baixinha


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continua...

13 abril 2009

As mulheres da minha vida: O Grande Amor III e o Jornalista

Locutor com voz de suspenese: No último capítulo da nossa série a nossa heroína(?) estava em outubro de dois mil e quatro, trancada no apartamento em reformas com sua amada. Naquela ocasião sua amada, ou a Baixinha, e nossa heroína eram somente e apenas amigas. Nessa época também que ela, ops! chega de terceira pessoa! Continuando: Naquela época eu comecei a namorar com o Jornalista. Como eu já disse anteriormente, ele foi o primeiro e único homem que apresentei como namorado para o senhor meu pai. Que por acaso gosta dele até hoje e não entende porque foi que eu terminei.

Passado algum tempo, percebi que eu me sentia melhor e apreciava muito mais a companhia da Baixinha que a do Jornalista. Fora que de certa forma ele começou a me cobrar. E ariano é um bicho ruim que não gosta de cobranças. Tudo bem que muitas cobranças do então namorado eram "frescurites" e por mais que eu gostasse a gente jamais daria certo. Lembram que eu disse que eu e ele temos mais em comum do que imaginávamos? Então... Já que chego nessa parte.

Terminei com ele em meio a muitas lágrimas. Mesmo tendo terminado ainda viajamos juntos com a família no Natal. Ele foi e vai continuar sendo especial, muito embora eu esteja putíssima com ele no momento. E tempos depois descobri que ele estava namorando. Namorando com outro. Isso mesmo! Você não entendeu errado: eu terminei pra ficar com uma guria e ele começou a namorar com outro cara. Traduzindo: Meu ex-namorado é gay. Aliás depois que eu descobri que ele é gay e ele descobriu que eu sou sapa ficamos muito mais amigos e nossas conversas melhoraram e as brigas também diminuíram, enfim... De tabela também descobri que muitos guris com quem eu tinha ficado também são gays. Aliás isso merece um post, porque eu atraio homens gays.

Voltando ao tema do post: Depois que terminei parti pra cima da Baixinha de verdade.
Tanto que foi em dezembro que resolvi arriscar tudo e contar que eu estava gostando dela mais do que como uma simples amiga. Também foi em dezembro a primeira vez que fiquei de boca aberta com dona Baixinha e seus vestidos: na formatura do curso profissionalizante dela, a minha morena trajava um vestidinho preto, que a ao vê-la pela primeira vez, já no auditório onde seria a colação eu simplesmente devo ter ficado com a boca aberta durante uns cinco minutos. Sabe quando você olha e pensa coisas do tipo: "Caraca, é de verdade?", "Meu D'us, como ela está linda!!" e "Putz!! Que avião!". Não preciso nem dizer que meus olhinhos brilhavam, né?

Cerimônia terminada, partimos em direção a uma pizzaria da cidade. Pela primeira vez eu iria dormir na casa dela, tudo bem que durante esse tempo eu sempre saía da casa dela bem tarde porque ficávamos conversando por horas a fio depois que a lanchonete fechava, o que ocorria por volta de meia noite, meia noite e meia.
Foi a primeira vez que dormimos no mesmo quarto. Mesmo não tendo acontecido nada demais - não, não foi dessa vez que rolou algo - lembro de muitos detalhes: ficamos nos acariciando durante toda a noite. Sabe aquela coisa de fazer bebê dormir? De fazer carinho no rosto, nos braços e tal? Então... Foi assim que ficamos naquele 18 de dezembro de 2004.

A Baixinha já sabia que eu gostava dela. Eu contei usando a famosa história do "Ah, eu tenho uma amiga que bla bla bla whiskas sachê", ela continuou agindo comigo da mesma forma como sempre agiu. Mas tinha deixado claro que com ela não rolava nada. Aliás ela deixou isso bem claro. O problema é que os olhos dela teimavam em contradizer tudo o que a boca dizia.

Respeitei. Como sempre respeitei (quase) TODAS as vontades dela. Mas o fato dela não ter mudado de atitude comigo, de termos continuado com nossos carinhos, fez com que eu começasse a brincar com a situação. E brincando eu dizia muitas verdades, bricando fui tentando convencê-la a experimentar algo novo junto comigo.

Uma das frases que marcou esse período é: "Eu tenho mais certezas das minhas certeza do que você das suas...", que eu sempre dizia quando ela respondia que tinha 100% de certeza que jamais iria ficar comigo. Rá! Não preciso nem contar que minhas certezas estavam certas né?

