28 dezembro 2009

Como diminuir a insegurança em relacionamentos lésbicos.

Que mulher tem um dom natural para fazer drama, isso é inegável. Até mesmo aquelas que juram de pé junto que não fazem um pingo de drama, as mais secas, as mais modernas, as menos dramáticas, as gordas, magras, todas nós fazemos drama, umas por mais, outras por menos, mas sempre tem um draminha digno do Oscar nem que seja durante a TPM.

Geralmente esses dramas provém de uma coisinha chamada: insegurança. Tá, tem gente que faz drama à toa mesmo, mas vamos falar das pessoas “normais” (ok, não existem pessoas “normais”, mas a gente faz de conta que sim, senão o post fica sem sentido).

Vou tentar dar a receita básica e infalível pra ter um relacionamento de sucesso, um namoro perfeito, sem inseguranças, sem ciúminho e outras coisinhas mais. Tá preparada pra ler algo que vai mudar a tua vida? Então lá vai:

Papel e caneta na mão?

Então...
Não tem.
Peço desculpas, meu senhor e minha senhora, mas não tem receita.
Nós, humanos, não temos manual de instruções, não vivemos de receitas prontas, somos imprevisíveis, mesmo quando somos previsíveis. Complicado né?

Não tem como ter uma relação perfeita quando estamos em constante transformação. Fora que ninguém é perfeitoe ninguém é igual a ninguém, logo o que poderia ser perfeito pra mim, pra você não é.

O que dá pra fazer é investir pesado em comunicação. Diálogo é fundamental, principalmente porque ainda não inventaram uma maquininha para ler pensamentos. Por mais que haja afinidade entre você e sua parceira, sempre rola uns momentos em que por mais que vocês sejam ligadas, algumas coisas não são muito bem compreendidas.

E aí entra o lance de ter liberdade o suficiente pra sentar e conversar. Pensa bem: se você não puder conversar sobre tudo com quem você namora, você vai conversar com quem? Teoricamente essa não é a pessoa bacana, que te entende, que tá ali pra te apoiar e ser apoiada? Não é com ela que você quer dividir as melhores coisas da tua vida? Então... Não tenha medo de perder ou magoar ao dizer algo. Confiança e companheirismo se constroem assim.

Não sou senhora da verdade, e vai lá é difícil pra c$#%* dizer algumas coisas. Principalmente quando você acha que vai chatear a outra parte. A parte ruim disso? É que querendo ou não, mais pra frente essa coisinha que você guardou se junta a outras, aí já viu né?

15 dezembro 2009

Vamos falar de sexo?

Não vou reclamar, mas é estranho não ter exatamente sobre “quem” escrever. Não que eu não tenha histórias, mas é que eu tento preservar meu relacionamento de uma exposição desnecessária, tanto que as únicas coisas que deixo transparecer são os “coraçõezinhos que eu fico arrotando” tal qual bolha de sabão.

Enfim...
Dia desses notei que “sexo” é assunto recorrente nas rodinhas sociais das quais participo, tanto online quanto off (ou na vida real, se você preferir). Precisamente, estava conversando sobre a importância do "ato" no relacionamento. Mesmo sem querer foi como se eu começasse a conversar com alguns amigos e continuasse a conversa com outras pessoas que sequer se conhecem.

Tempos atrás um amigo terminou com o namorado por causa do sexo. Ou da ausência dele, pra ser exata. Formavam um casal fofo, se dava muito bem, mas meu amigo confessou sentir falta de uma “pegada mais forte” na hora H. Preferi não opinar. Acredito que no caso dos homens, que assumem um comportamento/identidade sexual - seja ela de ativo ou passivo - deve ser um tanto quanto difícil alterar esse esquema de “personagens”. Não que ele não soubesse que o namorado era ativo/passivo antes de começar o namoro, sim ele sabia, e justamente por isso esperava outro posicionamento do companheiro.

Aviso que vale pra geral: Nem sempre ser ativo significa tomar a dianteira e partir pra ação, assim como ser o lado “passivo” da história não quer dizer que você vai esperar e não retribuir em nada, right?
No caso do amigo passaram-se três meses e o que parecia lindo começou a ser empurrado com a barriga, até que meu amigo tomou coragem chegou e conversou, explicou numa boa que do jeito que estava não estava legal e que a relação tinha virado uma coisa fraternal.

Sexo é importante? É óbvio que é. E é questão de ter intimidade, não pra fazer tudo o que deseja, mas pra conversar sobre isso. Falar sobre o que gosta mais, sobre como gosta, e ir melhorando a química com o tempo. Ok, que tem pessoas que são realmente ruins de cama (e isso me lembra uma puta duma “interna”, aliás, só “interna” - puta tem que trabalhar bem, caso contrário vai à falência e nesse caso... ah deixa pra lá...).

Não me imagino vivendo um relacionamento sem sexo. Pelo menos não por enquanto, porque nesse sentido nós mulheres levamos uma ampla vantagem sobre os homens em relação ao tempo. Dificilmente uma mulher vai ficar “broxa”.

Sexo reflete a saúde do relacionamento. Pelo menos a meu ver. Impossível em um relacionamento “bacana” (é, eu gosto de gírias velhas) não haver desejo, não haver vontade. Pode até ser que o ato/pegação não ocorra, seja por falta de tempo, local, ou condições fisiológicas, mas vontade? Ela sempre está por ali. Tem dias que aparece “aquela” dor de cabeça? Tem, mas não dever ser recorrente. Se isso acontecer com você, minha amiga, eu sugiro que procure um neurologista urgentemente.

E você, o que acha?

30 novembro 2009

O descobrimento do Brasil

“Ela me disse que trabalha no Correio...”

E assim dá-se início a mais um episódio da fantástica vida desta Pós Adolescente. Ando cantarolando Legião Urbana por aí, pensando se alguém “vai saber o quanto penso em você, com o meu coração”. O fato é que no último sábado desencadeei a pensar sobre algo com que muita gente sonha: casamento. Sei que vou parecer cafona, démodé, mas acho que hoje, mais do que nunca eu quero casar.

Dizem que quanto mais você tem contato com algo, as possibilidades de você tornar-se indiferente a esse “algo” tornam-se maiores. Acho que comigo as coisas andam diferentes. Trabalhar em casamentos alheios acende uma chama e planta sonhos que jamais tive. Ou até tive mas nunca levei tão à sério como agora.

É fato que pensei em casar por duas vezes. Uma com o ex-namorado Jornalista e outra com a Baixinha. Com o ex não deu certo por N motivos, a saber: terminei com ele pra tentar conquistar a Baixinha; descobri que ele também é do babado, isto é, uma sapatão e um viado jamais dariam certo, até porque eu não teria saco pra essa relação e ele não teria peito suficiente. Brincadeiras à parte, mesmo gostando MUITO dele, sabendo que de certa forma nos dávamos muito bem, eu sabia que tinha algo errado (ou certo, sei lá).

Com a Baixinha não preciso nem explicar a história, não é? Basta reler alguns arquivos, aqui no blog, e deixar “cair a ficha” de que durante muito tempo eu só tomei baldes e mais baldes de água fria na cabeça, além de ter meus sonhos todos esmigalhados, e é claro, sair com um coração partido (ou seriam vários corações? até porque tenho consciência de que machuquei algumas pessoas também).

Anyway, o tempo passou, o coração da Tia Pri se recompôs, ficou lindo, leve, livre e maduro (ênfase no maduro) e acabei me apaixonando lindamente mais uma vez. Por sorte, destino, vontade de Deus ou sabe-se lá o quê (e aqui eu diria que eu praticamente acertei na Mega Sena acumulada) a razão dos meus sorrisos mais bobos também não escapou do meu charme e do poder da minha sedução e se rendeu aos meus encantos acabou se apaixonando por mim.

Tá, mas e daí, Pri? Você estava falando de casamento e resolveu repetir o que todo mundo já cansou de ouvir, que você tá apaixonada e bibibi, bobobó...

Então, aí que eu em vez de ficar insensível e acostumada com os ritos matrimoniais “clicados e registrados” por mim praticamente todas as semanas, eu ando me emocionando.

Aí nessas horas cai a ficha de que tendo crescido numa família católica, participado de movimentos eclesiais (e gostado MUITO de tudo o que vivi durante toda a minha infância e adolescência na Igreja), acreditando em Deus (e digo aqui que só crer nada basta porque até o diabo em Deus, crê), e mesmo discordando de alguns pontos referentes às políticas religiosas (e quando digo política quero que vocês entendam como “conjunto de fenômenos e práticas”) eu realmente queria casar na Igreja. Não só pela festa, pelo acontecimento, pelo véu e grinalda e todas as outras pomposidades que cabem (ou não) ao momento, mas por sintetizar muita coisa em que, querendo ou não, eu ainda acredito. Porque eu acredito sim, que o que “Deus uniu o homem não separa”, por mais que hoje muita gente combata as religiões, diga que para crer em Deus não precisa ir a Igreja ou coisas do tipo. Justamente por ter crescido nesse meio sei o que há de melhor e pior, só acho que esse tipo de coisa não deveria abalar a minha fé.

Não acredito que eu vou abdicar de um sonho. E também não acredito mais na possibilidade da Tia Pri aqui jogar tudo pro alto e (tentar) voltar a ser hétero tão somente para viver um relacionamento de fachada (ou não), fazer a minha família feliz sem muito esforço e acabar casando na Igreja como muita das minhas amigas, como algumas das minhas primas. Quando começo a pensar em casar com a Namorada surgem sim muitas dúvidas, mas não com relação ao que eu sinto e sim, com relação ao como. Juntar os trapos e as escovas de dente não me bastam. Quero que seja “de papel passado, com festa, bolo e brigadeiro” tal como a música que empresta o título a este post. Acredito que casamento deve ter um rito de passagem, assim como os aniversários devem ser todos comemorados de forma diferente, pra não cair no que eu também falei ali em cima: na rotina ou na indiferença...

Sei que o meu casamento ainda está longe, tem muito tempo pela frente. Acredito que já encontrei a pessoa ideal, e que o tempo vai dizer se estou certa ou errada com relação às escolhas que meu coração bobo fez. Não digo que encontrei a pessoa perfeita, porque perfeição não existe e a Namorada tem lá os defeitos dela, da mesma forma como eu tenho os meus.
Há muito o que planejar, porém quando eu casar eu quero ter a certeza de que será para sempre, mesmo sabendo que “pra sempre” não existe.

26 novembro 2009

Quase óbvio

Aí são quase dezoito horas e me pego postergando novamente tarefas já atrasadas: a leitura de um livro, a edição de algumas matérias ou simplesmente aquela soneca planejada para a tarde de hoje.
Teoricamente é quase noite, quase quente, nesses tempos de quase verão. E quase já não sei o que escrever. Na verdade acho que nunca soube ao exato o que dizer, ou para quem dizê-lo, ou se o que eu tenho a dizer é mesmo dizível, se é que você me entende.
Gosto das entrelinhas justamente por isso: elas quase dizem aquilo que, de fato, eu quero dizer sem dizer assim dizendo logo de cara. Talvez por isso também o blog: escrever sem saber exatamente para quem.

Por esses dias tive diversos “quases”. Uma quase ida a São Paulo, uma tarde em que quase mandei uma funcionária daqui para a “puta que te pariu”, outra tarde em que quase chorei e uma noite em que quase não dei aula e que quase me atrasei. Esses e outros fatos apócrifos sucederam-se em meio a esta semana cujo fim se anuncia nas próximas vinte e poucas horas, afinal sexta-feira após o meio dia já é praticamente o fim de semana propriamente dito, ainda que Aurélio teime em dizer que geralmente a definição aqui utilizada só caiba aos dias de sábado e domingo. Pois bem, pouco me importo, trabalho aos sábados também. E mais: não me bastasse trabalhar aos sábados, trabalho aos sábados durante a noite, ou quase noite dependendo do dia.

