19 março 2009

As mulheres da minha vida: Adolescência

No meu último relato falei sobre a infância e comecei a falar sobre uma parte bem importante nessa série de posts: a Adolescência. Afinal com treze anos já se é uma adolescente.

Eu sempre fui sossegada. Muito sossegada mesmo, tanto que postei isso num dos memes que participei que nunca cheguei aos "finalmentes" com o sexo masculino, mesmo morrendo de curiosidade. Mesmo o tão saudoso primeiro beijo demorou pra rolar, até porque eu tinha medo da minha mãe. Por conta disso meu interesse em relacionamentos estáveis veio bem tarde, se formos comparar com as menininhas de hoje em dia.

Mas o fato de não querer me relacionar não quer dizer que não tenha sentido nada. O fato é que eu já meio que sacava que era "diferente" e minhas "paixões" até então não dariam em nada. Mas mesmo sabendo que jamais minhas amigas iriam sentir algo parecido por mim eu me apaixonei por diversas vezes nesse período em quem os hormônios costumam ficar à flor da pele.

Tudo bem que meus hormônios também demoraram para aparecer de fato, afinal minha menarca - primeira menstruação - também só deu sinal de vida quando eu tinha uns 16 quase 17 anos. Mas mesmo antes disso eu "amei" outras meninas.

A colega de classe da sétima série, Daniela, hoje casada com um japonês feio, de quem não tenho mais notícias faz tempo foi a primeira que gerou comentários dos amigos. Tanto gerou que uma vez ela me perguntou, eu de maneira óbvia, neguei, disse que era apenas uma amizade mais profunda. Tudo bem que no fundo eu me mordia de ciúmes, e comecei a dar bandeira disso.

Passado o primeiro susto, vieram as paixonites com as meninas que conheci na Igreja. E não me faça cara feia, e sim, eu gostava de frequentar a Igreja, fui coroinha por um bom tempo, tanto que sinto falta disso até hoje, mas por motivos que não cabem neste post eu não frequento mais. Desse meio religioso frutificaram duas grandes paixões, uma declarada e outra implícita. Por ironia do destino a "paixão declarada" hoje é minha melhor amiga, é minha irmã de coração, minha irmã de pais diferentes. A gente se conheceu na Igreja, mas começamos a nos falar mais foi na escola. Ela um ano mais nova e uma cabeça um tanto quanto diferente. Assim como tantas outras vezes de uma grande amizade surgiu um sentimento que não cabia ali. E sinceramente? Que bom que não rolou nada. Minha irmã é hetero, acha que eu ainda tenho "salvação" e que um dia largo dessa vida. O fato dela achar isso não impede que ela me respeite. E me respeitando, e me querendo bem como irmã também, tantas vezes me viu chorar por outra mulher, me deu seu colo, me cedeu sua família. Cedeu tanto a família que acabei ficando com os dois irmãos dela (não ao mesmo tempo ok?).

A Batatinha - apelido carinhoso - foi uma importante paixão. Uma paixão que virou amor. Amor fraternal, mais bonito que todos os outros, mais puro e sincero também. Ela é hoje uma das poucas mulheres a quem tenho certeza que amo.

Antes da minha irmã Batatinha, houve uma outra paixão também do meio religioso. Ela era coroinha também. E apesar de mais nova muito mais madura que eu. Sempre convivemos muito, eu frequentava a casa dela semanalmente. Boas conversas. A Coroinha também faz o meu biotipo favorito, apesar de não ser baixinha ela carregava cabelos castanhos, hoje loiros, e tem a pele alva como uma nuvem. Pra ela eu não me declarei. Me afastei quando vi que não domaria o espírito de mulher guerreira, de mulher que não abaixa a cabeça por nada. Espírito que admiro até hoje nela. Também virou outra grande amiga. Hoje ela é mãe de um menino lindo e também sabe de mim.

Minha adolescência teve outro "grande amor" pra fechar com chave de ouro. Ou não. Mas esse caso merece um post só pra ele.

4 já falaram

fpessoa disse...

Se voce se acha uma pessoa sossegada,entao,eu sou uma Lerda.
Eu evito de me forcar a fazer certas coisas.Tenho meus limites, e nao me vejo fazendo algo so para me sentir mais de acordo com o pensamento e o comportamento da maioria.
As vezes, acho engracado(so cute) o seu jeito de se expressar.
Ate.

F

Escaminha disse...

Olha...eu tb fui muito lerda na minha vida.
Desde com meninos quanto com meninas...
Eu digo que isso é estado de espírito, por mais que você tente, você sempre continua assim...
Paixonites na adolescência...com esses post referentes a mulheres da minha vida, muitas questões vieram a tona na minha cabeça viu...

bjs

Cris. disse...

Mais uma vez me identificando com a sua história. Minha menarca também foi tarde (lá pelos 15 ou16). E meu primeiro beijo, foi aos 17 anos! Com um garoto que me agarrou na balada ¬¬. A lembraça que ficou é que tinha gosto de cigarro (eca). Acho que também sempre soube que era diferente...(só faltava assumir essa diferença pra mim mesma)

Anônimo disse...

Me permita fazer um comentário muito egoísta: Sempre que entro no seu blog tenho a esperança de vc ja ter atualizado, mas como minha ansia de le-la é muito maior do que sua disponibilidade de escrever, varias vezes fico frustada.
Quando vejo uma atualização, pondero se é melhor le-la ou esperar mais um pouco para que o vacuo entre os textos nao me deixe mal..
Voce é otima..
Clara

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