Dezembro também foi época de surpresa. E de percebermos como nossa sintonia era grande. Sem trocarmos uma só palavra sobre o assunto nos presenteamos de forma igual: eu dei a ela um pijama e ela também me deu um pijama. Será que queríamos indiretamente dizer que gostaríamos de passar uma noite com a outra? Que queríamos que a outra dormisse pensando na gente? Tudo é possível. Sei que tenho meu pijama até hoje: Verdinho e estampado com o Keroppi - Quer coisa mais "Sapa" que isso?

Junto com dezembro veio nosso primeiro Reveillon. Eu em casa, já morando no apartamento novo e ela na praia com os parentes. Meia noite no relógio, mandei a mensagem que se repete até hoje (ao menos em pensamento): "Porque os últimos e os primeiros minutos de cada novo ano sempre vão ser seus".

Passado os fogos: ligações e felicitações pelo Ano Novo que tinha acabado de chegar e o desejo de que aquela amizade só viesse a crescer e se fortificar.

2005 tinha acabado de chegar para mudar muita coisa na nossa história.

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continua...

09 abril 2009

As mulheres da minha vida: O Grande Amor II

A-há! E não, não estou falando da banda! Embora eu goste muito do som deles, o a-há aqui foi apenas uma interjeição, right?

Continuando o capítulo mais complicado dessa série sobre as "Mulheres da Minha Vida" a gente continua em agosto de 2004 na Igreja próximo da porta.

Perguntei se estava tudo bem, ela respondeu que era apenas uma dor de cabeça. Nesse dia ficou só por isso mesmo, deve ter sido o primeiro ou segundo domingo de agosto, por aí...

No outro domingo lá estávamos nós novamente: no mesmo lugar, na mesma Igreja, no mesmo horário. Dessa vez já fiquei mais por perto, perguntei se ela tinha melhorado, puxei assunto, eu sabia que ela estava mal, era tão óbvio. Sabia que ela se sentia sozinha e que queria no fundo só passar o tempo e pensar em outras coisas.
Tempos depois descobri que a morena não lembrava nem meu nome nessa época. Continuamos conversando, fazendo amizade.

Nessa época eu estava afim de um carinha, que por sinal era amigo do Bateirista, que também era coroinha. Não era nada muito sério, mas enfim, havia um desejo.

Todos os anos acontece aqui na minha cidade uma festa no seminário, para arrecadar fundos, sempre tem grandes shows e sorteios, além dos comes e bebes. No dia 15 de agosto de 2004 aconteceu uma edição dessas festas. Convidei a morena, o futuro amor da minha vida, a pessoa de apenas um metro e cinquenta e oito centímetros que roubou meu coração e que doravante irei chamar de "Baixinha" para ir na festa para nos distrairmos.

Queria conversar mais com ela, saber o que tinha acontecido, queria conquistar a confiança para que ela desabafasse. Na festa também esperava uma chance com o Branquelo que eu estava afim. Acabou a missa e passei com ela na casa dela, que abriga uma lanchonete, para ela pedir permissão para os pais para poder me acompanhar na festa. De brinde levamos a vizinha. Passamos na minha casa que, nessa época, ficava distante uns 5 minutos à pé, pegamos o carro e fomos!

Na festa do seminário, não conversamos muito porque o "brinde" estava junto. Então não tinha clima. Aliado a isso, a Baixinha tentou conversar com o Branquelo para ver se facilitava minha vida. Acabou que o Branquelo minutos depois veio perguntar pra mim se rolava algo. E não, não era se rolava algo entre mim e ele, mas sim entre ele e a Baixinha. Nesse dia ninguém ficou com ninguém. Mas serviu para me aproximar da minha pequena um pouco mais.

Nessa época eu fazia faculdade no turno da manhã, trabalhava durante a tarde como voluntária e fazia espanhol em algumas noites da semana. Numa dessas noites depois da aula resolvi passar na casa da então amiga, pra ver como estavam as coisas. Lembro da cena até hoje: Era uma noite meio fria, e ela estava meio doente, então tinha colocado o colchão na sala para poder ver TV. Lembro até da roupa: um vestido branco com detalhes azuis. Linda, como só ela consegue ser, linda sem estar sequer produzida. Eu acho que nesse dia tinha outro amigo dela na casa também. Amigo que tempos depois eu iria descobrir que também gostava dela. Aliás, com o tempo percebi que qualquer pessoa, especialmente as do sexo masculino, que se aproximassem começavam a gostar da pequena.