Enquanto enrolo por mais algumas linhas, tentando impor às entrelinhas, aqui já registradas, algum significado, a noite deixa de ser clara e a escuridão começa a abraçar o horizonte bem ao longe. Da sala sem janelas em que estou, imagino a vista lá fora, que transforma-se minuto a minuto quase que imperceptivelmente. Só os olhos mais atentos percebem os tons alaranjados surgindo, sabe-se lá de onde e acompanhando o astro rei em mais uma de suas tantas despedidas.
Por ora decido imitá-lo. Não que eu tenha tamanha grandeza, mas é que é chegada a hora de despedir-me ao menos por hoje. Escrevi, escrevi escrevi e cheguei a lugar nenhum ou a um não-lugar. Quase consegui enrolar vocês nesse quase começo de noite.

23 novembro 2009

Sobre um sorriso sútil e uma tarde quente.

Dá pra perceber o quanto quero bem um certo alguém, quando me dou conta de que a cada coisa boa no meu dia, eu lembro sempre do mesmo sorriso. Acho que meu cérebro já fez a associação de “de coisas boas” àquele sorriso tão bonito que me encantou um tempo atrás.
Ai eu falo de coisas boas e lembro da primeira vez que deitei no colo da Namorada e me vi nos olhos dela. A paz que sinto só em falar desse instante é acompanhada de um sentimento tão bom e tão impossível de traduzir que sinto os olhos ficarem marejados.

Em instantes assim um sorriso bobo e sútil marca presença aqui no rosto desta pessoa boba que vos escreve.
Os dias, e as tardes quentes têm rendido mais coisas. Papai agora está direto em casa então são conversas, brincadeiras e mais sorrisos e mais coisas boas. E cada coisa boa que aparece eu penso: eu tenho que contar pra ela.

Ai resolvi vir aqui, contar isso pra ela e pra vocês também. A vida anda leve, estou colocando algumas coisas no plumo, e acho que 2010 tem tudo pra ser um ano ainda melhor.

Aliás falando em coisas boas, vem aí uma novidade que melhore a vida de muitas mulheres: a flibanserina, ou o viagra cor-de-rosa. Acho que vale a leitura. Só espero que diferentemente do viagra masculino, que muitas vezes é utilizado erroneamente por homens que não possuem problemas eréteis, o viagra feminino possa ser bem utilizado para ajudar na vida das mulheres que não conseguem sentir prazer com uma das coisas mais gostosas da vida: sexo. Até porque, segundo reportagem da revista Época, aproximadamente 30% das mulheres sofram de alguma disfunção sexual. Triste não é?

Então se você, assim como eu, não faz parte dos 30% e pode disfrutar desse prazer, amiga, agradeça. Sério. Mesmo que você esteja sozinha, ou sem uma "foda fixa", ainda dá pra se divertir sozinha, né? Agora imagina se nem isso você pudesse. É... seria azar. Muito azar, teu e principalmente de quem convive contigo, porque humor de gente que não sabe o que é sentir prazer dando uma BEM dada é o ó do borogodó. A não ser que sua meta de vida seja curtir a castidade e um celibato.

19 novembro 2009

Querido Diário: Dois

Dois meses, 60 dias, aproximadamente 8 semanas, mais de 1460 horas ou 87.600 minutos de felicidade e mais uma vida inteira pela frente: é assim que resumo meu namoro.

Sorriso estampado no rosto, coração muito bem aconchegado, colo, carinhos e carícias. “Bom-dia” todos os dias, “Bons sonhos” a cada cochilo; ansiedade a cada viagem e tesão em qualquer lugar. Reclamações? Algumas, afinal quem aqui não tem problemas?

Planos? Vários. Estou sonhando, mas com os pés no chão. Um passo de cada vez e sempre com o desejo de trilhar o mesmo caminho de uma forma única: juntas.

Nosso namoro surgiu de um princípio básico: Respeito. Mesmo antes de ficarmos juntas, mesmo antes de achar que poderia tê-la como namorada, respeito com ela e com os outros. Respeito comigo.

O tempo foi passando e o carinho e atenção ganhando espaço. Parece que o destino foi acertando o caminho, fazendo tudo acontecer do jeito certo. E foi assim que dois meses atrás eu comecei a namorar. E é por isso que hoje posso me considerar uma mulher de sorte (tudo bem que não foi só sorte, afinal tenho lá minhas competências, né?) por ter ao meu lado alguém que me faz extremamente bem. Alguém por quem eu quero ser ainda melhor.

Parabéns, meu amor. E obrigada por aturar minhas piadas sem graça, minhas conversas em horas erradas, meus momentos de silêncio. Obrigada por compartilhar comigo a tua vida e principalmente: por ser parte da minha história, do meu dia-a-dia, da minha vida. Eu já sabia que ia dar certo, só não sabia é que daria tão certo.


Dois - Tiê

Como dois estranhos,
cada um na sua estrada,
nos deparamos, numa esquina, num lugar comum.
E aí?
Quais são seus planos?
Eu até que tenho vários.
Se me acompanhar, no caminho eu possso te contar.
E mesmo assim, eu queria te perguntar,
se você tem ai contigo alguma coisa pra me dar,
se tem espaço de sobra no seu coração.
Quer levar minha bagagem ou não?

E pelo visto, vou te inserir na minha paisagem
e você vai me ensinar as suas verdades
e se pensar, a gente já queria tudo isso desde o inicio.
De dia, vou me mostrar de longe.
De noite, você verá de perto.
O certo e o incerto, a gente vai saber.
E mesmo assim,
Queria te contar que eu tenho aqui comigo
alguma coisa pra te dar.
Tem espaço de sobra no meu coração.
Eu vou levar sua bagagem e o que mais estiver à mão.

18 novembro 2009

Ado-a-a-ado Passado no seu quadrado...

Eu sempre fui ligada ao passado. Acho que quem acompanha o blog tem um pouco de noção sobre isso, principalmente quando resolve reparar quanto tempo eu fiquei presa numa história que... que... que não sei definir se foi novelesca demais, se foi estendida demais, enfim, uma história que não deu em nada. Ou deu, se for pra considerar que eu amadureci litros com toda essa coisa de insistir na Baixinha.

Hoje eu tenho noção de que insistir no passado durante muito tempo só me impediu de ter um presente mais agradável antes.
Tudo bem que tive lá minhas fases de “Eu já superei e não quero mais” como todo mundo geralmente tem. E tive também as famosas recaídas. Lindo não é?
Pois é. Ainda bem que eu passei por tudo isso. Hoje, de certa forma, vejo que isso foi apenas perda de tempo. Tudo bem que uma hora eu consegui voltar e tal, mas valeu a pena? Como disse ali em cima, se valeu foi por conta do amadurecimento, porque se tivesse realmente valido a pena eu estaria com outra pessoa... (Tudo bem que aí paro e penso que não estaria apaixonada pela Namorada, e que isso não seria legal, não seria nem um pouco legal não estar com ela).

E por que estou falando tudo isso? (Eu poderia dizer que estou de saco cheio com algumas pessoas importunando minha felicidade, mas não vou...) Porque passado que não entende seu lugar e quer permanecer presente só traz problemas. Às vezes nem é problema pros outros, às vezes é só problema pra si mesmo. E às vezes só faz papel de idiota e acaba com uma coisinha chamada amor-próprio. Eu fui “passado” durante muito tempo na vida da Baixinha. Não entendi que nossa história tinha chegado ao fim e prolonguei dores desnecessárias. Durante esse tempo em que eu suicidei meu amor-próprio e qualquer resquício de orgulho que eu pudesse ter eu tacava pedras na vidraça. Soltava minhas farpas com a intenção de ferir. “Se eu não estou bem, por que ela está?”, “Como ela consegue ficar bem sabendo que eu estou sofrendo?” esses e outros pensamentos do tipo me impediram de caminhar pra frente e valorizar outras pessoas. Na minha cabecinha oca ela só seria feliz se fosse ao meu lado.

Tentativas de demonstrar que eu estava bem foram feitas, mas era só fachada. Quem está bem mesmo não tem necessidade de espalhar o novo amor aos quatro cantos do mundo. Não preciso jogar na cara verdades que talvez não existam, o que existam somente em um lado da relação. Tentar ser feliz em cima da tristeza alheia é confessar-se incapaz de ser feliz sozinho, e se você não sabe ficar bem sozinho, jamais conseguirá doar a alguém a felicidade que você não tem.

A Baixinha teve sua importância, sou incapaz de falar mal dela para os outros (já pra ela mesma, são outros 500). Ainda assim não cuspo no prato que durante muito tempo eu literalmente comi.

11 novembro 2009

Querido Diário: As diferenças entre Dona José e Papai

Dona José anda pegando no pé pelos mesmos motivos bobos pelos quais ela sempre pegou. Acredito que isso ela nunca vá mudar. Eu não consigo compreende-la, penso que ela sinta algum tipo de prazer, talvez o único na vida, em ficar falando, falando, falando na minha orelha pelos motivos mais bobos possíveis – que vão de uma peça de roupa jogada sobre a cama, até o por quê eu estou almoçando as 12h30 e não as 13h15 (é, ela pega no meu pé por bobeira, eu disse).

O mais engraçado é que meu pai sabe das neuras de Dona José, e quando estamos só eu e ele em casa, ficamos rindo litros e baldes das peripécias Josésisticas. Imagine duas pessoas na cozinha, com vozes estridentes, imitando os inúmeros questionamentos da progenitora desta Pós Adolescente que vos escreve? No mínimo hilário.

Embora Papai não saiba da minha orientação, e eu acho que é bem capaz que ele fique chateado ao descobrir, ele não fica tanto no meu pé. Minha relação com ele sempre foi melhor, por mais que por diversas vezes a gente já tenha ficado um tempo sem se falar.

Com ele tudo rola bem mais natural. Por exemplo, vou sair com a namorada, não aviso com quem vou, mas aviso que não estarei na cidade. Ele não fica me enchendo com 500 perguntas. Há um tempo atrás ele disse que me educou de uma forma, e que eu sei muito bem o que é certo ou errado e que não é ele que vai ficar no meu pé a esta altura do campeonato, até porque meu caráter já está formado. Lindo, não é?

Sei que as coisas estão melhores do que eu esperava. Se eu soubesse que ia ser assim, tinha contado antes. Tudo bem que pode ser que antes não fosse como agora, mas com certeza agora as coisas estariam melhores... Isso não quer dizer que estou aconselhando todo mundo a sair da frente do computador neste exato momento e dizer: “Mãe, eu sou lésbica” (vale visitar o blog, ok?). Cada caso é um caso e todo mundo conhece bem a mãe que tem. E dificilmente a primeira reação será positiva, então esteja preparada pra ficar algum tempo sem conversar direito, para aguentar cenas de drama, choro e outras coisas mais. Se você acha que suporta o tranco, faço uso de uma estrofe de Engenheiros do Hawaii: “Diga a verdade, vá em frente minha amiga...”. Porque se tem algo que posso garantir é que a sensação de não estar mentindo/omitindo é libertadora.

10 novembro 2009

Querido Diário: Depois de contar pra Dona José

Cada dia que passa é estranho perceber como algumas coisas simplesmente não vão mudar tão facilmente, por mais que já estejam diferentes.
As brigas entre Dona José e essa que vos fala diminuíram consideravelmente. Tudo bem que na maior parte do tempo ela “esquece” que contei algumas coisinhas a ela, mas num geral as coisas estão melhores por aqui.

No final de semana minha prima veio trazer o convite de casamento dela. Eu nem acredito que ela vai casar. Crescemos juntas, ela é minha prima preferida, se assim posso dizer, e eu vou ser madrinha junto com o irmão dela. Assim que ela foi embora Dona José voltou a cutucar. Até que demorou. Surgiram perguntas como: “E você? Quando é que você vai casar?” e comentários do tipo: “Sua prima vai casar, a outra também vai, e fulana já tem filho, sicrana também, e você? O que você almeja pra sua vida?”. No fundo eu quis ver nisso tudo (e quero continuar vendo) uma preocupação com meu futuro, e não uma barreira que ainda existe. Minha mãe é dessas pessoas mais antigas, sabe? Dessas que acha que mulher só é feliz se casar e tiver filhos, como todo mundo (teoricamente) faz.

