21 novembro 2016

Término.

Olha, eu não sei como vão ser as coisas daqui pra frente.
Eu sei que é dificil ser mulher e ser lésbica. Ou bissexual. Eu não gosto de rótulos. Embora me sinta muito mais à vontade com mulheres, ainda existem homens que me chamam a atenção e mais do que isso: que me dão tesão.

Nos próximos dias é bem provável que eu encha esse espaço com inúmeras lamúrias.
Terapia?
Talvez.

Sei que chegar ao fim (espero que temporário) de um relacionamento é extremamente dolorido.

02 março 2016

Eu não quero me apaixonar

Quanto menos você quer pensar num assunto, mais você pensa.
Bem mais.

Morro de medo de me apaixonar.
E acho que o medo anda sendo tanto que perdi a noite de sono.
Sabe quando você sente não uma saudade qualquer mas "aquela" saudade? Isso porque você viu a pessoa em questão na parte da manhã e ainda não deu nem 24 horas?

Sabe quando você fica curiosa em saber qual é o cheiro da pessoa, porque você a conheceu faz pouco tempo, mas não lembra de ter gravado o cheiro?
Sabe quando você fica procurando um motivo qualquer para marca-la em um post no facebook ou mandar uma mensagem no celular?
Quando você imagina um beijo, por mais improvável que isso possa parecer?

É, eu morro de medo disso tudo.
Morro de medo de sentir tudo isso e não ser correspondida.
Morro de medo de ter certeza que meu coração tá apertadinho assim por conta de uma paixão que, talvez, esteja brotando por aqui.

Por que o medo?
Porque a probabilidade de ser correspondida é mínima.

Por quê?
Porque eu não faço ideia do grau de heterossexualidade na escala Kinsey que ela ocupa.
O quão hetero uma mulher pode ser? O quão hetero essa mulher pode ser?

Eu não quero pensar.
Quero levar pra frente só como uma amizade.

Aí no exato momento em que estou escrevendo tudo isso... Quem manda mensagem?
É.

Tá foda.

Eu não quero me apaixonar.

12 fevereiro 2016

A Prima

Acho que uma das coisas que esse blog com certeza pode comprovar é que minha vida é uma novela mexicana.
Um dramalhão com inúmeros personagens. Com um enredo tão misturado e coisas tão improváveis que às vezes acho que dá de 10 a zero em The L Word.

Eu vou escrevendo as coisas, como quem não quer nada.
Terminei meu namoro há um tempo. Bom tempo diga-se de passagem e desde então, por conta do trabalho, anda difícil engatar algo novo.

Nesse momento Nando Reis começa a tocar All Star por aqui e me pergunto se são as Moiras mexendo seu tear...
Tô pensando bastante na noite de hoje. Jantar sem grandes pretensões todavia encantador.

Gosto da companhia das amigas. E estou descobrindo que começo a apreciar um pouco mais a companhia da prima.


Será que vai dar certo?
Mais uma das tantas perguntas que eu faço e quase nunca obtenho resposta.

Me resta deixar o tempo passar.

10 fevereiro 2016

Sobre Tinder, Wapa, encontros e a vida

Acabei de voltar de um date. Termo em inglês para encontro com fins de conhecer melhor alguém.
Conheci a moça no Tinder e tinhamos inúmeros amigos em comum. Frequentamos a mesma igreja durante um bom tempo.
Após o match, trocamos telefone e seguiu uma conversa no whatsapp por alguns dias, até hoje.

Ela é uma fofa. Foi um almoço rápido, no final nos despedimos com um beijo.
Como estou me sentindo agora?

Não faço ideia.
Uma mistura de pensamentos veio parar aqui.
Sei lá, o fato de termos frequentado a mesma igreja é um bom ponto, mas também me lembra que conheci a Baixinha lá.

Vou voltar a sair com ela.
Mais por amizade que porque qualquer outra coisa. Por quê?
Nesse primeiro instante não rolou química.

Esse é o lado ruim dos aplicativos: demorar pra conhecer alguém pessoalmente.
Ou deixar a porta aberta pra continuar deixar ainda mais gente entrando na vida.

Tempos atrás conheci uma médica. Desta vez pelo Wapa.
Eramos quase que vizinhas. Conversamos, marcamos de sair.
Ela mais velha, saiu faz pouco tempo de um casamento. Estava verborrágica. Isso me irritou.
Acho que se eu a conhecesse hoje, talvez pudesse dar certo.

Timing is a bitch. #himym

O que quero dizer com tudo isso?
Que às vezes as pessoas são incríveis mas ainda assim não fazem nosso coração bater mais forte.

Minha cabeça está em outro canto.
Meu coração nem sei mais se ainda existe. Às vezes acho que já conheci todas as pessoas legais as quais eu tinha direito.

Ou devo estar procurando no canto errado.

O que eu quero?
Ser supreendida.

14 março 2015

Sobre possibilidades

Vamos lá, vamos a mais uma sessão tentando organizar as ideias.
Eu me encanto muito facilmente com um padrão bem específico. Tanto que dias atrás estava até brincando ao dizer que posso fazer um Bingo.

Aí eu conheço pessoas, abro um pouquinho o portão do castelo e... e... e me fodo.
Não dá pra saber em quem confiar.
Expectativas são minhas e só eu sou responsável por elas.
A grande questão é saber quando posso criar ou não.

Não é porque a gata te chamou pra dormir na casa dela por dois dias seguidos na mesma semana em que você a conheceu é que você pode ter a tola ideia de talvez essa seja uma relação (de amizade inclusive) que vai durar.

Mulheres são estranhas.
Isso me inclui.
Eu nunca sei dosar se estou sendo grudenta demais ou se estou distante demais.
Acaba sobrando pra quem realmente gosta de mim, porque acabo ficando na defensiva na grande maioria das vezes.

Eu realmente não ligo de ficar sozinha.
Mas confesso que odeio quando resolvo sair da casinha e abrir uma portinha que seja pra possibilidade de me envolver e não dá em nada.
Seres humanos e sua incrível capacidade de lidar com rejeição.

Acho que uma das merdas que costumo jogar a culpa no signo é o fato de ser muito 8 ou 80.
Ok, que nos últimos anos isso tem melhorado e MUITO mas né... Bato na tecla de que ainda sou um ser-humano.

É...
Então é isso.
Deletei o telefone da gata da agenda. Se ela visualiza e não responde então não vale a pena eu gastar o meu tempo.




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