Sei que as nossas conversas e as minhas visitas começaram a aumentar. Agora já íamos a missa juntas, eu comia lanche lá às vezes. Começamos até a fazer aulas de natação. Ela contava como estava chateada por causa do fim do namoro, contava como o Bateirista tinha sido filho da puta, como e quantas vezes ele a havia traído, como as coisas terminaram, como era o relacionamento. E chorava. Chorava em meus braços. Nessas oportunidades é que nosso carinho cresceu, afinal eu sempre dava colo, sempre abraçava, sempre estava junto, sempre cuidei. E a amizade continuava crescendo. A gente conversava sobre tudo! Até sem dizer palavras a gente conversava. Trocávamos olhares e nos entendiamos. Fiz amizade com a família: os pais, a quem tirando algumas coisas ainda admiro até hoje, o irmão mais novo dela com quem eu me juntava nas guerrinhas de almofada, na hora de tirar sarro com a cara dela.

Paralelo a isso, estava desencanando do Branquelo e me envolvendo com um Colega de Faculdade, que no final do ano acabou virando meu namorado. Foi o primeiro cara que apresentei como namorado pro meu pai. O namoro mesmo durou só um mês, mas o rolo foi um pouco maior. O Jornalista foi um das melhores companhias que tive. Só que a gente tinha muito mais em comum do que imaginávamos.

Em setembro desse ano meu pai comprou o apartamento onde moramos hoje. Estava ainda cru, do mesmo jeito que a construtora entrega: sem pisos, gesso, pintura e outras coisas. Quando contei pra Baixinha que ia mudar foi estranho: ficamos com medo de perder nossa amizade. Acho que nessa época começamos a trocar cartas. Muitas delas, até porque eu sempre gostei de escrever. Essas cartas tenho guardadas até hoje, inclusive acho que Dona José já leu todas elas.

Da recordações que trago na memória lembro de um domingo, 10 de outubro de 2004, quando fomos ver como estavam as obras no futuro apartamento. Na verdade era um pretexto para ficarmos à sós, sem nem ao menos conversar, mas só pra ficarmos juntas mesmo. Era véspera de um feriado prolongado e eu tinha que pegar as chaves do serviço pois eu trabalharia na segunda. Passamos na casa do chefe e fomos para o apartamento em obras.

A tarde estava nublada e fria, chovia também. Uma chuvinha bem fina, dessas típicas de inverno. Acho que ficamos umas duas horas, ali. Conversamos pouco. Ficamos sentadas na sala: eu encostada na parede e ela no meio dos meus braços encostada em mim. Bem no estilo Tori e Paulie do filme "Assunto de Meninas". Detalhe: ainda eramos somente amigas.

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continua...

07 abril 2009

As mulheres da minha vida: O Grande Amor I

Pra começo de conversa e continuidade na série gostaria de deixar uma coisa bem clara, até para evitar qualquer tipo de confusão sentimental: Tudo o que registrarei nesse capítulo é passado. Vou contar só sobre coisas que já aconteceram, coisas que não mudam mais porque ficaram guardados numa coisa chamada memória, num lugar chamado passado.

E pra falar do grande amor da minha vida começo contando como nos conhecemos.

Eu sempre fui Católica. Cresci na Igreja, participava de alguns movimentos, fui coroinha durante um bom tempo. Isso me rendeu muitas amizades, conhecia muitas pessoas da Igreja, além do mais, o grupo de coroinhas era enorme.

Dentre esses coroinhas havia um guri, um guri que todos achavam bonito e era popular, especialmente com as meninas. Além de coroinha ele tocava bateria em uma das bandas da Paróquia, o que deixava as meninas ainda mais suspirantes por ele.

Eu sempre achei ele metido a engraçadinho demais, então nunca tive a quedinha que praticamente TODAS as meninas tinham. Crescemos juntos, então acho que isso influenciou também. Esse guri, que doravante vamos chamar de Baterista, começou a namorar. Não lembro quando lembro muito menos quem era a menina no começo do namoro. Sei apenas que foram anos de relacionamento. Só que esses anos de relacionamento tiveram um fim. Esse fim foi em 2004. Os motivos eu só viria a descobrir tempos depois.

Eu sempre fui de participar da missa no mesmo horário e sempre ficava no mesmo lugar. Numa dessas no começo de agosto de 2004 notei que a ex do Baterista estava sozinha e perto do lugar onde eu estava. Eu já sabia que eles tinham terminado, mas eu nunca falei com ela, não a conhecia, só sabia que ela era a Ex do cara mais desejado. Não o mais mais, mas um dos.

No primeiro domingo que a vi apenas reparei que ela estava só. A cena se repetiu por mais uns dois finais de semana. Até a noite onde ela, quase ao final da celebração abaixou-se num canto e ficou ali de cabeça baixa. Como ela estava sempre sozinha resolvi me aproximar e perguntar se estava tudo bem. Tá certo que eu sabia que ela estava triste com o término, mas até esse instante minha intenção era só ajudar, só ser amiga daquela morena. E eu sabia também que ela estava sentindo falta de amigos, porque eu imaginava que o namoro deveria ter sido daqueles em que a pessoa se fecha e vive só para o relacionamento.