Preferi não verbalizar minha resposta, embora eu tenha respondido mentalmente que pretendo casar assim que a Namorada terminar a faculdade. Aproveitando a oportunidade e só pra saciar a curiosidade que talvez possa existir: Namoro vai de vento em popa, caminhando para dois meses já. Às vezes eu paro e fico bobona, rindo sozinha, pensando em como tudo aconteceu e em como ando feliz por tê-la ao meu lado. A gente tem se entendido de uma maneira que parece que tem bem mais tempo que nos conhecemos, o que é maravilhoso, pois proporciona uma intimidade tão agradável, uma coisa de entender (quase) tudo de primeira.

Durante muito tempo meu maior medo era de que, depois da Baixinha, eu não fosse amar mais ninguém. Sorte minha que eu me enganei. Sei que meu namoro não será pra sempre. Até porque eu não sou pra sempre, mas que cada dia que passa eu desejo que seja por toda a vida, ah, não posso negar. É gostoso olhar nos olhos de alguém que você admira e ver que seu futuro, de certa forma, está ali e que você faz a dona desses mesmos olhos, feliz.
E Leoni traduziu em canção algo que até hoje não consegui definir direito:

Você me faz bem
Quando chega perto
Com esse seu sorriso aberto
Muda o meu olhar
Meu jeito de falar
Junto de você fica tudo bem, tudo certo

30 outubro 2009

Podcast - DUPA 015

Sem muitas delongas, eis a edição de número quinze deste podcast que pode ser considerado o mais irregular da Internet Brasileira.

Download do Arquivo (34,35 MB)

E se você costuma comentar, ouve aí, quem sabe tem algo para você...

Playlist de hoje recheada de coisas hm... diferentes(?)

Toxic - Yael Naim
Don't Look Back - Telepopmusik
Just Breathe - Pearl Jam
Dum Dum Baby - Baby Fox
Calvin Harris - Colours
Lady Gaga - Love Game
U2 - Mysterious Ways
Vedera - Satisfy
Bitch - Room Eleven

Não preciso nem dizer que qualquer coisa é só deixar um comentário, um "salve" no Mural de Recados ou mandar email pro contato.dupa@gmail.com

Ósculos e amplexos pra todas!

26 outubro 2009

Querido Diário: Contando do Namoro para Dona José

Pois bem, como havia dito, Dona José encontrou cartas da namorada escritas com destino a esta que vos fala. Não sei se todo mundo sabe, mas eu e ela somos muito de lua. Há dias em que estamos muito bem e os outros – grande maioria por sinal – em que ficamos em pé de guerra.

Há aproximadamente 15 dias, mais precisamente num sábado, momentos antes de sair para trabalhar, não sei por qual motivo ela acabou tocando novamente no assunto da carta. Nisso começamos a conversar e eu falando que ela ama mexer nas minhas coisas. Enquanto ela afirmava que eu não conto nada a ela eu respondia que não precisava, afinal ela gosta tanto de mexer nas minhas coisas e tirar suas conclusões que eu não tenho necessidade de contar. Já imaginam onde a conversa foi parar, não é?

Não sei que raio de inspiração (ou ausência da mesma) que me baixou naquele instante, que eu resolvi contar que estou namorando. Não disse nomes, mas disse de onde é.

Seguiram-se momentos de drama, lágrimas, e tudo mais que pode ser esperado. Eu já sabia que minha mãe ia dizer que eu sou uma vergonha, que eu sou uma decepção, que ela preferia morrer a aceitar, que isso é uma pouca vergonha, que é safadeza e todos os clichês de mãe que não aceita.

O que eu poderia fazer, e fiz, era manter a calma e tentar conversar. Acredito que ninguém escolhe ser assim. Ninguém em sã consciência iria preferir passar por preconceitos, por crises, pelo caminho mais difícil. Não é uma opção. Ela me perguntou se sou assim desde que nasci. Não soube responder e disse a verdade. Perguntou também se eu seria assim pra sempre, também não soube responder. Até porque, de verdade, não sei como vai ser o dia de amanhã. A vida é muito incerta.

Tentei ser sincera. Surgiram muitas perguntas... As que eu sabia responder, eu respondi. Aproveitei pra dizer que nossa relação há muito tempo não está legal, que a gente sempre brigou, que ela não confia em mim, e que me irrita o fato dela ficar fuçando minhas coisas. Falei pra ela que apenas confirmei algo que ela já sabia e que há muito procurava ter certeza, porque se não quisesse essa certeza não ia ficar procurando tanto, cercando tanto.

Passamos uma semana sem nos vermos ou falarmos. Tanto por conta dos horários, que nunca batem, quanto por vontade. Confesso que eu quis surtar e não consegui. Quis chorar mas também não obtive êxito. Aliás o que eu mais queria era chorar, e pra ser sincera só rolou uma lágrima. Nem mais, nem menos. Não sei o que faltou. Durante toda a semana muita coisa passou pela cabeça. Escolhas. Caminhos.

No fundo eu imaginava que seria um pouco pior, então isso acabou suavizando a situação.

O mais legal e estranho, foi que no sábado de manhã, acordei e estava me arrumando pra sair, ela veio falar comigo, avisar que teria churrasco na casa de um dos meus tios. Não sei o motivo, mas sinto que as coisas vão melhorar daqui pra frente.

21 outubro 2009

Querido Diário: Dona José e a Carta

Quem procura quer achar. Correto?

E de tanto Dona José procurar ela achou. Todo mundo que aqui chega sabe que estou namorando (e estou extremamente feliz por isso, não nego), pois bem, a senhora minha mãe sempre foi de ficar vasculhando minhas coisas. Tudo ela olha, tudo ela questiona. De recibos de empréstimo de livro na biblioteca à valores de compras efetuadas, refeições feitas, datas e horários de filmes no cinema.

Dia desses, por descuido meu, acabei deixando sobre a cama a primeira carta que a Namorada me enviou. Não está assinada nem nada, mas a letra entrega claramente que foi escrita por uma mulher. Não preciso nem dizer que Dona José viu o papel dobrado sobre a cama e não resistiu: leu.

Por incrível que pareça, no mesmo dia, sei lá como, dei falta do meu escapulário. Quem me conhece sabe que: 1. Não tiro pra quase nada e 2. Coincidência ou não, (quase) sempre que eu tiro alguma merda acontece. Enfim, não me lembrava de ter tirado o acessório, resolvi ligar em casa e ver com Dona José se por acaso ela havia encontrado o item no meu quarto, caso o mesmo tivesse caído sem querer enquanto eu trocava de roupa para vir trabalhar.

Nisso que perguntei do escapulário ela questionou sobre a carta. Na hora eu já fiquei bravinha, mas fiquei quieta. Brigar não ia adiantar em nada. Cheguei em casa, horas depois, e fui à caça da carta. Quem disse que encontrei? Nisso resolvi olhar a cômoda do quarto dela, afinal era um dos últimos destinos que eu poderia procurar àquela hora da noite. Bingo. Estava lá, dobradinha junto dos outros pertences dela.

Dona José
sempre desconfiou da minha sexualidade, sempre perguntou mas nunca teve certeza. Mesmo tendo lido as cartas que a Baixinha e eu trocávamos, ela – como tantas outras mães – esperava estar enganada das palavras as quais teve acesso. Mas isso caros leitores e leitoras, isso era apenas o começo... Apenas um pequeno indício dos dias que estavam por vir...

19 outubro 2009

Podcast - Dupa 014

Tinha perdido meu pendrive junto com essa edição do podcast. Era pra ter ido ao ar no domingo dia 11, e como vocês já perceberam, não rolou.
Então depois de uma semana, encontrei o benedito e agora vem ao ar essa edição.

Ainda aceito os presentes e no fim acabei mesmo vendo DVD com a Namorada.

Download do Arquivo (31,69 MB)

Gorillaz - Feel Good Inc.
Shakira - She Wolf (Calvin Harris Remix)
Emilie Simon - I wanna be your dog
Sting - Fields of Gold
Ellén Oléria - Senzala (remix)
Maná - En el Muelle de San Blas (ao vivo)
Bruna Caram - Quem sabe isso quer dizer amor
E pra fechar:
Beirut - Nantes

Críticas, sugestões e pedidos: Deixe nos comentários, use o Mural de Recados ou mande um email pra contato.dupa@gmail.com

03 outubro 2009

Querido Diário: Sobre os meus sorrisos bobos

Faz tempo que não coloco nada sobre tudo o que anda acontecendo por aqui.
Ando trabalhando feito louca. E tenho uma novidade que preciso dividir com vocês. Sem muitos detalhes, mas tenho que contar: Essa Pós=Adolescente que vos escreve está namorando. Namorando e completamente apaixonada.

Lembra que eu disse que resolvi deixar o coração livre pra alguém bacana aparecer? Então... Não é que deu certo? Não vou contar a história de como tudo começou, porque por enquanto acho desnecessário. Por enquanto, mas quem sabe um dia eu conto.

O que posso adiantar é: ela é perfeita! Sabe o bendito padrão que eu tanto amo? Branquinhas de cabelo preto? Pois é. Sabe os sonhos que eu queria sonhar à dois? Estão todos aqui. Tudo isso e um carinho, um cuidado, um sensação de paz indescritível. Eu nunca imaginei que fosse amar alguém novamente, e não que é que tô toda "pimpona", distribuindo sorrisos e acordando e pensando na mesma pessoa todos os dias?

Mais do que ser linda, o que sempre me chamou a atenção nela são os valores. A história não é das mais simples, porque como sempre, e eu estava numa maré de me interessar por quem namora, a Namorada (é, roubei a definição do Blog da Turma do Colorê) também namorava.

Eu tentei negar, fugir do sentimento, gostar de outras pessoas, mas Álvares de Azevedo bem definiu o que senti quando a gente começou a ter mais contato: "É ela, é ela, é ela..." dizia meu coração. Não bastasse tão somente namorar, a Namorada parecia viver o namoro mais incrível da face do Universo. Durante um bom tempo achei que não tinha chances e nem queria ter: Achava injusto estragar um relacionamento que até então parecia tão bonito, então eu fiquei na minha e sempre a respeitei. Mas a vida, ah a vida, a vida é uma caixinha de surpresas.

O tempo passou e cá estou: Namorando.

01 outubro 2009

As mulheres da minha vida - Semestre passado: parte 2

Ainda no semestre esse coração se ocupou com outras pessoas.
Não que eu tenha me envolvido ou tido alguma coisa, mas sabe como é, coração bicho bobo cria esperanças.

Eu sempre andei com meu "Irmão Urso". A grande maioria dos meus conhecidos no meio GLS aqui na cidade se devem a minha amizade com ele. E desses contatos sempre surgem outros contatos, afinal a galera aqui sempre costumou fazer reuniões sociais, encontros animados em bares ou churrascos memoráveis.

Ano passado num desses dias que o povo se reúne no bar reparei numa moça com o padrão de beleza que me faz ficar babando: "Branquela azeda" de cabelos pretos, traços delicados. Também é mais velha do que a maioria das meninas com quem tive algo. Vou chama-la de "Cozinheira Libanesa", porque a mulher, Deus do céu, cozinha MUITO bem. Não preciso dizer que paixonite instantânea, não é?

No final deo ano passado a gente acabou ficando, mas não foi lá uma coisa muito agradável: duas bêbadas num churrasco. Ela sabia que estava afim e eu me senti usada.

Passou o tempo, como vocês acompanham aqui me envolvi com outras pessoas, e pouco falava com a Cozinheira Libanesa. Esse ano, uma das melhores surpresas que tive foi ganhar uma amizade muito bacana com ela. Muito bacana mesmo. Confesso que até um tempo atrás não me importaria em ter algo com ela, mas a vida prega peças na gente. Conforme a gente conversava eu percebia que dali não sairia nada mais que uma boa amizade. Tudo bem que a proximidade, na época, me fez sonhar em conquistar, mas preferi ficar na minha e parar de jogar indiretas.

Foi a melhor coisa que eu fiz.
Deixei meu coração livre e confiei que com o tempo iria encontrar alguém bacana, alguém que tivesse os mesmos sonhos que eu, que tivesse vontade de compartilhar a vida e não fosse covarde.

29 setembro 2009

As mulheres da minha vida - Semestre passado

Nesse meio tempo em que fui me afastando da Baixinha, conheci muita gente nova.
Sempre fui de sair, havia vezes em que tudo o que queria era encontrar alguém bacana pra beijar por uma noite e quem sabe me apaixonar. Tinha dias em que isso acabava acontecendo e em outros por mais que eu procurasse chegava o fim da noite, e lá estava eu sozinha, chupando o dedo.

Durante um tempo fui administradora do Leskut, o que fez com que eu conhecesse muita gente bacana, afinal eu precisava aprovar/reprovar usuárias e sempre estava no chat.
Numa dessas conheci alguem interessante, inclusive já falei dela aqui no blog. Desta vez não vou citar nomes, nem dar o famoso "pseudônimo".

Mulher mais velha, bonita, interessante. Um partidão por assim dizer. Seria, se não namorasse. Ela havia acabado de mudar de cidade e ainda namorava. A princípio conversávamos muito, ela recém chegada a capital paulista pouco conhecia da selva de pedra.
Como nessa época (fevereiro/março 2009) eu sempre ia a São Paulo, marcamos de nos encontrarmos pra tomar um chopp. Foi atração a primeira vista. Pena que atração não dura. Ou sorte que não durou.

O namoro estava abalado com a distância e gente nova no pedaço geralmente costuma balançar as coisas. Eu a achava interessante e resolvi investir, mas investir com calma.

Sei lá O grande problema é que muitas vezes a cabeça até acha a pessoa um ótimo partido, mas o coração não acompanha a linha de pensamento. Muitas conversas, muitos beijos, eu diria até que havia uma certa química, ainda assim faltava algo. Faltava um pouco mais de paixão.

Depois de passar um bom tempo desiludida com a Baixinha eu estava começando a acreditar que “paixão” é um sentimento que a gente planta, cuida e colhe. Ledo engano caras senhoras. Ledo engano. No fundo acho que o que rolou entre a gente foi um daqueles lances de carência. Uma pena que estragou a amizade.

Confesso que sinto falta das conversas até hoje, porque mesmo que o relacionamento não tenha vingado, por assim dizer, conversávamos muito, muito mesmo e eram papos bem construtivos, principalmente quando o assunto era música. Depois de um feriado juntas, ela reclamou que eu estava distante e acho que de fato eu estava. Distante, quieta e pensativa: havia perdido meu avô um dia depois. Nesses poucos dias em que fiquei mais calada, acredito que ela e a então ex tiveram uma boa DR e acabaram se acertando novamente.

Hoje eu vejo que foi melhor assim. Não nos falamos mais por motivos bestas. Orgulho é um deles. O que posso desejar é que ela esteja bem, somente isso. Tem dias que me pego querendo contar as minhas novidades e saber das novidades dela, afinal como ela mesma costumava dizer eu fui a primeira amiga do Sudeste.

17 setembro 2009

Podcast - Dupa 013

Depois de um bom tempo, mais um podcast.
Não lembro quem pediu pra falar sobre armário, manter as aparências e tal.
Fui pra praia e conversei com um amigão sobre o assunto na volta. O áudio não tá tão bom, mas tá valendo.

Download do Arquivo (32.6 MB)

Nessa edição rolou

Kings of Leon - Sex on Fire [especial pra minha (futura?) cunhada, dear Prudence]
Spice Girls - Never Give Up on the Good Times
Mariah Carey - Touch My Body
Tiê - Stranger, but Mine [ insira aqui uma indireta: 3 letras ]
Sandy e Júnior - Cai a chuva
Maria Gadú - Baba [vale MUITO ouvir essa versão]
Ellen Oléria - Natural Luz [conheça mais sobre a brasiliense aqui]
Kid Abelha - Eu só penso em você [#achismoalheio]


P.S.: *Ahá, faltou o encerramento. =X Mas vocês sabe que qualquer dúvida, crítica ou sugestão é só deixar nos comentários ou enviar email para contato.dupa@gmail.com

15 setembro 2009

As mulheres da minha vida: Fim de 2008 e um ponto final com a Baixinha

Eis que a (nem tão) boa filha ao blog retorna.

Meninos e meninas, acho que hoje termino a incrível saga desta que vos fala e passo a narrar acontecimentos deste ano. Do começo do ano pra ser exata. Mas isso são só algumas possibilidades.

No último capítulo dessa novela mexicana, que eu tenho o prazer de chamar de vida, a Baixinha pediu pra voltar.

Não precisa nem falar que eu aceitei, né? Afinal até então ela era a mulher da minha vida, e qual coração, por mais medo que tenha, não daria uma chance ao "amor da vida"?

Voltamos. Tudo à mil maravilhas exceto um pequeno grande detalhe: minha insegurança.
Anos e anos insistindo na mesma história resultaram em mágoas. Eu queria poder sonhar, fazer planos e não viver um dia de cada vez. Queria ter metas.

Nesse meio tempo, entre as muitas indas e vindas, antes de conhecer a Menina de Marfim,a Certinha, em junho do ano passado, eu conheci a Dona Engenheira. Numa das vezes que sai com a Baixinha encontrei com a nossa amiga da área de Exatas. Coloquei na balança o que estava sentindo. Percebi que nada mais era a mesma coisa. Que eu ainda gostava, mas que simplesmente não tinha mais pique pra correr atrás. Isso foi em novembro do ano passado, quando percebi que nosso amor ainda era amor, mas estava morno.

Em Outubro do ano passado eu ainda estava com a Certinha. Estava adorando, mas meu coração ainda estava machucado. Se desse pra mandar no coração, com certeza a ordem seria gostar dela, mas como todo mundo sabe, tem coisas que não tem como.

O tempo foi passando. Dezembro chegou e eu comecei a fazer a linha "Pego Geral". Tinha minhas crises de consciência, comecei a gostar de algumas pessoas, mas nada que durasse 15 dias. Estava sempre bem acompanhada de mulheres bonitas, mas nada me preenchia. Entre uma e outra sempre estava com a Menina de Marfim. Às vezes me sentia apenas um corpinho bonito, um troféu sobre a estante. E às vezes me gabava de "pegar" as mulheres que todos queriam. Exceto a Dona Engenheira por quem eu percebi que havia me apaixonado, mas ela não me dava a mínima. E assim fiquei até próximo do meu aniversário deste ano. As histórias dela você confere clicando aqui.

Depois de encerrar minha história com a Baixinha, de perceber que só amar não é suficiente pra ficar junto, a gente ainda ficou algumas vezes. Sexo com ela costumava ser incrível, afinal a gente se conhecia muito bem, e isso é tudo num momento de intimidade como esse.

No meu aniversário meio que rolou uma despedida. Ela apareceu, me entregou o Steve - um cachorro de pelúcia - uma caixa de chocolates e o combinado seria cada uma seguir sua vida. Durante algum tempo eu ainda a procurei, sentia falta das conversas, de tê-la por perto. A distância foi aumentando, e a última vez que a vi foi em julho, no dia do amigo, quando do nada fomos tomar um café.

Depois disso mandei sem querer uma sms errrada o que gerou um desentendimento. Hoje é cada uma na sua. Espero que ela esteja bem e só.

24 agosto 2009

As mulheres da minha vida: Menina de Marfim e a Certinha

Antes de mais nada: Desculpa! A vida tá corrida, uma série de atividades para desenvolver no dia-a-dia offline, por isso a demora em postar.

Mas vamos ao que interessa: A saga continua.

Como eu tenho muita sorte, insira aqui um pouco de ironia, tudo que acontece na minha vida geralmente se atrela a outras coisas. Eu estava ficando com a Menina de Marfim e paralelo a isso continuei frequentando o famoso bar de domingo. Um local onde eu costumo "bater cartão" com os amigos. Fica em outra cidade, nada de muito luxo, mas vale pela música ao vivo e pela presença feminina que é bem grande. Nesse bar eu conheci a guria perfeitinha, linda, pra casar, toda Certinha, do jeito que eu gosto.

Vou contar como nos conhecemos pra saciar a curiosidade de vocês.
Estava eu no bar, acompanhada do meu Irmão Urso, nesta noite o bar estava cheio e já não haviam mais mesas disponíveis, só nos restou beber em pé. Então revezávamos quem segurava a garrafa de cerveja. Por estarmos em pé, tinhamos uma vista privelegiada do bar, mas eu nem precisei olhar pra longe não! Justo à minha frente tinha uma mesa com 5 meninas, dois casais e a nossa Certinha, que de cara me chamou a atenção.

Não sei se já disse: mas eu simplesmente amo guria branquinha e delicadinha, quanto mais transparente, mais eu fico olhando, por ironia do destino eu namorei uma negra- a Índia - e a Baixinha - que também é bem morena.

Lembro que naquele dia eu nem estava muito afim de nada, afinal já estava de papo com a Menina de Marfim. Mas não pude deixar de reparar e comentar com meu Irmão Urso, sobre a Certinha da mesa. Pois bem, eu como sou muito folgada e estava na minha vez de segurar a garrafa de cerveja, pedi lincença para as moçoilas da mesa e perguntei se poderia deixar minha garrafa ali. Foi o "start" de algo que poderia ter dado muito certo, não fosse eu a feliz portadora de um coração muito burro.

Continuei em pé, papeando e observando o movimento. Resolvi ir ao banheiro. Nisso as amigas da Certinha armaram um senhor esquema enquanto eu fui ao banheiro: Sei lá de onde elas arranjaram outra cadeira para que quando eu voltasse fosse convidada a sentar-me com elas. De primeira eu recusei, continuei em pé, mas agora conversando com as meninas. Como o papo tava bom resolvi sentar. Papo vai, papo vem, acabei conversando mais com a Certinha. E me encantei. Depois de várias trocas de olhares rolou um beijo.

Ah como eu queria estar com o coração cicatrizado naquela época. No fundo a Baixinha ainda mexia comigo, mas enfim... A gente ficou no bar, descobri que ela mora na cidade vizinha à minha, trocamos telefones, nos adicionamos no Orkut. E começamos a nos falar. E quanto mais eu conhecia, mais eu via que ela era o que eu espero de uma companheira. Em praticamente tudo, exceto pelo fato dela ser Palmeirense, mas tudo bem, compensava, e muito.

O problema é que eu tinha todos os dias na minha sala a Menina de Marfim. E a Certinha eu só a via aos finais de semana. Já viu como ficou minha cabeça né? A Menina de Marfim com o bendito relacionamento aberto, que sempre me incomodou, e a Certinha, que morava um "pouco" longe.

A Menina de Marfim sempre foi minha amiga, logo não escondi meu interesse pela Certinha. Inclusive uma vez encontrei com a Menina de Marfim enquanto estava na balada com a Certinha. Não sei porque eu estava acompanhada, se por ciúmes, sei que nesse dia a Menina de Marfim dançou como nunca, e eu não conseguia tirar os olhos dela. Não peguem no meu pé, até porque já passou, né minha gente? Só pra constar isso tudo foi em setembro do ano passado.

Eu estava dividida. Sabia que a Certinha era garota pra namorar. Sabia também que ela meio que tinha uma "Baixinha" na vida dela. E também podia curtir a Menina de Marfim, sem me apegar, por mais que eu estivesse gostando.

Comecei a amadurecer a ideia de namorar, comuniquei a Menina de Marfim, disse que seriámos apenas amigas assim que meu pedido de namoro se oficializasse. E como pessoa burra que sou, resolvi informar - sabe-se lá porquê - a Baixinha de que eu havia conhecido alguém que queria estar comigo, alguém com quem eu pensava em namorar. Faltava um pouco de sentimento é verdade, faltava um pouco mais de paixão, mas acreditava que com o tempo o sentimento iria nascer.

Mas pra quê que eu fui falar com a Baixinha? Pra quê? Num súbito desespero, ela fez algo que jamais imaginaria que ela fosse capaz de fazer: pediu pra voltar. Era a primeira vez que ela corria atrás de mim, aquela poderia ser minha única chance de construir algo com a mulher que eu amava...



continua....