Como quem não queria nada puxei papo, perguntei se estava tudo bem. Desse episódio viria a nascer tempos depois a minha paixão mais louca, meu amor mais intenso, meu carinho mais terno.

06 abril 2009

Tia aqui, bebâda

Acho que hoje bati meu recorde de cerveja em casa: 8 latas e ainda digito sem escrever errado, olha que legal.

E por que tia bebeu? Porque tia perdeu uma amiga hoje, uma amiga da tia morreu. E é foda ver que alguém mais novo que você, que tinha tantos planos quanto você morreu. E é foda lembrar do seu passado, é foda você ligar 36 vezes para um mesmo alguém só pra se acalmar e a filha da puta desse alguém não te atender.

É foda brigar com uma das tuas grandes amigas porque você se sente uma idiota e, acima de tudo, impotente.

A vida passa e a gente nem vê. Perdemos tempo com preconceitos, com mágoas, com dinheiro, mas esquecemos de ganhar tempo com quem gostamos. Esquecemos que a gente não sabe se no dia de amanhã ainda vamos estar vivos ou não.

Minha amiga morreu. Na boa? Ela parou de sofrer. Ela estava com câncer, ela tinha só 23 anos. Mas ela deixou uma puta duma lição: A vida é agora. A vida é aqui. E não adianta porra nenhuma tentar fugir das coisas, porque o que tem que acontecer, acontece.

Estou trêbada, estou sem rumo.
E acima de tudo: vou dormir pensando na vida que eu queria levar, nos problemas que queria evitar, nas soluções que queria ter à mão.

Eu ia postar mais um capítulo da série "Mulheres da minha vida" ia começar a falar do grande amor da minha vida, mas agora, mas hoje ainda não é o momento.

Hoje é e vai continuar sendo apenas o dia em que Deus ganhou a companhia de mais um anjo!

04 abril 2009

Correndinho...

Estou no intervalo da Pós Graduação, passei correndo para dizer que quem quiser levar o selo (ui) do blog pode levar!

Tem duas opções ali do ladinho esquerdo. Basta apenas copiar o código e adicionar um widget de html/javascript no seu blog. Aí você ajuda a divulgar essa bodega e deixa essa Pós Adolescente (que etá morrendo de cólicas) feliz. E uma pessoa feliz trabalha mais, logo quanto mais eu trabalhar mais vou escrever e se eu escrever quer dizer que vou postar aqui.

Anyway, por hora tudo certo com essa que vos tecla. Tirando a maldita cólica - nessas horas tenho vontade de ser homem, pelo menos disso eu tava livre, mas é só nessas horas. Enfim tirando a cólica tudo parece se encaminhar para um final feliz. Tô tentando esquecer que eu estou com medo de me envolver em um novo relacionamento. Porque práticamente agora só falta isso: perder o medo. A pessoa eu acho que já achei. Ênfase no acho porque eu nunca tenho certeza de nada.´

Estou com ideias para postar. Mas estou na dúvida se posto o que tenho na cabeça ou se continuo a série. Em todo caso vocês decidem, no próximo post o que vocês querem? Mais um capítulo das Mulheres da Minha Vida ou algo aleatório?

Comentem e me digam, devo postar no Domingo ou na Segunda...

Amplexos pra todos os leitores e leitoras.
Agora deixa eu voltar correndo pra sala....

02 abril 2009

Rebu - O retorno

O assunto do podcast de número seis rende tantas avaliações, tantos pontos de vista, que rendeu até pra coluna no Parada Lésbica.

Será que somos donas de alguém? Dá uma passadinha por e dê sua opinião!

01 abril 2009

Hora de dar Adeus

Começo essa despedida me desculpando a todos os leitores fiéis deste blog praticamente recém-nascido, que sequer completará um ano de vida.

Infelizmente não poderei continuar atualizando este espaço por diversos motivos.
Acabo de tomar uma decisão importante em minha vida, visando minha saúde mental e principalmente física. Por mais absurdo que pareça estou de mudança para uma comunidade Hare Krishna numa cidadezinha próxima a minha.

Resolvi abrir mão da vida caótica para me interiorizar mais.
Espero que compreendam!

Foi bom enquanto durou...


Amplexos pra todos!




P.S.: Rá! Primeiro de Abril meus queridos! Não vos abandonarei tão fácil.
Ainda essa semana outra edição do podcast (espero!) e mais um post.
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