15 agosto 2009

#musicsaturday - Luzia Dvorek

Pássaro solto - Luzia Dvorek

O que sei de amor não saberia sem o trecho de poesia sem um verso de canção
Quando o amor me pega e me domina, o poeta me ilumina na neblina da paixão

Aprendi que o amor não se acorrenta, quando é solto o amor aumenta, que é pra caber na imensidão
Tem que ser amor pra que dê certo, como pássaro liberto, só pousado em sua mão
Que o amor ninguém isola, não é ave de gaiola, só nas cordas da viola que se prende um coração


De família de artistas, ela tem duas irmãs que são atrizes e a mãe escreve várias coisas, Luzia Dvorek é, além de mulher do Tarcísio Filho (ex da Ana Paula Sapata Arósio), cantora.

Essa é uma das músicas pertencentes ao CD, que deve ser lançado ainda este ano.
Recentemente tive a oportunidade de escutá-la. Um show intimista, que vale cada centavo pago. Além da música cuja letra e download você encontra aqui no DUPA, Luzia também interpretou uma versão em português de uma das músicas mais lindas de Sting: Fields of Gold.

O site da cantora não tem muitas informações, mas conta com a agenda de shows.

E só pra constar: além de cantar muito bem, dona Luzia é LINDA.

10 agosto 2009

Podcast - Dupa 012

Edição Meia Eúzia! Bem caliente pra todas nós.
Já aviso que não me responsabilizo pelo fogo alheio depois desses quase 40 minutos de áudio.

Download do Arquivo (44.9 MB)

Last Night - Puffy Daddy e Keisha Cole
Portishead - Glory Box - @Disfordangerous
Trust me - Dee Joy - @_Biscrok
Massive Attack - Teardrop - @rachelz
Ode to my Pills - Montage - @LaisDalyn
Cheap an Cheerful - The Kills - @ThaisGeller
Love Game - Lady Gaga - @Carol_Amorin
Toxic - Britney Spears - pedido do meu "Irmão Urso"
Nelly Furtado - Promiscuous. @dposadolescente, porque afinal de conta eu mando nesta bodega!

Comentários são sempre muito animadores!

06 agosto 2009

As mulheres da minha vida: a Menina de Marfim

Entre um dos (vários) intervalos do meu namoro com a Baixinha muita coisa mudou na minha vida. A empresa na qual eu trabalhava foi vendida, acabei sendo mandada embora.

Fiquei alguns meses parada, o que aliás proporcionaram briguinhas com a senhora minha mãe, Dona José, e também com a Baixinha. Fiquei cerca de 4 meses parada. Aproveitando o seguro-desemprego, torrando indevidamente meu dinheiro.

Quando voltei a trabalhar, fui parar numa instituição de ensino, não vou dar muitos detalhes porque quero preservar minha identidade, não é mesmo, meu povo?

Acabei conhecendo muita gente bacana e aumentando meu círculo de amizades.
Dentre essas amizades desde o primeiro dia reparei numa menina linda, tipo muito linda mesmo, imagine você aí uma guriazinha branca como o marfim, pequena, delicada, cabelos longos e castanhos, uma boca rosada com lábios desses que a gente até poderia chamar de perfeitos. Confesso que tentei disfarçar minha curiosidade inicial com a Menina de Marfim, afinal eu estava trabalhando.

Começamos a conversar e não sabia se aquela "coca era fanta".
Conforme nossos papos aumentavam, minha pulga atrás da orelha pulava e irratava ainda mais: eu não sabia se ela queria saber qual era a minha, se estava jogando pra descobrir e contar para os amigos. Era um jogo de sedução. Um jogo muito bom. Ela me mandava indiretas e eu ficava com dúvidas.

Das pessoas que tinham contato comigo ela era a com que eu mais conversava. Logo nas primeiras semanas já nos adicionamos no Orkut e no Messenger. Inúmeras conversas foram rolando. Soube que ela namorava já há algum tempo. Tá, não era bem um namoro, era um relacionamento aberto de três anos com um homem. Isso mesmo: "relacionamento aberto", "homem" e "3 anos" na mesma frase. Já imaginaram a merda que isso ia dar né?



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continua...

03 agosto 2009

Podcast - DUPA 011

Edição gostosinha na área!

Bastante música e opiniões das amigas twitteiras sobre namoro à distância!

Download do Arquivo (33.7MB)

A-Ha - Touchy
Duran Duran - Save a Prayer
Barão Vermelho - Meus Bons Amigos
Zeca Balero - Fiz Esta Canção
Los Hermanos - Paquetá
Ana Carolina e John Legend - Entreolhares
Marié Digby - Umbrella
Travis - Closer

E pra fechar Coldplay - Shiver.

Gostou? Quer pedir música? Sugerir um tema?
Comenta aê!
E se você não gosta do podcast, não ouve, não acha interessante, comenta também, porque aí eu fico sabendo né?

Um beijo, um queijo e amplexos para todas...


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P.S. a Lais Dalyn também deu a opinião dela, como eu já tinha gravado fica aqui registrado o tweet dela:
Depende muito das pessoas,se elas estão dispostas a fazer certo e se elas não tentarem destruir aquele relacionamento.

01 agosto 2009

O ponto e o conto

Filosofando sobre a espera pelo relacionamento perfeito, a gente mistura até fadinhas e ônibus.

Começo a achar que todo mundo vive as mesmas histórias, com pequenas alterações no roteiro o no lugar das “gravações”.

Me pergunto se realmente todo mundo tem um primeiro amor, se f…, arranja outro que teria tudo pra dar certo a não ser pelo fato de ainda gostar do primeiro amor, que não por acaso é mais impossível que ir a pé para a Lua.


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continue lendo...

30 julho 2009

As mulheres da minha vida: o balde de água fria

No último capítulo eu dividi com vocês um pouco de tudo o que eu estava vivendo. Estava feliz embora não demonstrasse tanto para a Baixinha. Depois de tanto tempo tendo e perdendo a mesma pessoa, tinha medo de perder de novo. Esse medo de perder me fazia ter ainda mais medo de sofrer de novo, de me doar 100% como fiz tantas outras vezes.

A questão era: não era que eu não gostava o mesmo tanto de antes, eu só não demonstrava tanto. Até porque ficar provando todo dia que ama alguém é uma tarefa árdua. No fundo eu desejava era que a Baixinha confiasse em mim e no meu sentimento por ela.

O grande problema de toda essa história foi justamente isso: confiança. Eu confiava tanto na gente e nela que queria começar a pensar em casar, afinal eram 3 anos e pouco de um relacionamento conturbado, mas tempo suficiente pra poder afirmar que eu a conhecia muito bem e ela a mim. Tempo mais do que suficiente pra saber dos defeitos daquela menina cabeça-dura e ainda assim amá-la.

Todavia a Baixinha nunca se relacionou com outra menina. E os pais dela são bem, mas beeem tradicionais. Pra ela sair de casa seria um parto. Literalmente. Seria uma nova vida e uma partida. Abrir mão da família nunca fez parte dos planos dela. E cada vez que eu pensava em deixar nosso compromisso um pouco mais sério eu recebia baldes e mais baldes de água fria. Queria ter comprado alianças nessa época, mas sabia que ela não iria usar. Coisas bobas, mas que para mim sempre tiveram significado.

A Baixinha é taurina. A minha definição para taurinos é "touro = ciumes²". Começaram a surgir briguinhas por conta de ciúmes. Acho que não é segredo, mas eu sou uma pessoa um tanto quanto comunicativa, logo sempre saia com os amigos, sempre conheci gente nova e venhamos e convenhamos até que não sou tão feia. Tenho lá os meus encantos. Isso somado ao ciúmes da minha pequena era motivo pra algumas birras dela. O problema não era a birra em si. O problema era que eu perguntava o que ela tinha e ela soltava aquele "Nada" bem seco, como se eu não a conhecesse tão bem a ponto de notar que ela não estava normal e que estava emburrada com algo.

Aí já viu, né?
Briguinhas = mágoas. Várias mágoas juntas + balde de água fria na cabeça = insatisfação. Eu ainda amava, mas não consigo viver sem sonhos. No fundo só esperava que ela sonhasse junto comigo. E a ausência de sonhos minou nosso relacionamento, até que chegamos num ponto que estávamos tentando reanimar um corpo em coma há muito tempo.

Não deixei de gostar. Mas percebi que aquilo estava me fazendo mal. E se tem algo que aprendi justamente com ela foi a me dar valor. Não que ela não desse, mas nas palavras dela: "Você merece estar com alguém que possa estar com você" e na cabeça da Baixinha ela não podia.

Abrir mão de alguém que você não gosta já é difícil. Abrir mão de alguém que você ama é dez vezes mais difícil. Foi assim que começamos a nos distanciar...

26 julho 2009

Querido Diário: Como anda o coração

Às vezes, pra falar a verdade é quase sempre, tenho a impressão de que estou numa inércia desgraçada. Quer dizer: não eu, mas meu coração.

Sabe quando você se interessa por alguém, imagina que pode dar certo, e de fato poderia, mas surgem outras coisas? Outros problemas? E toda aquela sua empolgação some? Pois é, estou quase assim. A diferença é que minha empolgação vai e volta, tal qual as ondas do mar. Clichê? Sim! Bem clichê.

Minhas construções verbais não andam das melhores. A ordem das palavras nem sempre é a mais bela, mas ainda assim insisto em escrever.

Ando misturando sentimentos do tipo: "Quero namorar", "Quero me apaixonar", "Quero ficar sozinha" e "Quero curtir muito"... Cada hora quero algo, e por não saber direito o que quero acabo ficando na mesma.

Se por um lado minha vida profissional anda a mil maravilhas, a sentimental anda assim do jeito que está: Conheço pessoas novas e novas pessoas mas quem disse que consigo deixar nascer qualquer tipo de sentimento? Até rola uns beijos nas baladas por aí, mas tão superficial que acabo me chateando muito mais do que curtindo.

No fundo talvez eu espere que algo aconteça mais ou menos como aconteceu antes: uma amizade bacana e depois um envolvimento impossível de segurar. Mas aí penso também se não estou idealizando demais... Será? Será que querer tudo certinho, bonitinho, conto de fadas é querer demais? Será que nunca mais vou sentir por outra pessoa coisas que já senti antes?

Semanas atrás algo até começou a brotar no peito, todavia o tempo e as circunstâncias foram inimigos de um sentimento bonito que foi plantado por mim. Por conta disso o que nasceu é feito erva daninha, que a gente arranca mas volta a nascer. Aí vocês perguntam "Menina do DUPA, por quê você não deixa nascer?" e eu respondo: Por vários motivos que não cabem aqui por agora, mas que em breve (ou não) possa ser que eu coloque aqui.

25 julho 2009

Selo Mágico

Não, não pensem bobeira. Não é "daquele" tipo de selo que eu estou falando.

Enfim ganhei um selo do blog da "Afrodite, Deusa do Amor". Muito obrigada, viu?



E pra receber o selo, é necessário atender a algumas regras:

1. Postar o selo e estas regras
2. Responder o questionário
3. Indicar o selo para outros 5 blogs

Vamos às perguntas

• Uma música mágica: Sutilmente - Skank
• Um filme mágico: Amor além da Vida
• Uma viagem mágica: Uma já feita para Curitiba, PR. E outra que ainda é sonho: Amsterdã.
• Acessório de maquiagem mágico: Lápis de olho, simples, mas dá uma diferença.

E os 5 indicados são:

- Reflexo em Palavras
- Fala Rapha
- Garotas Nada Vazias
- Mãe eu sou Lésbica
- Chá, Twitter & Bolachas

E de Brinde o selo também vai para um blog parceiro que eu sempre indico o da Turma do Colore

24 julho 2009

Podcast - DUPA 010

Décima edição na área!
Curtinho, nem meia horinha, falando um pouquinho sobre ficar só nessa época fria do ano.

Download do Arquivo (25.39MB)


The Cure - Friday, I'm in love
Oingo Boingo - Stay
Eddie Vedder - Rise
Hunz - The messenger
Carla Bruni -Je Suis une Enfant
Fernanda Takai - Diz que fui por aí
Seu Jorge - Mina do Condomínio

Quem quiser baixar o álbum inteiro do Hunz é só visitar o site.

22 julho 2009

As mulheres da minha vida: Palavras de um passado

Não sei se vocês recordam, mas eu disse que eu andava tão feliz que escrevia muito naquela época. Até porque eu sou assim: costumo escrever muito quando sinto algo intenso, seja uma dor intensa, seja uma alegria intensa, seja porque ando pensativa, mas meus excessos me fazem escrever...

Pois bem: Vou compartilhar com vocês algo dessa época feliz da minha vida.
Esse é um texto que escrevi em maio de 2008, uma das provas da minha felicidade abundante...

Da Serenidade do Amor

Cada momento junto é muito bom. Esse final de semana foi o típico programa de casal apaixonado. Eu diria que perfeito. Seus beijos e abraços viciam. Mas o mais interessante é o fato de que foi um final de semana bem calmo, bem sereno, bem amor.

Porque esse tal de amor é bem diferente de outro sentimento muito bom também: a paixão.
Acho que depois de tanto sofrer com paixões que chegam tomam conta, e deixam essa pessoa que vos escreve um tanto quanto descabeçada, comecei a admirar mais o amor. Principalmente esse amor que eu sinto.

O amor que sinto é sereno, é calmo, é o sentimento que me dá vontade de passar uma tarde inteira abraçado contigo, tentando escapar das tuas mordidas (que eu também adoro).

Em paz. É assim que me sinto. Querendo mais da gente, mais de você e mais de mim.
É estranho olhar pro lado, procurar uma mulher bonita e ver que sempre acabo achando todas desprovidas de beleza. Acabo sentindo sua falta e me sentindo feliz. Falta porque... bem porque eu queria estar sempre com você por perto e feliz porque vejo que ganhei na loteria acumulada.

Cada dia que passa, ganho mais consciência do quanto você é linda. Sempre te achei bonita, mesmo quando estava desarrumada ou com cara de quem acabou de acordar, mas olhando pros lados eu tenho ainda mais certeza do quanto você é perfeita, do quanto você me completa.

Eu sem você até existo e sou feliz, mas com você minha vida fica muito mais bonita, muito mais especial.

O mais gostoso é saber que te amo, e não te dizer isso.
Aliás estou tentando segurar um pouco os "Te amo". Mas tenho essa certeza toda vez que olho bem dentro dos teus olhos. É aí que solto aquele sorriso bobo, que depois quando você não está mais comigo, me deixa, muitas vezes, com dor na bochecha de tanto sorrir.

Uma pessoa boba, apaixonada, querendo viver cada dia intensamente, de preferência ao seu lado. [...]

Tudo o que estamos vivendo tem sido mágico.
Quero me casar com você!

20 julho 2009

As mulheres da minha vida: Namorando novamente

Pois é, depois de algum tempo resolvi continuar a história real da minha vida privada.

No último capítulo eu e minha amada Baixinha voltamos a "ficar".

Era 20 de janeiro de 2008. O medo de nos machucarmos era grande, quase tão grande quanto nosso amor. Confesso que nunca estive mais feliz do que nos seis meses que se passaram depois dessa data, afinal um tempinho depois (re)começamos a namorar.

Tudo estava maravilhosamente bem. Eu não conseguia sequer olhar para o lado de tão apaixonada que estava. Ela me completava, sempre me completou. Minha felicidade era olhar naqueles olhos e sentir-me amada, cuidada. Tudo bem que a Baixinha não gostava muito de frequentar ambientes GLS, mas até nisso ela mudou um pouco... Até porque aí poderíamos trocar os carinhos sem ter que nos policiarmos tanto.

Ninguém, absolutamente ninguém dizia que a gente não se gostava.
Minhas atitudes estavam diferentes: Maio de 2008 por exemplo foi um mês e tanto. Eu sorria a torto e a direito. Suspirava, estava nas nuvens, andava mais serena, mais calma, menos ciumenta. Escrevia palavras de amor no espelho embaçado após o banho, escrevia cartas, bilhetes...

Eram mensagens no celular, emails, carinhos, ligações, almoços, cinemas.
Foi então que comecei a sonhar num futuro à dois, ou no nosso caso: à duas.

Foi então que comecei a pensar em casamento novamente...

12 julho 2009

Meio a meio

Vai e volta, vem. Vai-se outra vez... gosto desse seu jeito de passar pela minha vida, meio de repente, meio sem querer.
Meio que como morfina, que apazigua a dor por alguns instantes. Meio como cocaína, que faz com que você gaste todas as energias num só instante.

Aliás a vida depois de ti tem sido meio a meio. Meio ida meio volta, meio verdade, mentira, querer e não querer. Meio minha, meio dela, meio de ninguém. Nem lá, nem cá. Meio a meio.
Exceto nas palavras, que brotam intensas, derradeiras, como se nada mais restasse a não ser escrever.

09 julho 2009

Podcast - Dupa 009

Podcast baladinha em ritmo de férias e feriado - no caso o feriado é pra quem mora no Estado de SP.

Download do Arquivo (35.8MB)

Young Folks - Peter Bjorn And John
Psycho Killer - Talking Heads
So What - Pink
Just do It - Copacabana Club
Michael Jackson - Beat It
Michael Jackson - Billy Jean
No Doubt - Stand and Deliver (pedido da Thais)
Justice - D.A.N.C.E. (errei o nome da música no áudio)
Just Jack - Starz in their eyes

Tem também uma notícia da Angelina (linda) Jolie.

08 julho 2009

Correndinho

Passando pra avisar que o podcast tá pronto e só falta subir ele pra rede.
Para o azar de muita gente eu ainda não morri, e estou muito bem, obrigada.

A saga das Mulheres da Minha Vida (o que inclui a Baixinha) ainda continua... Apesar de estar quase chegando ao fim.

Beijos e beijas.
Até mais tarde com um podcast bem legal pra todo mundo.

30 junho 2009

As mulheres da minha vida: o retorno da Baixinha

Por mais incrível que isso venha a parecer, depois que terminei com a Índia voltei a falar com a Baixinha. Nem eu acreditava mais que isso pudesse acontecer, e mesmo não acreditando nunca deixei de alimentar uma esperança que teimava em existir.

A gente voltou a se falar e a sensação que eu tinha era que o tempo não tivesse passado. Tudo continuava intenso e bom como antes. Era como se não tivéssemos brigado, como se não tivéssemos deixado de nos falar. Os papos continuavam intermináveis, as brincadeiras e os sorrisos continuavam presentes. Também continuava presente o sentimento no meu peito que se externava em forma de sorrisos bobos e olhares apaixonados a cada novo programa que fazíamos aos finais de semana.

Eu queria mostrar o quanto tinha mudado, o quanto havia amadurecido. Por essas e por outras por mais que a vontade que tinha fosse de fazer declarações apaixonadas eu me contive. Aos fins de semana sempre saíamos pra almoçar. Às vezes rolava um cinema, mas tudo sempre às escondidas, o que significava que eu não a pegava de carro em casa e muito menos andava com ela em lugares muito públicos como um shopping, por exemplo. Pra você ter uma ideia todas as vezes em íamos ao cinema ela entrava por uma porta e eu por outra só pra ninguém nos ver juntas.

Por esses motivos nossos almoços eram sempre em restaurantes afastados, o que não quer dizer que não fossem bons. Lembro de um dia que fomos até outra cidade só pra almoçar comida mineira. Recordo de vários detalhes: desde o suco de laranja cheio de bagaço que ela tomou até a limonada suíça que eu pedi. Lembro que nesse dia durante a volta a Baixinha resolveu tirar um cochilo no carro enquanto eu pegava a estrada. A Pós Adolescente aqui mantinha um olho na estrada e um olho na gata enquanto um sorriso enorme tomava conta desses meus lábios finos. Eu sempre gostei de vê-la dormindo. Sempre. E por mais que não estivéssemos ficando nem nada eu me sentia feliz por tê-la ao meu lado novamente. O tempo foi passando e a gente sempre conversando, sempre saindo juntas. O mesmo clima de antes voltou também, nossos olhares não negavam o desejo de ambas por um beijo apaixonado. Um beijo tal qual o primeiro. Era um dia de chuva nessa pacata cidade. Enquanto chovia ficamos a papear no carro em um bairro qualquer. Lembro que no carro tocava Sandy e Júnior o cd do acústico MTV, a vontade foi crescendo, crescendo, até que uma hora o desejo deixou de ser apenas desejo se fez ação. A trilha era “Alguém como você” e digo que música melhor não haveria naquela época.


Continua.....

22 junho 2009

Mini-Podcast: Malas, o que levar?

Texto bem legal que recebi da minha Irmã por email e resolvi compartilhar.
Essa semana sem falta outro episódio do podcast. Quem quiser pedir música tem até quarta-feira para enviar email para contato.dupa@gmail.com ou deixar nos comentários.

Download do Arquivo (5.04MB)

O link do depoimento do Padre Fábio de Melo, citado no áudio é esse aqui ó http://www.youtube.com/watch?v=0-2l1Yv-YTg.
Só pra constar a trilha de fundo é do filme O Fabuloso Destino de Amelie Poulain.

18 junho 2009

As mulheres da minha vida: Final do namoro, Maria Louca e o retorno da Baixinha

Como falei no último capítulo eu já queria terminar com a Índia em junho, mas estava perto do aniversário dela. Um pouco antes dessa data ela havia descobrido que eu a havia traído. Sim, eu já trai. Foi uma única vez e com o melhor amigo dela. Isso mesmo: o melhor amigo. Melhor amigo e gay ainda por cima. Então a questão confiança no relacionamento não andava lá essas coisas.

Segurei a barra por mais alguns meses. Mas fui me distanciando aos poucos. Eu ainda falava com a Baiana pela internet, mas já não sentia a mesma coisa, o mesmo desejo de conhecer, de a ter por perto. Nossa relação foi virando amizade mesmo, pelo menos do meu lado.

Enquanto isso ela se envolveu com uma guria de São Paulo, a Maria Louca. Quando eu tomei conhecimento desse envolvimento fiz um pequeno escarcéu. Não porque gostasse, mas porque pra mim era estranho alguém dizer que gostava de mim e se envolver com outra pessoa. Egoísmo? Filha da putagem? Imagiiina . Tanto falei que a Baiana resolveu parar de falar com a Maria Louca. Só que a Maria Louca gostava de verdade da Baiana. Uma paixão praticamente doentia. Foi aí que começou um dos infernos tanto na minha vida, mas principalmente na vida da Baiana.

Maria Louca fez ameaças, fez terror psicológico e outras coisas das quais não tomei conhecimento com a Baiana. Nesse meio tempo em agosto terminei com a Índia. Fiquei com outras garotas... E estava mega afim da Aspirante a Professora que eu tinha conhecido no Orkut de um amigo em comum. O problema é que a Aspirante a Professora namorava (na verdade acho que namora até hoje). A gente se envolveu, mas nunca chegamos a ficar de fato. Sempre saíamos, rolava todo um clima, mas nada acontecia. Eu queria aquela mulher pra mim. Lembro que na época cheguei a brincar, porque o nome da "Aspira" e da Índia, por acaso é o mesmo. Disse que ia trocar "seis por meia dúzia". Acabou que rolou um mal entendido entre eu, a Aspira e a namorada da Aspira. Nisso nós paramos de nos falar.

Nessa época eu também fiquei com a "Drogadinha Chata", que mais pra frente só me trouxe problemas. Depois disso passei a odiar ainda mais menininhas mimadas e com envolvimento com substâncias químicas ilegais. Passou um mês eu voltei com a Índia.

Não sei como cheguei até Novembro. Sei que em Novembro depois de muitas, mas muitas, mas muiiiitas brigas mesmo, meu namoro com a Índia acabou de novo. Tudo bem que depois disso a gente ainda ficou por várias vezes. Mas o namoro em si havia acabado mesmo.

Também foi em Novembro que depois de tanto tempo - mais de um ano pra ser exata - um milagre meio que aconteceu. Todo mundo sempre disse que eu e a Baixinha jamais iríamos voltar nos falar, que eu deveria esquecer e que ela nunca havia gostado de mim, enfim, maior galera sempre contra esse relacionamento ou o que quer que tivesse sobrado dele. Dentro de mim ainda havia o stigma de assunto mal resolvido. Sei que em Novembro de 2007 sei lá como e porquê, a gente voltou a se falar... Aliás Novembro foi um mês bizarro do começo ao fim...


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continua...

16 junho 2009

Querido Diário: A Capital, o Gianechinni e a balada

Fui viajar no feriado. Estava muito bem acompanhada. Uma mulher que sempre esteve presente na minha vida, uma das poucas que tenho certeza que amo. Dia das Namoradas, frio, muito charme e um clima extremamente romântico, perfeito não é? O detalhe é que a mulher em questão é minha irmã e que eu continuo solteira. (Sorte ou azar?)

Ela abandonou o namorado e fomos curtir uma viagem de amigas. Viagem que aliás foi fantástica.

Conhecer uma Capital do Sul, gente nova, e passar frio foi uma experiência simplesmente fantástica apesar dos vários imprevistos. Voltei chocada com quantidade de mulher bonita existente no Sul. Juro que se eu morasse por lá me contentaria em apenas olhar (não por muito tempo, é claro).

Eu estava ansiosa pra conhecer algum lugar gls e sabia que minha irmã não iria topar. Fiquei receosa em sair sem ela, afinal se ela largou o namorado, porque eu não poderia largar a balada e as mulheres uma vez na vida? Nessas horas que percebo como minha relação com ela é extremamente saudável: conversando ela me deu maior apoio para ir, mesmo que fosse para ir só, afinal já estávamos passando todos os dias o dia todo juntas.

Não deu outra, no sábado, após o barzinho com os amigos do hostel, rumei para a balada. E quer saber? Melhor coisa que eu fiz. Fiz amizades na fila, amizades de momento, pessoas que dificilmente vou encontrar novamente, mas que naquele momento foram essenciais.

Balada adentro curti cada instante. Dancei, olhei, puxei papo e até fiz minhas conquistas. Duas pra falar a verdade. E no meio da música boa e das mulheres bonitas eis que no meio da madrugada surge ele: Gianechinni. Reynaldo Cisotto Gianechinni Junior. Sim, o sonho de muitas mulheres (e meu também durante um bom tempo) estava na balada gay. Pensei em tirar fotos, em puxar papo, mas aí me coloquei no lugar dele. E deixei o cara se divertir.

Beijei muito e resolvi ir embora.
Paguei minhas contas e tomei o caminho de casa, linda e feliz. Feliz e leve.

09 junho 2009

Querido Diário: A moça do bar

Eu já estava pensando em atualizar isso aqui com maior frequência e com coisas atuais, aí ♀ da Turma do Colorê reforçou a ideia mesmo sem saber. Continuo é claro com a história das Mulheres da minha Vida, que é totalmente baseada em fatos reais, mesmo não parecendo eu vivi sim essa novela mexicana que vocês carinhosamente acompanham aqui. Falando nisso estamos estacionadas no ano de 2007, isso quer dizer que ainda vão rolar alguns capítulos por aqui...

Mas enfim, falando de atualidades vamos registrar meu dia-a-dia.
Domingo pra mim é dia de sair com os amigos. Aqui na região tem um bar que é muito legal, tem música ao vivo e grande partes dos frequentadores são do sexo feminino. Aliás foi nesse bar que conheci a Dona Engenheira há quase um ano atrás, lembram dela?

No último domingo como de costume fomos para lá: o Trio Fantástico - composto por mim, a Psicologa e a Geminiana Confusa - e meu Irmão Urso.

Já na chegada arrumamos uma mesa, e fomos pegar uma cerveja, quando cheguei perto do balcão já avistei uma moça um tanto quanto bonita, não é linda, mas bonita o suficiente para chamar a atenção mesmo estando longe. Houve uma troca de olhares mas estávamos distantes.

Depois dessa, toda hora eu procurava um motivo para sair da mesa e ir até o balcão. Até que resolvi ficar por lá um pouco, dançar, curtir e tentar uma aproximação da moça. Meu Irmão também estava dançando e começou a bater papo com um amigo bêbado... Nisso aproveitei a deixa de que estava "sozinha" e puxei papo com a guria.

Não lembro exatamente como começou a conversa, sei que falamos de nós, nos apresentamos e tal... Eu fui dar uma volta, não queria ficar com ela até então, até porque no mesmo recinto estava uma das minhas ex's. Não que eu tenha namorado com ela, mas ficamos um bom tempo juntas ano passado e eu sei que ela gostava muito de mim... Confesso que o eu queria mesmo era tentar de novo com ela, mas ela se fechou depois que terminamos e eu entendo os motivos dela.

Por esses e outros motivos eu fiquei trocando de "rodinhas" de amigos: batia um papo com a ex, depois voltava e falava com a Moça do Balcão. Quanto mais eu conversava mais eu me interessava, ela contou do acidente de moto que sofreu recentemente, profissão, relacionamentos passados... Não preciso dizer que acabamos ficando não é?

Sei que tive meu ego lustrado também. Ouvir que minha boca é gostosa fez da noite ainda mais especial. Trocamos telefones e logo deu a hora de ir embora...

Trocamos mensagens ontem a noite e hoje em parte do dia...
Só fiquei (e estou) preocupada com a Ex. Pensando se ela ficou achando que eu só fiquei para provocar... Coisa que não é verdade... Enfim, vamos ver no que dá essa história.

02 junho 2009

As mulheres da minha vida: a Índia e o Namoro

Voltando e continuando a contar a história sem fim, a novela mexicana, os contos da minha vida privada, a série de menor sucesso na lesbosfera brasileira, a gente, ou melhor, eu relato agora como foi namoro que começou graças à fadinha verde chamada Absinto.

Era final de ano, e a Índia mora com a madrasta, o pai e o irmão por parte de pai, logo no Natal ela iria aproveitar para rever a outra parte da família: a mãe e os outros irmãos que moram em outra cidade. A princípio e depois de ter ficado sóbria este foi o primeiro momento em que me arrependi de ter começado a namorar. Ela iria ficar 15 dias longe e eu a ver navios... Poderia muito bem ter esperado mais um pouco e curtido os 15 dias na mais pura solteirice, mas não, não, o meu amigo álcool não deixou.

Até aí tudo bem. Saia com os amigos da Índia, o Poodle, o Arango, a... a... putz, minha criatividade pra nomes hoje está em falta, deixe me ver qual nome vou colocar na amiga da Índia... ah... Já sei: a Chica Buarque. Enfim, saíamos um pouco, enquanto a Índia permanecia na casa da sogra número 2. Apesar de ser mãe da Índia eu sempre considerei e tive muito mais afinidade com a madrasta, logo a madrasta é a sogra número 1. E não é número 1 só porque eu tinha mais contato não. É número 1 porque é uma excelente pessoa, mas vamos voltar a falar do namoro.

Contei para a Baiana que havia começado a namorar. Não preciso dizer que ela não reagiu bem né? E também não preciso dizer que minha então namorada morria de ciúmes de uma pessoa que está há zilhares de quilômetros de distância. Eu tentei conciliar durante muito tempo minha amizade e meu namoro. Tudo bem que mensagens no celular eram motivos de briga, mas ainda assim a Baiana até um tempo atrás era uma pessoa com quem eu adorava conversar e que me fez um bem simplesmente indescritível, mesmo estando há zilhares de quilômetros de distância.

A Índia voltou de viagem, e o namoro seguiu tranquilo. Eu frequentava a casa dela, saía com os amigos, era meio romântica, fazia umas graças, queria que aquele namoro desse certo. As brigas que aconteciam nessa época eram por conta do cigarro, uma vez que havíamos feito um trato: eu tirava a fitinha de N.S. Bonfim do braço e ela parava de fumar. Nem preciso dizer que a minha parte eu fiz né? mas já minha namorada... Então eu sempre me sentia mal, porque me sentia menos que um cigarro e outras coisinhas mais, até porque eu sou meio chatinha mesmo.

Não vou negar que sentia muita saudade da Baixinha, que por muitas vezes mandei email mesmo sabendo que ela não iria responder.

Sei que o tempo passou e numa das bebedeiras com os amigos acabei beijando o melhor amigo da Índia, que por acaso é gay. Essa história ficou em off durante muito tempo. Eu sentia saudades da Baixinha, mas o namoro estava conseguindo me preencher, não 100%, mas uma boa parte. O que eu não esperava que é meu amigão contasse pra a amiga, que eu e ele já tínhamos traído a confiança dela... Nem fiquei fula da vida quando descobri né? Afinal já tinha passado tanto tempo, o namoro estava tão bacana.

Sei que apesar de não termos terminado a partir daí muita coisa mudou.
As cobranças em cima de mim triplicaram. E se tem algo que me incomoda é ciúmes sem razão. Tudo bem que eu pisei na bola, mas continuar namorando sem confiança é definitivamente um grande desafio. Junto com a briguinhas vinham as lembranças de que com a Baixinha as coisas não era daquele jeito, eu me sentia mal porque me achava culpada... O tempo passava, eu me isolava. A Índia abriu o mundo dela pra mim e eu fui incapaz de retribuir isso. Me fechei, até porque eu tinha um senhor assunto mal resolvido comigo própria e com a Baixinha também. Junho foi chegando e com ele a vontade de terminar também. E junto com junho e a vontade o dia dos namorados e o aniversário da Índia.

Apesar dos pesares ela foi uma excelente namorada, em diversos sentidos. Me compreendeu, aceitou minhas bobeiras, sonhava comigo, era carinhosa do jeito dela, cozinha maravilhosamente bem, era companheira, tão companheira que por diversas vezes me deu seu colo, mesmo sabendo que eu chorava por outra. A Índia foi especial. Pena que eu não estava preparada para entrar nesse relacionamento de cabeça, não estava preparada para me abrir. Eu queria terminar, mas não sabia como. E também não queria que ela ficasse mal perto do aniversário. Por essas e por outras resolvi esperar mais um pouco...




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Obrigada pelos comentários no último post. Foram de grande valia. Estou melhorando e colocando outras coisas em primeiro plano.

28 maio 2009

A anta que escreve

Dando uma pausa no podcast e na série, resolvi desabafar, afinal este blog é um diário de uma pessoa crescidinha, que mesmo sendo - cóf cóf - gente grande, tem uns problemas dignos da mais alta dramatização juvenil.

O fato é que eu me sinto uma idiota às vezes. E não bastasse me sentir assim eu ajo conforme meus sentimentos. Isso faz com que eu ligue para um número que nem sequer está na minha agenda, mas que está gravado na alma. Eu ligo mesmo sabendo que isso deveria ser a última coisa a ser feita na face da terra. Ligo por conta de um egoísmo, de uma ausência insuportável: a ausência da Baixinha.

Bizarro? Talvez.
E quero morrer com isso. E não é morrer num sentido figurado não. É morrer mesmo. Porque me sinto incapaz de seguir, mesmo sabendo que tenho forças, que se eu quiser eu consigo. É tudo tão mais complicado na minha cabeça e no meu coração que eu me perco.

Não é que eu não aceito ter perdido. Eu aceito. O que eu não aceito é ter errado.
Malditas fucking cobranças... O ruim é seguir e ficar com esse gosto amargo de derrota na boca.

Não é uma obsessão. Não, não é. Isso tudo é consciência de que ela me fazia muito bem. Um bem que nenhuma outra pessoa fez ou faz. E fica difícil de alguém acertar a mão no tempero da coisa de novo. Porque eu fico me perguntando: Como e porque vou achar outra pessoa, se tudo aquilo que eu procurava eu achei?

Estranho né?
Pois é. E toda essa onda de pensamentos me sufoca.
E dói. Dói de um jeito que eu acho que doeria menos deixar de viver.
Morte nesse momento não me vem como sofrimento. Vem como alívio. Um alívio covarde e egoísta. E sim, eu sou covarde. Uma covarde metida à besta. Metida à mártir.
Tão metida à mártir que prefiro, consciente ou não, continuar vivendo essa maldita dor.

Eu poderia simplesmente mudar? Sim. Mas algo me prende.
E eu não sei o que é. Definitivamente eu não sei o que é.
Aí eu choro. Choro como chorei no sábado, sozinha no carro voltando do programa com amigos, choro quando lembro N coisas e choro quando escrevo textos de merda como este que você lê agora...

E toda essa consciência de sentimentos, pensamentos, e etc, etc, me maltrata.

No fundo eu só queria amar de novo. E sei que não é procurando que vou encontrar isso... É me permitindo. E quem disse que consigo? Quisera eu ser menos fresca...

Sei que se o desejo de morrer é, como dizem por aí, pecado, quero então cometer o último dos meus erros.

(e não se preocupem... isso passa... na verdade eu espero que passe...)

23 maio 2009

As mulheres da minha vida: A rave, a Índia e o absinto

No último capítulo contei que estava envolvida com a Baiana e que estávamos meio que juntas, mas sem nenhum compromisso. Eu em São Paulo e ela na Bahia com o computador quebrado e também comecei a contar da rave.

Pois bem, a rave tava chata pra dedéu. Começamos a beber em volta da piscina: eu, minha amiga que tinha me convidado e a amiga dela, morena jambo, cabelos longos e castanhos com olhos da mesma cor, que doravante vamos chamar de Índia, haja visto que, de fato, ela tem traços parecidos com o codinome. Papo vai, papo vem, eis que na piscina de azulejos azuis e rejunte verde surge uma sapa nadando. Tá, não era bem uma sapa, era uma perereca e não pense bobeira ok? Era um animal anfíbio ok? Não era uma lésbica nadando nua, com a perseguida/xoxota/xana/periquita/insira-aqui-o-nome-que-quiser à mostra.

O anfíbio estava lá, nadando e aproveitando o ambiente quando um cara metido a besta resolveu tentar pegar a perereca. Ele tentava e perereca nadava, tentava de novo e a perereca escapava, ia com jeitinho e nada de pegar a perereca. Cansada de ver a cena a Índia resolveu se mobilizar e mostrar como é que se coloca a mão na perereca. Então num show de habilidade ela foi, entrou na água (que estava na altura dos joelhos) e pegou a perereca! E não é q bichinha nem tentou fugir? Deve ser coisa de Índia, aquele lance de ter contato com a natureza e tal...

Depois de um tempinho na mão da Índia, a perereca voltou para a piscina e sumiu. É lógico que o episódio deu início uma conversa, um papo animado, com piadinhas toscas da minha parte no sentido de "Ahhh então você coloca a mão na perereca?" ou ainda "Você pega a perereca com jeitinho" e coisas que somente o álcool nos permitem dizer.

Como o local era grande, eu e a Índia saímos pra conversar e conhecer melhor o lugar. Nessa altura do campeonato eu já havia reparado no anel em formato de cobra no polegar e já estava pensando "Ahaá, essa guria torce pro mesmo time que eu...".

Contei sobre a minha história com a Baixinha e ela sobre a vida dela. Eu toda jogando meu pseudo-charme pra cima dela e batendo papo. Conversamos um bom tempo e resolvemos voltar pra civilização pra socializar. Como a rave tava muito, mas muito chata fomos embora. Tempos depois fui descobrir que minha amiga estava ficando com a Índia e que a Índia nesse dia queria ter ido pra outro lugar, um churrasco GLS que sempre rola aqui na região.

Deixei as meninas em casa e elas me convidaram pra ir a um churrasco, que não lembro se era no dia seguinte ou na semana seguinte na casa de uma amiga.

Lembro que depois comentei com a Baiana que estava com a sensação de a ter traído, por mais que não tivéssemos nada.

Pois bem, fui ao churrasco, conheci os amigos da Índia. E conversando com uma delas disse que tinha gostado muito da morena jambo. Enfim... Nada tinha rolado até o momento ainda. Mas já havia declarado minhas intenções.

Na volta, de novo eu havia dado carona, ela me convidou pra entrar. Estávamos em dois casais: eu e ela e um casal de amigos. Os amigos começaram a se pegar na sala e eu sentada no braço do sofá conversando com ela. Eis que ela vai a cozinha e volta, na volta para na minha frente e.... Bem, não preciso dizer que ficamos não é mesmo minha gente? Sei que nessa passei na casa dela mais umas duas vezes durante a semana e marcamos de sair. Um barzinho gay que era muito, mas muito, muito bom nessa época. Começamos a dançar e beber, dançar e beber. Catuaba, cerveja e... Absinto! Era a primeira vez que eu provava a fada verde. Nem preciso dizer que a essa altura do campeonato tava todo mundo bêbado né? Lembro de flashs dessa noite. Um deles é de três meninas se agarrando encostadas numa das paredes externas do bar. Beijos à três, um casal de guris ao lado e a coisa fervendo. Detalhe: eu era uma das três meninas. As outras duas eram a amiga da rave, também conhecida como Promoter e a nossa já conhecida morena jambo, Índia. Sei que quando me dei conta dessa situação dei um jeito de ficar a sós com a Índia enquanto a Promoter ia ao banheiro. Ainda bêbada, exatamente no dia 23/12/06 eu a pedi em namoro. Ela, também bêbada, aceitou.

Meu primeiro namoro "oficial" com gurias começou assim. Não peço pra imaginarem como foi o resto, simplesmente porque essa história eu ainda vou contar.
Aguardem ;)

21 maio 2009

Podcast - DUPA 008

No programa de hoje muita música animada e a opinião dessa que vos fala sobre gurias bissexuais.


Download do Arquivo (26.8MB)

  1. Jesus Jones - Right Here, Right Now
  2. Amy Winehouse - You Know I'm No Good
  3. Fatboy Slim (feat Groove Armada) - I See You Baby
  4. Placebo - Meds
  5. Linkin Park - Faint
  6. Madonna - Love Profusion
  7. Shakira (feat. Wycleaf Jean) - Hips Don't Lie
  8. Raimundos - Mulher de Fases (acústica)

Tô devendo a nova do No Doubt, que fica pra semana que vem, certo?

16 maio 2009

As mulheres da minha vida: A Baiana

Depois de contar como briguei com a Baixinha a vida continua e minha história também.

Eu sempre fui uma, humm... "rata"(?) de internet. E sempre gostei de escrever também, tanto que meu outro blog tem uns 4 anos de idade (e anda abandonado por sinal). Nessa época blogar por lá era meio que terapia: me sentia bem mais leve. O outro blog que ainda está no armário sempre carregou nas entrelinhas tudo aquilo que eu vivia. Nessa época eu o divulgava em outros blogs e principalmente em comunidades do orkut.

Um certo dia, numa dessas comunidades, uma menina linda, mas tipo muito linda, veio tirar uma dúvida sobre html comigo. Desse papo começamos a conversar mais. Em pouco tempo o assunto blogs deu lugar a outras conversas. Começamos a falar de nossas vidas. Eu eu aproveitei pra chorar o fim de uma relação com uma "pessoa" - porque toda lésbica/fancha/sapatão em início de carreira nunca diz que está chorando horrores por causa de uma guria, principalmente pra uma pessoa que você mal conhece.

A Baiana sempre foi atenciosa. Aliás disso não posso reclamar: ela cuidou muito bem de mim nesse período que eu chorava por causa da "pessoa" - vulga Baixinha. A Baiana dos belos lábios, mesmo com a distância era mais presente do que muita gente por aqui.

Eu fui melhorando, aos poucos, mas fui. E quanto percebi, tava envolvida: chegava mais cedo pra poder falar via áudio com ela. Ficavamos no MSN boa parte do dia. Éramos confidentes. Não sei como nem quando, mas contei que a "pessoa" era uma guria. Nessa época a Baiana era o ser mais heterossexual que eu conhecia virtualmente. Tínhamos algo mesmo que implícito. Eu morria de ciúmes quando ela saia pra uma tal boate soteropolitana mas ela parecia não me dar muita bola.

Lembro que liguei no aniversário dela, mesmo com vergonha, nos falamos um pouco, mesmo ela toda ocupada com os preparativos pra mais uma balada. O tempo foi passando e começamos a trocar cartas também. Lembro que dei o Edward de natal - um urso da coca-cola - e ganhei o Elvis, o hipopótamo mais sexy da face da terra e que na época cheirava Dreams. Realmente a Baiana tinha um ar de mulher dos sonhos.

Mas nem tudo era só maravilhas: tinha a distância, tinha minha carência, tinha a personalidade forte da Leonina Soteropolitana. E nesse meio tempo teve também os meus não-sei-quantos pedidos de casamento, que logicamente não foram aceitos.

Quando a Baiana começou a pensar em retribuir toda aquela minha paixão aconteceu que o computador dela simplesmente quebrou e precisou ficar uma semana na assistência técnica. Isso me fez voltar para o mundo real.

Nessa época eu não frequentava bares e/ou baladas GLS's. Tinha ido uma única vez, que por sinal me traumatizou: além de me sentir estranha - sim, eu me senti estranha na primeira vez em que fui a um bar GLS - eu tomei um fora. Um big dum fora. Enfim: quando o computador da Baiana quebrou eu percebi que estava vivendo uma vida totalmente virtual. Que estava interessada numa pessoa que eu nunca tinha visto pessoalmente e que meus dias (e minha vida amorosa) dependiam de uma máquina. Resultado? Balde de água fria nesse coração que vos tecla.

Pra complicar ainda mais a situação, aconteceu que calhou que nessa mesma semana eu recebi um convite pra ir numa PVT - entenda-se mini-rave - no final de semana. Eu fui mais pra fazer média com a guria que tinha me chamado do que por vontade mesmo. E essa rave mudou minha vida.

Chega o dia da festa, fomos no meu carro pro local da PVT, eu a minha amiga e uma amiga da amiga. Chegando lá nossa surpresa: A festa não estava bombando. Na verdade acho é que foi bombardeada porque não tinha praticamente ninguém. Mas mesmo assim muita coisa aconteceu naquele sábado de dezembro de 2006.

E a Baiana, você deve estar se perguntando certo? Pois é... O final dessa história (mais uma vez) fica pro próximo capítulo.

E não me matem.
Enquanto isso, conheçam as aventuras de Alice em Lesboland. ;)

14 maio 2009

10 Dicas Sutis de como dizer ao seus pais, aos poucos, que você é Sapa

Você sempre sonhou no momento mágico em que pudesse contar pra papai e mamãe que você gosta mesmo é de mulher e não tem a menor ideia de como começar a dar dicas pra entrar no assunto? Seus problemas acabaram! Tá, mentira. Não acabaram, mas inspirados num post do Christian Pior (que sabe se lá porque foi deletado) essa Pós Adolescente que vos fala e a ♀ da Turma do Colorê resolvemos escrever as 10 Dicas Sutis de como dizer ao seus pais, aos poucos, que você é sapa:

1) Abandone as aulas de ballet, sonho da sua mãe, e matricule-se nos treinos de Rugby ou em artes marciais diversas. Diga que você se sente muito mais a vontade de kimono do que vestindo collant.

Quer saber das outras 9? Faça uma visita para a "Turma do Colorê" e veja a continuação desse post!

12 maio 2009

Calma, calma...

Eu não morri. Pelo menos não ainda...

Eu acho. E se eu morri e ainda estou postando aqui eu devo ser algum tipo parecido com "a Noiva Cadáver".

Enfim, o fato é que hoje eu passei por aqui para dizer que tô viva, e que devo postar mais uma parte da série Mulheres da Minha Vida amanhã ou depois com direito a novidades. Ou não.

Enquanto isso "ouvam" os podcasts já publicados enquanto vocês visitam alguns blogs amigos, como o blog da "Turma do Colore" ou o "Fala Rapha"
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